Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Três graus de máxima. Meio-dia e um, vamos às notícias na Rádio Observador. Um PS como oposição construtiva, mas a mostrar que quer ser parte da solução e não só da crítica, Vanessa Cruz, é o que fica do discurso de Carlos César no Congresso do partido.

Presidente do PS desde 2014, Carlos César foi hoje reeleito por 89,9% dos votos e no discurso que terminou há pouco, no Multiusos de Viseu, Carlos Pedro, agora em direto, o secretário-geral socialista também quis apontar o dedo ao governo.

Desde logo, ao dizer que este governo de Luís Montenegro não é um bom governo, não só pelas políticas públicas em si, mas pela falta de diálogo com a oposição. Carlos César diz que é um executivo que recusa com arrogância a ajuda do Partido Socialista. Ajuda essa que fez questão de referir, não é um ajoelhar perante o governo, numa altura em que se debate dentro do próprio partido a necessidade de afastar uma certa ideia de parecer do governo. Carlos César defende que o partido deve continuar interventivo.

Não nos sentimos diminuídos, nem o nosso líder deve sentir, por procurar contribuir para isso. Pelo contrário, o país é que fica diminuído com os que ignoram ou se furtam a essa colaboração. E o que infelizmente está a acontecer entre nós é que o governo em funções não só não é um bom governo, como recusa arrogantemente a ajuda para sê-lo. Não é o PS que se ajoelha quando propõe ou quando contribui. É o governo que, na sua surdez e no seu déficit democrático, perde e faz perder o nosso país.

Carlos César, que mais à frente continuou com as críticas ao governo, disse, e passo a citar: "Nunca em tão pouco tempo foi tanto dito e não cumprido e nunca em tão pouco tempo foi tanto feito com tanto defeito." Aqui a defender os governos anteriores do Partido Socialista, o presidente do PS, que esta manhã foi reeleito com quase 90% dos votos para o cargo que ocupa desde 2014, quis também desenhar uma espécie de caminho a seguir pelo PS.

O PS deve continuar a demonstrar querer ser parte das soluções e não apenas parte da crítica e da denúncia, em que deve ser assertivo e distintivo, lembrando ao governo que é dele que depende a estabilidade política. Enquanto for este o governo e não puder ser outro, o nosso dever é o de contribuir para que este governo seja o menos mau possível.

Carlos César, neste discurso, depois de reeleito presidente do PS, teve tempo ainda para falar de política externa e de um cenário que descreveu como um caos. Apelou à união dos europeus, uma união que resolva efetivamente os problemas e a esse respeito, disse contar com o presidente do Conselho Europeu e antigo secretário-geral do PS, com quem coabitou no partido, António Costa. De resto, neste segundo dia de congresso, dar conta de uma sala mais bem composta, ainda que longe de encher.

Carlos Pedro, em direto de Viseu, onde está a decorrer o Congresso do Partido Socialista. À chegada, o líder do partido, José Luís Carneiro, acusou o governo de estar a falhar na resposta ao aumento do custo de vida, por causa da guerra no Medio Oriente. Pede medidas mais robustas do que os descontos adicionais de €0,10 no gasóleo profissional para alguns setores que foram anunciados ontem.

E voltamos em direto para o Congresso do PS em Viseu daqui a pouco para acompanhar a apresentação da moção de estratégia global do secretário-geral socialista. O presidente da República está a ter hoje a primeira cerimônia enquanto comandante supremo das Forças Armadas.

E Santarém foi a cidade escolhida para a primeira parada militar de António José Seguro. A jornalista Matilde Malva Sabino está no Jardim da Liberdade, em Santarém, a acompanhar esta cerimônia. Matilde, boa tarde. António José Seguro já discursou e deixou algumas pistas sobre os assuntos que vão ser abordados no Conselho de Estado, que está marcado para 17 de abril.

