Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

As notícias com Carla Jorge Carvalho. Aníbal Cavaco Silva aconselha Luís Montenegro a não ceder aos burocratas que tentam impedir a reforma do Estado. O ex-presidente da República pede inteligência e discernimento e elogia a visão do ministro Gonçalo Matias, apesar de reconhecer atrasos. Aníbal Cavaco Silva deixa estas ideias num artigo de opinião no Observador. Pede uma visão de futuro que acompanhe o ministro da Reforma do Estado, mas alerta que não têm faltado resistências. Cavaco Silva não coloca a pressão diretamente no governo, como tem feito Passos Coelho, mas deixa sublinhar os avisos ao primeiro-ministro. Sobretudo, para Cavaco Silva, é preciso mais celeridade. Rui Casanova.

Aníbal Cavaco Silva afirma que reformar o país é um interesse tanto dos portugueses como dos partidos e, por isso, pede às forças políticas para que acompanhem a determinação do ministro da Reforma do Estado. Cavaco Silva sai assim em defesa incondicional de Gonçalo Matias, um ministro que tem enfrentado contestação dentro do próprio governo. Cavaco escreve neste artigo de opinião publicado no Observador, que o ministro já revelou possuir as ideias certas sobre a reforma e avisa que esta é uma oportunidade que não deve ser perdida. Cavaco Silva pede ainda inteligência e discernimento para acelerar as reformas que Portugal precisa, mas alerta que há burocratas vindos do próprio Estado que tentam impedir essas mesmas reformas e, por isso, apela a Luís Montenegro para que não ceda e avance com as mudanças necessárias. Cavaco Silva critica ainda o Tribunal de Contas, neste sentido. Em causa está a proposta do governo para acabar com o visto prévio para contratos até 10 milhões de euros. Cavaco Silva considera incompreensível que o próprio Tribunal de Contas esteja a criar obstáculos a um dos braços da reforma.

Rui Casanova, com os destaques do artigo de opinião publicado por Aníbal Cavaco Silva no Observador, intitulado "A reforma do Estado e o poder dos burocratas". Na análise, o publisher do Observador, José Manuel Fernandes, fala numa intervenção diferente das recentes declarações de Cavaco Silva. Diferente para melhor.

Não acho que aqui o mais importante seja elogiar ou deixar de elogiar o governo às oposições, até porque ele, no fundo, faz um apelo também às oposições, sobretudo à oposição socialista do PS. E neste momento ainda não houve, no que diz à reforma do Estado, grandes choques. Até pelo contrário.

O Tribunal de Contas parece entender.

Grandes choques políticos. Enfim, o Chega está fora, mas, por exemplo, o PS e os autarcas do PS estão dentro. Portanto, eu acho que é um artigo que não é propriamente como os artigos anteriores, que eram mais artigos de pugilato. Este é mais um artigo, de facto, acadêmico-político, como ele escreve, e eu gostei de ler.

Análise do publisher do Observador, José Manuel Fernandes, no "E o Vencedor É..." desta manhã. Este artigo de opinião de Aníbal Cavaco Silva está em destaque a esta hora no site do Observador. Mudamos de tema. O governo ainda não avançou com a implementação das novas regras da União Europeia para transparência de salários nas empresas. O prazo termina no próximo domingo e o Executivo diz que estas medidas ainda estão a ser ultimadas. A União Europeia vai passar a proibir perguntas como: quanto recebia no emprego anterior ou quanto espera vir a ganhar. Bruxelas vai também impor auditorias para identificar desigualdades de gênero no local de trabalho. Estas regras foram aprovadas por Bruxelas em maio de 2023. Os Estados-membros têm até domingo para transpor as leis para a legislação nacional. A poucos dias do fim do prazo, fonte oficial do Ministério do Trabalho diz ao Observador que a transposição está a ser ultimada e que deve entrar em circuito legislativo muito proximamente. No entanto, na proposta de revisão da legislação laboral que chegou ao Parlamento, não existem alterações que correspondam às exigências europeias. A jornalista Marina Ferreira explica o tipo de medidas que passa a estar em vigor nas empresas da União Europeia.

Estas medidas não são um passe de magia, mas o que se pretende é que as empresas passem a ter uma obrigação generalizada de fazerem um report salarial. E quando for detetada nesta espécie de auditoria salarial, que vai passar a ser obrigatória, uma diferença entre salários de homens e de mulheres superior a 5%, sem que a empresa consiga justificar objetivamente por que isso acontece, é um apertar das regras para responsabilizar as próprias empresas e para fazerem uma avaliação conjunta das remunerações.

Marina Ferreira, jornalista de economia do Observador. Na história do dia de hoje, estas medidas foram criadas para reforçar a aplicação do princípio da igualdade entre homens e mulheres, através de transparência remuneratória, é o que explica a Comissão Europeia. Este é o artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador. É também o tema da história do dia, já disponível em podcast. É uma notícia com poucos minutos. PSD e Chega apresentaram um requerimento conjunto para suspender o prazo de entrega de projetos de revisão constitucional até 30 de dezembro. Os dois partidos manifestaram a vontade de concluir esse processo até ao final da próxima sessão legislativa. Este requerimento conjunto é assinado pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, e pelo presidente do Chega, André Ventura. É uma notícia que vamos desenvolver nos próximos jornais. A greve geral marcada para amanhã deve afetar fortemente os estudantes universitários. O presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior espera uma forte adesão dos professores. E com isso, há a possibilidade de alguns exames virem a ser adiados. É o que admite José Moreira. Ainda assim, o docente garante que os alunos, pese embora o incômodo, não vão sair prejudicados.

