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Jornal da meia-noite com António José Soares. António, o Benfica deu a volta e venceu o Farense por 3 x 1. Os encarnados estão nos quartos de final da Taça de Portugal.
Vitória construída em apenas seis minutos e só na segunda parte. O Farense marcou primeiro por Tom Mané, ao minuto sete. Entre o minuto 56 e 62, o Benfica marcou por Sjöldrup, Arthur Cabral e Alexander Bah. No final do jogo, o treinador Bruno Lage recusa deslumbramentos com a conquista da Taça da Liga, depois de uma má primeira parte.
Não estamos com a cabeça na Taça da Liga. Recebemos a Taça da Liga, festejamos, metemos o foco neste jogo. Não vá por aí, não adianta. Temos o primeiro arremate de Otamendi, um grande arremate, e a seguir falhamos na bola defensiva. O Farense mete-se em vantagem e a equipa tentou reagir. Faltou-nos um pouco uma circulação de bola mais rápida. Falámos ao intervalo. Fizemos alguns ajustes, mas o ajuste mais importante que tivemos que fazer foi a adaptação do campo.
Já Tosé Marreco, treinador do Farense, não achou o resultado justo. Atribui a vitória do Benfica à qualidade individual.
Parece-me que o que faz virar o jogo é obviamente quando jogas contra uma equipa em que a parte individual entra muito forte. Estivemos bastante organizados, como se viu, não permitimos muito pouco e ver três gols sofridos num jogo como este me parece claramente demasiado para aquilo que permitimos ao Benfica. E obviamente que o jogo se decide em aspectos muito individuais, e hoje foi o caso.
Com esta vitória por 3 x 1, o Benfica segue para os quartos de final da Taça de Portugal. Os encarnados vão agora defrontar o vencedor do jogo de amanhã entre Sporting de Braga e Lusitano de Évora.
Noutros temas, Alexandra Leitão é a mesma candidata do PS à Câmara Municipal de Lisboa.
Uma confirmação dada ao início desta noite pelo secretário-geral do Partido Socialista. Pedro Nuno Santos assegura que a escolha foi fácil e justifica ao dizer que a líder parlamentar do partido é a maior aposta para retirar a autarquia ao PSD e a Carlos Moedas.
A escolha de Alexandra Leitão para a Câmara Municipal de Lisboa explica-se de uma forma muito simples. A capital é muito importante. Lisboa está a ser mal governada pelo PSD e pelo presidente de Câmara atual e, portanto, o Partido Socialista tinha de fazer a sua maior aposta. E Alexandra Leitão é a líder parlamentar do PS e é uma das figuras, senão mesmo depois de mim, a figura mais importante do Partido Socialista neste momento, depois de mim e do presidente do partido, como é evidente. Portanto, este é um sinal da aposta forte que nós estamos a fazer em Lisboa.
Pedro Nuno Santos, no início desta noite na sede do PS, depois de ter estado reunido com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e a Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares. O líder socialista voltou a acusar o governo de incompetência na gestão do SNS.
Isaltino Morais afirma que Portugal é um país seguro. Já sobre os zacates no Martim Moniz, diz ser algo que faz parte do dia a dia.
Uma opinião deixada esta noite em entrevista à SIC. O autarca de Oeiras falou sobre o tema da segurança, que tem estado envolto em polêmica. Isaltino Morais puxa a fita do tempo atrás e fala na insegurança que se vivia em Portugal há 40 anos.
Portugal é um país seguro, mas quando eu digo que Portugal é um país seguro, não vale a pena arranjarmos pretextos, porque há uma rixa aqui e uma rixa além, e através daí extrapolar. Eu vou lhe dar um exemplo.
Os confrontos que tivemos agora no Martim Moniz vieram provar-nos algo diferente?
Faz parte do cotidiano haver esses problemas. Repare, insegurança havia nos anos 80. As pessoas parece que não têm memória. Repare, hoje fala-se mesmo, e isto agravou-se com os túrgulos dos bairros, etc. Nos anos 80, não se sabe, havia milícias populares aqui em Oeiras. Nessa altura, a polícia não entrava nos bairros de barracas. Problemas de insegurança havia nessa altura.
Isaltino Morais, esta noite na SIC. Já sobre as eleições autárquicas, disse que há a possibilidade de se recandidatar à Câmara Municipal de Oeiras. Falou também sobre a polêmica lei dos solos. Isaltino Morais vai ser ouvido no Parlamento sobre este tema. Diz que a medida vai combater a especulação imobiliária por aumentar a oferta na habitação pública.
E os funcionários judiciais admitem a possibilidade de voltar à greve.
Uma garantia deixada pelo presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais no programa Justiça Cega, da Rádio Observador. Os sindicatos vão propor ao governo uma contraproposta conjunta para criar uma carreira pluricategorial, com salário inicial de mais de 1.200 € para não licenciados. António Marçal admite o regresso das paralisações pelas discordâncias com o Executivo e com o Ministério da Justiça.