Boa tarde, Vanessa. António José Seguro destaca os desafios nas alterações climáticas, as novas tecnologias, as pressões demográficas e também os recursos energéticos, temas que considera serem essenciais a serem discutidos no Conselho de Estado, que já sabemos qual é o tema, segurança e defesa. As Forças Armadas podem contar com o apoio de António José Seguro, foi a mensagem que deixou. Sublinha que há uma necessidade urgente de modernização, não apenas no setor, na componente técnica, mas também naquela que é a componente humana e que, por isso, é preciso dar melhores condições aos militares e tornar a carreira mais atrativa. António José Seguro retribui, no fundo, esta mensagem de confiança aos militares. Isto porque antes discursou o general João Cartaxo Alves, que é o atual chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, e garantiu confiar no novo comandante supremo das Forças Armadas. Neste momento, está a decorrer o desfile das forças em paradas e unidades operacionais. Esta cerimônia está prestes a chegar ao fim. Ainda vai ser também entregue a bandeira nacional a António José Seguro. A manhã já vai longa. Centenas de pessoas estão aqui para assistir a este primeiro momento militar muito importante neste mandato de António José Seguro. O programa oficial começou às 10h40, no Jardim dos Cravos, com a deposição de uma coroa de flores no monumento a Salgueiro Maia e às 11h, António José Seguro foi aqui recebido com as honras militares, onde pôde ouvir o hino nacional tocado pela Banda da Força Aérea, seguida de uma salva de 21 tiros. Aconteceu também depois a revista às forças em parada e uma homenagem aos mortos com passagem de meios aéreos. No total, estão empenhados cerca de 730 militares aqui no Jardim da Liberdade, em representação dos três ramos das Forças Armadas, a Marinha, a Força Aérea e o Exército. E a acompanhar este evento está também o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, acompanhado do secretário de Estado adjunto da Política de Defesa Nacional, Nuno Pinheiro Torres.

Matilde Malva Sabino com o resumo, os destaques desta parada militar. A primeira desde que António José Seguro se tornou Presidente da República. Está a acontecer em Santarém. António José Seguro, que é também Comandante Supremo das Forças Armadas.

Vanessa, por causa desta cerimónia, há constrangimentos no trânsito em Santarém.

E por isso importa dar conta deles, João. A Câmara Municipal alerta que até à 13h, vias como a Avenida do Brasil, a Avenida José Saramago e a Avenida 25 de Abril em Santarém estão totalmente encerradas ao trânsito. O bloqueio estende-se ainda a outras ruas centrais da cidade.

Fica aqui o aviso. Entretanto, faz hoje um mês que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão. Esta manhã o Iémen entrou também nesta guerra.

O grupo de rebeldes houthis confirma que atacou Israel com um míssil e o exército israelita também assume que o detetou. Os houthis controlam grande parte do Iémen, também já tinham avançado com uma série de ataques contra Israel, mas num outro contexto, de outra guerra na Faixa de Gaza. Nesta nova guerra, é mesmo a primeira vez. Contamos em direto com o Tenente-General Marcos Serronha. Obrigada por estar conosco para um balanço de um mês de guerra e do que se perspetiva também para os próximos tempos. Boa tarde. Esta entrada do Iémen pode ter que tipo de influência no rumo que este conflito vai tomar daqui pra frente?

Boa tarde e obrigado pelo convite. Vejamos, há aqui uma novidade que já era esperada, de algum modo, que julgo eu que pode, além de ser um novo apoio para o Irão, que os houthis, como sabemos, é um proxy do Irão, pode associar ao fecho, caso a guerra continue, como tudo indica, associar ao fecho do Estreito de Ormuz, problemas também no Bab-el-Mandeb e aí afeta não só a parte do tráfico internacional de petróleo, mas do tráfico internacional das mercadorias entre a Ásia e a Europa, que passam pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez, e que vem pro Mediterrâneo. Obrigando a Rota do Cabo, coisa que como sabemos já há uns meses atrás, quando foi a guerra de Gaza, que os houthis também atacaram a navegação mercante, especialmente ligada aos Estados Unidos e aos países europeus e Israel, que é mais um elemento negativo para a situação econômica mundial. Mas os houthis têm alguma capacidade, inclusivamente, de ir continuando também a atacar Israel. Mas essencialmente é sobre os navios e a interdição, de algum modo, da capacidade das marinhas mercantes poderem operar no Mar Vermelho, que pode incrementar o fecho do Estreito de Ormuz e a questão do petróleo, dos derivados do petróleo, enfim, mais um problema pra economia mundial.

Entretanto, Donald Trump, e falando no Estreito de Ormuz, renomeou o estreito para Estreito de Trump. Isto é mais do que uma provocação ao Irão, senhor Tenente-General. Pode o presidente norte-americano apregoar nesta altura que o inimigo está derrotado, como tem feito?

