Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Porto, bom dia, Porto. Notícias às 10, na Rádio Observador, com Carla Jorge de Carvalho. A Confederação Empresarial de Portugal concorda com a nova diretiva europeia adotada pelo governo sobre transparência salarial, mas avisa que a execução é complexa.

O governo vai avançar com a transposição da diretiva europeia sobre transparência salarial. Na prática, e de acordo com esta proposta, as empresas vão ser obrigadas a revelar pelo menos os salários médios para funções semelhantes. Foi este o tema do Explicador. O presidente da CIP lembra que só sete países da União Europeia avançaram até agora com a transposição da diretiva. A CIP diz estar completamente de acordo que é necessário assegurar que para trabalho igual haja salário igual. No entanto, Armindo Monteiro alerta para a necessidade de olhar para vários fatores, sobretudo tempo na empresa, competência e entrega individual, e recorre ao futebol para explicar o ponto.

Imagine numa equipa de futebol, que todos os laterais-direitos tinham a mesma remuneração, ou todos os guarda-redes tinham a mesma remuneração, ou todos os avançados. Era uma negociação por magote, não era uma negociação caso a caso. Ou seja, a questão da gestão do talento é necessário termos em consideração esse ponto.

O projeto não vê a obrigação das empresas revelarem a proposta salarial para um determinado cargo. O presidente da CIP concorda, diz que é preciso evitar voyeurismo salarial. Armindo Monteiro considera que esta informação sobre o salário não deve ser divulgada a todo o mercado.

Esta informação ser divulgada ao mercado, imagine-se um processo de recrutamento que tem 200, 400 candidatos. Esta informação tem que ser divulgada a todos? Ou interessa àquele ou àquela com quem se vai celebrar o contrato e aí, sim, antes de celebrar, tem que ser uma informação esclarecida e tem que ser divulgada. Parece-nos que é diferente e por isso chamam de voyeurismo salarial. Isto tem que ser uma negociação informada e transparente, mas não tem que ser também pôr na rua, digamos assim, informação que só diz respeito àqueles que trabalham nessa empresa.

A reação de Armindo Monteiro, presidente da CIP, à transposição da diretiva europeia, que foi adotada pelo governo português, tem como principal objetivo combater a discriminação salarial. Foi o tema do Explicador desta manhã.

A Proteção Civil pede comportamentos adequados durante a observação do eclipse, sobretudo no Parque Natural de Montesinho. Está prevista uma subida das temperaturas e as autoridades estão preocupadas com o risco de incêndio.

A região de Bragança espera uma grande afluência, o que pode aumentar o risco de incêndio nas zonas do Parque Natural. A Proteção Civil está, por isso, a emitir recomendações. O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes, João Afonso, explica que os visitantes devem ter os cuidados habituais em época de incêndios.

São os cuidados habituais para quem frequenta a floresta nesta altura do ano. Tanto é não fazer fogo, é ter cuidado com as beatas, é não estacionar os veículos fora dos parques autorizados para o efeito, porque a vegetação está muito seca e o estacionamento dos veículos fora das áreas destinadas ao efeito são elas potenciadoras também de risco de incêndio. Sabemos que vai ser uma semana com muito calor aqui, a rondar os 38, 39 graus. Recomendamos também que estejam atentos às recomendações da Direção-Geral de Saúde, nomeadamente para o risco de insolação, de desidratação. Portanto, no fundo, tudo o que as pessoas possam desfrutar sem se colocarem elas próprias em risco.

João Afonso adianta ainda que a Proteção Civil tem um dispositivo especial para amanhã, face ao grande aglomerado de pessoas que é esperado em Bragança.

Foi elaborado o plano de operações, que envolve todas as entidades que concorrem para o efeito. Estou a falar dos bombeiros, da GNR, do ICMS, do INEM. E foi preparado um dispositivo que irá estar no terreno. Estarão pré-posicionados meios em locais estratégicos para uma resposta imediata em caso de incêndio, mas também de emergência médica. Estarão ambulâncias de socorro pré-posicionadas também no local. O dispositivo é composto por cerca de 150 operacionais e, como digo, vai estar no terreno todo o dia do evento, desde sensivelmente cerca da meia-noite.

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes, João Afonso. O distrito de Bragança vai estar sob aviso amarelo, pelo menos até quinta-feira, devido ao calor.

Carla, este fenômeno raro, o eclipse, provocou uma autêntica corrida aos óculos para ver o eclipse em segurança. As farmácias são uma opção, mas em Lisboa, há muitos espaços que não estão a conseguir dar resposta a poucas horas deste fenômeno.

Da lua tapar o sol. Toda a gente está à procura agora de óculos. O Instituto Ciência Viva distribuiu na rede Clube da Visão, que tem mais de 600 óticas em Portugal. O estoque foi reposto três vezes e por três vezes esgotou. A procura foi muita. A Associação Nacional de Farmácias emitiu um comunicado a indicar que, em virtude da escassez, as farmácias podiam comercializar os óculos. Nos últimos dias, a procura tem aumentado e mais uma vez a notícia são as ruturas de estoque. Mas há também farmácias que não conseguiram sequer adquirir óculos aos habituais fornecedores, como descobriu o jornalista Ricardo Lopes.

Uma, duas, três vezes. O stock de óculos gratuitos para ver o eclipse solar em Portugal esgotou sempre que foi reposto. Ao consultarmos o site da rede Clube da Visão, podemos ler que a procura foi enorme e que, por isso, não foi possível chegar a todos. A alternativa foi dada seis dias antes do acontecimento: comprar nas farmácias.

