Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Bom dia, 10:02. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Mais de 50% de pessoas em Portugal confiam no sistema de saúde, mas os rendimentos ainda influenciam o acesso aos cuidados.
É uma das conclusões de um estudo da OCDE divulgado esta manhã. Trata-se do maior inquérito internacional aplicado a utilizadores de serviços de saúde. O estudo abrange mais de 100 mil utentes com doenças crônicas de vários países. Em Portugal, foram inquiridas mais de 12 mil pessoas. Há vários indicadores positivos. Por exemplo, 54% das pessoas em Portugal dizem confiar no sistema de saúde. No entanto, o subdiretor-geral da DGS diz que é preciso aumentar essa porcentagem.
Nós temos necessariamente de querer aumentar esta porcentagem de pessoas que confiam no sistema de saúde, porque se não houver confiança, as pessoas não se vacinam, não aderem às alterações nos seus estilos de vida, não cumprem a medicação que lhes é prescrita. E estamos a prestar cuidados que depois não são feitos pelas pessoas. Mas o mais importante é nós, daqui a alguns anos, voltarmos a perguntar às pessoas se confiam ou não e perceber, em Portugal, se esta confiança está a aumentar ou a diminuir.
André Peralta Santos diz que há ainda outros fatores a ter em atenção, entre eles a influência dos rendimentos no acesso aos cuidados de saúde. Sessenta e quatro por cento dos utentes com rendimentos mais elevados confiam no sistema, enquanto apenas 48% das pessoas com valores mais baixos expressam essa confiança. André Peralta Santos admite que é necessário dar mais atenção às camadas mais vulneráveis.
São as pessoas mais ricas que mais confiam no sistema de saúde. Conseguimos projetar algumas hipóteses, nomeadamente são pessoas que conhecem melhor os seus direitos, que nós sabemos que têm mais literacia e por isso confiam mais no sistema. Mas também vimos que as dificuldades no acesso aos cuidados de saúde vão minando a confiança que as pessoas têm e isto dá-nos pistas para nós melhorarmos. E também perceber que temos de agir nas populações mais pobres para lhes explicar melhor que direitos é que têm e como é que conseguem fazer exercer esses direitos.
Análise de André Peralta Santos à Rádio Observador. O subdiretor-geral da DGS considera que Portugal tem uma participação positiva, que reflete o investimento feito nos cuidados primários, mas alerta que há muitos aspectos a melhorar. Este relatório serve como apelo aos países para que os sistemas de saúde coloquem as necessidades dos doentes no centro da tomada de decisões. O documento vai ser hoje apresentado em Lisboa com o apoio da Direção-Geral de Saúde.
O antigo porta-voz do PS, Vitalino Canas, e o ex-deputado do PSD, Duarte Pacheco, consideram que a discussão sobre o envio de tropas europeias para a Ucrânia não faz sentido.
Posições defendidas esta manhã aqui no Explicador. França e Reino Unido anunciaram a intenção de enviar tropas europeias para a Ucrânia, ao abrigo de um eventual cessar-fogo. Vitalino Canas lembra que a situação na Ucrânia ainda continua muito incerta e alerta para reações descoordenadas dos vários países europeus.
Que aquilo que está a suceder é haver aqui um conjunto de reações um pouco descoordenadas, um pouco desarticuladas e às vezes sem se perceber bem qual é que vai ser o contexto em que elas podem verificar-se, designadamente esta ideia de enviar tropas para a Ucrânia, já manifestada por vários países, designadamente o Reino Unido e a França. Mas em que contexto? Se ainda agora começaram negociações de paz, se não se sabe quais é que vão ser os parceiros chamados a essas negociações. Portanto, o contexto em que isso pode verificar-se está longe de estar esclarecido.
O socialista Vitalino Canas sobre a hipótese dos países europeus enviarem tropas para a Ucrânia.
O que para o ex-deputado do PSD, Duarte Pacheco, parece mesmo ser impossível.
Afirma que se fossem enviadas tropas, era importante perceber o papel que iriam desempenhar antes de se ter esta discussão. Mas isto é algo que parece estar fora do horizonte para Duarte Pacheco. Refere que os russos nunca iriam aceitar este cenário.
