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As notícias com António José Soares.

Boa noite. O líder do PS diz que pretende contribuir para a estabilidade política. Declarações um dia depois do governo ter aprovado o Orçamento do Estado para 2026. Mesmo sendo o seu dia de aniversário, José Luís Carneiro não parou a campanha para as autárquicas este sábado. Num comício na Lourinhã, diz que não quer uma crise política, mas acrescenta que o Partido Socialista vai estar ao lado daqueles que apresentarem na Assembleia da República propostas de valorização das pensões mínimas. Na perspectiva do líder do PS, é preciso aumentar as pensões mínimas de forma estrutural e duradoura. O presidente do PSD apelou este sábado à unidade na corrida do partido à Câmara de Mafra. Luís Montenegro falava num jantar de apoio ao cabeça de lista autárquico naquele município do distrito de Lisboa. José Bizarro foi a escolha social-democrata para suceder a Hélder Sousa Silva, que renunciou ao cargo em 2024 para exercer funções como eurodeputado e agora é candidato a Almada. O primeiro-ministro repetiu que quer ter nas autarquias parceiros próximos para as políticas governamentais, como a baixa de impostos ou apoios a jovens e idosos. O Chega apresentou o programa para Lisboa. Bruno Mascarenhas insiste que quer ganhar as eleições, mas se perder, rejeita qualquer acordo de governação com Carlos Moedas. Diz que não vai atender o telefone ao atual presidente da Câmara e que se Moedas vencer no dia 12 de outubro e quiser construir uma maioria de direita na Câmara Municipal. Bruno Mascarenhas insiste: o Chega vai avaliar medida a medida, mas não mais do que isso.

Não, isso eu já disse, está fora de questão. Ou seja, o Chega ou ganha as eleições ou será oposição. Isso é óbvio. Mas também com responsabilidade, e eu gostava que as pessoas soubessem, nós, em tudo aquilo que for bom para a cidade, independentemente do partido, venha do PS, do PSD ou de outra força partidária, como já o fizemos até a nível da Assembleia Municipal, que foi onde nós tivemos representação nestes últimos quatro anos, nós, se for bom para a cidade, votamos a favor.

Bruno Mascarenhas, depois da apresentação do programa que vai a votos para Lisboa no dia 12 de outubro, num hotel da capital, esta apresentação. Apesar da sala cheia, houve ausências como André Ventura. Ainda assim, o candidato do Chega assegura ter o apoio do líder do partido.

O presidente André Ventura pediu-me para fazer esta apresentação hoje. Ele estará conosco na segunda-feira, em campanha na rua e, portanto, eu acho que ele está a nos dar todo o apoio e a escolha deste candidato é dele e, portanto, ele sempre me deu todo o apoio.

Bruno Mascarenhas cola ainda o PS ao PSD e acusa Carlos Moedas e Alexandra Leitão de representarem o passado e a corrupção. O candidato do Chega a presidente da Câmara de Lisboa defende que o partido de André Ventura é a única alternativa para a capital. O líder do PCP acusa Nuno Melo de estar metido numa trapalhada na forma como agiu em relação aos caças norte-americanos que aterraram na base das Lajes. Numa arruada que antecedeu um comício em Lisboa, Paulo Raimundo voltou a criticar o ministro da Defesa pela forma como geriu o caso da passagem pelos Açores dos F-35 com destino a Israel. O secretário-geral do PCP ironiza, dizendo que os aviões não eram certamente para apagar fogos.

É uma trapalhada, é tudo uma trapalhada. Quando o mesmo ministro, o mesmo ministro de Portugal, diz que F-35 não são aviões de guerra nem de combate, há uma coisa que sabemos: não são aviões para apagar os incêndios nem em Portugal, nem em Israel, nem nos Estados Unidos. Bem precisávamos. Mas quando se tem em conta chamar F-35 a aviões que não são aviões de guerra nem de combate, está tudo ao contrário. Mas isso até é a questão menor. Quer que eu lhe diga, até é a questão menor. O que nós colocámos desde o princípio foi esta: é que houve aviões que aterraram num Estado soberano, que é o nosso, e que não deram chave a ninguém. Ora, isso não pode acontecer.

Paulo Raimundo, em declarações aos jornalistas numa ação de campanha em Lisboa, ao lado de João Ferreira, o cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal da capital, acusou Carlos Moedas de não estar preparado para ser presidente da autarquia depois do acidente com o elevador da Glória.

Bom, infelizmente, nós sabemos que não é a primeira vez que declarações públicas do presidente da Câmara Municipal de Lisboa entram em contradição com os factos e com a realidade. Num caso desta sensibilidade, isso é muito grave e demonstra, mais uma vez, a impreparação que tem para o cargo que ocupa. Mas eu insisto que, neste momento, continua a ser fundamental nós fazermos um apuramento total, cabal, tão completo quanto possível e rápido das causas e das responsabilidades por algo que nunca deveria ter acontecido. Nesse apuramento não podem ficar de fora opções de gestão, opções políticas tomadas no passado e no presente que fragilizaram a empresa.

