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Para a Avatro. Jornal da meia-noite com a Laura Figueiredo e começamos pela atualidade internacional. Donald Trump vai receber na próxima semana o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para fechar o cessar-fogo em Gaza.
De acordo com a imprensa internacional, o encontro acontece já na próxima segunda-feira, dia 7 de julho. A visita é marcada numa altura em que o presidente norte-americano tem intensificado a pressão sobre o governo israelita para negociar com a Hamas um cessar-fogo e também um acordo sobre a libertação de reféns. O porta-voz da Casa Branca, Caroline Leavitt, disse hoje que Donald Trump e o Executivo estão em comunicação constante com a liderança israelita e que o fim do conflito em Gaza é uma prioridade para a administração norte-americana. O porta-voz diz ainda que Donald Trump quer salvar vidas.
E Laura, na atualidade nacional está em fase de conclusão o incêndio que deflagrou esta tarde em Aljustrel. Há danos confirmados em explorações agrícolas.
O alerta para as chamas foi dado pouco depois da 13h. Começou com três frentes ativas. A situação chegou a ser grave, mas acalmou ao início da noite, com a descida da temperatura. Algumas áreas agrícolas foram consumidas pelas chamas. Mais de 1000 ha de terreno foram atingidos. A CNN diz que há também danos em viaturas e equipamentos. A situação está já controlada no local. Ainda assim, estão mais de 230 bombeiros apoiados por cerca de 90 viaturas. À CNN, o comandante sub-regional do Baixo Alentejo sublinha a importância dos trabalhos noturnos para manter o incêndio vigiado.
O incêndio, o facto de estar dominado, não está extinto. E o facto de estar dominado, pelo varrimento que temos feito com a equipa de reconhecimento e avaliação de situação, com visão aérea e com uma visão específica, conseguimos verificar que em todos os setores há muitos pontos quentes, em que agora todas as equipas que estão nos diferentes setores têm que chegar ao local e ir consolidando, rescaldando e extinguindo aqueles pontos quentes, que é o que nos preocupa.
Carlos Pica revela ainda que sete pessoas ficaram feridas, mas explica o comandante que já estão bem. O combate às chamas chegou mesmo a ter o apoio de seis meios aéreos.
Falamos agora das eleições autárquicas. No mesmo dia em que Manuel Pizarro se comprometeu a construir 5000 novas casas, Filipe Araújo traça também uma meta: 2000 novas habitações acessíveis para a cidade do Porto.
Este valor, ainda assim, salvaguarda as 1400 casas já previstas durante o mandato de Rui Moreira. Filipe Araújo fez o anúncio durante a apresentação da campanha "Fazer à Porto" esta tarde, nos Jardins do Palácio Cristal, compromete-se com uma meta que acredita ser realista e sublinha que não há soluções mágicas.
Precisamos de continuar a reabilitação e promover mais habitação acessível para a classe média e para os mais jovens. Não há soluções mágicas, como algumas pessoas ou alguns andam a prometer. Não há soluções e a solução não pode ser apenas acometida ao setor público. Nós, sem amarras ideológicas ou diretrizes partidárias limitantes, propomos aumentar o parque público de renda acessível. Estamos a falar de 1400 novas casas que já estão preparadas para avançar, que os projetos já estão efetuados, e que acreditamos que poderá ser possível aumentar até às 2000 no médio prazo.
Para além da habitação, Filipe Araújo comprometeu-se ainda com quatro outros pontos-chave: qualidade de vida, cultura, mobilidade e segurança. Quanto ao último candidato independente, pede um reforço dos polícias municipais e também mais guardas noturnos nas ruas do Porto.
Do governo, é imperativo que trate da formação de mais polícias de segurança pública, que possam posteriormente também integrar a nossa Polícia Municipal. Na minha visão, e partilhada com todos que tenho falado, o ideal é duplicar aquele que é o número de agentes que hoje temos na Polícia Municipal, que temos cerca de 200 para 400. Um polícia municipal, apesar de não ter competências na área de segurança, é um agente de autoridade e a sua presença não deixa de transmitir um sentimento de segurança às pessoas.
As declarações de Filipe Araújo, que pede que seja resolvido o problema trânsito na VCI, atira culpas a PS e PSD, que a seu ver, negligenciaram o problema.
E Manuel Pizarro, candidato socialista, promete a construção de 5000 casas a preços acessíveis nos próximos quatro anos, se for eleito.
Deixa críticas ao PS e ao PSD sobre a forma como tem gerido o tema do acesso à habitação e promete não declarar guerra ao alojamento local.
Mas eu não vou conduzir nenhuma guerra contra o alojamento local, porque o alojamento local também faz parte do ecossistema que permite a vida económica da cidade do Porto. E repito, é também o alojamento local que atrai turistas que vão ajudar a financiar a habitação a custos moderados.
Foi um erro do governo do Partido Socialista de que fez parte, a forma como lidou com o alojamento local?