A Rússia já disse que não aceita tropas de países membros da NATO. Portanto, nós estamos a discutir algo que os russos já excluíram. E não sei para que estamos a perder tempo. Essa é a primeira nota. Mas em segundo lugar, mesmo que isso fosse aceito pelos russos, aquilo que é completamente diferente, mandar tropas para um cenário de guerra ou mandar tropas estilo capacetes azuis.
Sim, uma tropa de manutenção da paz.
Completamente diferente.
É a análise de Duarte Pacheco, um dos convidados do Explicador desta manhã, sendo que o ministro dos Negócios Estrangeiros já vai também ele afastar a hipótese de Portugal enviar tropas para a Ucrânia. O ministro fala numa questão extemporânea.
Entretanto, Donald Trump afirma que é a Rússia quem tem as cartas na mão.
Porque conquistou muitos territórios. Trump sugere assim que a Rússia tem vantagem em qualquer negociação.
Penso que os russos querem ver a guerra terminar. Acho que sim, acho mesmo. Mas acho que eles têm um pouco as cartas, porque estão a conquistar muito território.
São declarações do presidente dos Estados Unidos aos jornalistas a bordo do avião presidencial. Declarações que surgem numa semana em que os Estados Unidos se sentaram à mesma mesa com a Rússia, sem a Ucrânia e sem a União Europeia.
Carla, desde o início da guerra chegaram a Portugal 54 mil refugiados ucranianos, mas não se sabe quantos ficaram, quantos foram para outros países e quantos voltaram à Ucrânia.
Não há uma contabilização oficial destes dados, isto porque os refugiados chegaram com o estatuto de proteção temporária. O documento funciona como um visto, que lhes permite circular livremente pela Europa, daí não haver números oficiais. Este é o tema de onde para o caso de hoje, o programa de investigação da Rádio Observador. Quanto aos que ficaram por cá e ao fim de três anos, a integração vai decorrendo aos poucos. Rui Casanova.
Começa mais uma manhã de aulas para Dasha, na escola ucraniana em Lisboa.
Para mim é muito importante não esquecer a minha nacionalidade. Na minha escola ninguém fala ucraniano e começamos a esquecer a língua. Mas aqui todos falamos ucraniano. É familiar, sentimos que estamos em casa.
Dasha é aluna do nono ano, fugiu da guerra com os pais logo após o início da invasão. É uma das cerca de 54 mil pessoas que chegaram a Portugal com o estatuto de proteção temporária. O governo não sabe ao certo quantas ficaram ou saíram do país. O presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, Pavlo Sadoka, explica que é normal.
O estatuto de proteção temporária permite aos refugiados da Ucrânia deslocar-se dentro da União Europeia, porque não há nenhum controle quando os ucranianos saem do país.
Quem veio para ficar é Olga. Chegou a Portugal com as duas filhas menores. O marido ficou na guerra.
Sinto-me segura e vejo que as minhas filhas estão felizes e que podem viver as vidas delas. E isso é o mais importante para mim. Se elas decidirem voltar, seja por muito ou pouco tempo, vou ajudá-las. Mas quanto a mim, sei tomar conta de mim.
Olga é um caso de integração em Portugal, sendo que o governo prolongou recentemente o prazo de concessão de estatuto de proteção temporária para manter o apoio à Ucrânia e aos refugiados da guerra.
Rui Casanova com um excerto do episódio de hoje de "Onde Para o Caso", o programa de investigação da Rádio Observador. O tema é a integração de refugiados ucranianos em Portugal, numa altura em que nos aproximamos do marco dos três anos do início da invasão russa da Ucrânia. Foi a 24 de fevereiro de 2022.
E pode ouvir este episódio na íntegra mais logo depois do jornal das 17h. O convidado de hoje é o presidente da Plataforma de Apoio aos Refugiados, André Costa Jorge. Foram entregues esta manhã os corpos dos quatro reféns israelitas que morreram enquanto estiveram detidos em cativeiro pelo Hamas.
A informação é já confirmada pelo governo israelita. Os reféns foram entregues à Cruz Vermelha. Agora os corpos vão ser enviados para um instituto forense em Israel para a identificação formal. E Miguel Gato, estes quatro corpos foram entregues pelo Hamas, incluem um homem com mais de 80 anos e ainda uma família, a mãe e os dois filhos bebés.
