Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Meio-dia. Jornal do Meio-Dia com edição do José Rafael Lopes. José, o governo quer abrir vagas adicionais para os alunos prejudicados na fase de candidatura ao ensino superior devido à correção dos exames. O presidente do Conselho Coordenador dos Politécnicos prevê um impacto quase nulo para as instituições.

E diz que esta medida não é nova. Foi uma promessa feita pelo Ministro da Educação, revelada ontem pelo bacharel da Ordem dos Advogados. O objetivo é garantir o princípio da igualdade no processo de candidatura à primeira fase do ensino superior. Na Rádio Observador, Luís Loures concorda com a finalidade, mas explica que as instituições já têm por hábito abrir estas vagas adicionais.

Esta situação acontece todos os anos, por exemplo, dois alunos que concorrem e que são colocados no mesmo curso que tem X vagas e o último colocado tem a mesma nota. Às vezes acontece de haver quatro alunos com a mesma nota e é obrigatório criar três vagas adicionais para nenhum daqueles alunos ser prejudicado, porque têm a mesma nota de candidatura, a mesma situação e as vagas acabaram ali. Agora, neste caso, será por situações extraordinárias, mas as instituições estão mais do que preparadas para fazer isso e as universidades politécnicas têm, efetivamente, toda a flexibilidade para acolher estas alterações.

Quanto a alterações no calendário para o próximo ano letivo, o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos desdramatiza.

As instituições estão preparadas, sabem o que é preciso fazer. Neste momento, ainda não há decisões definitivas, porque estamos a aguardar para ver se corre tudo bem, para não estarmos a fazer alteração sobre alteração. A informação que temos da tutela é que a segunda fase correu com grande normalidade, que está tudo dentro daquilo que era expectável e, por isso, as instituições, quando chegarem ao início de setembro, terão os calendários reequacionados.

Luís Loures, escutado esta manhã na Rádio Observador, no dia em que termina o prazo para a inscrição dos alunos na primeira fase de acesso ao ensino superior. Há mais inscritos do que em toda a primeira fase do ano passado.

E o deputado do PSD, Bruno Vitorino, considera que o ministro da Administração Interna podia ter prestado esclarecimentos mais cedo sobre as polêmicas em que tem estado envolvido.

Luís Neves deu, na semana passada, uma conferência de imprensa sobre os casos polêmicos divulgados pela comunicação social, mas esses esclarecimentos deviam ter chegado mais cedo. É a opinião do social-democrata Bruno Vitorino na comissão de inquérito desta manhã aqui na Rádio Observador. O deputado do PSD diz ainda que se fosse ministro da Administração Interna, tinha se mostrado disponível para ir ao Parlamento.

Eu espero, naturalmente, do ponto de vista político, que ele se possa defender. Esperava que as explicações tivessem vindo mais cedo. Explicações até me pareceram bastante razoáveis. Algumas das acusações que lhe foram feitas até me pareceram bastante absurdas. Agora, se calhar era mais fácil ter explicado logo, se era tão simples de explicar. E devia ter ido ao Parlamento. Eu, se fosse ministro e se tivesse numa posição dessas e se quisesse esclarecer, eu me disponibilizava para ir. Isso era clarinho. Mas isso é a forma de ser de cada um.

Bruno Vitorino, deputado do PSD, aqui na Rádio Observador, na comissão de inquérito. Ontem, o Observador revelou mais detalhes sobre uma das polêmicas que envolvem o ministro da Administração Interna. O Tribunal de Contas identificou irregularidades na Polícia Judiciária no tempo em que Luís Neves era diretor nacional. Irregularidades que foram perdoadas. Hoje, Luís Neves vai estar em Leiria para assistir a uma ação de formação dos utilizadores do SIRESP.

E, José, as apreensões de droga em Portugal estão a bater recordes e os especialistas em combate ao crime pedem uma discussão política mais aprofundada sobre este tema.

Segundo dados da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, este ano foi registrado o maior número de apreensões de cocaína em território nacional. A especialista em rotas de crime organizado transnacional, Sílvia Figueiredo, lembra que Portugal tem uma organização estratégica para a entrada de droga na Europa e que, por isso, podemos assistir a um aumento da porcentagem de cocaína a nível europeu. Assim sendo, defende Sílvia Figueiredo, que é preciso levar a discussão do combate ao narcotráfico às esferas políticas.

