Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal do Meio-Dia. Está a começar o Jornal do Meio-Dia com a edição do Miguel Cordeiro. Miguel, Luís Filipe Menezes, antigo presidente do PSD, diz que não percebe as críticas que estão a ser feitas a Pedro Passos Coelho. Na Rádio Observador, o antigo líder social-democrata apontou para uma estratégia errada.

Entende Luís Filipe Menezes que o partido e o governo têm de saber lidar com a crítica. Ontem, Luís Montenegro respondeu a Pedro Passos Coelho. O atual primeiro-ministro diz que quem espera o insucesso do PSD pode esperar sentado. E disse também que o governo não pode governar o país na base de birras. No Explicador desta manhã, Luís Filipe Menezes, que atualmente é presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, não compreende essa posição de confronto. Explica que a força do PSD está precisamente na pluralidade de opiniões dentro do partido e utiliza o passado para comprovar esta teoria.

É uma tradição democrática e sempre foi a força do PSD. Lembra-se bem quando Cavaco Silva foi uma peça fundamental da queda de Pedro Santana Lopes, quando escreve aquele famoso artigo das duas moedas.

Boa moeda, má moeda.

Lembra-se, por exemplo, quando o próprio Santana Lopes abandona o PSD, embora agora seja muito crítico de Pedro Passos Coelho, mas quando abandona o PSD discordando da liderança do Rio. Ou quando eu próprio discordei da liderança de Manuela Ferreira Leite. Portanto, é preciso que os líderes do PSD leiam a história do partido e convivam com a crítica.

Por esta razão, o antigo presidente do PSD diz que o governo deve aproveitar os avisos de Pedro Passos Coelho. Luís Filipe Menezes refere que há reformas que são importantes de executar, tal como tem avisado o antigo primeiro-ministro. E diretamente para Luís Montenegro, Luís Filipe Menezes deixa um reparo: a proposta de reforma laboral foi, para este governo, uma má jogada.

No meu entender, a reforma laboral foi um erro, não que não seja necessária, ela é indispensável. E sabemos que quem votou contra ela está a votar contra a história. Mas, no entanto, eu penso que taticamente haveria outras reformas mais prioritárias e menos polêmicas para avançar nesta fase da governação.

E deu também exemplos, as reformas em torno da burocracia e do Estado e uma reforma para a saúde, duas prioridades para o autarca de Gaia, Luís Filipe Menezes. Declarações no Explicador desta manhã, que já está disponível em podcast.

E aqui na Rádio Observador escutamos também João Almeida, deputado do CDS, que considera que Pedro Passos Coelho não é um inimigo da Aliança Democrática.

Admite-se, no entanto, que as críticas do antigo primeiro-ministro não são confortáveis para o governo.

Não é um inimigo, de maneira nenhuma. Nem acho que queira o mal do governo. Acho que tem opiniões que são próprias, não são novas. Eu acho que, mesmo com divergências, o passado dos partidos é relevante, até porque há sempre militantes que continuam a rever-se em cada uma das fases e, portanto, deve haver cuidado nessa gestão.

Se isto atrapalha de alguma forma a ação do governo, para todos os efeitos

Não é bom, isso eu disse até recentemente. Claro que não é bom ter o último primeiro-ministro de uma AD, ex-líder do PSD, a fazer críticas que são críticas à condução política do governo. Não é bom, mas como alguém disse na política há uns anos, é a vida.

João Almeida no programa Comissão de Inquérito aqui na Rádio Observador, que também já está disponível em podcast.

E numa análise às reações do PSD à entrevista de Pedro Passos Coelho, Miguel Pinheiro, diretor-executivo do Observador, encontra erros na estratégia do primeiro-ministro.

Diz que este tipo de resposta pode levar ao início de uma divisão interna.

É um erro o atual PSD estar a tratar Passos Coelho como se fosse um inimigo. Eu até admito que, obviamente, Luís Montenegro discorde totalmente de Passos Coelho. Luís Montenegro, admito que se veja a si próprio como um grande reformista e que esteja contra a avaliação de Passos Coelho. Certo, está tudo muito bem. Agora, essas respostas em público, essas expressões, eu suspeito que os laranjinhas olham para isto e não gostam.

Miguel Pinheiro, no programa "O Bom, Mau e o Vilão", esta manhã na Rádio Observador. Já o editor-adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, considera que Luís Montenegro esteve bem ao reagir à entrevista de Pedro Passos Coelho. Diz mesmo que o primeiro-ministro fez uma demonstração de força.

Pior que Luís Montenegro poderia ter feito era fingir, como durante algum tempo fingiu, que esta sombra não existia. E, portanto, Luís Montenegro, ao responder diretamente a Pedro Passos Coelho, faz também uma demonstração de força e, de alguma forma, tenta juntar o partido em torno da sua liderança.

Miguel Santos Carrapatoso no programa "E o Vencedor é" desta manhã.