Declarações de João Ferreira e Paulo Raimundo num contacto com a população antes de um comício da CDU que decorreu na zona dos Sapadores, em Lisboa. O secretário-geral da CGTP admite convocar uma greve geral se o governo não recuar em toda a linha no pacote laboral. São declarações de Tiago Oliveira à Agência Lusa, à margem de uma manifestação de professores em Lisboa. O secretário-geral da CGTP afirma que quanto maior for o ataque aos direitos dos trabalhadores, maior será a resposta nas ruas. Questionado sobre o que vai significar a intensificação da luta contra o governo, Tiago Oliveira afirma que já está marcada uma grande marcha nacional para o dia 8 de novembro em Lisboa E reitera a hipótese de convocar uma greve geral, caso seja necessário. As alterações na proposta do governo preveem alargar os setores de atividade abrangidos por serviços mínimos em dias de greve, uma mudança que a CGTP contesta e considera como um ataque ao direito sindical. Eduardo Ferro Rodrigues considera incompreensível o silêncio do atual presidente do Parlamento sobre os ativistas portugueses detidos em Israel e também irresponsável a acusação do ministro da Defesa de que estes são apoiantes de terroristas. Numa nota enviada à Agência Lusa, o socialista defende ainda uma ação eficaz para a imediata libertação e repatriamento dos detidos, exigindo-se do governo português e da União Europeia um protesto formal junto de Israel pela forma como estão a ser tratados. Ferro Rodrigues criticou ainda o ministro da Defesa, Nuno Melo, por ter acusado os ativistas de serem apoiantes de terroristas. A acusação de Nuno Melo, escreve, é de enorme gravidade e irresponsabilidade e parece ignorar o perigo que os ativistas correm, diz Ferro Rodrigues. O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu terá aprovado diretamente uma operação militar pro lançamento de drones contra a Flotilha Global, que se dirigia a Gaza e que foi alvo de um ataque ao largo da Tunísia no início de setembro. Segundo o canal norte-americano CBS, que cita duas fontes norte-americanas, Israel terá lançado então estes drones a partir de um submarino que largou dispositivos incendiários sobre os barcos da Flotilha, a 8 e 9 de setembro. Na altura, recordamos, as autoridades tunisinas rejeitaram que se tratasse de um ataque de Tel Aviv e alegaram que as explosões teriam origem nas próprias embarcações. A CBS tentou obter resposta das Forças Armadas israelitas, mas não obteve qualquer esclarecimento. No desporto, o Sporting joga amanhã com o Braga, em Alvalade, e Rui Borges lembra que os bracarenses ainda não perderam fora de casa esta temporada. A partida está marcada para às 19h15. O técnico dos Leões destaca a qualidade do adversário, bracarense, e o registo que tem fora de portas esta época. Rui Borges não tem dúvidas que o Sporting de Braga chega motivado a Alvalade, mas assegura que motivação também não falta aos Leões, que pretendem manter a série vitoriosa na liga.

Espero um Braga forte. É sempre uma grande equipa, uma equipa que, apesar de tudo, fora de portas ainda não perdeu. Independentemente daquilo que é os resultados que têm sido os últimos do campeonato, acima de tudo, uma equipa bem moralizada pelo resultado fora de portas nas competições europeias. Espera-nos um jogo difícil, um jogo com uma equipa que está motivada com o último resultado. Também têm que perceber que deste lado vai estar uma equipa também super motivada, casa cheia. Nossos adeptos a jogarem em casa também nesse sentido têm sido muito importantes e vão continuar a ser. E uma equipa também que está super motivada para continuar o nosso caminho no campeonato e fazer tudo para vencer o jogo.

Já do lado do Braga, Carlos Vicens promete uma equipa muito competitiva em Alvalade e capaz de se adaptar aos diferentes momentos do encontro.

A vitória na Escócia tem de nos dar confiança para enfrentar o Sporting. Queremos mostrar que somos capazes, que temos ideias e que conseguimos enfrentar os diferentes momentos da partida. Vai ser preciso confiança, união, trabalho e sacrifício. Não vai ser um jogo fácil, é sem dúvida dos mais difíceis.

O Sporting-Braga está marcado para às 19h15. Mais tarde, à noite, joga-se o clássico entre Futebol Clube do Porto e Benfica. Ambas as partidas vão ter relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. A emissão especial de desporto arranca quando forem 17h30. Fica por aqui este bloco de notícias da meia-noite. A informação está de regresso à Rádio Observador com uma síntese quando for 24h30, já com edição do jornalista João Lourenço. Eu estou de regresso amanhã para mais uma noite informativa e também desportiva na sua companhia. Boa noite, até amanhã.