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Vamos às notícias. Jornal do Meio-Dia com edição do José Rafael Lopes. A Confederação Empresarial de Portugal lamenta que a CGTP tenha decidido partir para uma greve geral numa altura em que a lei laboral ainda está a ser negociada entre os parceiros sociais.

É a reação do presidente da CIP ao anúncio feito ontem pela Intersindical. Armindo Monteiro considera que a decisão é desproporcionada e defende que neste momento não há pontos tão distantes que separem as partes envolvidas no processo.

Lamentamos. Lamentamos apenas porque a greve é utilizada, se me permite a analogia, é um bocadinho como na guerra. A greve é tempo de bombardeamentos, não é tempo de diplomacia. E a diplomacia é essa que ainda estamos, desde junho, infelizmente, por um período demasiado longo. Ainda estamos nessa fase de diplomacia, isto é, de negociação, de procurar consensos, de procurar equilíbrios e, neste momento, não há pontos tão distantes que separam as posições.

Armindo Monteiro considera ainda que a discussão da nova lei do trabalho não está no ponto de ruptura que aparenta estar.

Ouvi também no Explicador, o secretário-geral da CGTP afirma que a abertura negocial com os parceiros, prometida pelo governo, não se traduziu em nada.

Tiago Oliveira sublinha que as linhas vermelhas que levaram a Central Intersindical a convocar a primeira greve mantêm-se inalteradas no documento.

É que as razões que assistiram à greve geral do ano de dezembro mantêm-se. E nós temos tido da parte do governo a tentativa de construir uma retórica, uma perceção que depois não corresponde à realidade que tem sido todo este processo de discussão. E talvez seja necessário terminar com isto: é que ao fim de nove meses a CGTP ainda não teve a oportunidade de discutir uma única proposta que tenha apresentado.

O líder da CGTP admite desconvocar a greve geral marcada para 3 de junho, apenas se o governo retirar a atual proposta laboral e ceder às exigências dos sindicatos.

Tiago Oliveira e Armindo Monteiro com opiniões opostas e ouvidos no Explicador das manhãs 360 de fim de semana, daqui a pouco fica também disponível em podcast. A NATO está a trabalhar com os Estados Unidos para entender a decisão do Pentágono de retirar cinco mil soldados das bases militares na Alemanha.

A porta-voz da NATO recorreu às redes sociais para escrever que esta decisão por parte dos Estados Unidos reforça a necessidade da Europa continuar a investir em defesa e assumir mais responsabilidades nas garantias de segurança da Aliança Atlântica. Recorda ainda a porta-voz da NATO que os aliados europeus concordaram em atingir a meta dos 5% do PIB em defesa. Já a Alemanha diz que esta decisão era previsível e, tal como a NATO, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, pediu aos aliados europeus que assumam mais responsabilidades na própria segurança. É uma reação de Berlim ao anúncio do Pentágono de que está para breve a deslocação de cinco mil soldados norte-americanos da Alemanha.

Na análise, a investigadora Mafalda Pratas diz que esta decisão da Casa Branca confirma a tendência de que os Estados Unidos se estão cada vez mais a afastar da Europa.

É o aviso deixado por Mafalda Pratas, investigadora política, que diz que os danos causados pela administração Trump com os aliados europeus podem mesmo ser irreparáveis.

É muito mais fácil destruir do que reconstruir. Isto é, mesmo que a seguir a Donald Trump viesse uma administração democrata ou uma administração republicana com outra abordagem em relação à política externa, a questão é que a confiança mútua demora muitos anos a construir. Portanto, o que acaba por acontecer é que o passado sinaliza. Ora, esta informação de que os Estados Unidos estão cada vez mais a afastar-se da Europa e estamos numa espiral em que cada um responde ao que o outro faz com mais um passo nessa espiral em torno à destruição final da Aliança Atlântica, parece-me que vai ser muito difícil de reconstruir.

A análise da investigadora Mafalda Pratas na edição de hoje de "E o Vencedor é?", nas manhãs 360 da Rádio Observador.

E continuamos a falar da guerra no Médio Oriente. O Irão não acredita no anúncio de Donald Trump, avisa que a guerra com os Estados Unidos provavelmente vai ser retomada.

