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Notícias. Jornal da Uma com Miguel Cordeiro e começamos com a adesão à greve dos médicos, que ronda os 70%, com cirurgias e consultas canceladas em várias regiões do país.
Isto é o que diz a presidente da Federação Nacional dos Médicos. Estes profissionais estão hoje em greve, paralisação nacional convocada pela FNAM, uma greve que dura até amanhã. Joana Bordalo e Sá quer um protocolo negocial com o Ministério da Saúde, um protocolo que devolva médicos à população e a Rádio Observador avisa que se isso não acontecer, esta luta em forma de greve vai continuar.
A Federação Nacional dos Médicos, neste momento, luta na defesa de 31 mil médicos do SNS, dos quais 10 mil são médicos internos, um terço da nossa força de trabalho. E o que é esperado do outro lado é que haja finalmente razoabilidade para assinar um protocolo negocial que seja sério, competente e devolva médicos à população. Se isso não acontecer, a luta vai continuar, porque nós vamos continuar a defender, também de forma intransigente, a saúde e um SNS que seja de qualidade e acessível a toda a população. E para isso nós precisamos ter médicos no SNS.
A Federação Nacional dos Médicos tem várias reivindicações, como por exemplo, a reposição do período normal de trabalho semanal de 35 horas e a atualização da grelha salarial. Os médicos estão em greve. A adesão até o final da manhã era de 70%.
O primeiro-ministro anunciou um reforço da linha de crédito Portugal-Angola em mais de € 500 milhões.
Monte Negro está hoje de visita a Angola, vai ser assim durante três dias e esta manhã esteve reunido com o chefe de Estado angolano no Palácio Presidencial, em Luanda. O primeiro-ministro explica que o reforço da linha de crédito, que neste momento ascende a dois mil milhões de euros, tem como objetivo criar um novo impulso na relação entre os dois países.
Entendemos como sinal de confiança no futuro de Angola, que o reforço em € 500 milhões desta linha ajudará as empresas portuguesas e o governo de Angola a fazerem investimentos em infraestruturas e também noutros domínios que possam favorecer a diversificação da economia angolana e a criação de condições para o desenvolvimento do país.
Luís Montenegro, no Palácio Presidencial de Luanda. O primeiro-ministro garantiu também que as novas regras para a imigração impostas pelo governo não vão prejudicar a entrada de cidadãos da CPLP em Portugal.
Kamala Harris já angariou mais de 100 milhões de dólares para a campanha presidencial.
Este valor foi alcançado em menos de dois dias. Cem milhões de dólares, o equivalente a cerca de 91 milhões de euros. O anúncio foi feito pelos responsáveis da campanha democrata. Mas, para além dos fundos monetários, Kamala Harris já conseguiu também mais do que o apoio suficiente para garantir a nomeação a candidata a presidente dos Estados Unidos da América. A vice-presidente já se congratulou com este apoio e agradece ao Partido Democrata.
Seguimos com a agricultura portuguesa. Dois dados positivos e um record negativo durante o ano passado.
Começamos pela produção de vinho em Portugal. Atingiu o melhor resultado desde 2001: 7,4 milhões de hectolitros. São dados registados pelo Instituto Nacional de Estatística. A produção aumentou em quase todas as regiões do país, sendo que os vinhos apresentaram, de um modo geral, uma estrutura complexa, o que é referido um equilíbrio entre o teor alcoólico, a acidez e os taninos. No azeite, a produção do ano passado foi a segunda mais produtiva de sempre: 1,75 milhões de hectolitros, é o que adianta o Instituto Nacional de Estatística. São valores referentes, claro, a 2023 e indicam que o elevado teor de umidade das azeitonas dificultou a extração de azeite, o que resultou em menor rendimento. Ainda assim, a segunda mais produtiva de sempre na produção de azeite. A campanha de cereais para o período de outono/inverno 22/23 foi a pior de sempre. Aqui um valor negativo. O Instituto Nacional de Estatística adianta que foi muito marcada essa produção pela seca severa da primavera. Foi a pior de sempre para todas as espécies de cereais. A principal razão para este registo foi o decréscimo das áreas de cultivo.
Olhamos ainda neste jornal para outras notícias que estão a marcar este início de tarde.