E o presidente da Assembleia da República não vê conflito de interesses na presidência de André Ventura na Comissão Parlamentar de Inquérito ao Ministro da Administração Interna.

Uma questão levantada pelo Livre na semana passada, o partido considera que por Ventura ser assistente no processo de assalto ao gabinete do Chega no Parlamento, poderia constituir esse conflito de interesses. José Pedro Aguiar Branco vem esclarecer, num despacho que foi hoje publicado, que os elementos apresentados pelo Livre não demonstram a existência de um conflito de interesses, já que se tratam de processos separados. O presidente da Assembleia da República explica que o objetivo da Comissão Parlamentar de Inquérito à atuação de Luís Neves encontra-se circunscrito Não abrange a investigação do alegado assalto, nem o desaparecimento dos documentos relacionados com a Comissão Parlamentar de Inquérito. O despacho diz também que, como se trata de uma comissão parlamentar de inquérito de constituição potestativa, cuja presidência cabe ao Chega, não compete ao presidente da Assembleia da República substituir o grupo parlamentar na escolha do presidente da comissão.

E Eduardo Ferro Rodrigues, antigo presidente da Assembleia da República, acusa o atual presidente, José Pedro Aguiar-Branco, de normalizar o Chega.

É uma entrevista ao jornal Público em que Ferro Rodrigues revela que escreveu recentemente uma carta que enviou a José Pedro Aguiar-Branco e nesse documento fazia um reparo à condução dos trabalhos parlamentares por parte de José Pedro Aguiar-Branco. Diz o socialista que Aguiar-Branco é responsável por permitir que os deputados do Chega passem impunes com insultos. Segundo Ferro Rodrigues, o presidente do Parlamento terá respondido a essa carta a defender a liberdade de expressão dos deputados. Mas Ferro Rodrigues critica essa decisão, diz que Aguiar-Branco está a confundir liberdade de expressão com liberdade de calúnia.

E nesta entrevista ao jornal Público, Eduardo Ferro Rodrigues também teceu considerações sobre o Presidente da República.

Critica esse início de mandato de António José Seguro em Belém. Considera que o Presidente da República tem estado muito ausente da discussão de matérias fundamentais para o país.

E em Espanha, o rei Felipe VI chegou há momentos a Ceuta, uma visita histórica por ser a primeira viagem dos reis de Espanha a este enclave. E também a primeira passagem de um chefe de Estado espanhol em quase 20 anos.

Sim, com a crise migratória em Ceuta, desencadeada no final de julho, a continuar no centro do debate público e político em Espanha, e numa altura em que o atual governo continua a ser alvo de críticas, há esta visita do rei Felipe VI a Ceuta. De acordo com a imprensa espanhola, milhares de pessoas enchem as ruas nas imediações do Palácio do Governo de Ceuta. As imagens mostram isso mesmo. Estão também vários meios de comunicação social acreditados. Os reis Felipe e Letícia chegaram à avenida que leva à Câmara Municipal por volta do 12h30, hora local, 11h30 em Portugal. Surgiram seguidos por um alto dispositivo de segurança, percorreram a avenida enquanto cumprimentavam vários dos cidadãos presentes durante mais de 20 minutos. Foram recebidos pelo presidente da Cidade Autônoma, que vai discursar e em seguida entregar as chaves de Ceuta aos reis. À tarde, os reis vão visitar uma escola e um cemitério muçulmano, onde vão honrar os migrantes que morreram a tentar chegar a Espanha este verão. E vão também ainda hoje reunir com representantes da sociedade de Ceuta. Vai acontecer ao final do dia de hoje.

12h10, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade?

Falamos do Papa Leão XIV, que acaba de chegar ao Hospital Gemelli, em Roma. Vai ser submetido a uma cirurgia de remoção de um nódulo pulmonar. O Vaticano não especificou se a cirurgia vai decorrer ainda durante o dia de hoje, mas o Papa já está no hospital. Chegou nos últimos minutos. Em Portugal, o Instituto Nacional de Estatística confirma a subida da inflação para 3,6% no mês de setembro, uma aceleração explicada em grande parte pelo aumento do preço dos combustíveis. Face ao mês anterior, agosto, a taxa de inflação acelerou 0,3 pontos percentuais. Para fechar, o primeiro-ministro da Bulgária revela que dois navios foram esta manhã atingidos na costa do Mar Negro. Uma das embarcações afundou. Para já, não há indícios claros sobre a autoria deste ataque, mas o governo búlgaro aponta que os resultados beneficiam a Rússia. O chefe do governo da Bulgária anunciou que vai convocar o embaixador russo e vai falar também com o secretário-geral da NATO sobre este incidente. Há uma reação da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condena os ataques realizados com drones, escreve na rede social X, diz que é uma situação inaceitável e que o Mar Negro tornou-se outra frente da escalada da guerra da Rússia na Ucrânia.