É o que defende o Estado-Maior das Forças Armadas iranianas. Em comunicado, o exército do Irão diz que as evidências mostram que os Estados Unidos não estão comprometidos com acordos ou tratados. Mohammed Jaafar Asadi, vice-presidente do Estado-Maior, assegura que as Forças Armadas do Irão estão totalmente preparadas para lidar com novas imprudências levadas a cabo pelos norte-americanos. É a resposta do Irão depois de ontem Donald Trump ter informado o Congresso de que as hostilidades terminaram oficialmente. Ainda assim, o presidente dos Estados Unidos não exclui novas intervenções militares na região.

Donald Trump, que ainda esta madrugada falou abertamente sobre a possibilidade de atacar Cuba, aconteceu no discurso na Flórida.

No qual o presidente norte-americano avisou que os Estados Unidos podem vir a assumir o controle do país num futuro próximo, ou seja, assim que terminar a guerra no Médio Oriente.

Ele vem de um lugar chamado Cuba, que vamos conquistar quase imediatamente. Vamos terminar, primeiro, uma coisinha. Gosto de terminar o que começo. No caminho de volta que vamos fazer do Irão, teremos um dos nossos grandes, talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo. Vamos mandá-lo entrar nas águas cubanas, parar a cerca de 100 metros da costa e eles dirão: "Muito obrigado, desistimos".

A ameaça com alguma ironia de Donald Trump num comício na Flórida.

É um tema que vamos desenvolver também já a seguir no Cinco Continentes com o historiador Bruno Cardoso Reis. Para já, 12h06, Zé, que outras notícias estão a marcar esta manhã e já início de tarde de sábado?

O PCP vai propor um aumento intercalar de 50 € para todas as pensões a partir do dia 1 de julho. Em comunicado, os comunistas indicam que a proposta vai dar entrada no Parlamento. O grupo parlamentar do PCP quer que esta proposta abranja todos os pensionistas e quer que seja um aumento estrutural, ao contrário dos aumentos previstos pelo governo na forma de suplemento extraordinário. Continua a guerra na Ucrânia. O exército de Kiev destruiu dois caças russos num ataque com drones à base militar de Shagol, um ataque a quase 2 mil km da fronteira entre os dois países. A confirmar, trata-se de um dos ataques mais longínquos já realizados pela Ucrânia desde o início da guerra. A importação de vinho na China caiu para menos de metade em comparação com 2018. A informação foi revelada pelo diretor-geral de uma das maiores importadoras da China. Francisco Henriques diz que a quebra se deve a fatores como campanhas de austeridade na China e acrescenta que os consumidores procuram mais a qualidade em vez de quantidade. Mesmo assim, este responsável acredita que o mercado chinês vai continuar a ser uma aposta estratégica para o vinho português, destacando a tipicidade das castas nacionais como uma vantagem competitiva. E João, tu trabalhas na rádio, acredito que sejas bastante feliz a trabalhar na rádio.

Sou.

Alguma vez imaginaste uma carreira na arqueologia ou algo do gênero?

Não, longe disso. Acho que só tenho talento para isto. E ainda assim.

E se estiveste a passear nesse sentido, se estiveste a passear com um detetor de metais, se começasse assim a apitar, ficarias a pensar que tinhas sorte ou nem por isso?

Nunca tenho sorte. Geralmente, saio sempre furado.

Eu digo isto por quê? Porque houve umas pessoas na Noruega que estavam precisamente a fazer isso, a usar um detetor de metais, a passear no leste da Noruega, dois arqueólogos que quase sem querer encontraram o maior tesouro da era Viking, da história do país, encontraram mais de 3100 moedas de prata, todas encaixadas.

Sim.

Uma espécie de um cofrezinho, quase um tesouro dos piratas. 3100 moedas de prata.

E pergunto como é que isto aconteceu, não é? São todas locais ou os Vikings já eram internacionais? Não sei.

Já eram globais. Foram identificadas moedas da Inglaterra, moedas alemãs e algumas até do Sacro Império Romano-Germânico.

Muito bem.

Ou seja, mesmo muito antigas. Os arqueólogos acreditam que o tesouro foi enterrado num período de agitação política, no início do século XI. As moedas deviam estar dentro de uma bolsa de couro ou de um recipiente orgânico, que entretanto apodreceu com o tempo, mas manteve-se o metal das moedas, que acabaram por se espalhar na Terra ao longo dos séculos. Foram agora descobertas essas 3100 moedas de prata. Resta saber o que é que vão fazer estes dois arqueólogos com este tesouro da era Viking encontrado na Noruega.

Um verdadeiro mealheiro a céu aberto.

E um cadinho de história, já para antecipar os cinco continentes que aí vêm com o historiador Bruno Cardoso Reis.