Eu acho que nós devemos estar bastante atentos relativamente àquilo que é a nossa realidade relacionada com o crime organizado. Ou seja, este volume de estupefacientes significa que há um interesse estratégico das organizações criminosas em atuarem através do nosso país. Eu acho que é importante olhar para o crime organizado com um olhar mais estratégico. Acho que importa que o país crie alguma resiliência a este fenômeno e é importante estabelecer estratégias de combate que não sejam parcelares, mas sim olhar para esta realidade de uma forma estratégica, ao mais alto nível do Estado e dessa maneira estabelecer uma capacidade de resposta conjunta.

Já o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, o OSCOT, Francisco Rodrigues, diz que a entrada de droga no país é facilitada pelo problema de segurança nos portos. Francisco Rodrigues aponta um fator humano como o principal problema.

Nós, infelizmente, temos um problema de segurança. O problema de segurança está na possibilidade que existe relativamente àquilo que é o retorno financeiro que o tráfico de estupefacientes traz, que é a possibilidade de, com alguma facilidade, comprar os serviços de alguém. Nós temos que perceber que a fragilidade de todos estes processos reside, e volto outra vez ao tema, na parte humana.

Francisco Rodrigues no Explicador da Rádio Observador, a dar conta desse fator humano como principal problema para a entrada de droga em Portugal.

E a Euribor desceu hoje em todos os escalões.

Descida a três, seis e 12 meses. A taxa a três meses baixou para os 2,48%, uma descida de 1,7 pontos percentuais e continua abaixo das taxas a seis e 12 meses. Já a Euribor a seis meses, que é a mais utilizada em Portugal desde 2024 nos créditos à habitação com taxa variável, recuou para os 2,69%. No prazo de 12 meses, a Euribor também desceu, fixou-se em 2,88%, cerca de cinco pontos base em relação à última avaliação.

E na atualidade internacional poderá estar por horas um acordo entre o Irão e Omã sobre uma nova rota marítima no estreito de Ormuz.

É o que garante o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, à Al Jazeera, mas adianta também que os detalhes sobre este acordo ainda estão a ser fechados. O ponto mais determinante da discussão diz respeito à trajetória que os navios podem ter de vir a adotar na travessia pelo estreito de Ormuz, coordenadas geográficas que ainda estão por decidir. A questão da aplicação de taxas às embarcações que desejam atravessar o canal marítimo é outro dos temas em cima da mesa e é também uma medida que o Irão quer aprovar e que é incompatível com a lei internacional. Isto numa altura em que o presidente norte-americano, Donald Trump, garante que prefere assinar um acordo com o Irão do que prolongar a guerra e continuar a matar pessoas.

Meio-dia e oito. José, que outras notícias estão a marcar a atualidade?

A ONU alerta que julho foi o mês mais mortífero na Ucrânia desde o início da guerra há quatro anos. Os ataques russos fizeram pelo menos 377 mortos e mais de 2 mil feridos. De acordo com os dados das Nações Unidas, Kiev foi a cidade mais atingida. Na última noite, os ataques repetiram-se com o registo de pelo menos seis mortos e mais de 30 feridos. A ex-embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos está a ser acusada de corrupção. Segundo a Agência Anticorrupção da Ucrânia, Olga Stefanishina é acusada de enriquecimento ilícito em cerca de 270 mil euros. A acusação diz respeito a imóveis de luxo não declarados pela ex-embaixadora, que foi demitida esta segunda-feira pelo presidente Volodymyr Zelensky. O Parlamento Europeu reúne-se hoje num debate extraordinário sobre a crise migratória de Ceuta, a pedido do partido espanhol PP. O debate vai contar com a presença do comissário europeu, bem como o presidente de Ceuta. A sessão vai decorrer via online esta tarde, isto no dia em que o "El País" avança que uma escola em Ceuta foi habilitada para cuidar de mais de uma centena de crianças migrantes.

José Rafael Lopes e o Jornal do Meio-Dia.