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Das notícias. Edição do Miguel Gato e começamos com as cerimónias comemorativas da Restauração da Independência de Portugal. Destaque para o discurso oficial de Nuno Melo, que enalteceu a data, e para Ribeiro e Castro, que deixou críticas ao primeiro-ministro. Isto por não ter marcado presença nesta cerimónia, a homenagem aos heróis da Restauração e das guerras da Restauração, que aconteceu na Praça dos Restauradores, em Lisboa, esta manhã. Vamos já, sem demoras, ao encontro da repórter Francisca Ré. Francisca, José Ribeiro e Castro não poupou nas críticas a Luís Montenegro.

Sim, de fato, Miguel, o primeiro-ministro, ao não marcar presença nas cerimónias, gerou descontentamento. Foi Nuno Melo quem esteve em representação de Luís Montenegro. Esta foi uma falha criticada por José Ribeiro e Castro, presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

"Tenho aqui um presente para lhe dar." "Ora viva, falo eu com gosto, minha senhora." "Mas olhe que o senhor primeiro-ministro não vem." "Não vem?" "Já no ano passado não veio, não o convidaram, foi." "Ora essa, claro que convidámos, salvo erro, até duas vezes. Além de que o senhor primeiro-ministro sabe que está sempre convidado. Mandou dizer que se faz representar pelo senhor ministro da Defesa e que tem uma coisa a ver com outra. O Costa, o António Costa, esteve aí muitas vezes, nem sei se em todas, que eu bem vi na televisão."

É uma crítica deixada pelo presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Nuno Melo, o ministro da Defesa, foi uma das figuras políticas a marcar presença nas cerimónias do Dia da Restauração da Independência de Portugal, cerimónia que realizou-se na Praça dos Restauradores. Nuno Melo fala de um dia importante para o país, que foi decisivo na história de Portugal.

Minhas senhoras e meus senhores, no 1º de dezembro, cruzaram-se o idealismo, o patriotismo, a coragem e o espírito livre. Neste lance decisivo, dobrou-se o arco da história e a nação reencontrou-se com o seu destino de uma viagem com nove séculos. Por essa boa razão, este ano assinalam-se os 900 anos do momento em que Afonso Henriques se armou cavaleiro em Zamora, num gesto inaugural. Assinalam-se também os 700 anos da morte de El-Rei Dom Dinis, rei lavrador e fundador da Marinha, que em 1297 assinou o Tratado de Alcanizes, definindo as nossas fronteiras, contribuindo decisivamente para a identidade e a independência nacional.

Nuno Melo termina o discurso com uma mensagem dirigida aos jovens. Diz que se devem guiar pela independência e pela liberdade. A cerimónia do Dia da Restauração da Independência de Portugal foi presidida pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que optou por não discursar. Esteve acompanhado do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas. Realça que o dia 1 de dezembro apenas foi possível porque as elites políticas se guiaram por três valores.

Senhoras e senhores, nesse tempo, as elites políticas souberam representar as aspirações coletivas. Souberam fazê-lo porque se guiaram por três valores tão importantes, porque souberam mostrar três grandes qualidades. A primeira, a coragem. A coragem que é a virtude de não ter medo perante os perigos, de não ter medo de ir contra o que parece conveniente, de não ter medo de, às vezes, estar contra os interesses partidários.

O segundo valor realçado por Carlos Moedas foi a proximidade com as pessoas e o último, o bom senso. Salienta hoje que a vida política também precisa destes três valores. A cerimónia contou ainda com a presença de Marco Pestelo, vice-presidente da Assembleia da República, e os presidentes do grupo parlamentar do CHEGA e do PS. Também o chefe das Forças Armadas, general José Nuno Fonseca, esteve presente nesta cerimónia. Dar ainda conta que enquanto decorriam as comemorações na Praça dos Restauradores, várias pessoas estavam a assistir, quando levantaram cartazes onde faziam um pedido, defendiam o retorno da cidade Olivença, território português. Recordo que esta é uma cidade reivindicada por direito por Portugal desde 1297, mas que Espanha anexou. Este foi um pedido que Nuno Melo também já veio a defender. No entanto, não houve qualquer resposta do ministro da Defesa hoje, nem do Marcelo Rebelo de Sousa. Ele que hoje também, ao sair da cerimónia, ouviu alguns portugueses que não estavam satisfeitos com o seu mandato. Várias pessoas perguntavam até se já tinha comprado presentes de Natal para as gêmeas, este que foi um caso que gerou polêmica na saúde em Portugal. No entanto, o chefe de Estado não mostrou qualquer reação. Estes foram alguns momentos que ficaram da cerimónia do Dia da Restauração da Independência em Portugal, na Praça dos Restauradores, assim é que é, em Lisboa.

E onde está a esta hora Francisca Ré, repórter do Observador, em direto da Praça dos Restauradores, em Lisboa, onde se realizaram parte das cerimónias da Restauração da Independência.

E por aqui, na Rádio Observador, Liliana Reis acusa António Filipe de ter usado um argumento populista e míope no debate de ontem à noite. Já João Ferreira considera que houve momentos do debate de ontem em que Cotrim de Figueiredo ficou atrapalhado.

O debate que colocou frente a frente os candidatos apoiados pelo PCP e também pela Iniciativa Liberal aconteceu na SIC. Na análise deste debate feito no Explicador esta manhã, Liliana Reis, em representação da candidatura de Cotrim de Figueiredo, considera que António Filipe não foi correto ao dizer que Cotrim representa apenas 1% da população. Considera ainda que o candidato utilizou um argumento populista.

Podem ter dito que apenas fala para 1% da população, é afastar toda a classe média em Portugal e mais toda a classe que neste momento está com salário mínimo e que ambiciona mais ao nível dos seus rendimentos gerais.

Então creio que foi um argumento populista este de António Filipe.

Populista e míope.

Já João Ferreira, que apoia a candidatura de António Filipe, considera que Cotrim de Figueiredo sentiu a necessidade de se afastar das próprias posições, o que o deixou atrapalhado.

Foram momentos que deixaram Cotrim de Figueiredo algo atrapalhado. Sentiu, a dado passo, necessidade de se afastar das suas próprias posições. Ao dizer várias vezes: "Eu penso isto, mas se por acaso fosse eleito Presidente da República, não interessa nada o que eu acho." E portanto, foi demonstrativo de uma dificuldade que Cotrim de Figueiredo sentiu quando confrontado com António Filipe.

João Ferreira ouvido no Explicador desta manhã, esteve em debate com a Liliana Reis.

Na atualidade internacional, Zelensky está em Paris a ser recebido pelo presidente francês.

Os dois chefes de Estado estão reunidos no Palácio Eliseu. É a décima visita de Zelensky a Paris desde que a guerra começou em fevereiro de 2022. O encontro acontece no mesmo dia em que os ministros da Defesa da União Europeia encontram-se em Bruxelas para discutir o apoio militar para a Ucrânia e também o plano de paz mediado pelos Estados Unidos. A caminho da Rússia, está uma delegação norte-americana. A reunião entre o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e Vladimir Putin vai realizar-se amanhã em Moscovo. É o que avança o Kremlin.