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Os preços da habitação desaceleraram pela primeira vez em quase dois anos.
É o que indicam os dados do Instituto Nacional de Estatística referentes ao primeiro trimestre deste ano, uma desaceleração que não significa, ainda assim, uma descida de preço. O INE explica que os valores da habitação aumentaram cerca de 17%, mas comparando com o ano passado, no mesmo trimestre, há uma descida na velocidade a que os preços aumentaram. Esta é a primeira desaceleração do índice de preços da habitação desde 2024. Já o número de vendas de imóveis registou uma nova quebra de cerca de 9%. Foi o segundo trimestre consecutivo de diminuição no número de vendas de imóveis. A mesma fonte, o INE, indica ainda que nos primeiros três meses deste ano, o aumento dos preços das habitações foi mais excessivo em casas já existentes do que em habitações novas.
O Manifesto dos 50 pela Reforma na Justiça vai propor aos partidos uma alteração legislativa para obrigar os tribunais a cumprirem os prazos. Estes 50 nomes exigem conhecer o resultado das investigações e megaprocessos que se arrastam durante vários anos.
A iniciativa foi criada em 2024, por ocasião dos 50 anos do 25 de Abril, e quer agora que os prazos passem a ser obrigatórios e imperativos. Os subscritores, entre os quais estão nomes como Rui Rio ou Augusto Santos Silva, alertam para um cenário de inércia e descontrole, bem como falta de gestão no Ministério Público. Exigem, por isso, prazos obrigatórios para magistrados, de forma a combater a lentidão dos processos, como o caso Influencer e o caso Tutti Frutti. A verdade é que no mês passado, o Parlamento aprovou medidas para acelerar processos na Justiça, incluindo uma multa de até €10 mil para quem cometa atos dilatórios. Na Rádio Observador, Paulo Mota Pinto, outro dos subscritores do manifesto, lamenta que a proposta seja direcionada aos alvos errados.
O Parlamento aprovou uma lei, sobretudo para reagir a abusos ou alegados abusos da defesa dos arguidos, no fundo, de cidadãos. Mas é uma lei, na verdade, unilateral, porque só limita, só incide sobre os direitos dos advogados e, isto é, do cidadão. E não combate, a nosso ver, uma causa central, a mais importante dos atrasos, que é o atraso da investigação, o atraso da instrução, o atraso no processo, quando ele está na dependência do Ministério Público e também já depois, na prática de alguns atos judiciais.
Paulo Mota Pinto, em declarações na Rádio Observador, a fazer um balanço negativo dos últimos dois anos no setor da Justiça, desde que o Manifesto dos 50 foi criado.
Na Operação Marquês, José Sócrates manifestou interesse em voltar a depor em tribunal.
Cerca de um ano depois de ter falado pela última vez em julgamento, o antigo primeiro-ministro poderá voltar a ser ouvido já em setembro. No início de mais uma sessão do processo, a presidente do coletivo de juízes, Susana Seca, anunciou que a defesa de José Sócrates apresentou esse requerimento, que deu entrada no processo da Operação Marquês. A juíza garante que a decisão vai ser proferida em momento oportuno. José Sócrates é um dos principais arguidos na Operação Marquês, é acusado de corrupção, fraude fiscal e também branqueamento de capitais.
O PS não fecha a porta à aprovação de um fundo soberano, mas avisa: não nas condições agora propostas por Luís Montenegro.
Os socialistas acusam o governo de se querer tornar acionista das grandes empresas. A posição é do deputado Miguel Costa Matos. No final do Congresso do PSD, Luís Montenegro anunciou a criação de um novo fundo soberano para intervir em setores considerados estratégicos. No Explicador, esta manhã aqui na Rádio Observador, o socialista Miguel Costa Matos diz que, ainda assim, esta medida pode fazer sentido.
O PS acha que se nós olharmos para termos políticas de financiamento de mercado de capitais, como é o caso de um fundo, poderá fazer sentido. Agora, é preciso pensar como é que o vamos financiar e para que é que ele é utilizado. Isso é o fundamental. Do ponto de vista da estratégia, nós discordamos da estratégia do governo de pôr o Estado como acionista em grandes empresas que são rentáveis. Para quê? Se são rentáveis, para que precisam do dinheiro do Estado? Qual é a falha de mercado? Qual é o interesse público que justifica? Em segundo lugar, como é que o vamos financiar? O Estado não se prevê que tenha excedentes, quer tentar financiar isto com dívida, não faz sentido.
As críticas estendem-se também à direita, com a iniciativa liberal a acusar o governo de achar que gere melhor as empresas do que os próprios empresários. O líder da bancada parlamentar dos Liberais, Mário Amorim Lopes, diz que a medida não faz sentido para o contexto português.