Isso, infelizmente, é uma das consequências da greve, mas faz parte destes processos de contestação às medidas do governo. Seguramente, se houver alunos que sejam afetados no seu direito de fazer exame, as instituições e os docentes arranjam alguma maneira rápida e clara de os compensar. Será uma coisa desagradável, obviamente, mas se as greves não incomodassem, não são feitas para isso, mas têm esse efeito secundário, porque se não incomodassem, não teriam qualquer tipo de repercussão.

Com críticas à legislação laboral, José Moreira espera uma grande adesão à greve de amanhã.

Nós esperamos que a adesão seja significativa, não só dos docentes investigadores, como de todo o setor do ensino superior e de todos os trabalhadores por conta de outros em portugueses, porque estamos perante uma sanha persecutória da parte do governo, no sentido em que as medidas do pacote laboral não parecem ser condizentes com os objetivos, porque não nos parece que o aumento de produtividade seja obtido por ataques diretos aos direitos dos trabalhadores, aos direitos mais elementares.

José Moreira é o presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior, em declarações à Rádio Observador. A saúde também volta a ser um dos temas mais afetados e a Federação Nacional dos Médicos apela à adesão dos profissionais contra a teimosia do Luís Montenegro. Esta é a expressão utilizada pela vice-presidente da FNAM, Joana Bordalo e Sá, prevê grandes constrangimentos nos hospitais, apesar dos serviços mínimos, antevê também o adiamento das consultas.

Esta greve irá condicionar, sobretudo, consultas e cirurgias a nível hospitalar, mas também as consultas nos centros de saúde. Os médicos vão cumprir os serviços mínimos na íntegra, agora, tudo que é cirurgia e consulta programada serão canceladas e adiadas.

A vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos deixa críticas às alterações da lei laboral. Alerta para possíveis consequências para os utentes. Joana Bordalo e Sá denuncia que alguns médicos têm sido alvo de pressões para não aderirem à greve.

Temos recebido relatos de pressões, de ameaças e tentativas de condicionamento por parte de algumas administrações e chefias. E queremos dizer aos médicos que não estão sozinhos, que denunciem sem medo qualquer ameaça ou represália de que sejam alvo pelo exercício de um direito constitucional que é a greve. Para os médicos, isto não é apenas uma luta laboral, é uma luta pela segurança dos doentes, porque profissionais mais cansados, sujeitos a horários imprevisíveis e ainda mais horas de trabalho, significam mais riscos na prestação de cuidados.

Joana Bordalo e Sá, da FNAM. São também esperados impactos nos transportes públicos. O Metro de Lisboa e o Metro do Porto devem parar o serviço mais logo, já a partir das 11 da noite. Os comboios da CP e os barcos que fazem a travessia da Margem Sul também devem começar a circular com limitações a partir desta noite. O presidente da Ucrânia pede uma resposta eficaz aos aliados depois de uma noite de ataques em larga escala da Rússia. Há registro de, pelo menos, 13 mortos e 104 feridos. A Ucrânia denuncia que foram lançados mais de 70 mísseis e 600 drones esta madrugada. Kiev foi a cidade mais atacada, mas há também registro de ataques em Kharkiv e Dnipro. Volodymyr Zelensky já veio pedir uma resposta eficaz por parte dos aliados, é o que escreve o presidente ucraniano na rede social X. O especialista em Relações Internacionais, Miguel Baumgartner, acredita que este é o início de um novo intensificar da ofensiva russa à Ucrânia.

Não se pode dialogar com o Putin, porque nós sabemos que o Putin tem pouco interesse no diálogo e tem muito menos interesse em fazer um processo de paz, porque tem a sua posição maximalista. Vai continuar a atacar desta forma, vai tentar fazer uma megaoperação, como eu dizia, a partir do verão, na tentativa de desbloquear aquilo que são as chamadas cidades-fortaleza, porque aí estaria aberto quase um caminho direto para Kiev.

O especialista em Relações Internacionais, Miguel Baumgartner, esta manhã no Gabinete de Guerra. A Rússia confirma ter realizado um grande ataque noturno em resposta ao que chama de ataques terroristas da Ucrânia. São agora 10h12, já a seguir o Contracorrente. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora? No Médio Oriente, o Donald Trump acredita que vai conseguir chegar a acordo com o Irã na próxima semana, é o que diz o presidente dos Estados Unidos numa entrevista à ABC News. Trump repete que falta apenas ajustar alguns pontos. E depois de vários dias de sol e de calor, prevê-se uma descida das temperaturas e de vento forte nos próximos dias, indicação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. O guarda-redes Ricardo Velho afirma que a motivação para representar Portugal não podia ser maior. Declarações há pouco, na conferência de imprensa na Cidade do Futebol. O guarda-redes foi o porta-voz no segundo dia de treinos. Não faz parte dos 26 convocados, mas viaja com a seleção para o Mundial. E ainda sobre o Campeonato do Mundo deste ano, deve gerar em Portugal um impacto económico até aos €945 milhões. É o que indica um estudo do Instituto Português de Administração de Marketing. O montante final vai depender diretamente da performance da equipa portuguesa. Quanto mais longe for a seleção nacional, mais o país ganha. O estudo destaca que o valor representa o maior impacto econômico de sempre em Portugal, associado a uma competição que o país não organiza.