Sem nenhuma dúvida. Não apenas o Partido Socialista, porque quem segue o Partido Socialista no governo está na mesma linha, que é a linha de olhar para o problema da habitação do lado do tema da procura. Só que o que há na habitação é um déficit marcado de oferta. E não serve para nada dizer que há muitos fogos devolutos e em mau estado de conservação. Constatar esse facto não os coloca no mercado e não há nenhuma forma de os colocar no mercado de arrendamento num prazo curto.
Manuel Pizarro revela que a taxa turística e o IMT vão contribuir para o financiamento dessa medida que vai implementar com ou sem o apoio do governo, é o que garante.
Ainda no tema da habitação na autarquia do Porto, o Livre quer criar 30% de habitação pública nos próximos 10 anos na cidade.
Uma posição defendida pelo candidato autárquico pelo partido. O tema da habitação continua a marcar a pré-campanha para as próximas eleições autárquicas no Porto. E depois das promessas de Manuel Pizarro e Filipe Araújo, agora é Hélder Sousa, do Livre, que propõe mais habitação pública para os portuenses.
Uma das nossas prioridades é a prioridade óbvia, prioridade da cidade e do país, que é a habitação. Nós, na habitação, vamos propor 30% de habitação pública para os próximos 10 anos. É uma meta ambiciosa, mas nós temos que fazer esse esforço. Temos que ser capazes de fazer parcerias público-cooperativas, de construir mais, não só habitação social, mas também casas para toda a gente, para todas as famílias, para a classe média, casas acessíveis. Há também um problema da habitação de emergência, que nós vamos tentar enfrentar. No Porto, há mais de 600 pessoas em situação de sem-abrigo e nós queremos criar um programa que dê casa, apoio psicológico e apoio médico a estas pessoas.
O candidato do Livre à Câmara Municipal do Porto, Hélder Sousa, defende que o partido tem um projeto ambicioso, mas que chega a todas as partes da sociedade civil portuguesa.
Falamos agora do caso que opõe os Anjos a Joana Marques. Ricardo Araújo Pereira considera que se a humorista for condenada, sofrem todos os que tiverem a mesma profissão e qualquer cidadão.
Em entrevista à Sic Notícias, Ricardo Araújo Pereira, que testemunhou hoje em tribunal, realça que sentir-se ofendido não pode servir para definir se as coisas podem ou não ser ditas. O humorista nota que está habituado a falar sobre os limites do humor, mas que o foco agora mudou.
As pessoas ofendem-se com várias coisas. Um silêncio pode ofender, uma rejeição pode ofender, uma crítica pode ofender. Às vezes, um facto, a verdade pode ofender. Isso não significa que a gente vá proibir silêncios, rejeições, factos, verdades. É a pergunta a que estamos a responder, a dos limites do humor, e eu estava habituado a respondermos a essa pergunta a propósito de Maomé, Jesus Cristo, coisas desse tipo, coisas de algum modo sagradas. Nós agora estamos a discuti-lo sobre a interpretação de dois cantores numa pista de motas.
Ricardo Araújo Pereira afirma ainda que tem visto exagero na reação ao humor. Dá como exemplo a condenação de oito anos do humorista brasileiro Leo Lins.
E a fechar este jornal, Laura, vamos a outros temas que estão em destaque.
Volodimir Zelensky diz que a Rússia está a preparar-se para novas operações em países europeus. O presidente da Ucrânia sublinha que Vladimir Putin não está a mudar de planos, nem a procurar uma forma de acabar com a guerra. Na rede social X, Zelensky afirma que os russos procuram oportunidades onde quer que as encontram e precisam de ver que haverá algo para os impedir em todo o lado. O presidente ucraniano reforça ainda que, de uma forma ou de outra, todos teremos de garantir a segurança na Europa com uma arquitetura de segurança forte e verdadeiramente eficaz. A Embaixada dos Estados Unidos em Israel atenuou as restrições de viagem para oficiais do governo. O órgão anunciou esta segunda-feira, na rede social X, que ainda assim, qualquer viagem oficial dentro de áreas restritas requeira a aprovação do gabinete de segurança da embaixada. O sul da Europa registou esta segunda-feira uma onda de calor persistente que atingiu uma extensão geográfica sem precedentes, além da queda de granizo em alguns locais. Em Portugal, o calor de domingo levou à formação de um raro fenômeno de nuvens rolo, que se acumulou em certos troços do litoral. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, no interior, o termômetro terá atingido os 46,6 graus em Mora, no distrito de Évora, um valor próximo do máximo absoluto no país, registado em 1 de agosto de 2003. Devido à onda de calor, o IPMA colocou sete distritos do continente em aviso vermelho entre domingo e terça-feira: Lisboa, Setúbal, Santarém, Évora, Beja, Castelo Branco e Portalegre. Os restantes distritos estão com avisos laranja e amarelo, variando nos dias.
E é assim que fechamos este jornal da meia-noite.