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10. Jornal das 10 na Rádio Observador, com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, começamos este Jornal das 10 com a notícia conhecida esta manhã: Pedro Sánchez anuncia eleições antecipadas em Espanha para o próximo dia 29 de novembro.
O anúncio foi feito já esta manhã.
He decidido convocar um Conselho de Ministros e Ministras extraordinário esta misma mañana para disolver las Cortes Generales y convocar unas elecciones generales que se celebrarán el domingo, 29 de noviembre, de acuerdo a los plazos que establece la ley.
Reunião do Conselho de Ministros que acontece daqui a meia hora em Espanha. O "El País" diz que Pedro Sánchez disse ontem ao rei de Espanha que iria convocar eleições gerais para o próximo mês. Antes de anunciar esta decisão, nesta comunicação que fez ao país, nesse discurso que durou menos de 10 minutos, Pedro Sánchez explicou algumas das razões e apontou o que quer com esta decisão.
Para hacer más, necesitamos renovar.
Para fazer mais, precisamos renovar e ampliar o nosso apoio para dar seguimento às reformas de que precisamos, para que a cidadania possa reduzir os níveis de desigualdade, devemos mobilizar-nos e devemos garantir que o Parlamento nos dote de uma maioria muito mais ampla e progressista, com a qual possamos derrotar as elites, conquistar novos avanços sociais e continuar a transformar Espanha.
Conquistar nuevos avances sociales y seguir transformando España.
É o que pretende alcançar Pedro Sánchez com essas eleições antecipadas, quer reforçar o poder do PSOE no Parlamento, sendo que este anúncio acontece depois do Congresso ter rejeitado, no final da semana passada, dois decretos do governo com medidas para a habitação. Pedro Sánchez considera que não tem mais condições para governar. Já estavam agendadas eleições para Espanha para o próximo ano, 2027. Assim, surgem antecipadamente já no próximo dia 29 de novembro.
E na análise a esta decisão de Pedro Sánchez, o politólogo Diogo Noivo diz que o presidente do governo espanhol procurou um tema para sair em vantagem na campanha eleitoral.
Diz que o tema da habitação originou uma onda de protestos em Espanha e é uma oportunidade para centrar a campanha eleitoral num tema importante para a esquerda.
Pedro Sánchez estava à procura do melhor momento e do melhor assunto para ir a eleições e parece acreditar que a habitação é, de facto, ou dá-lhe pelo menos essa base para se poder apresentar em eleições de maneira menos má.
Análise rápida de Diogo Noivo, politólogo, a comentar estas eleições antecipadas em Espanha, a 29 de novembro.
E Flávio Bolsonaro foi o grande vencedor da primeira volta das eleições gerais no Brasil. A votação deste domingo adiou a decisão presidencial para a segunda volta, segunda volta em que o Partido Liberal parte na frente.
Segunda volta a 25 de outubro. Neste primeiro turno, Bolsonaro consegue 47%, Lula da Silva 45. E tem vida difícil, Lula da Silva, porque nunca um candidato derrotado na primeira volta conseguiu reverter o cenário na segunda eleição. Ainda assim, Lula da Silva falou aos apoiantes depois de conhecidos os resultados e disse que está confiante. Referiu até a famosa expressão mata-mata, para dizer que sempre foi bom nessa fase a eliminar.
Eu gostaria de ter ganho as eleições no primeiro turno, mas não é a primeira vez que eu penso nisso. Não deu certo. Sabe por que não deu certo? Porque o povo gosta que eu disputa o segundo turno. Eu sou muito bom no mata-mata. Vinte e oito milhões de pessoas que não votaram. Nós vamos fazer um apelo para que as pessoas saibam que nesse momento histórico do Brasil, o voto é necessário para a gente definir o futuro desse país. Os bolsonaristas se preparem, porque nós vamos derrotá-los.
Pois, foi Bolsonaro que venceu na primeira volta. No discurso, decretou o fim do PT e mostrou-se muito satisfeito com o resultado.
Estou muito feliz, de verdade. São quase 56 milhões de brasileiros e brasileiras que deram esse voto de confiança para mudança. A palavra é mudança. É o fim da era do PT. Está decretado o fim da era do PT, a mudança no nosso país. O Brasil dá uma resposta definitiva de que quer um governo moderno, um governo com menos ministérios, um governo que vai resgatar a democracia. O que eu tenho para falar é que o Lula está disputando o poder. Ele já disputou sete eleições presidenciais. Eu só preciso de um mandato.
