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Jornal da Uma com o André Maia. André, começamos com as duas manifestações que hoje estão em destaque e a marcar o dia. A PSP avisa que vai estar atenta a potenciais grupos de infiltrados nas duas manifestações desta tarde sobre a morte de Odair Moniz.

As manifestações do Movimento Vida Justa e do Chega, convocadas para o centro de Lisboa, começam daqui a duas horas, às 15h. Ao início, iam fazer o mesmo trajeto, mas o Movimento Vida Justa alterou o percurso para evitar confrontos. O superintendente da PSP, Luís Elias, afirma que a polícia adaptou a operação face a esta alteração.

Uma vez termos verificado que essa situação se iria verificar, reajustamos o nosso planeamento. Como sabem, o partido Chega tem a intenção de promover um desfile entre a Praça do Município e o Parlamento, a Assembleia da República, e neste momento a associação Vida Justa demonstrou, junto à autoridade administrativa, a intenção de se manifestar entre o Marquês de Pombal e a Praça dos Restauradores. O nosso planeamento vai se adequar a essa realidade. Teremos vários meios empenhados nesse planeamento e nessa segurança.

Declarações do superintendente da PSP em conferência de imprensa na última hora. Luís Elias avisa ainda que os agentes vão estar atentos a possíveis infiltrados para evitar confrontos e atos de violência.

E André, estas manifestações vão decorrer depois de uma noite com muitos atos de vandalismo. Treze carros e cinco motas foram incendiados na Grande Lisboa.

Um suspeito foi detido, outro identificado. É o balanço de mais uma noite de desacatos, com destaque para a zona de Benfica. Ao todo, 13 carros foram incendiados, tal como cinco motas e sete contentores do lixo. Há também registro de danos em três fachadas de edifícios. Os dados são divulgados pela PSP em comunicado. Os Bombeiros Sapadores de Lisboa adiantam à Rádio Observador que três prédios tiveram mesmo de ser evacuados por causa de situações de incêndio. Não há registro de feridos.

E em reação, André, o presidente da Câmara de Lisboa pede aos políticos que não polarizem esta situação.

Em declarações à RTP, Carlos Moedas apela à união e à serenidade.

Eu estou aberto a diálogo com todas as pessoas para que este tipo de ações não aconteçam. Elas não resolvem nada, apenas criam situações destas de destruição para a cidade. Faço aqui um apelo aos lisboetas para estarmos unidos, para estarmos moderados, para não estarmos aqui a polarizar. E aqui um apelo também a todas as forças políticas. É muito importante não polarizar, é importante unir, moderar e estarmos todos juntos para que esse tipo de ações não aconteçam na cidade. É isso que eu estou a fazer.

Declarações de Carlos Moedas, autarca de Lisboa, à RTP, no rescaldo de uma noite com vários distúrbios, sobretudo no bairro de Benfica. Moedas, que pede serenidade, diz que estes atos de vandalismo nada resolvem.

E neste Jornal da Uma, olhamos para a atualidade internacional. No Médio Oriente, o Irão afirma que tem o direito de reagir aos ataques de Israel.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros afirma ainda que se vai defender daquilo que considera ser atos agressivos externos. É uma nova reação depois dos ataques de Israel desta madrugada. Pelo menos dois soldados iranianos morreram. A informação é confirmada pelo exército do Irão. O especialista em Relações Internacionais, Luís Tomé, explica que este ataque pode significar uma nova fase da escalada, que tem vindo a agravar-se com ataques e contra-ataques.

Pode significar desde logo uma de duas hipóteses: ou é uma nova fase numa escalada que vem vindo agravando de intensidade com ataques e contra-ataques, e sendo que ainda por cima é a primeira vez que Israel ataca diretamente o Irão, embora tenha vindo a atacar de forma bastante massiva alguns dos seus proxies, o eixo da resistência, a começar pela Hamas e pelo Hezbollah, mas pode ser que não, pode ser que seja o fim desta escalada se o Irão optar por não fazer a sua contra-resposta.

