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Seis da manhã. As notícias com Carla Jorge Carvalho. A Confederação Empresarial de Portugal espera que o processo de negociação sobre o pacote laboral seja resolvido rapidamente. Já arrancou a reunião no Ministério do Trabalho, que pode ser decisiva. É uma nova ronda negocial entre governo, confederações patronais e UGT, para tentar chegar a um acordo sobre as alterações à Lei do Trabalho. No ministério está a jornalista Nadine Soares. Nadine, os patrões querem que este processo seja resolvido o mais depressa possível e deixam avisos.
Sim, já chegaram todos os representantes dos patrões e também a UGT, para arrancar com esta nova ronda de negociação da lei laboral, no Ministério do Trabalho. O único a falar aos jornalistas, à entrada deste encontro, foi Armando Monteiro, da CIP, que espera que o processo do pacote laboral seja resolvido rapidamente. Além disso, deixa ainda o aviso de que o país está cansado e depois deste processo estar resolvido, tem já outras propostas para apresentar, também a pensar no bolso dos portugueses.
Nós esperamos concluir rapidamente este processo, porque verdadeiramente acreditamos que Portugal está um pouquinho cansado desta negociação. O que é importante agora é percebermos como é que aumentamos os rendimentos, como é que aumentamos os salários e como é que fazemos subir a economia. E nós vamos propor, esperamos que, assim que terminar este processo, um plano para precisamente aumentarmos a economia, aumentarmos os salários e aumentarmos os rendimentos. O senhor primeiro-ministro propôs, há relativamente pouco tempo, a subida do salário mínimo e aparentemente ninguém ligou a esse objetivo. Pois nós queremos dizer que ligamos e queremos contribuir para que ele seja possível.
São declarações de Armindo Monteiro, da CIP, Confederação Empresarial de Portugal, aos jornalistas, à entrada desta reunião. É uma reunião que pode ser decisiva para um entendimento entre o governo, patrões e UGT, em concertação social. Aguardamos, para já, o fim dessa ronda de negociação.
Ainda tem uma hora esta reunião. Nadine Soares deu conta, para já, das declarações à entrada do presidente da CIP. A reunião decorre no Ministério do Trabalho. Vamos continuar à espera do decorrer deste encontro. Carlos Moedas está a preparar novas medidas para enfrentar a crise na habitação em Lisboa. Medidas que vão custar 128 milhões de euros. E que vão ser votadas amanhã, na reunião pública da Câmara de Lisboa. Têm, em princípio, a aprovação garantida, uma vez que Moedas governa agora com maioria absoluta, com o apoio do Chega. Como se trata de planos de investimento plurianuais, este pacote terá depois de ser aprovado pela Assembleia Municipal, onde, no caso, Moedas já não está em maioria absoluta. Ao Observador, o autarca antecipa a aprovação destas medidas, diz que se trata de um esforço contínuo e muito significativo para responder às dificuldades dos lisboetas e vai, por isso, investir 128 milhões de euros, João Gama.
Sendo que a maioria, 78, vai ser destinada aos contratos entre a autarquia e a empresa municipal responsável pela requalificação do património urbano. Destes 78, 69 têm como objetivo a promoção de novas habitações. Fonte oficial da autarquia adianta ao Observador que vão ser propostos dois novos contratos com a empresa, com vista à construção de um bairro de habitação a preços acessíveis em Vila Macieira, fica na freguesia de Santo António, e também na requalificação das infraestruturas de três escolas básicas do município e no investimento em equipamentos de apoio à higiene urbana e apoio social.
João, também vai haver um reforço dos meios para a Gerbalis, a empresa que é responsável pela habitação pública na cidade de Lisboa.
No valor, Carla, de 15 milhões de euros. O primeiro valor, de um milhão, vai servir para reparar elevadores. Já este ano, algo que tem sido muito criticado pela população, no mês de abril, vai ser lançado um concurso público para modernizar mais de 500 elevadores em habitações municipais e isso, sim, vai ser feito até 2029. Ainda assim, há um outro contrato que vai ser celebrado com a Gerbalis no valor de oito milhões de euros para reabilitar 315 habitações devolutas que já foram identificadas. O terceiro, e último, prevê mais de cinco milhões para a conservação e reabilitação do edificado nos vários bairros municipais.
João Gama, a detalhar o destino destes 128 milhões de euros que a Câmara de Lisboa espera aprovar amanhã. Carlos Moedas não esconde, no entanto, que espera que os votos da oposição para aprovar as medidas, uma vez que não tem maioria absoluta na Assembleia Municipal. Estamos na véspera da conferência de líderes, que vai debater uma nova data para a eleição dos órgãos externos do Parlamento. O ex-vice-presidente do Parlamento Europeu, Pedro Silva Pereira, defende que os partidos devem bloquear a eleição de um juiz nomeado pelo Chega. A posição foi defendida pelo antigo ministro da Presidência e do PS, que esteve no Explicador desta manhã. Pedro Silva Pereira acusa o partido de André Ventura de ser contra a Constituição e passa, por isso, a responsabilidade desta nomeação para o PSD.
