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É meio-dia na Rádio Observador. Temos notícias com Miguel Cordeiro. Em destaque a esta hora: a Procuradora-Geral Adjunta da República rejeita que exista uma campanha orquestrada contra o Ministério Público.
Vai contra a tese defendida por Lucília Gago. A Procuradora-Geral da República já afirmou que está em curso uma campanha contra a atual magistratura. Em entrevista à Rádio Observador, Maria José Fernandes, Procuradora-Geral Adjunta da República, discorda e defende que é preciso saber ouvir críticas.
Eu respeito a opinião da senhora Procuradora-Geral, como é óbvio, mas não partilho essa opinião. Não acho que haja campanha nenhuma orquestrada, nem acho que haja uma vontade da sociedade em geral, uma animosidade contra o Ministério Público. Não acho isso. Custa ouvir críticas, como é óbvio, ninguém gosta, mas nós temos que as ouvir. E creio que a comunicação social, por exemplo, tem tido um papel extremamente importante, porque faz a abordagem dos problemas, introduz-os, explicita-os.
A Procuradora-Geral Adjunta esteve esta manhã no programa Explicador, aqui na Rádio Observador, traçou também um perfil para o próximo Procurador-Geral. Para Maria José Fernandes, o sucessor de Lucília Gago tem de ter capacidade de adaptação aos problemas que a Justiça vai enfrentar no futuro.
O perfil do próximo Procurador-Geral da República tem que ter em conta essencialmente uma nova abordagem, os novos desafios e preparar-nos para eles. Nós não podemos continuar a perder tempo com minhiarias, a fazer repetições, a redundar em despachos. Não podemos andar com isto assim. A investigação tem que se atualizar muito.
Maria José Fernandes entende que as questões penais não são, neste momento, o único problema do sistema de justiça e deixa alertas para os riscos da cibersegurança atualmente e para os próximos anos.
Em Bragança, preocupações com o fogo, falta de acesso e vento são as principais dificuldades que estão a ser sentidas pelos bombeiros que estão a combater um incêndio no Parque Natural de Montesinho.
Este cenário foi descrito esta manhã à Rádio Observador pelo comandante Carlos Martins, dos Bombeiros Voluntários de Bragança. De acordo com o site da Proteção Civil, este fogo é o mais preocupante neste momento. Na zona da Carragososa, estão 240 operacionais apoiados por 81 viaturas e sete meios aéreos. O incêndio começou no final da tarde de sábado. O comandante Carlos Martins descreve as principais dificuldades que os bombeiros estão a sentir.
Desenvolveu-se numa zona de escarpa, sem acessos, e a intensidade e rotação do vento também ajudou que o incêndio se desenvolvesse com muita intensidade e velocidade. De facto, há poucos acessos, mas também parece que isso é característico de todos os parques naturais e nacionais, os acessos são pobres em quase todos.
Também no distrito de Bragança, há outro fogo de grandes proporções na zona de Vimioso. Este já foi dominado, como confirmou à Rádio Observador fonte da Proteção Civil de Bragança. De acordo com o site da Proteção Civil, existem neste momento oito incêndios no norte e centro do país, quatro ativos, quatro em fase de rescaldo.
Neste fogo que começou na Carragososa, as chamas chegaram a estar muito próximas de habitações.
A Rádio Observador falou esta manhã com o presidente da Junta da Freguesia da Carragososa, que disse que a última noite foi complicada nas aldeias de Rabal e de França.
A aldeia de Rabal e de França tem sido uma noite meio complicada para eles.
Têm estado, nessas duas aldeias que me referiu agora, habitações em risco, pessoas em risco?
As chamas têm andado muito próximo da habitação.
Hélio Vaz encontra dificuldades no combate ao incêndio em Montesinho e aponta o dedo ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Eu até sou funcionário também da Câmara Municipal de Bragança e temos tido grande problema entre a nossa entidade e o Parque Natural de Montesinho, o ICNF, porque nós queremos fazer grandes manutenções a nível do Parque Natural e o ICNF não nos deixa fazer. Limpezas de aceiros, queremos até alargar certos caminhos para ter mais acesso a essas situações de incêndios e eles próprios não nos deixam fazer isso. Por isso é que estas tragédias estão a acontecer a nível nacional.
O autarca da Carragososa, que está a lidar com este incêndio no Parque de Montesinho, é o que envolve neste momento mais meios de combate a esta hora. De acordo com o Instituto Português de Mar e da Atmosfera, mais de 50 concelhos do interior norte e centro estão hoje em risco máximo de incêndio.
Continuam os constrangimentos nas urgências. Cinco hospitais estão hoje com as urgências de obstetrícia e ginecologia encerradas. Um desses hospitais é o do Barreiro.
E o presidente da Câmara Municipal pede um plano ao governo para resolver os constrangimentos nas urgências. Frederico Rosa avisa que quem diz que o problema na saúde se vai resolver rapidamente está a criar alarme social.
O Nossa Senhora do Rosário tem feito a sua parte, mas eu diria que mais importante do que isso, porque estas coisas não é o efeito local, é preciso, sim, um plano para que daqui a um ano não estejamos outra vez os dois a falar sobre a mesma situação. E quem pense que isto se vai resolver num curto espaço de tempo está enganado e está também a introduzir na população um erro que depois vai dar um alarme social cada vez maior. E isso é o que nós sentimos no dia a dia, no contato com as pessoas.
Esta semana começa com cinco urgências de ginecologia e obstetrícia encerradas, a maioria na região de Lisboa, as urgências do Hospital de São Bernardo em Setúbal, o Hospital Nossa Senhora do Rosário no Barreiro, também os serviços de São Francisco Xavier em Lisboa, o Hospital das Caldas da Rainha e o de Santo André em Leiria.
