Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
São 10 da manhã. As notícias com Carla Jorge Carvalho. PSD e Chega admitem negociar as alterações ao Código do Trabalho até ao limite, mesmo depois do início do debate desta tarde no Parlamento. Já o PS garante que tudo fará para que o projeto de lei não passe à especialidade.
Foi o tema do Explicador desta manhã. A deputada social-democrata Carla Barros admite um eventual acordo com o Chega. Sobre o PS, diz que ainda vai a tempo de reconsiderar.
Pela importância e o mérito da reforma laboral, exige-se capacidade de decisão dos políticos, coragem e força. E é isso que os partidos como o Chega, com quem estamos a negociar e, no fundo, a fechar os detalhes de um eventual acordo para viabilizar esta proposta na generalidade, portanto, é o primeiro momento da votação. O PS ainda está também a tempo de se reconsiderar.
Ainda tudo em aberto, é o que entende a deputada do PSD, Carla Barros. Do outro lado está o Chega. A deputada Felicidade Vital confirma que os dois partidos estão a tentar chegar a um texto comum.
Estamos em negociações, estamos a tentar chegar a um texto comum. O Chega hoje também apresenta a sua proposta. É uma proposta muito detalhada e estamos ainda em negociações, portanto, não poderei adiantar muito sobre isso.
A deputada Felicidade Vital, do Chega. O PS rejeita fazer parte destas negociações para a reforma da lei laboral. O deputado Miguel Cabrita reitera que o partido está concentrado em denunciar o erro que é este pacote laboral. Garante também que o PS tudo fará para que o documento não passe à especialidade.
Nós estamos concentrados em denunciar o erro, a injustiça e o recuo que é este pacote laboral, e procuraremos que ele não passe à especialidade. E a partir daí, naturalmente, que se passar à especialidade, com certeza que faremos propostas de alteração para corrigir estes erros e estas injustiças. Mas eu gostaria de salentar a atenção para uma coisa. Há um mês, o líder do Chega disse que votaria contra este pacote laboral.
Explicações do deputado do PS, Miguel Cabrita, um dos convidados do Explicador desta manhã. O projeto de lei só vai ser votado amanhã, mas é hoje que os deputados discutem a reforma da lei laboral proposta pelo governo. Luís Montenegro e André Ventura têm tido várias reuniões no sentido de chegar a um consenso. Até agora não aconteceu. No entanto, já ontem, no debate quinzenal, o primeiro-ministro e o presidente do Chega mostraram aproximação de posições. O debate vai ficar também marcado pela manifestação da CGTP junto à escadaria da Assembleia da República e vai ser acompanhado pela UGT nas galerias.
Pode também acompanhar o debate sobre as alterações ao Código do Trabalho em direto aqui na Rádio Observador, a partir das 14h. A atual reestruturação da Segurança Social acelerou o afastamento dos diretores nomeados pelo Partido Socialista. O governo está a aproveitar para substituir todos os dirigentes que foram nomeados pelo antigo primeiro-ministro António Costa.
A vaga de substituições da Segurança Social é justificada pelo ministério liderado por Maria do Rosário Palma Ramalho, com a reestruturação orgânica do Instituto da Segurança Social, que foi aprovada pelo governo. Carlos Pedro, que mudanças são essas que aceleraram na última semana?
De fato, o ritmo mudou. Até o final de maio, os dois governos liderados por Luís Montenegro tinham substituído oito diretores de centros distritais da Segurança Social, mas o Ministério do Trabalho já formalizou a saída de outros nove dirigentes, com a particularidade de alguns terem mandato até 2028. Significa isto, portanto, que quando estes processos estiverem concluídos, todos os 18 diretores da Segurança Social terão sido nomeados pelo governo da AD.
A maioria das direções distritais que está a ser substituída é liderada por militantes ou por simpatizantes do PS, e todos eles, Carlos, nomeados durante os anos de governação de António Costa.
Precisamente, Carla, mas o governo aqui não espera pelo fim dos mandatos destes dirigentes. A reestruturação do Instituto da Segurança Social terminou com as comissões de serviço. O governo ficou assim com o caminho livre para avançar com as substituições. O Observador sabe que para além destas alterações conhecidas, pelo menos mais três dirigentes vão dizer adeus aos centros distritais da Segurança Social. Importa ainda referir que esta medida tem um custo para os cofres públicos, já que a lei prevê que os dirigentes públicos tenham direito a uma indenização, isto quando o fim da comissão de serviço se deve à reorganização dos serviços.
