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As notícias com Carla Jorge Carvalho. José Luís Carneiro terminou há pouco a visita a Marcelo Rebelo de Sousa, no Hospital de São João, no Porto. Pedro Duarte também vai visitar o Presidente da República daqui a pouco.
Isto no dia em que é esperado que Marcelo Rebelo de Sousa tenha alta, depois da operação de urgência a uma hérnia. Está internado desde segunda-feira à noite no Hospital de São João. Tem estado a recuperar bem. A repórter Maria Rego está no Hospital de São João. Maria, bom dia mais uma vez. O líder do PS diz que foi visitar Marcelo pela relação pessoal e de amizade que têm.
Bom dia, Carla. Exatamente. E fala de um presidente da República cheio de força e também de uma fonte de inspiração. José Luís Carneiro, como dizias, saiu há poucos minutos dessa visita que começou há uma hora. Fala de uma boa recuperação do Presidente da República e diz que o próprio ficou surpreendido com o livro que lhe trouxe. José Luís Carneiro trouxe essa prenda também para o repouso que se espera nos próximos dias do Presidente da República. Admite que lá dentro falaram também da vida política e deseja essa recuperação rápida. Disse também, entre alguns sorrisos, que os portugueses vão ter saudades de Marcelo Rebelo de Sousa. Como dizia, essa visita durou cerca de uma hora. José Luís Carneiro chegou às 9h, trazia essa prenda para ressalvar a amizade que existe entre os dois. Também dar aqui, Carla, uma correção face às informações que fomos dando ao longo da manhã. Pedro Duarte vai antecipar a visita. O presidente da Câmara do Porto vem, afinal, às 10h45 e não às 13h, como estava previsto. E mais uma informação que fomos tendo deve-se precisamente à alta de Marcelo Rebelo de Sousa, que deve acontecer nas próximas horas. Informaram-nos que deverá haver um púlpito aqui na zona onde nos encontramos, onde o Presidente da República irá prestar uma declaração ao país. É a informação recente que temos até ao momento. Sabemos que haverá em breve um novo ponto de situação sobre o estado de saúde, ainda sem hora marcada.
Maria Rego, vamos então aguardar por esse momento, percebendo até por aquilo que estás a dizer, pelas novas informações, que a alta hospitalar pode estar para breve, sendo que, ainda assim, os médicos avisam que serão precisas algumas semanas de repouso, sendo que a agenda para dezembro já foi alterada. As visitas oficiais previstas para Espanha e para o Vaticano já foram canceladas.
A Ministra da Saúde garante que qualquer cidadão seria igualmente bem tratado pelo SNS numa situação de urgência como a que teve Marcelo Rebelo de Sousa.
Declarações há pouco de Ana Paula Martins, que reagiu ao internamento do Presidente da República. Estas declarações foram acompanhadas pelo repórter Miguel Gato. Miguel, a Ministra da Saúde desejou também, naturalmente, as melhoras ao Presidente da República.
E com essa mensagem de que qualquer utente do Serviço Nacional de Saúde seria tão bem tratado no Hospital de São João como foi o Presidente da República, devido a tratar-se de uma situação urgente, neste caso, a hérnia encarcerada, que depois levou à intervenção cirúrgica de Marcelo Rebelo de Sousa. Ana Paula Martins, que deixou então também essa mensagem ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de que melhore o estado de saúde, ele que é esperado que tenha alta hoje, como ouvimos há pouco a Maria Rego. Vamos então escutar esse som de Ana Paula Martins.
O senhor Presidente da República, deixe-me primeiro dar aqui uma nota. Felizmente, correu tudo muito bem. Está bem, como sabemos. E queremos é que ele rapidamente melhore. Em segundo lugar, deixe-me dizer que, tanto quanto sabemos, eu não sou médica, naturalmente, mas a situação que nos foi veiculada pelos médicos que assistiram o senhor Presidente da República no Hospital de São João, era uma situação de urgência e, como tal, qualquer um de nós, numa situação de urgência, com aquelas características clínicas, seria tratado exatamente da mesma maneira.
É então a mensagem deixada por parte da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que veio vacinar-se esta manhã numa farmácia em Porto Salvo, no Conselho de Oeiras. Aproveitou também para deixar uma mensagem de apelo, precisamente ao processo de vacinação, sobretudo à população mais frágil, tanto ao vírus da gripe como ao da Covid-19. Diz a Ministra da Saúde que se trata de um instrumento fundamental para evitar casos de internamento durante o período de inverno, também para não constranger as urgências dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde. Mas fica esse maior destaque, Carla, para a mensagem deixada ao Presidente da República, de melhoras e a garantia de que qualquer utente seria tratado como foi o Presidente da República.
Declarações registadas em direto pelo Miguel Gato, que está a acompanhar esta iniciativa da Ministra da Saúde numa farmácia em Oeiras, a apelar à vacinação.
Voltamos a olhar para o debate presidencial de ontem à noite entre Henrique Gouveia e Melo e António Filipe. João Ferreira afirma que Gouveia e Melo continua a utilizar generalidades para comentar os assuntos que impactam os portugueses.
A posição foi defendida esta manhã aqui no Explicador. João Ferreira é apoiante de António Filipe e elogia a capacidade de confronto do candidato comunista no debate de ontem, nomeadamente no tema das alterações à Lei do Trabalho.
