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É meia-noite. As notícias com Nadine Soares. Boa noite. Começamos com a atualidade internacional. Destaque para as eleições na Hungria. Viktor Orbán é o grande derrotado da noite. O líder da oposição, Péter Magyar, celebra a vitória em Budapeste. "Derrubamos o regime de Orbán", diz o presidente do partido Tiza, em clima de celebração.
Conseguimos. O Tiza e a Hungria venceram esta eleição. Não por pouco, mas por muito, muito mesmo. Juntos, derrubamos o regime de Orbán, juntos, libertámos a Hungria. Reconquistámos a nossa pátria. Obrigado.
Declarações de Péter Magyar num discurso aos apoiantes em Budapeste. O líder do partido Tiza, que celebra aquilo que descreve como um mandato sem precedentes. É uma grande vitória, diz Magyar, que destaca a adesão expressiva às urnas. O primeiro-ministro eleito pediu aos fantoches de Viktor Orbán, palavras utilizadas neste discurso, para os fantoches em altos cargos do regime, que se demitam. Do outro lado, o grande derrotado é Viktor Orbán, que reconhece um resultado doloroso. Ainda com os resultados por contar, Orbán já admitia a derrota. O ainda primeiro-ministro húngaro fala num resultado claro e, por isso, uma derrota clara também do Fidesz.
O resultado da eleição, mesmo que ainda incompleto, é compreensível e claro. Para nós é doloroso, não nos deram a responsabilidade e a oportunidade de governar. Ao partido vencedor, os meus parabéns, agradeço o trabalho que fizeram. Nunca tivemos tanto trabalho em nenhuma campanha eleitoral.
Viktor Orbán, que dá os parabéns à oposição de Magyar, promete continuar a servir o país. São declarações de uma conferência de imprensa do ainda primeiro-ministro, que estava no poder há 16 anos, com 98% dos votos contados, Magyar está à frente com 54%. Orbán aparece a seguir com 38. E somam-se as reações por toda a Europa, porque António José Seguro felicita Péter Magyar pela vitória. Numa nota nas redes sociais, manifesta a confiança de que a Hungria vai ter um papel construtivo na cooperação europeia. Também Luís Montenegro, na rede social X, diz esperar do líder da oposição húngara um trabalho conjunto em prol do projeto europeu. Numa nota, o PS destaca o momento de grande alcance para a Hungria e a União Europeia. André Ventura, que ironiza nas redes sociais e escreve que afinal a Hungria era uma democracia em reação à derrota de Orbán. E a iniciativa liberal, que celebrou também no X a queda do regime do primeiro-ministro húngaro, que descreve como um governo corrupto. E continuamos nas reações. António Costa antecipa uma colaboração com Magyar para tornar a Europa mais forte. É uma mensagem nas redes sociais deixada pelo líder do Conselho Europeu. António Costa mostra-se ansioso por trabalhar em cooperação com Magyar para tornar a Europa mais próspera. Felicita ainda a afluência recorde às urnas. Fala num grande espírito democrático, tal como Ursula von der Leyen, que diz também que a Hungria escolheu a Europa. E somam-se precisamente pela Europa mais reações a esta hora. Emmanuel Macron que saúda a vitória de Péter Magyar, uma mensagem deixada pelo presidente francês na rede social X. Macron que escreve que a França, juntamente com a Hungria, podem impulsionar uma Europa mais soberana. O primeiro-ministro norueguês escreve na mesma rede social que o desfecho destas eleições tem uma grande importância para toda a Europa, tal como Friedrich Merz, a chanceler alemão, que felicita o líder da oposição e mostra-se ansioso por trabalhar com Magyar para uma Europa mais unida. Em reação também, Volodymyr Zelensky que realça a vitória esmagadora de Magyar, mas alerta que é importante uma abordagem construtiva. O presidente da Ucrânia também já felicitou a vitória de Magyar nas eleições húngaras, na rede social X. Fala de uma vitória esmagadora, deixa o aviso. Ainda assim, é importante que se mantenha uma abordagem construtiva para manter relações de boa vizinhança com todos. Ainda na atualidade internacional, começa amanhã o bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos, um bloqueio anteriormente anunciado por Donald Trump. O comando central norte-americano indica que este bloqueio começou às 10h, 15h na hora de Lisboa. É o que escreve a Associated Press. Este bloqueio vai ser aplicado de forma imparcial contra embarcações de todas as nações que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras do Irão. Vão continuar a ser permitidas viagens pelo estreito de Ormuz, caso sejam realizados entre portos não iranianos. Mesmo assim, após o acordo de cessar-fogo, o tráfego marítimo no estreito tem sido limitado. Na atualidade internacional, as confederações patronais lamentam que a UGT tenha rejeitado a proposta de acordo. Falam na deterioração da confiança. As quatro confederações que fazem parte da Comissão Permanente da Concertação Social lamentam a decisão do Secretariado da UGT, que rejeitou no dia 9 de abril a proposta de revisão da Lei Laboral. Num comunicado conjunto divulgado este domingo, dizem estar desapontados com as declarações dos responsáveis da UGT. As confederações consideram que a Central Sindical rejeitou uma proposta que não era a mais recente e que tinha sido preparada por todas as partes, embora ainda com pontos que teriam de ser validados. Além disso, escrevem também que na tomada de posição pública, a UGT ignorou deliberadamente os avanços e pretendeu reabrir à discussão pontos que já se encontravam fechados. O governo convocou a UGT e as quatro confederações para uma reunião esta segunda-feira. Luís Montenegro defende que o fim do visto prévio tem o objetivo de acabar com o medo dos autarcas em tomar decisões. O primeiro-ministro defende que não quer um país com governantes com medo de decidir. Justifica, por isso, as novas regras de fiscalização de contratos públicos pelo Tribunal de Contas.