Eu acho que é essencialmente uma questão surreal. Com certeza tem a ver com uma questão de comunicação, porque há aqui uma questão de comunicação, de facto, da administração americana com o Irão bastante estranha, no sentido de que não é normal. Quem quer, de algum modo, iniciar conversações para haver uma solução negociada pro fim da guerra, que trate o seu opositor da forma pública como o Donald Trump tem tratado os iranianos, o que com certeza não ajuda à criação do clima mínimo para haver a capacidade de haver algum tipo de entendimento, embora os pontos, como sabemos, de discórdia são muitos. Quer dizer, estão em posições completamente afastadas. Evidentemente, nós sabemos que o Donald Trump faz isso sob o ponto de vista, essencialmente, da sua imagem interna, junto à sua comunidade de apoiantes nos Estados Unidos, mas de qualquer modo, isto tem uma influência sob o ponto de vista da comunicação estratégica, que acho mais negativa para os Estados Unidos do que propriamente para o Irão. Porque os iranianos, o regime iraniano, sendo aquilo que é, enfim, é mau, como sabemos. Portanto, um regime autocrático e teocrático, de algum modo, tem manifestado uma capacidade de resiliência que consegue se manter à tona e, pelos vistos, não vai ser fácil degradar as capacidades de modo que o regime colapse por ele próprio. Portanto, essa é uma situação que vai dificultar a feitura de algum tipo de acordo. Mas enfim, Donald Trump já sabemos como faz, faz isso com todos. Tem feito com os europeus, tem feito com a NATO, enfim, tem de um modo geral tratado mal aqueles de quem precisa. E neste caso, precisa do Irão minimamente pra ter um interlocutor para um processo de paz que, ou por cessar-fogo, ou enfim, por algum grau de entendimento, será fundamental.

O Paquistão está a desempenhar esse papel. Pensa que estas negociações podem chegar a bom porto ou será difícil?

Quando as posições estão muito extremadas, como sabemos, é muito difícil arranjar um entendimento. Temos a experiência da Ucrânia, onde os Estados Unidos se posicionaram como mediadores. Temos a questão do Omã relativamente ao Irão e os Estados Unidos. Temos agora o Paquistão e, portanto, com posições extremadas e num clima de guerra, em que de fato a comunicação estratégica que é tida, especialmente do lado dos Estados Unidos pro lado dos iranianos, é de tal modo assertiva que não ajuda de fato à criação de um clima mínimo de confiança que leve a que seja possível haver um entendimento a curto prazo. Não quer dizer que as negociações e que o Paquistão não vá fazer o esforço no sentido de tentar arranjar aqui algumas pontes que possam, de algum modo, possibilitar um acordo de cessar-fogo ou um processo de paz no futuro. Mas nas condições, de fato, que são criadas no terreno E sob o ponto de vista internacional e mesmo no universo midiático, não ajuda nada a esse clima para o entendimento.

E à parte dessa frente diplomática, pode vir a ser o Estreito de Ormuz e as consequências económicas a chave para o fim desta guerra?

É uma pressão enorme. O Irão preparou-se para uma guerra desta natureza há muitos anos, como sabemos. Baseou-se numa estratégia assimétrica, porque sabia que numa situação de um confronto com os Estados Unidos ou mesmo com Israel, sob o ponto de vista convencional, teria muitas dificuldades, como aliás teve. A questão do Estreito de Ormuz é uma peça desta estratégia assimétrica, como a utilização dos mísseis sobre Israel e sobre as bases americanas, no sentido de criar baixas, como o bombardeamento dos países do Golfo. Tudo isso se insere numa estratégia associada a uma capacidade de resiliência grande que o regime tem e que está suportado, embora na guarda revolucionária islâmica. Tem uma capacidade de resiliência e tem capacidade ainda, segundo já vemos com a utilização dos drones, de ter alguma capacidade de fazer prolongar esta guerra por meses, tudo indica, pondo uma pressão enorme nos Estados Unidos que querem a guerra parada no mais curto espaço de tempo. Mas o que é certo é que sob o ponto de vista da atividade militar normal, portanto, os bombardeamentos aéreos, tudo indicam que precisarão de mais tempo, senão mesmo algum tipo de situação de uma intervenção militar terrestre, mesmo que limitada, no sentido de criar condições para que o Irão seja forçado a assinar um acordo de paz. A manter-se esta guerra como está com esta dinâmica de bombardeamentos aéreos, por um lado, e guerra híbrida do lado do Irão, por outro, eu julgo que as cartas estão do lado do Irão para a guerra durar meses e esses meses prejudicam gravemente, não só a imagem dos Estados Unidos, como também a economia mundial. Enfim, criando situações que não são favoráveis para ninguém.

