Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

As notícias com Carla Jorge Carvalho. A presidente da Comissão Europeia entende que a União vive um momento ao mesmo tempo forte e precário, por causa dos vários desafios que enfrenta. Alguns dos destaques do discurso de Ursula von der Leyen no Estado da União.

No Parlamento Europeu em Estrasburgo, a presidente da Comissão Europeia faz uma avaliação positiva do último ano para a Europa. Considera que os 27 lidaram melhor do que se pensava com as guerras no Oriente Médio, mas ao mesmo tempo coloca o reforço da economia como o principal objetivo do futuro. Tempos que aí vêm, que Ursula von der Leyen classifica como excepcionais e desafiantes.

Eu diria que o estado da nossa União é o mais forte que já existiu, mas o estado da nossa União também pode parecer tão precário como nunca. Estas duas afirmações podem parecer incompatíveis, mas ambas são verdadeiras e refletem estes tempos excepcionais. Este tempo complexo de, por um lado, grandes possibilidades e, por outro, grandes perigos. Neste mundo, a Europa escolheu trilhar o seu próprio caminho. Este é o trabalho que fizemos nos últimos anos. Esta é uma Europa mais forte, mais independente, que está agora a surgir. É uma Europa que se está a libertar da dependência tóxica dos combustíveis fósseis russos. Esta é uma Europa que está a transformar a sua política industrial enquanto mantém o seu modelo social. Esta é uma Europa melhor capaz de se defender de gigantes.

A presidente da Comissão Europeia fala numa Europa que se apoia mutuamente, mas que enfrenta também desafios, como as guerras ou as ameaças de Donald Trump à Gronelândia. Ursula von der Leyen apela, por isso, aos Estados-membros para que acelerem a transição climática.

Veio o encerramento do Estreito de Ormuz e com isso, mais uma vez, sentimos amargamente o custo da nossa dependência geral dos combustíveis fósseis importados. Desde o início do conflito em Ormuz, os combustíveis importados custaram mais de 90 mil milhões de euros. Temos de investir mais depressa, temos de acelerar as ligações das redes, temos de criar armazenamento. Resumindo, vamos tornar o futuro da Europa elétrico.

A presidente da Comissão Europeia falou ainda sobre a relação da Europa com a China. Diz que precisa de ser reequilibrada, porque a atual situação é descrita como insustentável. Este discurso contou ainda com o convite para que o Canadá se junte ao bloco dos 27, como membro associado. Von der Leyen destaca ainda a necessidade de uma Europa mais unida, menos burocrática, para que se tomem decisões mais rápidas e eficazes.

E na análise, o especialista em assuntos europeus, Henrique Burnett, destaca que o discurso de von der Leyen revela um otimismo em tempos de pessimismo.

Foi o destaque aqui, a análise no Explicador. Henrique Burnett considera que o discurso da presidenta da Comissão Europeia não contou com grandes bandeiras de sucesso, mas deu pistas para o futuro da Europa.

Aquilo que von der Leyen quis dizer nessa abertura do discurso, citando aquela ideia do é o melhor dos tempos, é o pior dos tempos, é que, por um lado, vivemos riscos inéditos e, por outro lado, que temos algumas competências e algumas capacidades, também elas inéditas, para lhes responder. É uma espécie de otimismo em tempos de pessimismo. E talvez esse seja um bom resumo do tom do discurso, que não tem sido muito entusiasmante, nem com grandes bandeiras de sucesso, mas que dá pistas para onde é que se deve ir.

Análise de Henrique Burnett sobre o discurso de Ursula von der Leyen sobre o Estado da União. Nesta altura, está a decorrer o debate com os eurodeputados. O Jornal Expresso avança, entretanto, que Luís Montenegro defende que António Costa deve continuar à frente do Conselho Europeu por mais dois anos e meio. Em causa a solução proposta pelo presidente do Partido Popular Europeu, defende que não se mexe nos cargos de topo até o final da atual legislatura, o que implica tanto a reeleição de António Costa como de Roberta Metsola, como presidente do Parlamento Europeu. O mandato de António Costa termina em junho do próximo ano.

