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Meia-noite em ponto. Jornal da Meia-Noite, uma edição do José Rafael Lopes. José, começamos com o secretário-geral do PS, que assegura que não falta espaço de participação política dentro do PS.
É uma resposta de José Luís Carneiro, que sublinha que há a porta aberta para todos os que queiram contribuir de forma positiva para uma alternativa política ao governo. A resposta do líder do PS surge depois de um grupo de militantes do partido ter criticado os prazos apertados para o próximo Congresso Nacional do Partido Socialista, com José Luís Carneiro a reagir desta forma.
Não falta espaço de participação política para todos quantos queiram contribuir positivamente para uma alternativa política a este governo. Como sabe, há mais de um mês que foi marcado o congresso. No dia 26 estão previstas a entrega das moções de estratégia e, portanto, quem entendeu ser candidato teve o tempo suficiente para apresentar as suas candidaturas.
As palavras de José Luís Carneiro antes de entrar para um encontro com militantes e simpatizantes do partido em Viana do Castelo. No discurso, o líder do PS afirmou que o mais importante é discutir com as pessoas o que é preciso para o país. O secretário-geral do Partido Socialista, que se escusou a comentar mais um adiamento das eleições para o Conselho de Estado, para o Provedor de Justiça e para o Tribunal Constitucional.
E seguimos nesta edição com a reação do ministro da Agricultura, que diz, José Rafael Lopes, que só dá razão à presidente da Câmara de Coimbra num ponto. Isto após a troca de argumentos entre os dois, que marcou o dia político.
A autarca de Coimbra, Ana Abrunhosa, exaltou-se com o ministro José Manuel Fernandes por falar à imprensa antes de ouvir os presidentes de câmara, numa visita que o ministro fez ao Dique do Mondego. O ministro explica que chegou pontualmente ao local para falar primeiro com agricultores e visitar depois a obra na A1. Fez um aviso prévio aos autarcas de que iria a Coimbra. José Manuel Fernandes diz que nunca se exaltou, ao contrário de Ana Abrunhosa. Assegura ainda o ministro que compreende que os nervos estejam à flor da pele depois das tempestades e que não lhe passa pela cabeça que a antiga ministra do PS tenha criado um número político.
Se houve um momento de tensão, não foi da minha parte. O governante tem que aguentar todos os momentos de tensão. Eu não tive nenhum momento de tensão, bem pelo contrário. Depois, no final, conversamos. Agora, eu não vou cometer a indelicadeza ou a presunção de que aquilo pode ter sido uma coisa propositada para se fazer ali um número político da parte da senhora presidente de câmara, não vou dizer isso. Não vou dizer isso, nem me passa isso pela cabeça. Agora, eu costumo sempre me pôr no sítio do outro e acho que, face a todos os momentos vividos, há ali alguma tensão e alguma emoção, que a própria presidente da Câmara Municipal acabou por reconhecer.
José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura, entrevistado pela jornalista Mariana Lima Cunha, a reagir à troca de argumentos mais tensa com Ana Abrunhosa.
E ainda nesta edição da Meia-Noite, a escolha de Luís Neves para ministro da Administração Interna, que merece críticas de Pedro Passos Coelho.
O antigo primeiro-ministro diz que abre um precedente grave que põe em causa a separação de poderes. Num discurso bastante crítico, numa conferência em Leça da Palmeira, o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho disparou na direção de Luís Montenegro.
Eu bem sei que, seguramente, a intenção que o primeiro-ministro teve ao convidar o ex-diretor da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna se baseou na melhor das intenções. Não tenho dúvida disso. Mas o precedente é grave. Não se pode passar, penso eu, de diretor da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna. Eu acho que não se pode.
Declarações de Pedro Passos Coelho numa conferência da CES sobre reformas para o país. O antigo chefe do governo defende que há uma urgência na reforma laboral, que precisa de pulso firme por parte do governo.
Ouvimos agora outro antigo primeiro-ministro, arguido na Operação Marquês. José Sócrates diz que a recusa da extensão do prazo de preparação da defesa para a advogada Sara Leitão Moreira é, José Rafael Lopes, mais um episódio de violência e arbítrio contra a defesa do ex-primeiro-ministro.
Em entrevista à CNN de Portugal, José Sócrates fala num processo que é gigantesco. Esta é a terceira vez que o ex-primeiro-ministro vê advogados renunciar ao caso, devido à complexidade do processo da Operação Marquês. José Sócrates diz que a defesa é incapaz de ser preparada por qualquer advogado em apenas 10 dias.
Bom, este episódio é mais um episódio de violência e de arbítrio contra a defesa e contra, em particular, a minha advogada, tendo como alvo, naturalmente, a minha condição de acusado. É um processo absolutamente gigantesco, em que nenhum advogado tem condições para, em 10 dias, se inteirar do seu conteúdo.
