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Meia-noite. As notícias com António José Soares. Boa noite. Luís Marques Mendes diz que André Ventura deve mostrar as provas dos alegados acordos que Luís Montenegro lhe terá proposto. Uma posição defendida no habitual espaço de comentário do domingo da SIC Notícias, onde chegou mesmo a comparar o líder do Chega com Donald Trump.
A questão das provas é a seguinte: se André Ventura tem provas disso que diz, então que as apresente, porque é ele que faz a acusação. Por isso, acho que isto, na prática, é um fait divers. André Ventura, nos últimos dias, andava um pouco pressionado com esta questão, que foi muito bem traduzida num texto de João Miguel Tavares no "Público" na quinta-feira. Ele é muito corajoso, mas João Miguel Tavares dizia que ele está cheio de medo de eleições. Acho que ele precisava desviar as atenções para outro tema, porque esse tema lhe era incômodo. É por isso que acho que isto é um fait divers. Mas é um fait divers, mas a não ser verdade, é grave. Sumamente grave. Com certeza. Também as invenções que o Trump faz todos os dias são graves e ele não deixou de ser presidente dos Estados Unidos e pode estar novamente a caminho de lá.
Luís Marques Mendes acusa ainda André Ventura de não saber lidar com a responsabilidade de estar à frente do terceiro maior partido com assento parlamentar, com 50 deputados.
André Ventura é uma pessoa com talento político. Goste-se ou não se goste, mas tem talento político, instinto político e teve mérito no resultado de 10 de março. Ter 50 deputados é obra. Agora, também é responsabilidade, e eu acho que ele não está a saber lidar com a responsabilidade de ter crescido tanto, de ter 50 deputados. Porque quem tem 50 deputados também tem a responsabilidade de ser uma pessoa credível, consistente, que não anda permanentemente a mudar de ideias. E esta é a parte que lhe está a falhar e que, evidentemente, o afeta.
Luís Marques Mendes, no habitual espaço de comentário do domingo na SIC Notícias. Pedro Nuno Santos aponta o dedo ao líder da Iniciativa Liberal. Críticas que chegam um dia depois da entrevista dada por Rui Rocha à SIC Notícias. Na entrevista de sábado, o presidente da Iniciativa Liberal falou sobre as reuniões que o seu partido teve com o primeiro-ministro e também da polêmica que envolve as declarações do líder do Chega sobre reuniões com Luís Montenegro e alegados acordos. Um dia depois, neste domingo, Pedro Nuno Santos veio responder assim:
Há, no entanto, um líder partidário que aparenta saber o que aconteceu, e esse líder partidário é o líder da Iniciativa Liberal, que tratou de explicar o que não foi falado nas reuniões e quantas reuniões é que não houve. A Iniciativa Liberal já não é um partido, está transformada na guarda pretoriana do governo e do primeiro-ministro. A direita é uma confusão, a direita não é de confiança.
Declarações do secretário-geral do PS, captadas pela CNN no Congresso Federativo da Área Urbana de Lisboa, no Estoril. Um discurso onde Pedro Nuno Santos afirmou ainda que todos os militantes do PS têm a liberdade de dizer o que pensam.
É importante que nós saibamos ouvir os militantes e respeitá-los. Não está em causa, nem nunca esteve, a liberdade interna de cada um. O Partido Socialista é um partido que conquista a liberdade lá fora e garante-a cá dentro. Qualquer militante tem a liberdade de dizer o que pensa. Todos os militantes têm liberdade de dizer o que pensam, incluindo o secretário-geral do Partido Socialista. Eu tenho uma obrigação de liderar um combate externo e de liderar também internamente o Partido Socialista. E nós temos de atuar e intervir na unidade, sempre. Essa é a nossa força.
