Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

O antigo presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, diz não perceber as críticas dirigidas à entrevista de Pedro Passos Coelho, o autarca entende que o partido e o Governo têm de lidar com o contraditório.

O atual presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia revela que a força do PSD está precisamente na pluralidade de opiniões e diz que este não é exemplo único na história do Partido Social-Democrata.

É uma tradição democrática e sempre foi a força do PSD. Lembra-se bem quando Cavaco Silva foi uma peça fundamental da queda de Pedro Santana Lopes, quando escreve aquele famoso artigo das duas moedas.

Boa moeda, má moeda.

Lembra-se, por exemplo, quando o próprio Santana Lopes abandona o PSD, embora agora seja muito crítico de Pedro Passos Coelho, mas quando abandona o PSD discordando da liderança do Rui Rio, ou quando eu próprio discordei da liderança de Manuela Ferreira Leite. Portanto, é preciso que os líderes do PSD leiam a história do partido e convivam com a crítica.

Luís Filipe Menezes diz que o Governo devia aproveitar os avisos do antigo primeiro-ministro. Refere que há reformas que são importantes de levar a cabo, tal como tem avisado Passos Coelho, mas deixa também um apontamento a Luís Montenegro. A reforma laboral foi uma má jogada do governo da AD.

No meu entender, a reforma laboral foi um erro, na medida em que não é que ela não seja necessária, ela é indispensável. E sabemos que quem votou contra ela está a votar contra a história. Mas, no entanto, eu penso que taticamente haveria outras reformas mais prioritárias e menos polêmicas para avançar nesta fase da governação.

Nomeadamente, a questão da burocracia do Estado e a saúde, duas prioridades para uma reforma, é o que diz o autarca de Gaia, Luís Filipe Menezes, o convidado do Explicador desta manhã. A Rádio Observador também ouviu esta manhã João Almeida, deputado do CDS, que considera que Pedro Passos Coelho não é um inimigo da AD. João Almeida admite, no entanto, que as críticas do antigo primeiro-ministro não são confortáveis para o Governo.

Não é um inimigo, de maneira nenhuma. Nem acho que queira o mal do Governo. Acho que tem opiniões que são próprias, não são novas. Eu acho que mesmo com divergências, o passado dos partidos é relevante, até porque há sempre militantes que continuam a rever-se em cada uma das fases e, portanto, deve haver cuidado nessa gestão.

Se isto atrapalha de alguma forma a ação do Governo, para todos os efeitos, é uma coincidência.

Não é bom, isso eu disse até recentemente. Claro que não é bom ter o último primeiro-ministro de uma AD, ex-líder do PSD, a fazer críticas que são críticas à condução política do Governo. Não é bom, mas como alguém disse na política há uns anos, é a vida.

João Almeida, que foi o convidado da Comissão de Inquérito da Rádio Observador desta manhã. Luís Montenegro respondeu ontem à noite a Passos Coelho. O primeiro-ministro diz que quem espera o insucesso do PSD pode esperar sentado e que o Governo não pode governar o país na base de birras. Na análise, o diretor-executivo do Observador, Miguel Pinheiro, fala num erro de Luís Montenegro.

É um erro o atual PSD estar a tratar Passos Coelho como se fosse um inimigo. Eu até admito que, obviamente, Luís Montenegro discorde totalmente de Passos Coelho. Luís Montenegro, admito que se veja a si próprio como um grande reformista e que esteja contra a avaliação de Passos Coelho. Certo, está tudo muito bem. Agora, essas respostas em público, essas expressões, eu suspeito que os laranjinhas olham para isto e não gostam.

Miguel Pinheiro, no Bom, o Mau e o Vilão desta manhã. Opinião contrária tem o editor-adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso. Considera que Luís Montenegro fez ontem uma demonstração de força contra Pedro Passos Coelho.

Pior que Luís Montenegro poderia ter feito era fingir, como durante algum tempo fingiu, que esta sombra não existia. Portanto, Luís Montenegro, ao responder diretamente a Pedro Passos Coelho, faz também uma demonstração de força e, de alguma forma, tenta juntar o partido em torno da sua liderança.

Miguel Santos Carrapatoso no E o Vencedor é desta manhã. O certo é que o círculo mais próximo de Luís Montenegro defende que Passos Coelho já não conhece o PSD, nem o país, e está, por isso, desfasado da realidade. Este núcleo duro do primeiro-ministro confidencia ao Observador que a ideia de uma coligação com o Chega é delirante e um caminho do qual a maioria dos militantes do PSD discorda.

O antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, acusa José Pedro Aguiar-Branco de normalizar o Chega.

A entrevista ao jornal Público, Ferro Rodrigues revela que escreveu recentemente uma carta a Aguiar-Branco para fazer um reparo à condução dos trabalhos parlamentares. O socialista diz que Aguiar-Branco é responsável por permitir que os deputados do Chega passem impunes ao pôr em causa o bom nome de Ferro Rodrigues. De acordo com o socialista, o presidente do Parlamento terá respondido a esta carta a defender a liberdade de expressão dos deputados. Ferro Rodrigues critica esta decisão, diz que Aguiar Branco está a confundir liberdade de expressão com liberdade de calúnia. Nesta entrevista ao jornal Público, Eduardo Ferro Rodrigues comenta ainda o início do mandato de António José Seguro em Belém. Considera que o presidente da República tem estado muito ausente da discussão de várias matérias fundamentais para o país.