A respeito de questões que têm um profundo impacto na vida da generalidade das pessoas, Gouveia e Melo não é capaz de mais do que alinhar um conjunto de generalidades que não vão ao fundo das questões. E António Filipe teve, inclusivamente, a ocasião de o confrontar com questões muito concretas. Este pacote laboral é suscetível de comportar impactos muito significativos na vida da generalidade das pessoas. Ora, Gouveia e Melo não foi capaz de dizer nada sobre isto
Do outro lado, o apoiante da candidatura de Gouveia e Melo, Ângelo Correia, considera que o almirante já provou o posicionamento político, nomeadamente sobre o pacote laboral.
O candidato, o meu interlocutor, quereria que o Almirante Gouveia e Melo esclarecesse ponto por ponto, isso seria infelizmente um debate. Eu isso não acho que seja correto para um candidato presidencial. É uma posição relevante para um comentador sobre o lei de trabalho, é uma posição relevantíssima para negociadores sindicais, muitíssimo mais relevante para o ministro do Trabalho. Agora, para um candidato presidencial, é um local demasiado fora do seu contexto de ação.
Ângelo Correia, apoiante de Gouveia e Melo, e João Ferreira, apoiante da candidatura de António Filipe, estiveram esta manhã aqui no Explicador. O debate de ontem à noite ficou também marcado pela discussão de assuntos internacionais, com os dois candidatos a trocarem acusações sobre o posicionamento em relação à guerra na Ucrânia e ao papel de Portugal na NATO. O antigo governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, é ouvido esta manhã na Assembleia da República. Em causa está a gestão política da Efacec. Com a queda do governo no início do ano, caiu também a comissão parlamentar de inquérito ao tema e, por isso, a audição acontece na Comissão de Economia e Coesão Territorial. Está agendada para esta hora. Vai ser acompanhada pelo jornalista Vasco Maldonado Correia. Bom dia, Vasco. Mário Centeno vai responder às dúvidas dos deputados sobre o processo de reprivatização da Efacec.
A audição, Carla, foi pedida pelo grupo parlamentar do PSD, que considera que todo o processo relacionado com essa reprivatização está envolto em falta de transparência, opacidade, despesismo e, por isso, se entendeu que era fundamental esclarecer todas essas dúvidas relativas ao processo. E lembrando também, como referias, que a Comissão Parlamentar de Inquérito caiu, entendeu o PSD que este pedido de audições aqui na Comissão de Economia era necessário para não votar o tema ao esquecimento e porque continuam por esclarecer os principais factos que justificaram a constituição dessa comissão parlamentar de inquérito. Lembro que o Estado vendeu a totalidade da Efacec, que tinha sido nacionalizada em 2020, vendeu a empresa a um fundo de investimento alemão, o Mutares, isto em novembro de 2023 e por isso houve agora Mário Centeno, que já não era ministro das Finanças quando essa nacionalização aconteceu, e depois, claro, também essa reprivatização. Mário Centeno, que aqui fala na qualidade de antigo governador do Banco de Portugal, já está sentado, já está a ouvir, Carla, as perguntas dos deputados.
E contaremos depois ouvir também essas declarações, as afirmações trazidas aqui por Mário Centeno, acompanhadas pelo Vasco Maldonado Correia. Esta audição a Mário Centeno, na qualidade de antigo governador do Banco de Portugal, acontece a pedido do PSD. São agora 10h11, já a seguir o Contracorrente. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de quarta-feira? Terminou sem acordo a reunião entre Estados Unidos e Rússia, que decorreu em Moscovo. Não houve avanços concretos sobre o plano de paz. A Rússia diz que a reunião foi útil e produtiva, mas destaca que ainda é preciso analisar melhor as propostas dos Estados Unidos. Já do lado da delegação norte-americana, liderada pelo enviado especial Steve Witkoff, ainda não há reação oficial. Os chefes da diplomacia dos países da NATO estão, entretanto, reunidos em Bruxelas para debater o plano de paz para a Ucrânia. O PS avançou com um pacote de medidas em defesa dos direitos das pessoas portadoras de deficiência. Este pacote legislativo deu entrada no Parlamento no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Tem como objetivo corrigir problemas de acessibilidade e das juntas médicas em atraso. Reabriram esta manhã as estradas da Serra do Monte Burro, no distrito de Viseu. Tinham sido cortadas ontem ao final do dia por causa da queda de neve. O presidente da Câmara de Cinfães diz à Agência Lusa que o nevão foi muito rápido e intenso e apanhou alguns condutores na estrada, mas não há registro de feridos nem de condicionamentos no trânsito. E já é conhecida a palavra do ano de 2025. O ano está quase a acabar. Os portugueses escolheram, sabem o quê? Têm alguma pista para a palavra do ano?
Eu já vi e não vou dizer.
Eu já vi e também não vou dizer. Pronto, então digo eu, é isso? Espera, deixa ver eu. Ia perguntar às Helenas. Helena Cascais e Helena Mattos. Pois. Apagão conseguiu 41,5% dos votos. A Porto Editora tem uma justificação para isto: foi um acontecimento histórico, o momento mais marcante do ano, que conjugou, e é verdade, conjugou incerteza e aflição com lição de vida. Faz sentido. Então e quais foram as outras palavras mais votadas, Carla? Em segundo lugar, com 22, um pouco mais de 22%, ficou imigração. Muito destacado em terceiro lugar, muito abaixo, com 8%, flutilha.
Certo. Apagão claramente em primeiro lugar.
Apagão. Havia outras: fogos, eleições, perceção e elevador. Elevador também poderia ser. Venceu o apagão. Venceu o apagão.
Avisório de apagão.
Bem vencido.