Se nós tivéssemos sentados em barris de petróleo ou se tivéssemos grandes excedentes comerciais, como por exemplo, é o caso da Singapura, faria todo sentido constituir um fundo soberano. Não é o nosso caso, infelizmente. Há aqui uma força de bloqueio que são imobilistas, não querem mudar nada no país e que impedem que assim seja. Portanto, esse fundo soberano não teria receitas em Portugal, não tem qualquer razão de existir. Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto é para que serviria esse fundo soberano. E não nos sossega que tivéssemos ouvido Luís Montenegro a falar nos mesmos termos que Pedro Nuno Santos, que é agora vai aparecer um político que nos vai dizer quais empresas são estratégicas e o Estado vai se imiscuir nessas empresas.
Mário Amorim Lopes e Miguel Costa Matos estiveram esta manhã no Explicador, aqui na Rádio Observador. O Observador que apurou que a participação na Galp, atualmente de 8%, é uma das que estão na mira para fazer parte deste fundo soberano. Também a REN vai ser outra das empresas. É para já o que se sabe sobre esta medida anunciada por Luís Montenegro no fecho do Congresso do PSD.
Em Espanha, Pedro Sánchez assume que quer continuar no governo, apesar de todas as pedras no caminho.
São as primeiras declarações públicas do primeiro-ministro espanhol após a condenação de ontem do antigo ministro do governo de Sánchez, José Luis Ábalos, a 24 anos de prisão por acusações de corrupção. O líder do governo espanhol afirmou hoje que quer continuar no governo espanhol para melhorar a vida das pessoas, aumentar direitos sociais e construir uma Espanha mais justa. Pedro Sánchez, que vai amanhã falar ao Parlamento, em Espanha, sobre a situação política que tem sido marcada por vários casos judiciais que envolvem antigos dirigentes socialistas e familiares do primeiro-ministro.
Portugal joga hoje com o Uzbequistão. Roberto Martínez garante que a Seleção Nacional está preparada para dar uma boa resposta às críticas de que tem sido alvo.
Às 18h começa este encontro decisivo para as contas de Portugal no Campeonato do Mundo. O selecionador nacional reconhece que o ruído e as críticas são normais, sobretudo depois do empate português com a República Democrática do Congo, mas Roberto Martínez pede mais respeito pelos jogadores. O treinador recorre às estatísticas para dizer que, apesar das críticas, Portugal tem apresentado bons resultados.
O importante é ser consistente. No futebol acontece isso. Há bons desempenhos, há desempenhos que não são tão bons. O importante é a consistência desta equipa. Estamos a falar de uma equipa que nos últimos 40 jogos tem a maior porcentagem de pontos, a maior porcentagem de golos da história da seleção. Então os jogadores merecem respeito.
Roberto Martínez, esta madrugada, em conferência de imprensa antes do jogo de Portugal com o Uzbequistão. Um jogo que se perspetiva difícil, mas que, diz Roberto Martínez, Portugal está preparado para vencer. Já João Cancelo diz que chegou o momento dos jogadores portugueses mostrarem a qualidade que têm. João Cancelo explica que os grandes jogadores têm de conseguir mostrar aquilo que conseguem fazer no relvado.
Dentro do grupo está um ambiente muito bom. Acho que só no dia a seguir ao jogo estivemos um bocado cabisbaixos, porque toda a gente estava desiludida com o jogo que fizemos e com razão, porque definitivamente éramos favoritos e tínhamos muita vontade de entrar com o pé direito neste mundial. Mas acho que dentro do grupo, a partir do segundo dia após o jogo, a atitude dos jogadores e do grupo foi excelente. Temos um grupo fantástico e eu acho que nestes momentos difíceis é quando os grandes jogadores têm que responder.
João Cancelo, que disse também em conferência de imprensa que as críticas que têm sido feitas a Portugal são injustas.
O Portugal-Uzbequistão joga-se às 18h. A emissão especial da Rádio Observador arranca depois do jornal das 17h. José, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora?
As vendas de automóveis novos na União Europeia aumentaram 4% até maio, em comparação com o mesmo período do ano passado. Portugal registou um crescimento de 6,5% face ao mesmo mês do ano passado e 9,8% em termos acumulados. Os dados foram revelados hoje pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis. A associação diz que estes valores apontam um início de ano forte, num contexto de dificuldades geopolíticas persistentes. O valor da caução das garrafas e embalagens do sistema Volt, que não são devolvidas, está a reverter para o próprio sistema. Quem o diz é Leonardo Matias, presidente do sistema de depósitos e reembolso, que assegura que a entidade não tem fins lucrativos. Leonardo Matias explica ainda que o dinheiro tem que ficar retido durante três anos no sistema de depósito e reembolsos. Só depois pode ser reinvestido no sistema. Para já, a entidade gestora deste sistema de devolução de embalagens e de garrafas faz um balanço muito positivo do arranque da operação. E uma colisão na A5, na saída para Oeiras, no sentido Cascais-Lisboa, provocou dois feridos graves e um ligeiro. A estrada esteve cortada, mas ao Observador, o Comando Regional da Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo diz que a via já está de novo aberta à circulação. Ainda assim, continuam no local mais de 15 operacionais apoiados por sete veículos.