Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Em Leiria. Está a começar o Jornal do Meio-Dia, com a edição do João Gama. Eurico Brilhante Dias, João, considera que o Primeiro-Ministro está a tentar forçar eleições antecipadas. O deputado socialista avisa que Luís Montenegro está a caminhar para um precipício.

O antigo líder parlamentar da bancada socialista foi o convidado, esta manhã, da comissão de inquérito da Rádio Observador. Reagiu ao comunicado do governo do passado domingo, em que o Primeiro-Ministro garantiu que as negociações para o Orçamento do Estado só não avançam por causa da indisponibilidade de Pedro Nuno Santos. Eurico Brilhante Dias fala numa nota insultuosa, disparatada, de quem não quer contribuir para um entendimento e vai mais longe. Diz que o objetivo final do Primeiro-Ministro é provocar novas eleições.

O resultado eleitoral que teve não lhe permite governar como gostaria de governar. Foi a vontade dos eleitores. O Partido Socialista também não teve o resultado que gostava, é meio evidente. E portanto, tenta comportar-se como um Primeiro-Ministro que tem capacidade de executar todo o seu programa ou o seu programa, quando manifestamente na Assembleia da República não o consegue fazer. E portanto, vive nessa angústia. Mas isto é uma convicção, é uma opinião, não é naturalmente ciência exata, e acha que provavelmente a única forma de o resolver é voltando a eleições, o que seria particularmente mau para o país, na minha opinião.

Eurico Brilhante Dias, ouvido esta manhã aqui na comissão de inquérito da Rádio Observador, dois dias antes de Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro se sentarem à mesa pela primeira vez para discutir o Orçamento do Estado.

As críticas do socialista estendem-se também ao Presidente da República.

Acusa Marcelo Rebelo de Sousa de ser um fator de instabilidade nacional.

O senhor Presidente da República tem contribuído fortemente para a instabilidade. Tem sido também um dos atores políticos que, infelizmente, não tem tido nos últimos meses a ponderação necessária de perceber que este momento teria que ser preparado com mais antecedência.

Está também à beira do precipício. Não está aqui a tentar ajudar a um entendimento entre os dois principais partidos?

Não se ajuda a um entendimento tentando encurralar o principal partido da oposição.

Acusações do antigo líder parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, ouvido esta manhã na comissão de inquérito da Rádio Observador. Sobre as eleições presidenciais, aponta Mário Centeno como um possível candidato do Partido Socialista, Abelha, mas não só. Enumera também António Guterres, António Costa, Augusto Santos Silva e António Vitorino.

E continuam as greves no setor da saúde. A Federação Nacional dos Médicos admite convocar uma paralisação conjunta no setor, se nada for feito.

Joana Bordalo e Sá esteve esta manhã de frente ao Hospital de São João, no Porto. Espera uma adesão semelhante à registrada no dia de ontem, de dois terços dos médicos a fazer greve. O principal impacto é sentido a nível dos blocos cirúrgicos. No segundo e último dia de greve dos médicos e enfermeiros, Joana Bordalo e Sá ameaça com uma nova paralisação ainda mais abrangente.

Todo o setor da saúde está unido na defesa do que é a essência do Serviço Nacional de Saúde. Ele para ser público, universal, para estar a funcionar em pleno e que garanta, de facto, os serviços corretos para toda a população, nós temos que ter condições de trabalho justas, porque senão nós vamos continuar a sair todos os dias do Serviço Nacional de Saúde. E por isso, todo o setor está unido e se nada for feito, nós eventualmente até teremos que paralisar conjuntamente.

Declarações de Joana Bordalo e Sá, presidente da FNAM, esta manhã no Hospital de São João, no Porto.

E a greve dos médicos está a ter uma maior adesão nos centros de saúde do que nos hospitais.

É esse o cenário descrito esta manhã pelo vice-presidente da FNAM, João Proença. O Observador foi ver o que se passava no Centro de Saúde de Sete Rios, em Lisboa. É uma reportagem do jornalista António José Soares.

Ver a consulta cancelada já é aborrecido e quando não se tem médico de família, mais aborrecido é. Foi o que aconteceu a José Ribeiro, que se dirigiu esta manhã ao Centro de Saúde de Sete Rios, em Lisboa.

Tinha uma consulta marcada, a médica não apareceu e para marcar outra, não posso marcar que não há médicos, para ficar no princípio do mês que vem.

Estava à espera desta consulta há quanto tempo?

Há um mês e tal. Isto é uma vergonha. A nossa saúde cá em Portugal é uma vergonha.

O senhor não tem médico de família?

Não. Tinha, agora já não tenho.

O descontentamento de uns utentes contrasta com a esperança de outros de serem atendidos.

Eu vim cá segunda-feira e perguntei-lhe. Fiz o tratamento na segunda, depois tenho que fazer quarta, tenho que fazer quinta. Portanto, eu perguntei-lhe na segunda-feira e ela disse-me que sim, senhor, que estava cá.