Este é um dia cheio na Assembleia da República. Os deputados vão hoje à escala discutir vários temas, nomeadamente as mais recentes polémicas relacionadas com o governo.

A começar pela criação de uma comissão parlamentar de inquérito aos exames nacionais. A ideia vai ser votada esta tarde no plenário. Os partidos vão discutir também o relatório anual de segurança interna de 2025, que apontou para um aumento da criminalidade geral, mas uma diminuição da criminalidade grave e violenta. Vai debater-se ainda esta tarde o caso das bandeiras em edifícios públicos. O presidente da Assembleia da República fala também esta manhã aos jornalistas sobre a comissão de inquérito. Luís Neves. Realiza-se também a votação do requerimento do Chega para ouvir o diretor nacional da Judiciária. E há uma série de audições marcadas para esta manhã, desde logo, o ministro da Economia, sobre a execução do PRR. Decorrem neste momento as audições ao atual presidente do INEM, Luís Cabral, e depois ao antigo presidente do Instituto, Sérgio Janeiro.

Mas os trabalhos de hoje, nomeadamente do governo, também se realizam fora do Parlamento.

Com uma reunião entre governo e parceiros sociais para a apresentação das ideias gerais sobre o orçamento do Estado do próximo ano. Já o Ministério da Educação tem hoje uma nova reunião com os diretores dos estabelecimentos de ensino de Odivelas e Barreiro. Não é conhecido o número de casos de alunos sem vagas nestes dois concelhos, mas o governo vai tentar resolver a situação nestas duas autarquias, depois de ontem ter feito saber que colocou 569 estudantes do ensino básico e secundário em Almada, Sintra e Amadora. Num comunicado do Ministério da Educação, lembra-se também que na segunda-feira já foram colocados outros 405 alunos em escolas no Conselho de Lisboa. A solução encontrada tem sido o alargamento do número de estudantes por turma.

O governo vai levar em breve ao Parlamento a proposta para uma taxa de 33% sobre os lucros extraordinários das empresas petrolíferas. O objetivo do executivo é utilizar as verbas arrecadadas para apoios aos setores mais fragilizados.

Famílias, bombeiros, setor social e transportes. A proposta do governo já foi entregue na Assembleia da República. O executivo pretende que a parcela dos lucros das petrolíferas que exceda os 20% este ano seja taxada a 33%. Este diploma tem caráter extraordinário e temporário. Aplica-se apenas ao período de tributação com início este ano. O governo justifica a medida com a subida dos preços dos combustíveis nas últimas semanas e também com o crescimento excepcional das margens de lucro no setor petrolífero, em particular na extração e na refinação. O preço da gasolina e do gasóleo há de continuar a manter-se acima dos €2 por litro. Um dos fatores que explica esta tendência são os altos impostos Praticados em Portugal, por comparação com países como Espanha. É o que explica a jornalista do Observador, Ana Suspiro.

A grande diferença de preços que existe entre Portugal e Espanha é explicada pela carga fiscal. Há um imposto petrolífero, que é um imposto fixo por cada litro de combustível, que em Espanha é muito mais baixo, e depois tem-se o IVA. O IVA em Espanha é 21%, o nosso é 23%, e durante três meses a Espanha baixou o IVA para 10%. Uma coisa que não podia ter feito ao abrigo das regras europeias, mas fez. Entretanto, repôs o IVA, mas baixou outra vez o imposto petrolífero. Portanto, na prática, continua a ter uma carga fiscal mais baixa que sempre foi, mas agora ainda é mais.

Ana Suspiro explica também que baixar impostos não é uma medida fácil de executar, até porque mesmo que o governo o fizesse, o consumidor poderia não sentir no preço final.

