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10:05. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O presidente da Assembleia da República quer saber com urgência se os partidos aceitam o debate sobre a intervenção policial pedido pelo PCP e admite alterar o calendário de discussão do Orçamento do Estado.
José Pedro Aguiar Branco sublinha que esta alteração excepcional precisa de consenso e, por isso, dá 24 horas aos partidos para que tomem uma decisão e se pronunciem. É o que indica o despacho do presidente da Assembleia da República, a que a Agência Lusa teve acesso. Ouvido esta manhã no Explicador, o deputado do PS, Pedro Delgado Alves, garante que os socialistas não se vão opor à realização deste debate de urgência requerido pelo PCP.
O calendário orçamental é de fato apertado, mas o que estamos a falar, mais uma vez, espero não estar a incorrer em erro, mas penso que o que o PCP pediu foi um debate de urgência. Um debate de urgência é um debate que tem uma duração de aproximadamente uma hora, uma hora e meia, e seguramente há de ser possível encontrar, ainda que estejam a decorrer os trabalhos parlamentares, da nossa parte não haverá objeção, seguramente, a encontrar-se uma fórmula. O dia exato e tudo mais é uma questão a ver, porque o Parlamento também, necessariamente, tem que se pronunciar ou tem que ter a possibilidade de avaliar a situação.
Pedro Delgado Alves, deputado do PS, convidado do Explicador desta manhã. O PCP pediu este debate ontem, na sequência da carga policial da madrugada de domingo, e defende que apesar de estar a decorrer a discussão na especialidade do Orçamento do Estado, o Parlamento deve continuar a fiscalizar o governo. O presidente da Assembleia da República refere que o regimento estabelece que a ordem do dia não pode ser alterada, a não ser que haja consenso dos partidos.
O superintendente da PSP, Carlos Bastos Leitão, afirma que a comunicação do governo sobre a atuação da polícia nas manifestações tem sido instável.
Foi o tema em destaque no Explicador desta manhã, depois de mais um fim de semana de protestos e da intervenção policial, tanto em Lisboa como no Porto. Para o superintendente da PSP, estas falhas de comunicação prejudicam a polícia e obriga as forças de segurança a tomar decisões difíceis no terreno.
Nós não sabemos o que é falado entre o ministro e o diretor nacional ou até noutro nível, ao nível político, mas o processo de comunicação do governo, desde o início até hoje, é claramente demasiado, no mínimo, instável. Não lhe posso chamar outra coisa. Mas quem tem que gerir este problema na rua é a Polícia de Segurança Pública e não pode estar à espera nem de diálogos políticos e estar ao sabor do taticismo político, nem pode estar à espera que todos estes órgãos muito burocráticos, que demoram demasiado, normalmente muito tempo a decidir, que tomem uma posição sobre o assunto.
O superintendente da PSP, Carlos Bastos Leitão, um dos convidados do Explicador, sublinha também que as ações da polícia são legitimadas pelo poder político.
Isto numa altura em que a Presidência da República mostra disponibilidade para falar com os manifestantes pelo direito à habitação.
A Casa Civil contactou-os para um encontro com António José Seguro, mas não foi avançada uma data ao local. Um porta-voz do movimento no Porto saúda a iniciativa, mas ontem à noite afirmou que o convite ainda precisa de ser discutido internamente. A Rádio Observador contactou a Casa Civil para obter mais informações. A fonte oficial recusou, para já, fazer mais comentários. O presidente da Câmara do Porto também convidou os manifestantes para uma reunião, mas neste caso o convite foi recusado.
Há uma luta interna no Chega em vésperas da Convenção Nacional do partido. Há quem queira que o presidente se mexa na direção, já os membros mais próximos falam em chantagem. Numa altura em que o Chega tem sondagens favoráveis, surge uma luta interna que promete agitar a Convenção Nacional, marcada para o final deste mês. Este sábado, Ventura foi reeleito presidente com 98% dos votos e transformou o discurso numa alerta. Diz que é possível o Chega no governo, mas é preciso união interna. Os militantes e dirigentes ouvidos pelo Observador apontam para um partido bastante dividido, com vários deputados e dirigentes a contrariar as indicações de André Ventura. Há dois nomes que se destacam nestas conversas: Pedro Pinto e Bruno Nunes, como explica a jornalista de política do Observador, Inês André Figueiredo.
Neste momento, há pelo menos duas correntes, por assim dizer, dentro do Chega. Uma que tem o rosto de Pedro Pinto e outra que tem o rosto de Bruno Nunes. São duas figuras que se destacam, não só por se meterem, por assim dizer, nas guerras internas, mas também porque são figuras que acabam por ter uma grande visibilidade pública, porque ao contrário de muitos elementos do Chega, sabemos que, por exemplo, o Chega tem 60 deputados e grande parte do país se calhar não conhece, eu arriscaria a dizer, se calhar, 50. Se calha uma base muito grande à volta do partido, que são pessoas que começaram a ir às televisões, que têm um lado mais mediático, e isso não é extensível ao resto do partido.
A jornalista Inês André Figueiredo explica que o objetivo neste momento não é tirar André Ventura da liderança. O Observador sabe que há distritais com peso que se têm alinhado com as duas correntes, com o objetivo de afastar diferentes pessoas próximas de André Ventura na direção.
Este é o artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador. Está também em destaque na história do dia. São 10:10, já a seguir o Contracorrente. Primeiro, Carla, que outras notícias marcam este arranque de semana.
O ministro da Habitação diz que não governa para quem se manifesta nas ruas, mas sim para uma maioria silenciosa que não participa nos protestos, mas que sofre com a crise na habitação. Miguel Pinto Luz está a esta hora a ser ouvido no Parlamento, a propósito da discussão do Orçamento do Estado. O ministro frisou ainda, na intervenção inicial, que a habitação é uma prioridade absolutamente clara para o governo. Vinca que a dotação orçamental para a construção de habitação pública quase triplicou para os € 317 milhões. A greve dos trabalhadores da administração pública está a registar uma adesão de cerca de 60%, com os setores da educação e da saúde a serem os mais afetados. Este balanço é feito pelo presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e Entidades com Fins Públicos. De acordo com Mário Rui, há muitas escolas e alguns centros de saúde fechados e também consultas adiadas em unidades locais de saúde por todo o país, incluindo as ilhas. Paulo Fonseca vai ser apresentado esta semana como o novo treinador do Sporting, é uma informação apurada pelo Observador. O técnico português de 53 anos deixa o Lyon e regressa a Portugal. O Clube de Alvalade oficializou ontem à noite, em comunicado, a saída de Rui Borges. Tiago Fernandes, que é o treinador da equipe B, vai assumir a equipe principal de forma temporária. Isto custa a dizer, mas o ano está quase a chegar ao fim e por isso vamos começar a falar. Para vocês, qual é a palavra do ano? Quais são as palavras?
Eclipse.
Acampada.
Eclipse.
Acampada.
Há algumas que estão aqui próximas. A lista das 10 candidatas foi divulgada agora esta manhã pela Porto Editora, quem organiza a competição. Combustível, chat, drones, eclipse, estreito, exames, habitação, tempestades, volta e farmar.
Não está acampada?
Não está acampada.
Ainda.
Ainda.
Eu acho que a lista está fechada já, não é?
Sim.
Sim.
Eles são muito rápidos.
Eu penso que é uma palavra que nem sei se já está.
Não, existe o espanhol, o português é acampamento.
Espanholismo, como às vezes se diz.
Claro.
Mas entrou farmar. Farmar também.
Não está na lista, mas dá para tudo. Conchinha.
Conchada.