Só haverá um juiz indicado pelo Chega no Tribunal Constitucional, se o PSD quiser. O que a Constituição diz é que os juízes para o Tribunal Constitucional têm que ser eleitos na Assembleia da República por uma maioria de dois terços.
E defende isso Pedro Silva Pereira. Acha que, de facto, devia ser encontrada uma maioria que não desse acesso ao Chega ao Tribunal Constitucional.
Sim, acho que sim. Por uma razão que é esta: o Chega não é, em muitas matérias, e sobretudo em matéria constitucional, um partido como qualquer outro. É um partido que é contra a Constituição.
E, por isso, diz Pedro Silva Pereira, os outros partidos devem evitar um ataque à Constituição. Quem não concorda com esta leitura é o antigo ministro social-democrata Miguel Relvas. Pede ao PS que se adapte ao novo quadro político do país.
Nós não estamos a falar de um pequeno partido. Não estamos a falar do LIVRE, não estamos a falar do Bloco de Esquerda, nem os do Partido Comunista, estamos a falar do maior partido. Alguém acredita que os sicários votaram tão significativamente num partido que é contra a Constituição? Nós temos que saber reagir em consonância com aquelas que são as realidades Hoje, o erro do PSD foi ter assumido, e por isso agora tem um problema, no início da legislatura, que nem uma visão constitucional, nem a eleição de órgão seria feita sem ter em conta o papel do Partido Socialista.
Miguel Relvas e Pedro Silva Pereira, os convidados desta manhã do Explicador sobre o impasse em torno da eleição para o Tribunal Constitucional. O Irão acusa Israel e Estados Unidos de atacarem infraestruturas energéticas no país. Isto em plena trégua anunciada ontem por Donald Trump. Há menos de 24 horas, o presidente dos Estados Unidos não só anunciou conversas produtivas com o Irão, como prometeu interromper os ataques contra infraestruturas energéticas durante um período de cinco dias, mas hoje a troca de ataques continua e Israel confirma ter realizado um ataque em larga escala contra dezenas de alvos militares iranianos. Foram atingidas 50 infraestruturas, incluindo instalações de armazenamento de mísseis e quartéis-generais da Guarda Revolucionária Islâmica. A imprensa iraniana denuncia também um ataque a um gasoduto e a outras infraestruturas de gás do país. O gasoduto alimenta uma central elétrica, mas de acordo com os jornais do Irão, o ataque não causou vítimas nem interrompeu as operações energéticas. E Carla, são ataques que se podem alastrar. O Wall Street Journal escreve hoje que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estão cada vez mais perto de se juntarem à guerra. Ao lado dos Estados Unidos, são dois dos países que têm sido alvo de ataques iranianos, principalmente contra instalações de energia. Fontes ouvidas pelo Wall Street Journal adiantam que o príncipe herdeiro saudita está perto de tomar a decisão de se juntar à operação militar. Diz mesmo que é só uma questão de tempo. Já os Emirados Árabes estão a discutir se devem enviar as Forças Armadas para o conflito e estão contra a possibilidade de um cessar-fogo que deixe parte da capacidade militar do Irão intacta. A seguir, o Contracorrente também sobre o conflito no Irão. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora? Destaque para a tentativa de ataque na manifestação Marcha pela Vida. As autoridades internacionais estão há muito atentas a grupos de anarquistas. Em Portugal, os especialistas pedem uma intervenção policial mais forte. Isto depois de um homem de 39 anos atirar um coquetel molotov contra os participantes da manifestação, no último sábado, junto à Assembleia da República. A polícia adianta que o homem é suspeito de fazer parte de um grupo de conotação anarquista. Foi detido, mas saiu em liberdade, ficou apenas obrigado a apresentações diárias às autoridades. Os especialistas em segurança interna e terrorismo ouvidos pelo Observador afirmam que é preciso uma intervenção policial forte para travar a atividade destes grupos. Para esta tarde está marcada uma manifestação nacional de estudantes do ensino superior, vai decorrer em Lisboa, por ocasião precisamente do Dia Nacional do Estudante. Os alunos exigem ensino gratuito, também mais alojamento. A manifestação começa às 14h, no Rossio. Os estudantes marcham depois até à Assembleia da República. E agora, momentos inusitados que acontecem quando há jornalistas em direto ou em reportagem. Já te aconteceu algum, Carla? Não como este. Então, conta. Vamos até à Califórnia. Na Califórnia, uma repórter estava a fazer uma reportagem em direto, um direto, sobre um urso que andava à solta. O urso decide aparecer, o que obrigou a um corte muito apertado daquele direto. Eu vi essas imagens. Ele apanhou um susto.
É de mim que estão a falar.
Chamaram-o. Não querem ouvir?
Estão a difamar-me, a dizer que eu estou a desaparecer, mas eu estou aqui.
Eu estou aqui. Depois o direto regressa. O urso aparece nas imagens, mas há aquela distância de segurança muito conveniente. A graça disto é que não é a primeira vez que esta repórter, esta jornalista, é interrompida por um urso durante um direto. Cuidado só ela.