Na semana passada
Aprovámos em Conselho de Ministros a reformulação do funcionamento do Tribunal de Contas. Vamos aprovar nas próximas semanas um novo enquadramento jurídico da contratação pública, tudo ao abrigo de princípios de confiança. Eu não quero um país onde os autarcas tenham medo de decidir. Eu não quero um país onde os dirigentes da administração pública tenham medo de decidir e muito menos quero um país onde os governantes tenham medo de decidir.
São declarações de Luís Montenegro, que defende ainda que o país está muito melhor do que estava em 2024. Defende que governa a olhar para todos. Declarações do primeiro-ministro no encerramento das jornadas distritais organizadas pelo PSD e CDS na Maia, distrito do Porto. Tempo ainda para olhar para o desporto. O Benfica venceu o Nacional no Estádio da Luz por 2 x 0. Valeram os gols de Schjelderup e de Rafa Silva. Os encarnados mantêm, assim, o terceiro lugar da competição. No final da partida, José Mourinho reconhece uma vitória merecida dos encarnados, mas defende que deviam ter vencido com uma maior margem.
Quinze cantos, 2 x 0. Acho que o 2 x 0 está desenquadrado daquilo que foi o nosso jogo. Tivemos muitas oportunidades para criar um resultado completamente diferente. Não conseguimos, mas ganhamos merecidamente, ganhamos com tranquilidade e, repito, com números completamente desfasados, o resultado e aquilo que foi o nosso jogo.
Do outro lado, Tiago Margarido, técnico do Nacional, admite que o adversário foi mais forte.
Vínhamos com a ilusão de poder dividir o jogo com o Benfica, tal como conseguimos fazer, tanto no Dragão como em Alvalade. A verdade é que não foi possível. O Benfica entrou muito forte. Nós antevíamos que havia essa possibilidade, visto que o último resultado não foi um resultado positivo. Contávamos com essa resposta forte do Benfica. A verdade é que não conseguimos suster. O Benfica é uma equipa muito forte, entrou bem no jogo, conseguiu marcar cedo, desmontou aquilo que era a nossa estratégia e a verdade é que chegou à vantagem de dois gols com mérito.
Ainda esta noite, o Futebol Clube do Porto venceu o Estoril Praia por 3 x 1. Jogo a contar pra jornada 29 da Primeira Liga. Pepe inaugurou o marcador com um gol aos 14 minutos. Ainda na primeira parte, um autogolo de Checa ao minuto 33. Frode fez o terceiro para os Dragões na segunda parte e o Estoril Praia reduziu para 3 x 1. No final do jogo, Francesco Farioli, o técnico dos Dragões, mostra-se satisfeito com o resultado, mas ainda assim poderiam ter marcado mais gols.
Acho que foi um jogo muito maduro, especialmente os primeiros 40 minutos. Foi muito bem jogado. Bons momentos de futebol. Ainda assim, os resultados poderiam já ter sido melhores na primeira parte. Ganhámos com três gols, mas hoje poderíamos ter feito pelo menos mais coisas. Há coisas que temos de melhorar. Se conseguirmos resolver o jogo mais cedo, melhor para todos.
Do outro lado, o treinador do Estoril admite ter falhado na estratégia da equipa. É aprender com os erros, diz Ian Cato.
Acho que talvez o treinador do Estoril falhou hoje e talvez tenha um problema, tenha alguns princípios e talvez está na hora para deixar uns dos meus princípios irem embora, porque eu acho que o treinador do Estoril devia ter mandado Roblas para o chão depois de 10 minutos para ajustar a nossa pressão, em vez de tentar durante a primeira parte e fazer esse ajuste na segunda parte. Pronto, vamos aprendendo.
Declarações de Ian Cato à Sport TV. O Futebol Clube do Porto conseguiu assim segurar a liderança no campeonato. E fica por aqui este jornal da meia-noite. A informação está de volta à meia-noite e meia, já com o jornalista Martim Madeira.