Carlos Pedro, com as mudanças dos quadros dirigentes no Instituto da Segurança Social, numa nota enviada ao Observador, o deputado do PS, Hugo Oliveira, acusa o governo de promover nomeações políticas e defende que está em causa uma utilização indevida de recursos públicos.
Esta é uma notícia que faz a esta hora manchete no site do Observador. Falamos agora do caso das agressões ao ator Adérito Lopes no teatro A Barraca. A Rádio Observador sabe que está em segredo de justiça e só recentemente é que os advogados tiveram acesso ao processo.
Foi a 10 de junho de 2025, há sensivelmente um ano, que Adérito Lopes foi agredido por um jovem de 20 anos, alegadamente pertencente a um grupo de extrema-direita. O suspeito foi identificado pela PSP. O Ministério Público abriu um inquérito e no início de julho soube-se que ficou com termo de identidade e residência. A Rádio Observador apurou, junto de fonte oficial do Ministério Público, que o processo continua sob investigação e em segredo de justiça. O advogado do arguido, José Gaspar Svalbarr, também confirma esta informação. Já a defesa de Adérito Lopes revela que só recentemente teve acesso a uma parte do processo. O advogado Ricardo Sá Fernandes diz que tem pedido rapidez ao Ministério Público neste caso.
Já o Bastonário da Ordem dos Advogados considera que este caso evidencia um problema estrutural na justiça portuguesa.
João Massante aponta o dedo à demora da resolução de processos-crime.
Eu diria que é o problema de que padece
Muitos processos-crime. Não é um específico problema deste processo. Nós temos que olhar para a questão de quais são os meios que existem ao dispor do Ministério Público para produzir uma acusação. Quais são os meios que a Polícia Judiciária tem e disponibiliza para investigar a prova que existe. E se formos ver a resposta a esta pergunta, temos a resposta ao problema. O Ministério Público não tem capacidade para adequadamente e em tempo, que todos consideremos pertinente, dar resposta a tudo o que tem para decidir.
João Massano, o Bastonário da Ordem dos Advogados, em declarações à Rádio Observador.
Foi o convidado do "Onde Para o Caso" desta quinta-feira, um programa para ouvir na íntegra depois do jornal das 17h da tarde política. Apesar do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão, Israel voltou a atacar o Líbano nas últimas horas.
Foi um ataque com um drone, causou um morto e um ferido grave, de acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano. O ataque aconteceu numa zona onde já tinham sido registadas outras ações semelhantes e acontece numa altura em que Israel enfrenta a pressão internacional para retirar as tropas do sul do território. O Irão já avisou que iria considerar qualquer ataque no Líbano uma violação do memorando de entendimento com os Estados Unidos. Esse memorando foi assinado ontem, em formato digital, por ambos os países. Fazem parte do acordo 14 pontos, os principais, o cessar-fogo imediato no Irão e a reabertura do Estreito de Ormuz.
São agora 10h08, Carla, antes do Contracorrente, que outras notícias merecem destaque?
Um acidente entre dois carros está a condicionar o trânsito na A5, no sentido Cascais-Lisboa. O acidente aconteceu ao quilômetro sete, obrigou ao corte da via esquerda. É o que confirmou ao Observador uma fonte dos bombeiros de Linda-a-Pastora. O acidente provocou uma vítima com ferimentos leves, que foi transportada para o Hospital São Francisco Xavier. O secretário-geral da NATO admite que os Estados Unidos podem vir a não fornecer o apoio prometido pelos norte-americanos à aliança militar. A possibilidade foi levantada esta manhã por Mark Rutte, diz que não consegue garantir que, em caso de guerra, Washington disponibilize aos países da NATO os recursos militares prometidos. Em causa estão os múltiplos teatros de operações em que estão envolvidos os norte-americanos. Voltamos à política para uma notícia de última hora. O PS vai voltar a propor o nome de Luísa Neto como candidata a Provedora de Justiça, com o apoio do PSD, e isto depois de ter falhado uma primeira eleição. A informação foi adiantada à Agência Lusa por uma fonte oficial do grupo parlamentar do PS. Os dois partidos querem que a votação decorra a 3 de julho. É o que adianta esta fonte.