Imagina que o governo baixa €0,10 no imposto petrolífero. Na próxima semana, vai haver aumentos de certeza. E que na semana a seguir, o preço volta a subir €0,10. Ou seja, toda a baixa de impostos que o governo fez foi comida, entre aspas, pela subida do preço do petróleo e as pessoas vão sentir que não ganharam nada e o governo perdeu muito. Portanto, é de facto difícil controlar estas lógicas de mercado, sobretudo quando tu tens um quadro de total imprevisibilidade.

São essas explicações deixadas pela jornalista do Observador, Ana Suspiro, na história do dia de hoje, que recorda que o contexto imprevisível causado pela guerra no Irão e também as dificuldades na navegação no Estreito de Ormuz ajudam a explicar os altos preços dos combustíveis em Portugal, mesmo comparando com a estratégia que está a ser seguida pelo governo espanhol.

E no desporto, o Benfica joga hoje frente ao AC Milan. O técnico das Águias espera adversidades, tendo em conta que as duas equipas estão habituadas a jogar na Liga dos Campeões.

O jogo está marcado para às 20h. Na antevisão da partida, Marco Silva diz que jogar no Estádio San Siro vai ser muito difícil para o Benfica e espera muitas adversidades.

Duas equipas que estão habituadas a estar noutra competição e não na Liga Europa, pelo seu historial, pelo que têm sido os últimos anos também em termos de competições europeias, mas a realidade é que estão ambas na Liga Europa. Nós tivemos que percorrer um caminho ainda mais difícil, que tivemos que jogar seis jogos para aqui estar, por circunstâncias diferentes. E é um jogo muito complicado, cada equipa que joga aqui, seja a nível interno como a nível europeu, de competições europeias, acaba por ter sempre grandes dificuldades, porque é um local difícil para jogar, pela qualidade da equipa, como se o Milan fosse jogar ao Estádio da Luz, teria essas mesmas dificuldades também.

Muitas dificuldades para logo à noite em Milão, a leitura feita por Marco Silva, o treinador do Benfica. Já do lado da equipa italiana, o treinador Rúben Amorim afirma que o Benfica tem capacidade de ganhar o campeonato nacional, mas alerta para a responsabilidade excessiva das equipas portuguesas nas competições europeias.

O Benfica pode vencer qualquer jogo, porque tem um grande treinador e porque tem os jogadores para isso. O que eu dizia em Portugal, digo aqui o mesmo em Itália. Acho que às vezes os clubes portugueses têm uma responsabilidade que não deviam ter, porque não têm as mesmas condições que alguns clubes e até propriamente que os clubes italianos. E, portanto, ainda estou a pôr mais responsabilidade do meu lado, mas era o que eu diria sempre em Portugal e é o que eu digo agora. Mas olhando para o treinador, olhando para a equipa, para a rotação que às vezes se pode fazer na liga portuguesa, é possível se correr tudo bem. Vejo um Benfica claramente muito forte, vejo uma identidade muito clara.

Rúben Amorim a fazer a antevisão do jogo de mais logo entre o Benfica e o AC Milan.

Partida que pode acompanhar em direto aqui na Rádio Observador, começa às 20h. São 10h13. Agora, Carla, antes do contracorrente, que outras notícias marcam esta manhã de quarta-feira?

Neste momento há apenas um incêndio ativo em Portugal continental, em Portel, distrito de Évora. A Agência Lusa diz que o incêndio está a começar a ceder aos meios que estão no local. Cerca de 350 operacionais, três meios aéreos. Olhando para os restantes fogos em Castelo Branco e Trás-os-Montes, estão dominados em trabalhos de rescaldo, é o que pode ver-se na consulta ao site da Proteção Civil. Pelo menos três pessoas morreram e uma ficou em estado crítico a bordo de um barco insuflável nas Ilhas Canárias. A embarcação transportava 82 migrantes, um deles ficou ferido, está em estado grave, teve de ser transportado de helicóptero diretamente do mar para o hospital. A Rússia voltou a atacar um comboio de passageiros na Ucrânia. A empresa ferroviária afirma que não causou vítimas. As autoridades estão a organizar viagens de autocarro para conseguir retirar os passageiros, em coordenação com a administração militar da região de Mykolayiv.