Obrigada, tenente general Marcos Serronha, pela análise que fez aqui, este balanço e também o que esperar desta guerra. Há que dizer que as cartas podem estar também do lado do Irão. Obrigada, bom fim de semana.

Obrigado. Boa tarde, bom fim de semana. Muito obrigado.

E Donald Trump, entretanto, enfrenta uma contestação crescente dentro e fora de portas.

Isso mesmo, Vanessa. Como falavas há pouco com o tenente general Marcos Serronha, há mais de 3 mil protestos convocados para hoje.

Manifestações sob o lema "No Kings", em português, "Sem Reis", são organizadas por vários movimentos e grupos de ativistas. A ideia é chamar a atenção para a direção que a democracia dos Estados Unidos está a tomar e as ações da administração Trump. São esperadas milhares de pessoas em várias cidades norte-americanas. Os protestos vão até além-fronteiras, estão previstos em vários países europeus, incluindo, João, em Portugal. Vai ser no Porto, em frente à Câmara Municipal, a partir da 13h30.

E Vanessa, os pedidos de asilo pendentes duplicaram em Portugal. Qual é o número ao certo?

São agora quase 9 mil. E por quê? Por causa dos atrasos na transição do SEF para a AIMA, Agência para a Integração, Migrações e Asilo. É essa a explicação dada pelo Conselho Português para os Refugiados ao jornal Público na edição de hoje. Diz mesmo que o prolongamento da incerteza e da espera dos requerentes deve-se a um atraso generalizado e significativo na fase de avaliação destes pedidos e não propriamente ao aumento do número dos pedidos.

Entretanto, o governo criou uma estrutura de missão para resolver os processos pendentes na AIMA.

Sim, para regularizar os imigrantes, mas isso foi, João, em 2024. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse na altura que no caso dos processos de proteção internacional, havia 4 mil pendências. Quase dois anos depois, acumulam-se perto de 9 mil pedidos de cidadãos à espera de uma decisão por parte dos serviços portugueses. O Eurostat estima que só no ano passado Portugal tenha recusado mais de mil pedidos de asilo, uma realidade que, de resto, coincide com o endurecimento da Lei do Retorno e das políticas migratórias.

E agora uma alteração que nos impacta a todos. Esta noite começa oficialmente o horário de verão, ou seja, quando batera 1 hora da manhã neste domingo, os relógios adiantam uma hora e passam a ser 2 horas.

É isso mesmo, sendo que nos Açores esta mudança acontece mais cedo, à meia-noite passa a ser 1 hora da manhã. Todos os anos surgem inúmeras questões. Este hábito é recebido com bastante discórdia na comunidade europeia. Em estúdio está conosco o jornalista Miguel Pina Andrade. Miguel, é este ano que se deixa para trás o horário de verão?

Não existem garantias de que esta questão fique resolvida a tempo da próxima mudança horária, dia 25 de outubro, mas mesmo assim, Vanessa, a Comissão Europeia continua a querer alcançar um consenso para acabar com a mudança da hora, depois do Parlamento Europeu já ter votado nesse sentido há alguns anos. Neste momento, estão em curso dois estudos sobre este tema, um da Comissão Europeia e o outro do Conselho da União.

E Miguel, quem diz sim e quem é que diz não à mudança bianual da hora?

Se em 2018 o então primeiro-ministro António Costa manifestava-se contra a alteração do regime biorário, o atual governo português não tem uma posição assumida. E enquanto Espanha e os países do norte da Europa partilham o desejo de ter um fuso horário único, a Albânia é um dos países que já se manifestou a favor do regime atual. Os italianos, por outro lado, apoiam a adoção permanente do horário de verão, uma posição que difere dos restantes países europeus que preferem o horário de inverno.

E se formos nesse sentido, o que acontece se não mudarmos a hora, Miguel? Estes atrasos e adiamentos do fuso horário podem ter impactos também na saúde?

Se o projeto europeu avançar, vamos ter de decidir se adotamos o horário de verão ou o de inverno. E sobre os impactos, Vanessa, os especialistas dizem que a adoção permanente do horário de verão pode não ser benéfica, especialmente para os mais jovens. Argumentam que chegar à escola no horário com uma maior exposição solar pode comprometer o desempenho cognitivo e físico dos estudantes, ora com a oscilação de dias mais curtos, manhãs mais escuras e noites mais claras, a produção de melatonina acaba por ficar desregulada, o que afeta diretamente a qualidade do sono.

