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São 10h02. As notícias com o jornalista Luís Soares. Já são 13 os meios aéreos empenhados no combate aos incêndios florestais no norte do país. Na última hora, os bombeiros conseguiram dominar o fogo em Boticas, distrito de Vila Real.
Informação confirmada há minutos pela Rádio Observador. Apesar dos quase 300 operacionais que estão no terreno, 80 viaturas e também já cinco meios aéreos, o incêndio está controlado. Um incêndio que começou na madrugada de sábado. O fogo que continua a preocupar mais as autoridades, a esta hora, continua a ser o de Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, que mobiliza esta manhã mais de 350 operacionais, também cinco meios aéreos e mais de 100 viaturas. Este incêndio tem duas frentes ativas, mas os bombeiros esperam dominar pelo menos uma dessas frentes ainda hoje de manhã. É o que explica à Rádio Observador o Comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, Luís Miguel Fonseca.
Temos, neste momento, ainda duas frentes ativas, uma delas com mais intensidade a arder na área do Conselho de Torre de Moncorvo, virado à aldeia Lousa. Os meios estão a trabalho e já com o apoio de meios aéreos nesta frente e temos informação que os trabalhos começam já a decorrer favoravelmente. E temos ainda outra frente ativa, mas arde muito lentamente e com esta frente bastante dividida, com vários focos de incêndios a arder muito lentamente, virado às localidades de Seixo de Anciães, onde efetivamente também já com os meios aéreos, que estamos a aguardar a chegada dos meios aéreos atos lados, acreditemos que durante a manhã conseguiremos debelar esta frente.
Expectativa do comandante Luís Miguel Fonseca, em declarações à Rádio Observador, a propósito do incêndio em Torre de Moncorvo, que começou por volta das 19h de sábado, chegou a estar dominado ontem de manhã, mas voltou a reativar à noite. São mais de 750 operacionais que estão neste momento a combater os fogos ativos no norte do país. Nesta altura, três ainda por entrar em fase de resolução. Este em Torre de Moncorvo, também um em Marco de Canaveses e um em Ponte de Lima. José Miranda, oficial de operações da Proteção Civil, dizia esta manhã à Rádio Observador que a noite de trabalhos foi favorável aos bombeiros.
De uma forma muito geral, houve alguma recuperação e favorecimento também no empenhamento dos meios terrestres que foram empenhados nos diversos teatros de operações. Portanto, não tivemos situações que agravaram durante o decorrer da noite. Algumas das frentes até foram dominadas, conforme aquelas que eu disse que ainda estão em atividade, o que é perfeitamente normal também devido já à área atingida.
O oficial da Proteção Civil, José Miranda, a fazer um ponto de situação do combate aos incêndios durante a noite. Não há, nesta altura, pessoas ou casas em perigo devido a estes incêndios. O Instituto Português do Meio da Atmosfera coloca hoje quase todo o interior norte e centro do país em perigo máximo de incêndio rural. Recupero essa informação, que o incêndio em Boticas, nesta hora, está já dado como dominado.
O anúncio do primeiro-ministro de que o Estado vai recomprar uma participação de quase 14% na REN esteve em debate esta manhã na Rádio Observador. O PS saúda a decisão, mas não acredita que o preço da eletricidade vá baixar, como indicou Luís Montenegro.
Doze anos depois da venda, o Estado português prepara-se para voltar a integrar a estrutura acionista da REN, anúncio feito na abertura da Festa do Pontal, na sexta-feira, por Luís Montenegro. No explicador desta manhã, o deputado socialista Luís Testa saúda a decisão, mas deixa um aviso: o negócio não garante os dois objetivos definidos pelo primeiro-ministro.
Essa compra não garante aqueles dois objetivos que o primeiro-ministro enunciou. Por um lado, definir a posição estratégica da REN, porque 3,7% não garantem coisa nenhuma desse ponto de vista, a menos que o primeiro-ministro explique outra visão que nós não conseguimos ter, mas também não garante o objetivo da redução, por si só, com a entrada do Estado no capital da REN, do preço da eletricidade aos consumidores. Porque, senão, vejamos, a REN é uma empresa altamente regulada por ser monopolista e quem define os preços dos serviços da REN ao consumidor e também ao Estado não é a própria REN, é o regulador.
As dúvidas de Luís Testa, do PS. Já o Chega sublinha a importância da soberania energética para o país, mas levanta dúvidas sobre o negócio. O deputado Eduardo Teixeira questiona o momento e também o valor da participação.
