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São 10 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Começamos com a distribuição de pelouros na Câmara do Porto. O vereador Jorge Sobrado recusa ter traído o Partido Socialista ao aceitar a pasta da Cultura no executivo de Pedro Duarte.
Jorge Sobrado era candidato pela lista do PS, foi apontado para assumir a pasta da Cultura caso Manuel Pizarro vencesse as eleições autárquicas. No entanto, o PS perdeu e agora Jorge Sobrado juntou-se à equipa de Pedro Duarte como vereador independente. No "Explicador" desta manhã, fala num convite irrecusável.
Eu, de facto, não poderia virar costas num contexto em que o presidente eleito me havia garantido as condições para executar o programa que eu tinha colocado a debate eleitoral. Eu não venho com outras ideias. Eu venho com as ideias que propus e disponibilizei ao Partido Socialista, a quem continuo a agradecer a confiança que me entregou neste combate eleitoral, que foi, aliás, um belíssimo combate eleitoral.
Jorge Sobrado garante que, como independente, tem um programa para a cultura da cidade do Porto que se compatibiliza com o PS e com o PSD e, por isso, recusa ser um vira-casacas.
A minha casaca é a mesma, diz: Porto, cultura independente. E, portanto, eu estou no exato sítio em que estava. Há um preço a pagar quando se convidam independentes. A margem de liberdade de um independente é o fato de não estar cativo de uma solidariedade partidária como um militante.
Jorge Sobrado entende que não aceitar o convite de Pedro Duarte seria trair a cidade do Porto. Na tomada de posse ontem à noite, o novo presidente da Câmara Municipal disse que a escolha de Jorge Sobrado para o pelouro da Cultura foi natural. Pedro Duarte rejeita também a ideia de que o convidou apenas para garantir a maioria absoluta. Fala sim na melhor escolha para a cidade do Porto.
Os gestores hospitalares estão preocupados com o impacto que uma eventual greve dos médicos tarefeiros possa ter no SNS. Há várias regiões do país que podem ver as urgências fechar e o governo parece não recuar.
Não recuar na intenção de regulamentar o trabalho à tarefa e reduzir o valor pago à hora a estes profissionais. A ministra da Saúde já assumiu a intenção de poupar €29 milhões na despesa com contratações de serviço no SNS no próximo ano. A Associação de Administradores Hospitalares concorda com as alterações propostas pelo governo. No entanto, e para evitar mais crises na saúde, pede também ao ministério que converse com os médicos tarefeiros e negoceie para tentar chegar a um acordo. Miguel Gato.
É o apelo que faz Xavier Barreto em declarações ao Observador, negociar para evitar a greve. Caso contrário, o representante dos administradores hospitalares teme um cenário de atrasos e até de urgências fechadas. Isto porque os médicos tarefeiros são muitas vezes os profissionais que garantem que as urgências estão abertas por todo o país. Xavier Barreto antecipa as regiões mais afetadas de uma eventual greve: Lisboa e Vale do Tejo, Zona Oeste, Algarve e também alguns hospitais do interior, sobretudo em especialidades com mais carências, como é o caso da medicina interna, da obstetrícia e da pediatria. Ainda assim, os administradores hospitalares concordam com esta alteração no regime dos médicos tarefeiros, ao contrário da Ordem dos Médicos, que entende que a alteração que o governo quer fazer é profundamente injusta.
Miguel, importa também perceber como surgiu e também como está a organizar-se este movimento por detrás da ameaça de greve.
Um movimento inorgânico surgiu no Porto. Médicos tarefeiros da região Norte começaram a contactar profissionais de todo o país via WhatsApp. Nesta altura, o grupo nesta rede social conta já com mais de mil membros. É o que diz ao Observador uma médica próxima da denominada direção dos representantes dos tarefeiros portugueses. Alerta para a grande adesão que pode ter esta eventual greve. A data de início do protesto não está definida e dependerá sempre da decisão do Ministério da Saúde, se avança ou não com esta alteração das condições de trabalho dos médicos tarefeiros.