Flávio Bolsonaro a falar rodeado de jornalistas e apoiantes. Flávio Bolsonaro e Lula da Silva acabaram por discursar praticamente à mesma hora, já numa altura em que se conheciam os resultados à segunda volta. Há segundo turno nestas eleições presidenciais do Brasil, acontecem a 25 deste mês. Dizer que desta primeira volta ficaram já fechados os lugares que estavam em eleição no Senado, 54 de 81 lugares. Desses 54, o partido de Flávio Bolsonaro consegue já 28 lugares, o PT consegue apenas nove. Segue com essa maioria o partido de Flávio Bolsonaro. Para os governadores, 20 já foram eleitos, há sete que vão ainda a votos na segunda volta.
O resultado da primeira volta das eleições gerais no Brasil foi tema de análise na última hora aqui na Rádio Observador.
Um explicador com deputados e eurodeputados portugueses. Hélder Sousa e Silva, eurodeputado social-democrata, refere que durante uma viagem recente que fez ao Brasil, percebeu o desgaste que existe entre a população brasileira com as políticas do PT.
Quer masculinos, quer femininos, porque normalmente o voto também depende um pouco do gênero, mesmo os petistas me disseram que estavam muito receosos relativamente ao resultado que viria a acontecer em 4 de outubro, porque aquilo que é o desgaste geral do governo e a polarização que se criou no Brasil, levava a que o resultado do Lula não pudesse não ser aquele que os petistas e o próprio Lula desejava. E isso veio a acontecer exatamente ontem. Contra todas as sondagens
Hélder Sousa e Silva na Rádio Observador, na última hora. Ele que é também presidente da Delegação do Parlamento Europeu para as Relações com a República Federativa do Brasil. Neste explicador, escutámos também João Torres, deputado do Partido Socialista, que lamenta o resultado na primeira volta destas eleições gerais do Brasil e diz que está em causa a democracia.
Se Lula da Silva perder as eleições na segunda volta, eu estou absolutamente certo de que Lula da Silva respeitará os resultados eleitorais. Aliás, ontem, na sua intervenção, ele começa justamente por dizer que os brasileiros deram uma lição de democracia ao país. Se Flávio Bolsonaro não vencer as eleições na segunda volta, eu não estou certo de que ele respeitará e aceitará os resultados.
João Torres e Hélder Sousa e Silva, no Explicador da Rádio Observador desta manhã, que contou também com a participação do Chega e do Bloco de Esquerda. Marcos Santos, deputado do Chega, e Catarina Martins, eurodeputada do Bloco de Esquerda. Um episódio que escutámos ao longo da última hora e que vai ficar disponível muito em breve em podcast.
E a seleção portuguesa venceu ontem a Noruega por 2 x 1 e garantiu o apuramento para os quartos de final da Liga das Nações. No final do encontro, Jorge Jesus e Pedro Proença abriram as portas da seleção a Cristiano Ronaldo.
Foi mesmo a grande novidade da noite de futebol de ontem. Portugal venceu por 2 x 1. Sim, gol de João Cancelo e de Gonçalo Ramos, conseguiu o apuramento para a próxima fase, mas no final do jogo, Jorge Jesus voltou a falar deste tema e Pedro Proença falou pela primeira vez. Os dois assumiram que há uma porta aberta para um regresso de Cristiano Ronaldo, com Pedro Proença a dizer mesmo que Portugal deve fazer uma vénia a Cristiano Ronaldo. Portugal já segue em frente na Liga das Nações, está nos quartos de final, 12 pontos, quatro vitórias em quatro jogos.
10h11. O Presidente da República faz na próxima hora o primeiro discurso do 5 de Outubro enquanto chefe de Estado.
A cerimônia de forma oficial começa por volta das 10h30. Vamos ter uma emissão especial aqui na Rádio Observador, na Praça do Município, na capital portuguesa, em Lisboa. Já começam a chegar os convidados. Marcelo Rebelo de Sousa, por exemplo, acaba de chegar neste momento, vai cumprimentando algumas das figuras que estão presentes também nesta cerimônia. O discurso de António José Seguro vai acontecer logo depois do discurso de Carlos Moedas, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, presidente da autarquia da capital portuguesa. É tudo para acompanhar com uma emissão especial aqui na Rádio Observador, que arranca depois das 10h30.
É o ponto final no Jornal das 10h.