Luís Tomé, especialista em Relações Internacionais, a fazer a análise do ataque de Israel ao Irão aqui na Rádio Observador. Israel atacou cerca de 20 alvos militares no Irão em retaliação pelos ataques de dia 1 de outubro, quando o Irão lançou 200 mísseis contra território israelita. Estados Unidos e Reino Unido pedem, entretanto, ao Irão para que não retalie e pare com os ataques a Israel.

Na altura em que passam quatro minutos para a uma da tarde, André Maia, que outras notícias estão em destaque?

Voltamos à abertura deste jornal. Os desacatos na Grande Lisboa, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, acusa a extrema-direita de querer fazer dos polícias carne para canhão. Mortágua diz ainda que o Bloco não vai descansar enquanto não houver justiça. A líder bloquista falou na abertura da quinta Conferência Nacional do Partido, que arrancou hoje no Porto. Ana Catarina Mendes acusa o governo de aplicar uma estratégia de imigração alinhada com as políticas de extrema-direita europeias. Em entrevista à Agência Luz, a eurodeputada diz que está preocupada com as medidas apresentadas pelo executivo de Luís Montenegro. A ex-ministra socialista defende ainda que é necessário separar as funções policiais das funções administrativas e de acolhimento dos migrantes. As declarações de Ana Catarina Mendes durante o dia de hoje. Está marcado para esta tarde o funeral de Marco Paulo. O cantor morreu na quinta-feira, aos 79 anos. São esperadas centenas de pessoas. O funeral está marcado para às 14h30, com missa de corpo presente, seguindo depois para o Cemitério dos Prazeres em Lisboa. A esta hora ainda decorre o velório na Basílica da Estrela. A Assembleia Geral do Benfica já aprovou dois pontos em debates, propostas para os artigos 23 e 24 foram aprovadas. O artigo 23 era relativo à proposta dos estatutos. O artigo 24 era referente aos direitos dos sócios. O artigo 25, acaba de chegar agora também essa informação, não foi aprovado. Ficará a valer a proposta do consenso. Referia-se à progressividade no número de votos em eleições para cada sócio. Relembro que esta Assembleia Geral do Benfica foi adiada por protestos, foi retomada no dia de hoje. E para fechar, deixo esta música que os nossos ouvintes certamente vão conhecer e vão cantar no carro. Temos aqui os Beatles. Estou a brincar. Xutos & Pontapés na Rádio Observador.

André Maia, eu acho que os nossos ouvintes colocaram o volume mais alto no rádio agora.

Certamente. Acho que é até ilegal.

Para sentir isto.

Acho que é ilegal ouvir Xutos & Pontapés com o volume baixinho.

Vêm aí algum concerto, é isso? Qual é a novidade? Conta.

Não é bem um concerto. A produtora Sky Dreams anunciou que está a preparar uma série inspirada nas músicas da banda portuguesa.

Muito bem. E onde é que podemos ver? Já há novidades? O que vai mostrar esta série, por exemplo?

Há poucas coisas que podemos dizer e que sabemos também, mas de acordo com o produtor Pedro Duarte, vão ser criadas histórias a partir das personagens cantadas nas músicas, como por exemplo, a Maria. Quem é a Maria?

É uma pergunta que eu também faço muitas vezes.

Adianta ainda que foram escolhidos temas de vários álbuns da banda. Eu acho criativo, sinceramente, porque tem havido muitas biopics, como se diz agora, filmes biográficos, séries biográficas.

Eu ia te perguntar o que era isso. Sabes que às vezes não estou muito familiarizado com as coisas.

E esta é uma forma de, de certa forma, falarmos dos Xutos & Pontapés, mas sem termos aquele gênero muito linear de contar história.

Sim, e uma série acaba sempre por dar narrativas diferentes, no sentido de percebemos. Estou curioso agora para saber quem é a Maria.

Está bem. A Maria e outras personagens dos Xutos.

Alguém sabe ou só são eles que sabem?

Será que o coração se vai partir quando cair ou não, por exemplo?

É verdade.

Os contentores vão para onde? São estas questões que devem ser respondidas.

Xutos & Pontapés a fecharem este jornal da Uma na Rádio Observador.