Apenas no dia 6 de agosto é que a ANF indicou que, devido à escassez dos óculos que estavam a ser fornecidos pelas óticas do Clube Visão, em parceria com a Ciência Viva, seria permitido à farmácia comercializar os óculos.

Ouvimos a explicação de Alexandra Matos, diretora técnica da Farmácia Lentejo, que não vendeu um único par de óculos.

Tentámos todos os esforços junto dos nossos armazenístas e nunca conseguimos obter qualquer resposta. Não estão mesmo disponíveis.

O cenário é idêntico na Farmácia Alvalade Saúde, onde nos últimos dias a pergunta mais comum leva sempre à mesma resposta.

Diariamente, imensas pessoas me perguntam pelos óculos para o eclipse. Só que eu não consigo nem ficar com reservas, porque não tenho previsão nenhuma de entrega de óculos.

Sílvia Beirão, diretora técnica da farmácia, explica que não foi por falta de tentativa.

Tentei sempre em todos os meus fornecedores, tentar encomendar os óculos, só que estavam sempre esgotados.

Dada a escassez, admite que chegou a equacionar fornecedores menos convencionais.

Soube que a Amazon tinha, por exemplo, mas não sabia se eram certificados ou não e então não arrisquei.

Seguimos para a Farmácia Marbelo, onde o farmacêutico Guilherme Brito explica que também tentaram adquirir os óculos certificados.

Nós fizemos o pedido de cerca de 50 unidades.

Cinquenta unidades que nunca chegaram.

As pessoas têm procurado imenso. Esta última semana tem sido de grande procura. As pessoas ligam para a farmácia à procura dos óculos do eclipse e a verdade é que nós não temos.

A poucas horas do eclipse e com uma verdadeira caça aos óculos, a maioria das farmácias não consegue dar resposta à procura.

Ricardo Lopes, que visitou várias farmácias em Lisboa, encontrou rutura de stock em muitos casos. A Associação Nacional de Farmácias aconselha a partilha dos óculos entre familiares e amigos, até porque não é recomendado assistir ao eclipse durante muito tempo.

Subiu para 164 o número de mortes na sequência do sismo na Colômbia. Há também centenas de feridos. As autoridades colombianas avisam que os números vão continuar a aumentar.

O balanço foi atualizado nas últimas horas. As equipas de emergência estão no terreno a tentar encontrar sobreviventes entre os escombros. Em causa, o sismo de magnitude 7,4 na escala de Richter, que atingiu ontem a Colômbia, afetou sobretudo a região a oeste do país. Foi declarado estado de emergência e vários países da América Latina já anunciaram a intenção de enviar equipas para o terreno e também ajuda humanitária. Os Estados Unidos anunciaram um pacote de 15 milhões de dólares. A Comissão Europeia mobilizou o serviço de satélite Copernicus para o apoio às operações de busca e salvamento. Os hospitais que não ficaram danificados estão sobrecarregados a tentar dar resposta aos sobreviventes. Para já, não há registo de portugueses afetados pelo abalo. A garantia foi dada pelo secretário de Estado das Comunidades à Rádio Observador.

São agora 10h08, já a seguir o Contracorrente sobre a Lei do Retorno. Primeiro, Carla, tempo para as outras notícias que estão em destaque a esta hora.

Um tribunal da Síria condenou hoje o ex-presidente Bashar al-Assad à pena de morte, à revelia. É o que estão a anunciar esta manhã as agências internacionais. Bashar al-Assad governou a Síria durante mais de duas décadas, foi deposto em 2024. Desde esse ano que vive na Rússia, em exílio. Hoje foi condenado à pena de morte pela Justiça síria. Continua a troca de ataques entre Rússia e Ucrânia. Pelo menos cinco pessoas morreram e 21 ficaram feridas no novo ataque, desta vez, a Zaporíjia. Em Kiev também voltaram a ser ouvidas explosões durante a madrugada. Já na Rússia, há registo de um incêndio numa refinaria, numa altura em que a Wildberries, conhecida como a Amazon russa, voltou também a ser atacada. É uma história de espionagem, segredos e traições. Já pode ouvir o terceiro episódio do novo podcast Plus do Observador.

Desta vez, centra-se na história de Frederico Carvalhão Gil, o espião português que foi apanhado a vender segredos da NATO à Rússia há apenas 10 anos. Foi uma operação em grande escala. Ao todo, havia 27 inspetores portugueses e italianos atrás do português. Mesmo assim, foi muito difícil não perder Carvalhão Gil de vista.

Em frente ao hotel, não se passou nada digno de nota. Carvalhão Gil está há praticamente 19 horas na capital italiana e passou as últimas 12 dentro do quarto. A última vez que a PJ o viu foi quando o espião voltou do jantar. Desde então, silêncio total. São quase 10 da manhã de sábado, dia 21 de maio, e até agora, nem sinal dele. É nesse momento que um dos inspetores olha com mais atenção para o hotel.

Um excerto do terceiro episódio do novo podcast Plus do Observador.

A Vida Dupla do Espião Traidor é uma série em podcast narrada pelo ator Ivo Canelas, com música original de Bruno Pernadas. Há um novo episódio todas as terças-feiras, mas se for assinante Standard ou Premium do Observador, tem acesso antecipado à série completa.