O jornalista Miguel Pina Andrade com algumas respostas sobre a mudança para o horário de verão. Nos próximos sete meses, o sol começa a nascer mais cedo, por volta das 5 horas da manhã, e fica até mais perto da hora habitual de jantar.

Essa parte é boa, mas não se esqueça que esta noite vai dormir menos uma hora. À 1 hora da manhã, os relógios avançam uma hora e passam a ser 2 horas da manhã Agora 12h20, Vanessa Cruz, que outras notícias estão em destaque a hora?

A Guarda Costeira grega resgatou 26 sobreviventes de um bote vindo da Líbia que esteve seis dias à deriva. A embarcação foi abordada ao largo da ilha grega de Creta, de acordo com o comunicado das autoridades gregas. Dois dos sobreviventes foram transportados para o hospital. Há pelo menos 22 pessoas, além dos sobreviventes, que morreram na travessia. Os corpos terão sido lançados ao mar por quem seguia na embarcação. Dois meses depois da passagem da tempestade Crisim por Portugal, o presidente da Câmara de Tomar faz um balanço positivo da resposta, mas alerta para o elevado valor dos prejuízos. Tiago Carrão fala em milhões de euros de danos, sobretudo nas infraestruturas energéticas e de telecomunicações. Tomar, no distrito de Santarém, registou cerca de duas mil ocorrências causadas por esta tempestade. Miguel Oliveira caiu na parte final da terceira sessão de treinos livres do Campeonato do Mundo de Superbikes em Portimão. Mesmo assim, o piloto português da BMW conseguiu o terceiro melhor tempo. A queda aconteceu na curva número cinco do Autódromo Internacional do Algarve. Miguel Oliveira diz que apesar do incidente, não ficou com problemas físicos. No basquetebol, o português Neemias Queta marcou cinco pontos na vitória do Boston Celtics em casa sobre os Atlanta Hawks por 109 x 102. Jogo da Liga Norte-Americana de Basquetebol. Os Boston Celtics, que já asseguraram a presença na segunda fase, mantêm o segundo lugar da conferência Este. 49 triunfos, 24 derrotas atrás dos Detroit Pistons. No Mundial de Fórmula 1, o piloto italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, conquistou hoje a segunda pole consecutiva. Foi o mais rápido na sessão de qualificação do Grande Prêmio do Japão, terceira ronda da temporada em Suzuka, em Osaka. Bateu o companheiro de equipe, o britânico George Russell, por 0,298 segundos. O australiano Oscar Piastri, da McLaren, ficou em terceiro. O Papa Leão XIV denunciou hoje o aprofundamento dos abismos entre pobres e ricos. Foi numa intervenção em francês, na varanda do Palácio do Príncipe. Perante Alberto II e os principais dignatários monegascos, o Papa criticou as configurações injustas de poder. O líder da Igreja Católica está a visitar Mônaco. João, já aqui falámos da mudança de hora na próxima madrugada, deste sábado para domingo. Já agora, estás a pensar aderir à Hora do Planeta?

Olha, é bem provável, porque esta noite vamos ter de nos deitar mais cedo, não é?

Pois é, por causa da mudança de hora.

Nós que acordamos cedo, temos de dormir mais um pouquinho.

Então vai juntar-se a mais de 100 municípios portugueses que já anunciaram que vão aderir a esta Hora do Planeta, vão apagar as luzes dos edifícios públicos durante uma hora. Vai acontecer entre 20h30 e 21h30. É uma iniciativa que se repete todos os anos, há 20 anos já, sempre no último sábado de março. É um momento assinalado em mais de 190 países.

E que dá sempre excelentes imagens. Depois vemos no dia seguinte. Quem é que começou esta tradição, Vanessa?

Olha, é uma iniciativa da World Wildlife Fund, uma organização ambientalista internacional, que pretende chamar a atenção para a destruição acelerada da natureza, bem como para a urgência em reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa. E é uma iniciativa que acabou por ser uma tradição em todo o mundo. Se quiser aderir a este apagão simbólico, basta desligar as luzes entre as 20h30 e as 21h30.

Fica aqui a sugestão da Vanessa Cruz neste jornal do meio-dia, que fica por aqui. Até já, Vanessa.

Até já.