José Sócrates diz ainda que quer que o tribunal conceda o princípio de igualdade e pede que a defesa tenha o mesmo tempo que o Ministério Público teve para preparar a acusação.
E José, o ministro dos Negócios Estrangeiros considera que a Ucrânia tem feito enormes esforços para se aproximar das posições russas referente às negociações de paz.
Paulo Rangel diz que Kiev não pode fazer mais. É uma leitura feita no quarto aniversário da guerra da Ucrânia. Na Sic Notícias, o ministro dos Negócios Estrangeiros defende que se a Ucrânia fizer mais, vai acabar por ceder mais vitórias à Rússia.
A Ucrânia tem feito enormes esforços para se aproximar de uma posição que seja aceitável pela Federação Russa. Não pode fazer mais. Julgo que tudo o que fizer a seguir será, na verdade, claudicar e ceder, dando uma vitória expressiva à Rússia e, portanto, não a detendo, neste caso, o regime de Putin, não o detendo na sua vontade expansionista
Paulo Rangel, que nesta entrevista critica ainda a posição da Hungria em relação ao veto que fez no empréstimo de € 90.000 milhões à Ucrânia.
E o major-general João Vieira Borges diz que a guerra na Ucrânia mostra sinais de se manter, apesar das conversas iniciadas para a paz.
O major-general destaca o papel de Vladimir Putin no conflito. Diz que as decisões do líder russo são as que decidem também o decorrer da guerra. No gabinete de guerra, aqui na Rádio Observador, o major-general João Vieira Borges diz que há uma clara evolução na forma como a guerra tem sido levada a cabo nos últimos quatro anos.
Estes quatro anos transformaram completamente a guerra. Tornou-se numa guerra em que os drones e a guerra eletrónica têm um peso específico, em que a guerra energética passou a ser parte dos dois opositores, de maneira diferente. No caso da Rússia, para pressionar e privar a população, enquanto que no caso da Ucrânia é para privar o reabastecimento para a guerra.
O major-general João Vieira Borges sublinha ainda que a entrada da Ucrânia na União Europeia seria um elemento decisivo para afetar a Rússia.
E seguimos com Marcelo Rebelo de Sousa, que agradece, José, aos militares portugueses em missão na República Centro-Africana e não poupa nos elogios.
O presidente da República diz que são os melhores porque permanecem no terreno enquanto outros acabam por partir. E diz Marcelo Rebelo de Sousa que não é o único a ter este tipo de afirmações.
Meus amigos, não sabem, mas eu tenho, no meu país, os melhores militares do mundo, que são portugueses. Quando é preciso intervir, quando é preciso sermos os primeiros, somos nós, portugueses. Quando é preciso corresponder a situações então aflitivas no aeroporto, o anti-camp era bem pequeno e era partilhado com outros países e outras forças e outros contingentes. Quando é preciso tomar a iniciativa, quem aparece? Os portugueses.
Marcelo Rebelo de Sousa, a lembrar elogios a militares portugueses numa referência à viagem anterior à República Centro-Africana em março de 2018. Fala o presidente da República de um outro mundo nessa época, ainda com presença de militares franceses e de outros países europeus e latino-americanos que nunca conseguiram substituir Portugal.
Oito minutos para lá da meia-noite. José, vamos ainda atualizar outras notícias que importa destacar esta hora.
O presidente da Câmara de Lisboa assegurou hoje a proteção das famílias afetadas pela expropriação de um prédio em Alcântara, isto no âmbito da expansão do metro. Diz Carlos Moedas que a Câmara Municipal vai proteger as famílias. O autarca falava na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, em resposta a questões de vários deputados municipais. O presidente ucraniano diz que a Rússia não quebrou os ucranianos nem triunfou na guerra. Volodymyr Zelensky admite ainda que a invasão testou severamente a determinação de Kiev e dos aliados. O líder ucraniano diz que a guerra alimentou os receios dos europeus sobre a escalada das ambições de Moscovo. São declarações no quarto aniversário da guerra na Ucrânia. E Donald Trump deverá apresentar planos para o Irão no discurso do Estado da Nação. A informação é avançada pela Agência Reuters, que cita dois responsáveis da Casa Branca. As duas fontes não detalharam que planos são estes, mas admitem que podem incluir uma mudança de regime no Irão. A agência noticiosa classifica o discurso desta noite como uma oportunidade para o presidente norte-americano justificar perante os eleitores o interesse de intervir no Irão. Este discurso de Donald Trump, do Estado da Nação, deve arrancar depois das duas da manhã, hora de Portugal continental.
Ponto final nesta edição da meia-noite e também na noite informativa com José Rafael Lopes. José, um abraço, um bom regresso a casa.
Um abraço para ti também, Vicente.
A informação está de regresso à meia-noite e meia com a Matilde Malva. Sabino Resta é com ela, a madrugada informativa por aqui na Rádio Observador.