Aquilo que nós quisemos fazer de uma forma silenciosa foi sinalizar o nosso descontentamento e dizer que com esta proposta, o governo está a ditar não só uma sentença de morte para a carreira do social justiça, mas também a contribuir de uma forma muito negativa para aquilo que se pretende que seja uma justiça efetiva e célere.
Então, posso concluir que ponderam regressar à greve se nada for feito.
Sim, nós temos vindo sempre a dizer que queremos ser parte da solução, não do problema. Portanto, mais uma vez, a bola está do lado do governo, está do lado da senhora Ministra da Justiça e do senhor Ministro das Finanças. Nós estamos disponíveis para o acordo e hoje fizemos chegar a nossa contraproposta.
As palavras do presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais no programa Justiça Cega, da Rádio Observador. António Marçal afirma ainda que os sindicatos admitem uma revalorização salarial de forma faseada, um modelo que o sindicato diz que o Executivo tem adotado na negociação com outras carreiras de regime especial. No final de dezembro, o Ministério da Justiça apresentou aos sindicatos a proposta de revisão da carreira, no âmbito das negociações de revisão do Estatuto dos Funcionários Judiciais, que começam na próxima quinta-feira à tarde.
António, já foi lançado o primeiro satélite comercial português.
O PÓSAT-2 partiu da Califórnia, nos Estados Unidos, a bordo de um foguetão da empresa SpaceX, de Elon Musk. Eram 19h em Lisboa. Este é o primeiro de 12 satélites da constelação ATON, um dispositivo da empresa Lusospace que promete revolucionar as comunicações. Em declarações à Rádio Observador, o astrónomo José Augusto elogia a entrada de Portugal no setor e pede financiamento e iniciativas futuras.
Neste momento, há esta entrada de Portugal neste setor, não só na parte comercial, como também na parte educacional. Eu diria que na parte comercial, vamos ver no futuro se haverá mais empresas interessadas em entrar neste setor e em lançar pequenos satélites. Há também aqui uma questão de financiamento, porque este PÓSAT-2 era um dos vários empreendimentos espaciais que estava previsto no plano de recuperação e resiliência. Esse plano irá acabar brevemente, as verbas vão esgotar brevemente e não sei se no futuro haverá novas fontes de financiamento para este tipo de iniciativas.
O projeto da Lusospace vai ser capaz de receber e partilhar todo o tipo de dados marítimos e terá a missão de monitorizar alterações climáticas. A empresa já está a construir os próximos satélites a serem enviados para o espaço, existindo a expectativa que fiquem operacionais até fevereiro do próximo ano. A bordo do Falcon 9 da empresa SpaceX, seguiu também o satélite Prometheus-1, desenvolvido por estudantes da Universidade do Minho.
António, vamos a outros temas que marcam a atualidade.
Foi submetida esta terça-feira uma petição para a União Africana travar o reconhecimento de Daniel Chapo como presidente de Moçambique. O documento lançado por organizações de sociedade civil denuncia a fraude fiscal na eleição e também a violação dos direitos humanos. Daniel Chapo toma posse esta quarta-feira. Portugal vai marcar presença na cerimónia através do ministro dos Negócios Estrangeiros. O Observador esteve a acompanhar o candidato da oposição, Venâncio Mondlane, durante dois dias. Um artigo que está a esta hora em manchete no nosso site. É assinado pelo diretor-adjunto do Observador, Pedro Jorge Castro, e conta também com o trabalho do fotojornalista João Porfírio. E Filipa, está quase a chegar ao fim o novo podcast Plus do Observador, o quinto e penúltimo episódio de "A Caça ao Estripador de Lisboa" já está disponível.
É isso mesmo. E conta a história da investigação ao assassino em série que no início dos anos 90, aterrorizou o país.
Na altura, foram investigadas dezenas de pistas, entre elas uma possível ligação a crimes cometidos anos antes nos Estados Unidos.
Vai em direção ao norte do Estado. Há pouco trânsito. Faz quilômetros sem se cruzar com ninguém. Precisa de ir à casa de banho, mas a Route 140 é uma espécie de deserto. Não encontra um posto de combustível ou um restaurante onde parar. Encosta numa zona onde a berma é mais larga. Deixa o carro e começa a descer em direção à mata em busca de um lugar mais abrigado. Não anda muito, 10, 15 metros no máximo. É nessa altura que a vê. Ali, numa zona de clareira, está o corpo de uma mulher, seminu. Tem um pedaço de tecido enrolado à volta do pescoço. Um sutiã, há de perceber-se mais tarde. Está em estado muito avançado de decomposição.
Um excerto do quinto e penúltimo episódio de "A Caça ao Estripador de Lisboa", uma série narrada pela atriz Inês Castelo Branco, com banda sonora original de Mário Laginha.
Há um novo episódio todas as terças-feiras no site do Observador, nas plataformas de podcast e também no YouTube. É o novo podcast Plus do Observador a fechar este jornal da meia-noite.