Trata-se da família Bibas, raptada no ataque do Hamas do dia 7 de outubro de 2023, e a história é chocante. O Hamas invadiu a casa desta família. O pai saiu do quarto para defender a mulher e os filhos, mas os quatro acabaram por ser raptados por membros do grupo palestiniano. O pai foi libertado vivo há poucas semanas, numa troca de reféns e prisioneiros prevista no acordo de cessar-fogo, mas hoje recebe a notícia de que a mulher e os dois filhos, que à data do ataque, um tinha quatro anos e o outro nove meses de idade, morreram durante o período em que foram reféns do Hamas. Já o homem de 84 anos, também raptado no dia 7 de outubro, vivia no kibutz de Nir Oz, zona de Israel que fica a pouco mais de um quilômetro da Faixa de Gaza. No início deste mês, o Observador esteve em reportagem precisamente nesta zona e entrou na casa deste homem, Oded Lifshitz. Os restos mortais do antigo jornalista e músico, e também os da mãe e dos dois filhos da família Bibas, foram entregues hoje pelo Hamas à Cruz Vermelha.
Miguel Gato, com a operação desta manhã, a entrega dos reféns mortos pelo Hamas. Na rede social X, o primeiro-ministro israelita descreveu o dia de hoje como muito difícil para Israel e já esta manhã o presidente diz estar sem palavras com a morte destas quatro pessoas. Já o grupo palestiniano acusa Benjamin Netanyahu de ser o responsável pela morte dos reféns. Para o próximo sábado, depois de amanhã, está prevista a libertação de mais seis pessoas com vida, uma ação que faz parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
São agora 10h13. Carla, antes do Contracorrente, que outras notícias estão em destaque?
O processo da morte de Odair Muniz vai seguir diretamente para julgamento. Isto porque a defesa do agente do PSP, que baleou Odair Muniz, decidiu não pedir a abertura de instrução. É uma informação que acaba de ser avançada à Agência Lusa pelo advogado do arguido, Ricardo Serrano Vieira. O julgamento deve decorrer no Tribunal de Sintra. Luís Montenegro diz que está tranquilo no caso da empresa familiar e promete esclarecer toda a polêmica amanhã no Parlamento. Foi em declarações aos jornalistas a partir do Brasil que o primeiro-ministro recusou, mais uma vez, revelar detalhes sobre o caso. Diz que o vai fazer com toda a honestidade amanhã na Assembleia da República. Continuam, por isso, por esclarecer questões como quais os clientes ou os contratos celebrados nesta empresa, cuja quota Montenegro passou para a mulher e os dois filhos. Perante o silêncio do primeiro-ministro, o CHEGA apresentou uma moção de censura que vai ser discutida amanhã a partir das 15h. O Papa Francisco continua com um quadro clínico complexo, mas passou mais uma noite tranquila, acordou e tomou pequeno-almoço. Esta é a mais recente informação divulgada pelo Vaticano sobre o estado de saúde do Papa, que continua internado com uma pneumonia. E Maria João, eu sei como tu adoras jogar na lotaria, na raspadinha. Eu vejo isso.
Tudo que sai, eu compro.
Mas explica-me, varias a tua chave ou usas sempre a mesma?
Não, é que sei aquela, tem aqueles números e todos os dias vou lá. E raspo muito também. O que é que se passa?
Estás no bom caminho.
Estou no bom caminho. Vou ter sorte, é desta. Também quem joga todos os dias, merece.
Tu não queres que eu acabe isto.
Eu quero muito.
Há um homem nos Estados Unidos que usa, de facto, há quatro anos, a mesma série.
É como eu.
Nunca lhe saiu nada. Até agora.
Ah, estás a ver? Por isso é que eu jogo todos os dias.
Um milhão de dólares. É bem bom, não é?
Então e o que é que vai fazer com o dinheiro? Vai comprar mais raspadinha, vai comprar um leitãozinho.
Vai fazer o que qualquer pessoa diz que faz. Pagar as contas, ajudar a família e umas férias prolongadas.
Ah, pois, dava jeito um milhãozinho. Já dá para umas férias, um fim de semana, vá.
É, um fim de semana prolongado com uma ponte.