Afirmou-lhe que apesar de haver greve, estava cá?

Sim, estava cá.

Testemunhos de quem teve de recorrer a serviços de saúde no segundo dia da greve dos médicos e enfermeiros.

A reportagem é do António José Soares, que esteve esta manhã no Centro de Saúde Sete Rios, em Lisboa. Já os enfermeiros estão a esta hora reunidos à porta do Ministério da Saúde a exigir respostas à ministra Ana Paula Martins.

E há uma nova proposta para a compra da INAPA, um grupo japonês ligado ao setor da distribuição de papel, está a oferecer 25 milhões de euros pela empresa.

É um valor superior ao das restantes propostas, de acordo com o comunicado que foi enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários. O grupo japonês JPP admite incluir no negócio o Centro de Serviços Partilhados, localizado em Portugal, e as marcas. O administrador propõe que seja assinado um contrato definitivo de compra e venda das participações sociais, caso se verifiquem as condições da proposta e seja assegurado este preço fixo de 25 milhões de euros. Recordo que a INAPA entrou em insolvência este verão, arrastado pelo incumprimento da participada na Alemanha e depois da empresa estatal portuguesa Parpública, o maior acionista, ter recusado o pedido de financiamento a curto prazo.

E o vereador da Câmara de Lisboa, João Ferreira, acusa Carlos Moedas de estar a extravasar as competências que tem ao Dar ordens à Polícia Municipal para passar a fazer detenções.

Foi o tema em debate no Explicador desta manhã. A Polícia Municipal tem sobretudo funções de fiscalização. No entanto, Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal, pretende que esta força policial faça detenções de suspeitos da prática de crimes. O vereador da Câmara de Lisboa, eleito pela CDU, João Ferreira, critica a postura de Carlos Moedas, considera que esta decisão não faz parte das competências do autarca.

O que nós temos visto na atuação de Carlos Moedas é uma manifesta incapacidade para exercer, como deve ser, muitas das competências que tem. Repare, nunca como hoje tivemos ruas tão cheias de lixo nesta cidade. Nunca como hoje houve tanta dificuldade em fazer cumprir regulamentos municipais. Olhe, por exemplo, o regulamento do ruído. Nós continuamos a ter imensas pessoas nesta cidade que não conseguem descansar porque a lei do ruído é sistematicamente violada. Temos ene exemplos de situações em que Carlos Moedas não exerce aquilo que são as suas competências. Lamentavelmente, tem um impulso constante para se meter em competências que não são suas e normalmente faz asneira. Foi agora na segurança, é na saúde também.

Já o presidente da Junta de Freguesia de Santo António concorda com esta decisão de Carlos Moedas. O social-democrata Vasco Morgado diz que é preciso atuar em função do que têm sido os mais recentes alertas de aumento da criminalidade na capital de Portugal.

Com os alertas que temos vindo a ter, do aumento do número de furtos na cidade, sim, tem que se tomar uma atitude e a atitude será esta, juridicamente tem que se ver, mas não podemos ter polícia de papel. Temos que ter os PSPs, que são polícias municipais também, a fazerem o trabalho para aquilo que treinam e que se formaram.

Vasco Morgado e João Ferreira ouvidos no Explicador desta manhã, a propósito desta ordem de Carlos Moedas para que a Polícia Municipal passe a fazer detenções de suspeitos da prática de crimes. Entretanto, o autarca do Porto, Rui Moreira, já veio dizer que não vai seguir esta prática, fala de um disparate e um perigo. O presidente da Câmara de Lisboa afirma que a medida já está a ser aplicada. Carlos Moedas ressalva que é preciso juridicamente que a PSP e a administração interna estejam de acordo.

12:08, João, que outras notícias estão em destaque a esta hora?

A PSP deteve esta manhã cinco suspeitos de tráfico de droga numa megaoperação em Lisboa. Foram apreendidos vários tipos de estupefacientes, que estão ainda por contabilizar. O bairro da Cruz Vermelha, na zona do Lumiar, foi o principal alvo de mais de uma dezena de buscas domiciliares. Estiveram envolvidos 70 elementos da Divisão de Investigação Criminal de Lisboa, sete equipas de intervenção rápida e uma equipa do corpo de intervenção. Israel atacou uma centena de alvos no Líbano apenas hoje. De acordo com o Ministério da Saúde libanês, morreram pelo menos 10 pessoas. A imprensa israelita admite que os ataques a esta hora continuam. Os bombardeamentos israelitas no Líbano já estão a chegar perto de Beirute. De acordo com o que conta a Al Jazeera, um ataque atingiu uma cidade a norte da capital libanesa. E a OCDE melhorou a previsão de crescimento do PIB mundial para 3,2% neste ano de 2024. A previsão anterior apontava para 3,1. São dados que foram divulgados ao final da manhã. A OCDE revê também em baixa o crescimento do PIB da zona euro para 1,3% em 2025.

É o ponto final no jornal do meio-dia que teve a edição do João Gama.