No Dia Internacional da Juventude, o Presidente da República quer o país ao serviço dos jovens e os jovens ao serviço do país.
Marcelo Rebelo de Sousa pede que as diferentes gerações trabalhem em conjunto para construir o Portugal que queremos. Neste dia, convoco todos para que seja possível um país ao serviço dos jovens e jovens ao serviço do país, a trabalhar em conjunto, é o que se pode ler nesta mensagem do chefe de Estado no site da presidência. Reconhece Marcelo as preocupações e as legítimas ambições de todas e todos os jovens, é o que está nesta mensagem. Diz que está certo dos seus valiosos contributos para uma sociedade mais empática, próspera e coesa, empenhada na construção do bem comum.
A Federação Académica do Porto pede um pacto de regime para que os jovens fiquem no país.
A Fundação Francisco Manuel dos Santos partilha hoje um estudo que mostra que os jovens não se sentem valorizados em Portugal e que notam níveis de discriminação com base na idade. Francisco Fernandes, presidente da Federação Académica do Porto, admite que o país está habituado a reformas estruturais, nem os partidos políticos à convergência, mas o que é importante perceber que é um problema de todos, não apenas dos jovens, é o que diz Francisco Fernandes.
Claro é que as divergências são saudáveis em democracia e não queremos viver com partidos semelhantes um ao outro. Agora, o que nós acreditamos na FAP é que realmente muitas vezes as divergências são artificiais, porque muitas vezes a próxima eleição é mais importante que a próxima geração.
Francisco Fernandes, presidente da Federação Académica do Porto. 30% dos jovens portugueses emigram por falta de condições de vida e trabalho.
E está descontrolado esse incêndio florestal que ameaça Atenas, na Grécia.
Falemos dessa situação. O jornal Kathimerini aponta para um incêndio descontrolado. Mais de 670 bombeiros operacionais, apoiados por voluntários e 32 meios aéreos, combatem o incêndio que começou ontem às 15h. O fogo está a esta hora a mover-se para sul, na direção de Penteli e para a costa este. Está a cerca de 20 km do centro de Atenas. Pelo menos três hospitais já foram evacuados pelas autoridades gregas, bem como 11 aldeias e vilas no caminho do fogo. As publicações da polícia grega nas redes sociais mostram casas a arder enquanto a população é retirada. As autoridades estimam que a frente de fogo tenha uma dimensão de 30 km e que as chamas tenham uma altura de 25 m. Os ventos fortes têm mudado a direção deste incêndio e não têm ajudado nas operações de combate. Tal como a temperatura, a previsão é que este seja o verão mais quente na Grécia desde que há registro. As temperaturas rondam os 40 graus. O Chipre e a Roménia enviaram até já operacionais para apoiar o combate a este incêndio. A Associação Médica de Atenas já alertou para que a população se proteja também do forte fumo que se faz sentir na cidade. Contactada pela Rádio Observador, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português ainda não respondeu sobre se há ou não portugueses nesta região que possam ter pedido ajuda devido a este incêndio.
Olhamos ainda neste jornal para outras notícias. Há em destaque a esta hora.
Começamos com a inflação. Voltou a abrandar. O Instituto Nacional de Estatística confirmou hoje que a taxa de inflação homóloga se fixou nos 2,5% em julho, -0,3 pontos percentuais do que em junho. O indicador de inflação subjacente, ou seja, o índice total, excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos, registou uma variação de 2,4%. Assim, fica idêntica à do mês passado. João Almeida vai ser o chefe de fila da Emirates na Volta a Espanha. O anúncio foi feito pela equipa através de uma publicação nas redes sociais. João Almeida vai partilhar a liderança da equipa com o britânico Adam Yates. A Volta a Espanha arranca a dia 17 de agosto em Lisboa. Estão escolhidos os cinco filmes finalistas para a candidatura portuguesa aos Oscars do próximo ano. A Flor do Buriti, Grand Tour, Manga da Terra, O Teu Rosto Será o Último, O Vento Assobiando nas Gruas. Os cinco filmes foram pré-selecionados por um comitê da Academia Portuguesa de Cinema. Um deles vai ser candidato português a uma nomeação para o Oscar de melhor filme internacional em 2025. As longas-metragens vão agora a votos entre os membros da academia. A escolha é anunciada no próximo mês. Para fechar, falamos de recordes do Guinness. David Rush quebrou 15 recordes mundiais em apenas 12 horas.
Estamos a falar de que tipo de recordes?
Este homem visitou a própria sede do Guinness World Records em Londres para fazer uma maratona. Isto foi tudo planeado. Começou a dar 198 mordidas em três maçãs enquanto fazia malabarismo com frutos.
Isto tinha a música do Benny Hill ou do circo.
Mas temos mais. Outros recordes incluem desde o maior número de truques de malabarismo num minuto com três bolas, conseguiu quase 50, fazer com que bolas de ténis de mesa saltassem na cabeça presas com espuma de barbear. O tempo mais rápido para empilhar rolos de papel higiênico com a mão, conseguiu em apenas cinco segundos, ou o tempo mais rápido para dobrar e lançar um avião de papel, também realizou em apenas cinco segundos. São muitos recordes, 15 recordes mundiais do Guinness em apenas 12 horas.
Alguns sem sentido nenhum, mas é um homem que é um recordista em série que promete não ficar por aqui.
É isso. Já está a procurar ter o maior número de recordes simultâneos no Guinness.
Há mais notícias na Rádio Observador ao 12h30.