O mesmo governo, composto por dois partidos, o PSD e CDS, em 2014, vendeu a última transhe, 11%, que tinha na REN, por 147 milhões de euros. E agora o negócio aos valores que estão no mercado fechado de bolsa na sexta-feira, para 13%, mais 2% é verdade, mas o valor atira para mais do dobro do que o Estado encaixou há 11 anos. E logo aí não se percebe. Eu sei que isto deriva de um anúncio do Congresso do PSD de o governo querer entrar no capital de empresas, mas não é com 11% que tem capacidade decisória.
As dúvidas manifestadas pelo deputado do Chega, Eduardo Teixeira, do lado do PSD. O porta-voz do partido, Sebastião Bugalho, diz que está em causa o interesse estratégico de Portugal e lembra a posição portuguesa também no contexto europeu.
Portugal é, neste momento, o único país da União Europeia que não tem qualquer tipo de porcentagem ou de participação pública na sua rede elétrica. Portanto, do ponto de vista do seu interesse estratégico, aquilo que eu entendi das palavras do primeiro-ministro, e parece-me a questão lógica, é que é melhor estar do que não estar para defender os interesses do país do ponto de vista estratégico e também o bem-estar dos portugueses do ponto de vista do custo das suas eletricidade. Então me parece que faz sentido que seja melhor estar do que não estar.
E com os 26 dos 27 Estados membros da União Europeia que concordam com esse recinto.
Sebastião Bugalho, porta-voz do PSD, que esteve no Explicador esta manhã com Eduardo Teixeira, do Chega, e também Luís Testa, do PS.
Episódio que já está disponível em podcast. O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo diz que Portugal teve uma prestação muito boa nos Europeus depois das três medalhas conquistadas em Birmingham, no Reino Unido, mas lamenta também que não tenham sido conquistadas medalhas de ouro.
Uma das medalhas foi a de Pedro Pablo Pichardo, prata no triplo salto, sendo que Portugal conquistou também duas de bronze, Patrícia Silva nos 1500 metros e Fatoumata Diallo nos 400 metros barreiras. Em declarações esta manhã à Rádio Observador, Domingos Castro lamenta que não tenha vindo o ouro, mas não deixa de saudar as três medalhas conquistadas.
Uma participação muitíssimo positiva, embora, como é óbvio, nós não estávamos à espera, ou eles não estavam à espera, precisamente três campeões do mundo que não conseguiram resultados de excelência. Estou a falar da Gabi Souza, do Isaque Nader e do Gerson Baldé, que à partida, eu pessoalmente, era daqueles atletas que tinha extremamente confiança que iam ser medalhados. Mas isso acontece aos melhores, eles são os melhores, são os melhores do mundo.
Ficou uma sensação agridoce de não ter vindo uma medalha de ouro, não?
Sem dúvida.
Com olhos postos também nos Jogos Olímpicos, o presidente da Federação de Atletismo, Domingos Castro, vê ainda uma geração portuguesa pronta para conquistar medalhas.
Portugal está a vir com uma nova geração de ouro, como eu costumo dizer. Patrícia Silva, que fez uma prova extraordinária. Ela lutou até o último milímetro e é assim que nós devemos ser. Os nossos atletas devem ir até à última. E ela demonstrou, fez-me lembrar o pai, o Rui Silva. E por isso eu acredito que nos próximos Jogos Olímpicos os nossos atletas vão estar bem preparados. Eu diria que alguns deles já com o foco nesse grande evento.
Domingos Castro, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, esta manhã na Rádio Observador, na reação às três medalhas portuguesas conquistadas nos Europeus de Atletismo do Reino Unido.
São 10h10, antes do Contracorrente, Luís Soares, que outras notícias há a destacar?
Foi mais uma troca de ataques entre a Rússia e a Ucrânia. Pelo menos seis civis russos morreram e quatro ficaram feridos na sequência de um ataque de mísseis ucranianos na região fronteiriça de Belgorod. Esta madrugada foram também ouvidas explosões em Kiev, depois ter sido acionado um alerta de mísseis balísticos na capital ucraniana. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, deve reunir-se hoje com Jared Kushner, o enviado especial de Donald Trump, numa tentativa de avançar com um plano de paz dos Estados Unidos para Gaza. Informação aditada pela agência Reuters. O encontro acontece um dia depois do enviado especial do presidente norte-americano ter participado numa reunião com representantes do Hamas, no Egito. Foram temporariamente descontinuadas as interrupções voluntárias da gravidez no Hospital Garcia de Orta, em Almada, situação denunciada pelas Comissões de Utentes dos Concelhos de Almada e Seixal, também já confirmada à Agência Lusa pela Unidade Local de Saúde. Em comunicado, a ULIS Almada Seixal garante que mantém o compromisso assistencial, mas o procedimento é por agora realizado numa clínica privada em Lisboa.