Declarações de Pedro Nuno Santos, horas depois de ter apelado ao sentido de responsabilidade dos militantes socialistas, em especial daqueles que têm presença no espaço midiático. A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos quer um aumento de 5% do valor das pensões, uma posição defendida num manifesto enviado à Assembleia da República com as prioridades para o orçamento do Estado de 2025. É pedido um aumento de 5%, no mínimo de €70, e defendida uma subida de €100 no complemento solidário atribuído aos idosos com baixos rendimentos. A Confederação pede também, entre outras medidas, a atribuição de médico e enfermeiro de família a todos os reformados. A Stellantis poderá fechar fábricas na Europa devido à concorrência chinesa, um cenário admitido pelo presidente-executivo da construtora automóvel, Carlos Tavares, na sequência da instalação de fabricantes chineses no continente europeu. Em Portugal, a Stellantis detém o centro de produção de Mangualde, no distrito de Viseu. De acordo com o site da empresa, emprega cerca de 900 colaboradores, divididos por três turnos, e produz uma média de mais de 360 viaturas por dia. Lá por fora, António Guterres diz que os ataques israelitas a forças da ONU no Líbano podem constituir um crime de guerra. Numa nota enviada pelo porta-voz, o secretário-geral das Nações Unidas diz que os ataques contra elementos da Força de Manutenção da Paz são uma violação do direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário. Entretanto, o exército israelita assumiu que um dos seus tanques atingiu hoje um posto dos capacetes azuis da ONU no Líbano, onde defronta o movimento Hezbollah. Em comunicado, o exército de Israel refere que o veículo estava a tentar resgatar soldados feridos debaixo do fogo inimigo, recuou vários metros e atingiu um posto da Força Interina das Nações Unidas. Telavive terá avançado com três condições para um cessar-fogo no Líbano, segundo a imprensa israelita. As condições de Israel passam pelo afastamento do Hezbollah da fronteira e o desarmamento das milícias libanesas. A segunda condição é a supervisão internacional para impedir o rearmamento do Hezbollah, especialmente através da fronteira entre o Líbano e a Síria. Por fim, Telavive exige manter a possibilidade de atuar militarmente no território libanês, caso identifique ameaças à sua segurança. "O que é que andamos todos aqui a fazer?" é este o título do livro do jornalista do Observador, João Francisco Gomes, que chega às livrarias na próxima quinta-feira. A obra é escrita a meias com Ricardo Araújo Pereira. O humorista é um confesso ateu e João Francisco Gomes, um jornalista que acompanha de perto os assuntos ligados à religião. O livro tem prefácio do cardeal José Tolentino de Mendonça. João Francisco Gomes revela alguns dos temas que o leitor vai poder encontrar nesta obra.
A ideia de fé, ou seja, acreditamos ou não acreditamos que exista alguma coisa além daquilo que podemos testemunhar com os nossos sentidos. O debate filosófico sobre a existência de Deus, os pontos de contacto, e esta é talvez uma das partes mais interessantes e inovadoras do livro, os pontos de contacto entre a comédia e a teologia. A própria ideia de podermos ver na figura de Jesus Cristo também ele um comediante, é um dos desafios do livro. E por fim, a questão da morte, que eu acho que talvez seja a questão mais pungente para todos nós. Se temos de morrer, por que existimos? Para que tudo isto serve?
O jornalista do Observador, João Francisco Gomes, um dos autores do livro "O que é que andamos todos aqui a fazer?", escrito a meias com o humorista Ricardo Araújo Pereira. A obra chega às livrarias na próxima quinta-feira. Vamos ao desporto. Começamos com o hóquei em patins. O Benfica é novamente campeão da Elite Cup. Venceu a Oliveirense por 3 x 2. As Águias conquistam assim o primeiro troféu da temporada e tornam-se também na primeira equipa de hóquei em patins a conquistar a Elite Cup em duas edições consecutivas. Já pelo futebol de praia, Portugal venceu a Espanha por 9 x 6. O jogo decorreu este domingo em Cádiz. A Seleção Nacional confirma assim o primeiro lugar do grupo de qualificação para o Mundial de 2025, sendo que Portugal já tinha garantido essa qualificação ao derrotar a França e a Polónia, as outras duas seleções do grupo. Terminamos com o desporto este jornal da meia-noite. A informação está de regresso à meia-noite e meia, com uma síntese de notícias e já com edição do jornalista Carlos Pedro. Boa noite.