No Porto, várias associações de moradores avançaram para tribunal de forma a tentar impedir a abertura de um centro de pernoita para pessoas em situação de sem-abrigo. No entanto, Carla, o espaço já abriu e recebeu centenas de pessoas.

Abriu sem uma decisão final do tribunal. Vai custar quase €500 mil por ano ao município. Os moradores contestam a falta de justificações para a escolha de um local que convive diariamente com o tráfico e o consumo de droga. Miguel Pinheiro Correia.

Abandonada há vários anos, a antiga Escola Básica de Lordelo do Ouro terá finalmente uma nova vida.

Era uma escola básica que está fechada e sem qualquer uso desde 2018. Numa ideia original da Câmara no passado, era, ainda há uns anos largos atrás, de se instalar aqui o centro de saúde.

O concurso público para o centro de saúde terminou sem candidaturas e já com Pedro Duarte como presidente da Câmara do Porto, a decisão recaiu num centro de pernoita para sem-abrigos.

Para todos nós seria mais simples assobiarmos para o lado e deixarmos crescer um fenômeno que, evidentemente, nos inquieta muito, que é o fenômeno das pessoas em situação de sem-abrigo.

Mas a decisão do autarca apanhou todos de surpresa.

O presidente da Câmara veio aqui uma sexta-feira de manhã visitar isto e apareceu nas notícias que ia abrir, estava a ser preparado um centro de pernoita ali. Ninguém sabia.

Numa zona da cidade com consumo e tráfico de droga à luz do dia, os moradores pedem uma resposta mais completa.

O centro de pernoita é um sítio para eles dormir, mas também não passa disso. Ninguém cria uma resposta integrada que permita dizer: "Ok, eles têm ali um centro de apoio, se quiserem sair deste problema, se quiserem ser reabilitados de novo para a sociedade, nós apoiamos essa reabilitação".

As associações de moradores entendem que esta solução só vai trazer mais problemas e, por isso, recorreram ao tribunal.

Pedimos à Câmara os documentos que suportavam essa decisão e o que a Câmara nos enviou foi um e-mail da vereadora para o presidente da Câmara e a resposta do presidente é: "Força, avancem".

Enquanto a providência cautelar não tem resposta, o município não recua.

Sim, o número total de pernoitas já são de umas centenas largas, mas já chegamos a mais de uma centena de pessoas. A média, nos últimos dias, temos andado próximo das 80 pessoas por noite. Nós não temos a certeza que esta solução seja uma solução eficaz, mas nós preferimos mesmo assim arriscar. E se eventualmente ela não resultar, nós retificaremos e tentaremos outras soluções.

À espera da decisão do tribunal, o autarca do Porto elogia o centro de pernoita, que custará quase €500 mil anuais aos cofres do município.

Miguel Pinheiro Correia com os pormenores deste braço de ferro entre associações e Câmara Municipal do Porto.

São agora 10h08. Carla, antes do contra-corrente, que outras notícias marcam esta manhã?

O último diretor do SEF critica o encerramento do serviço no tempo do governo de António Costa e considera que a gestão dos problemas migratórios continua por resolver no país. Em entrevista à Agência Lusa, Paulo Batista explica que a AIMA acabou por herdar milhares de casos de imigrantes e que a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras veio agravar o problema. O antigo diretor do SEF elogia a criação da Unidade de Estrangeiros e Fronteiras da PSP, mas diz também, Paulo Batista, que não substitui o SEF. A FENPROF exige esclarecimentos rigorosos da Caixa Geral de Apresentações, por causa do erro de cálculo nas pensões, que afetou centenas de docentes, a quem estão agora a ser exigidas as verbas erradamente pagas. Em comunicado, a FENPROF afirma que há perdas iguais ou superiores a €150 para muitos professores. Em comunicado, a federação defende que a Caixa não pode desresponsabilizar-se nem alegar um lapso e exige transparência, respeito pelos direitos constituídos e salvaguarda das legítimas expectativas criadas aos pensionistas. O Papa Leão XIV é hoje internado no Hospital Gemelli, em Roma. Ao final da manhã, vai ser submetido a uma cirurgia para a remoção de um nódulo pulmonar. O Vaticano não clarificou ainda se a cirurgia vai decorrer ainda durante esta terça-feira. E já pode ouvir o penúltimo episódio de "Os Escândalos de uma Revolucionária".

É o novo podcast Plus, que revela a história de Ani Silva Pais, é filha de Fernando Silva Pais, o último diretor da PIDE. No Estado Novo, fugiu do marido, diplomata, com a ajuda de Fidel Castro e juntou-se aos cubanos.

A Ani está na Holanda, em mais uma viagem de trabalho, quando José Manel é detido. Alguns dias depois, já em Madri, onde está a aguardar voo de regresso à Havana, escreve à mãe. O postal tem data de 5 de julho. Nele, Ani assume-se um pouco triste com o que aconteceu, mas determinada a ajudar o namorado assim que voltar a casa. "Tenho de ter forças suficientes para, se possível, ajudar as minhas amizades. Sei bem o que sucedeu, o que desgraçadamente sucedeu e por quê. Mas vais ter grandes surpresas com a Helena António".

É um excerto do quinto episódio do novo podcast Plus do Observador, "Os Escândalos de uma Revolucionária" é uma série em podcast narrada pela atriz Bárbara Branco, com música original de Frank Chaves.

Há um novo episódio todas as terças, mas se for assinante Standard ou Premium do Observador, já sabe que tem acesso antecipado, e já, a todos os episódios.