No desporto, o Sporting derrotou esta manhã o Ferenc por 3 a 0. Três gols de Viktor Gyökeres. O sueco regressou depois de várias semanas a recuperar de uma cirurgia, uma lesão que teve no final da época passada. Regressou agora em grande, marcou um hat-trick ainda na primeira parte deste jogo particular. Os Leões têm mais um jogo hoje, às 20h30, no Estádio do Algarve, jogo frente ao Sevilha. Caso das gêmeas luso-brasileiras tratadas em Portugal, o chefe da Casa Civil do Presidente da República vai hoje ser ouvido no Parlamento. Marcelo Rebelo de Sousa já tinha confirmado em comunicado que Fernando Furtuoso de Melo teve intervenção neste caso, assim como a assessora para os assuntos sociais da Casa Civil. A audição começa às 14h e pode ser acompanhada em direto aqui na Rádio Observador. Nesta altura, fala precisamente Marcelo Rebelo de Sousa, que está a falar aos jornalistas na Fundação Aga Khan. Vamos tentar perceber em direto com a ligação à repórter Inês Batista. Marcelo Rebelo de Sousa está a falar aos jornalistas.
Pelo menos para o chefe--
O Presidente da República fala a esta hora, vamos ouvir.
Encontro uma fundamentação, uma explicação, um esclarecimento conjunto e se o escrevo até o fim da tarde, está pronto.
Ainda há alguma hipótese de recorrer ao Tribunal Constitucional para uma fiscalização sucessiva?
Vão esperar um bocadinho, até o fim da tarde.
Essa fundamentação que está a planear?
Falta tão pouco tempo agora. É 13h. Até às 19h, 20h, 21h está tomada a decisão.
Já têm uma decisão tomada nesta altura, mesmo que não a possa partilhar?
Ainda não.
Já decidiu se vai responder ou não ao O inquérito às gémeas luso-brasileiras?
Isso é outra questão a seguir, tem que ser uma de cada vez. Hoje e amanhã é para diplomas, sobretudo hoje, porque terminam prazos que eu não posso ultrapassar. Outros podiam ultrapassar, mas eu quero decidir em conjunto. E depois, mais para diante, o senhor Presidente da Assembleia está em Moçambique, eu vou a Paris. Para a semana direi qual é a minha posição sobre a caixa.
Independente de qual seja a decisão sobre o IRS, será possível fazer uma leitura política dessa decisão?
A leitura é obviamente política, eu explico porque é que, em geral, tomo a posição que tomo, que vier a tomar, e por isso é que estou à espera de fazer uma explicação global, em conjunto com os vários diplomas.
Mas essa ponderação, senhor Presidente, está relacionada com as negociações do Orçamento do Estado, que foram abertas na sexta-feira?
É isso que vão ver, mas já perceberam que sim.
Ainda não decidiu se vai responder ao Parlamento sobre o caso das gêmeas luso-brasileiras?
Não, sobre essa matéria já disse, fica para a semana. Obrigado.
Sobre a desistência do presidente norte-americano?
Eu não vou comentar o que se passa na vida interna de um país que ainda por cima é um país aliado, é um país amigo, onde há uma comunidade de dois milhões de portugueses. Todos sabem que eu considero que aquilo que se vier a passar nas eleições americanas condiciona o mundo, condiciona as relações com a Europa, condiciona a situação na Ucrânia, condiciona a situação econômica no mundo. Nós acompanhamos com prioridade o que se passa nesse país amigo e aliado, do mesmo modo que acompanhamos aquilo que se passa a nível europeu com o arranque da nova equipe que vai dar vida a um novo ciclo na Europa, na Comissão Europeia, no Conselho Europeu, no Parlamento Europeu. O somatório das duas realidades vai condicionar a vida do país e a nossa vida nos próximos quatro, cinco anos. O que se está a passar neste momento nos Estados Unidos da América e o que se vai passar na Europa quando entrarem em função os novos responsáveis, entre os quais um nosso compatriota, o presidente António Costa, é muito importante para a vida de todos. Obrigado.
O presidente da República aqui a responder a várias perguntas dos jornalistas sobre vários temas. Começamos pelo IRS. O presidente que adianta que vai publicar a decisão, dar a conhecer a decisão sobre o diploma do IRS no final do dia de hoje. Não responde se vai à Comissão Parlamentar de Inquérito responder ao Parlamento, não diz se vai ou não prestar esclarecimentos.
A repórter Inês Batista a acompanhar essas declarações de Marcelo Rebelo de Sousa na Fundação Aga Khan. Declarações que vamos detalhar mais à frente nesta tarde informativa da Rádio Observador.
E há mais notícias na Rádio Observador à uma e meia.