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As notícias. Edição do meio-dia com a Vanessa Cruz. A socialista Ana Gomes apela a António Filipe para desistir em favor da candidatura de António José Seguro a Belém. Os dois candidatos tiveram frente a frente ontem à noite e o debate fica marcado pelo chamado apelo ao voto útil.

Com António José Seguro a defender que nestas presidenciais o voto útil não é na segunda volta, é já na primeira, aqui na Rádio Observador. No Explicador desta manhã, Ana Gomes, apoiante do antigo líder do PS, também defende que o candidato apoiado pelo PCP, António Filipe, não tem condições reais de chegar à segunda volta e, por isso, pede que o candidato apoiado pelo PCP desista em prol da candidatura de Seguro.

Mas a questão é esta: António Filipe não tem hipótese nenhuma de ir à segunda volta. Nenhuma. Portanto, o que vai pôr-se é a necessidade de António Filipe desistir. E o que se passou nas eleições deste ano aqui, agora em 25? O PCP não chega aos 3%. Portanto, não tenhamos ilusões. O que há que fazer, e qualquer eleitor comunista percebe isto, é que temos de ter um candidato de esquerda na segunda volta. E pra isso, o único candidato que tem possibilidades de esquerda de passar à segunda volta é António José Seguro.

Apesar dos apelos de Ana Gomes, Bernardino Soares, também no Explicador, exclui a hipótese de António Filipe desistir da corrida presidencial por considerar que Seguro não é um candidato alinhado com a esquerda. O comunista Bernardino Soares considera que o apelo ao voto útil empobrece o debate democrático e acusa Seguro de estar condicionado pelo passado político.

As suas imensas hesitações em definir-se à esquerda, pelo seu passado de apoio e de não combate às políticas da Troika e às medidas mais gravosas que o nosso povo enfrentou. E é evidente que, neste momento, a candidatura de António José Seguro está a procurar compensar com um discurso de voto útil, que como já disse, empobrece democraticamente o debate político e a representação política nestas eleições, as suas debilidades no campo que devia ser mais favorável, que é o do próprio Partido Socialista.

Bernardino Soares e Ana Gomes no Explicador, já disponível em podcast. O próximo debate, o penúltimo desta ronda, está marcado para as 21h deste domingo.

Frente a frente na RTP vão estar Catarina Martins, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, e Jorge Pinto, candidato apoiado pelo Livre. Amanhã há análise nas manhãs "360", num novo Explicador. PSD e PS chegaram a um consenso para as presidências das CCDR, as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

Vão partilhá-las, João. É o que avança esta manhã o jornal Público. O partido do governo indica o atual vice-presidente da Câmara de Gaia, Álvaro Santos, para a CCDR Norte, José Ribau Esteves, ex-autarca de Aveiro, para o Centro. O PS indica Ricardo Pinheiro para a região do Alentejo, Teresa Almeida para a CCDR Lisboa e Vale do Tejo e José Apolinário para o Algarve.

Sendo que, apesar deste entendimento entre os dois partidos, Vanessa, podem ser apresentadas candidaturas alternativas à liderança das CCDR.

Sim, podem. É até o caso da região Norte. É que apesar de o PSD ter indicado Álvaro Santos, como dizíamos, António Cunha, atual presidente, é um nome que pode também avançar, um nome que foi preterido pelo PSD. Esta informação já é acrescentada pelo Jornal de Notícias, sendo que também já há data para estas eleições, João, 12 de janeiro. Se houver empate, é mais ou menos como nas presidenciais, há uma segunda volta a 15 de janeiro.

Estamos a três dias da véspera de Natal, altura para o habitual frenesim das compras. Os centros comerciais, Vanessa, continuam a ser os locais de eleição para os portugueses comprarem os presentes.

Porque, como explica a diretora-executiva da Associação Portuguesa de Centros Comerciais, Carla Pinto, agregam vários serviços no mesmo espaço, ao contrário do que acontece com o comércio de rua.

Os centros comerciais são o destino de eleição para realizar compras de Natal. Por quê? É este ambiente que os centros comerciais disponibilizam, desde as apresentações, toda a decoração natalícia, esta possibilidade de fazer várias coisas num mesmo local. Temos desde a área da saúde, desde a área do bem-estar, das lojas, do entretenimento, os eventos culturais que nesta altura são vários e variados também.

A diretora-executiva da Associação Portuguesa de Centros Comerciais, entrevistada pelo jornalista do Observador, Gonçalo Cordeiro, ainda sem dados oficiais, Carla Pinto acredita que os resultados das vendas natalícias deste ano vão ser positivos para os lojistas.

12h05, já seguirá um novo episódio do "Em 40 Minutos", uma nova conversa pra ouvir aqui na Rádio Observador. Mas antes, Vanessa, que outras notícias estão a marcar esta manhã de domingo?

Os municípios dos distritos onde a VASP admite deixar de distribuir jornais temem que esta decisão acentue as assimetrias regionais e eles asseguram diariamente alguns municípios a compra de títulos nacionais e regionais para serviços autárquicos, escolas ou equipamentos culturais estão a continuar a comprar jornais. São autarquias que têm medo que estas assimetrias fiquem acentuadas com a VASP, esta empresa que costuma distribuir os jornais, deixe de o fazer. Foi uma decisão que anunciou há poucas semanas. Hoje há cinco urgências do Serviço Nacional de Saúde encerradas, sobretudo de ginecologia e obstetrícia na Grande Lisboa. Constrangimentos que também vão acontecer durante o Natal, quatro urgências encerradas no dia 24, cinco no dia 25, dia de Natal, é o que indica o portal do Serviço Nacional de Saúde. Está muito frio, com vários distritos sob aviso laranja por causa da neve esta manhã. Uma situação também que tem estado a marcar este domingo, tal como o aviso para chuva em todo o continente português. A Rússia descarta, para já, negociações diretas com Kiev e líderes europeus. É a posição do conselheiro diplomático do Kremlin. Ao mesmo tempo, o porta-voz do Kremlin diz que Vladimir Putin está pronto pra conversar com um só líder, o presidente francês, sobre a guerra na Ucrânia. Emmanuel Macron tem defendido que a Europa tem de encontrar uma maneira própria de dialogar diretamente com Putin, em vez de o fazer através dos Estados Unidos. E agora, o que se passa com a Apple? Apple ou Apple, João?

Pois, são coisas diferentes.

E uma edição do português suave também.

Quase, agora em inglês, não é?

Agora inglês suave.

Então.

Então, o que está a passar na Apple? Há um êxodo de executivos na tecnológica. Este fim de ano está a ser marcado por anúncios de saídas de relevo da Apple, conhecida por ter, de resto, uma estabilidade de liderança. Em apenas sete dias, perdeu várias caras na equipe que tem cargos de chefia.

Mas para irem para outras empresas?

Também. Há quem vá pra reforma, por um lado, mas há também quem deixe a Apple para ir trabalhar para outras empresas do ramo, como a Meta ou a OpenAI. E também está de volta o tema da sucessão do Tim Cook, o presidente da Apple. Contamos mais em observador.pt. Há um artigo da Cátia Rocha em destaque a esta hora.

Vou espreitar já a seguir. Vamos a isso. Fica por aqui o Jornal do Meio-Dia com a Vanessa Cruz. Meio-dia