Miguel Gato com os pormenores desta ameaça de paralisação destes médicos que prestam serviço ao SNS. O Observador já questionou o Ministério da Saúde e também a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde sobre esta notícia, que foi inicialmente avançada pelo jornal Público. Para já, não obteve resposta.
Uma grávida voltou a dar à luz dentro de uma ambulância na berma da autoestrada. Aconteceu no Algarve, numa noite em que a urgência de obstetrícia do Hospital de Faro estava encerrada.
Foi na última sexta-feira, numa noite em que não havia urgência no Hospital de Faro, urgência de obstetrícia. De acordo com o Correio da Manhã, a mulher dirigiu-se ao Hospital de Portimão, mas foi mandada para casa. Horas depois, começou a ter contrações. Chamou o INEM, que acionou uma ambulância com ordem para voltar a levar a mulher para o Hospital de Portimão. A grávida de 40 semanas entrou em trabalho de parto no caminho, deu à luz na berma da A22, cerca de cinco quilômetros do hospital. A Rádio Observador contactou já a ULS do Algarve para tentar saber o estado de saúde de mãe e da filha. Até agora, não obteve resposta.
São 10h06. A seguir o Contracorrente hoje sobre as eleições nos Estados Unidos. Primeira, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
O Conselho Económico e Social defende um aumento estrutural das pensões. Destaque aqui, é importante garantir a previsibilidade dos rendimentos dos reformados e a garantia da manutenção do poder de compra. Declarações do conselheiro João Carlos Aguiar Teixeira, que está a ser ouvido no Parlamento a propósito do Orçamento do Estado para 2026. Ainda esta manhã vai decorrer a audição do Conselho de Finanças Públicas. Um acidente com um ferido grave obrigou a cortar o trânsito na A4, em Mirandela, para o helicóptero do INEM aterrar. Foi esta manhã. Houve uma colisão entre um veículo ligeiro e um pesado de mercadorias. O trânsito foi cortado para o helicóptero aterrar e transportar o ferido grave. Ainda assim, o ferido acabou por ser transportado para o Hospital de Vila Real por via terrestre. O trânsito, entretanto, voltou a circular na A4, é o que indica uma fonte do Comando Sub-regional de Terras de Trás-os-Montes. No Médio Oriente, a Organização Mundial de Saúde vai reabilitar 20 instalações de saúde danificadas ou destruídas em Gaza. O anúncio é feito pelo diretor-geral, que adianta que nos próximos dias a OMS vai distribuir vacinas e também fazer exames e tratamento nutricional aos civis afetados pelo conflito. O responsável apela também à continuação do cessar-fogo, sendo que esta manhã há relato de novos ataques das forças israelitas no leste da Faixa de Gaza. Quanto é que pagaram por um café? Qual foi o valor mais alto que alguma vez pagaram por um café?
Não posso entrar na brincadeira.
Por quê?
Não bebo.
Ah, não bebe café.
Só gosto do cheiro.
Quanto é que já pagaste por um café, Algan?
Eu lembro-me, daqueles que são isolados e não vêm mostrados, uma conta que é difícil, talvez €5 ou €6 em Paris.
Também eu.
Tenho essa ideia. Já há muitos anos. Em Paris não paguei, mas talvez uns €3 e tal.
Mas isso não é nada comparado com um café no Dubai, que custa por chávena.
Não estás a incluir a viagem.
Não, só a chávena. Uma chávena, €850. Provavelmente, o café mais caro do mundo.
É o lote. Estás a pagar todo o lote.
Eu vou explicar.
Tem ouro? Grãos de ouro?
Praticamente. São grãos que vêm das encostas vulcânicas do Monte Barú, no Panamá.
Pois claro.
Cada colheita permite uma quantidade muito pequena de grãos e por isso o café fica muito caro. O proprietário de um café no Dubai conseguiu comprar um lote destes grãos raríssimos e está a vender cada chávena a €850.
Que é isso para os xeiques do Dubai.
Nada. Eu pensei que aquilo tivesse, em vez do santo ou açúcar, outra substância branca. Chega lá uma pessoa depois e diz: "O meu pingado, por favor".
Exato.
Com cheirinho.
Com cheirinho.