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A hora é 13h00. "Jornal da Uma", com a edição do Luís Soares. Luís, já vamos às reações à vitória de Donald Trump nas presidenciais norte-americanas, antes o anúncio do governo de um reforço de meios para o INEM.

Anúncio feito esta manhã pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, no final da reunião do Conselho de Ministros. Vão ser comprados mais 320 veículos de emergência, as linhas telefónicas vão ser reforçadas e também o prazo de contratação de helicópteros para o INEM vai ser estendido.

Desde já, neste primeiro ano, de contratarmos 200 e esse ritmo de entrada de mais técnicos no INEM vai continuar para o futuro. Portanto, precisamos trabalhar aí e depois precisamos trabalhar ao nível da organização. Falei há pouco dessa organização, quer do centro de atendimento, quer das ambulâncias no terreno, conseguir que as ambulâncias que existem possam estar todas operacionais, incluindo recorrendo à colaboração com bombeiros e com a Cruz Vermelha, e a compra, que já decidida, de 320 veículos de emergência e a contratação com estabilidade e com sustentabilidade financeira destes helicópteros.

O ministro da Presidência reconhece ainda que a greve dos técnicos de emergência está a criar constrangimentos no socorro, numa greve que se deve à desvalorização e perda de atratividade na carreira de emergência médica. Leitão Amaro admite que existem problemas antigos e mostra-se disponível para dialogar.

Este é um governo de diálogo e os técnicos de emergência médica podem confiar neste governo, na sua vontade de ter um diálogo construtivo para encontrarmos uma solução que seja de valorização e, obviamente, seja financeiramente responsável, que é algo que tem que ser sempre uma condição de todas estas valorizações. Estamos a trabalhar nas outras dimensões, estamos a recrutar mais, estamos a resolver os problemas passo a passo. O que é que lhes precisamos de pedir? Confiem em nós que estamos a fazer isso e também estamos disponíveis para essas conversações e esse diálogo para a sua valorização.

A garantia deixada por António Leitão Amaro no final da reunião do Conselho de Ministros, em que ficou esse anúncio de novas medidas para o INEM, que terão o custo de 94 milhões de euros.

Agora sim, as reações à eleição de Donald Trump para o cargo de presidente dos Estados Unidos. Marcelo Rebelo de Sousa felicita a eleição de Trump, diz que a cooperação entre Estados Unidos e Portugal é para ser reforçada e não diminuída.

Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém esta manhã sobre os resultados das eleições norte-americanas. Marcelo Rebelo de Sousa fala numa decisão soberana. Adianta também que o objetivo nos próximos quatro anos não muda, continua a ser o de reforçar as ligações transatlânticas.

Nos últimos anos, começando ainda no mandato do presidente Trump e depois continuando no último mandato do presidente Biden, houve um acréscimo claro de relações, quer no domínio do comércio, quer no domínio do investimento, quer no domínio do turismo entre Estados Unidos da América e Portugal. O povo americano é soberano, escolheu quem deveria escolher no sentido de que era sua decisão e só sua decisão. Agora é trabalhar em conjunto, Portugal e Estados da América, e Europa e Estados da América, para retirarmos os máximos benefícios para as pessoas.

O presidente da República lembra ainda o encontro que teve com Donald Trump na Casa Branca em 2018. Diz que o agora presidente eleito dos Estados Unidos se mostrou sensível a alguns dos temas que preocupam Portugal.

Milhões de americanos foram então ontem a votos para escolher o próximo presidente dos Estados Unidos. Será Donald Trump. A Rádio Observador esteve a acompanhar um norte-americano que votou precisamente em Trump e que se mostra até surpreendido com a vitória.

Matt Kufta votou no candidato republicano, mas admite que esperava um resultado mais renhido frente a Kamala Harris. Ele mora em Portugal, mas Maria Miguel Duarte, durante a noite, as atenções estiveram viradas para outro lado do Atlântico.

Mais de cinco cafés e vários duches para se manter acordado durante toda a noite. Matt Kufta é um norte-americano de 36 anos. Acompanhou toda a noite eleitoral a partir de casa, em Carcavelos, e sempre em contato com a família e os amigos do outro lado do Atlântico. Através do computador, atualizava constantemente as páginas dos jornais norte-americanos para perceber quão perto estava Donald Trump de ser eleito presidente dos Estados Unidos. Diz estar aliviado com esta eleição de Donald Trump, mas não achou que fosse ser uma vitória tão fácil.

Estou um pouco chocado, porque eu pensava que seria uma eleição muito renhida, mas parece que há muito mais pessoas que decidiram votar por Trump do que eu pensava.

Feliz com a vitória republicana, Matt Kufta espera que Donald Trump consiga unir um país que está dividido.

Os Estados Unidos é um país muito dividido neste momento. Eu espero que o Trump faça alguma coisa para ser o líder de todos os americanos e não só a partir da republicana.

Admite que em 2016 votou na democrata Hillary Clinton por não confiar em Trump, mas hoje mostra-se confiante no que o republicano pode fazer pelo país.

Acho que o Trump vai melhorar a inflação, porque a inflação ainda é muito alta nos Estados Unidos e acho que ele tem boas medidas para diminuir a inflação. Também acho que ele vai tratar da imigração ilegal.

Matt é natural do Michigan e mora em Portugal há cerca de dois anos. Mesmo com a vitória de Donald Trump, diz não se imaginar a voltar para os Estados Unidos.

Maria Miguel Duarte, ela que esteve a acompanhar este cidadão norte-americano que mora em Portugal, durante toda a noite e toda a manhã, o resultado das eleições norte-americanas que dão a vitória a Donald Trump. A reação mais recente é do chanceler alemão Olaf Scholz, que já deu os parabéns a Donald Trump, lembrando que a Alemanha e os Estados Unidos têm trabalhado juntos com sucesso há muito tempo para promover a prosperidade.

E os eurodeputados socialistas no Parlamento Europeu vão votar a favor do nome de Maria Luísa Albuquerque para a Comissária Europeia.

Garantia deixada pelo eurodeputado Francisco Assis, em declarações à Rádio Observador. A antiga ministra das Finanças esteve a ser ouvida pelos eurodeputados no Parlamento Europeu. Francisco Assis explica que os esclarecimentos da antiga ministra foram suficientes.

Todo o discurso que fez, as respostas que deu, vão no sentido de ir claramente de encontro às nossas preocupações, de encontro àquilo que era a carta de demissão que foi enviada e que ela própria já materializava compromissos assumidos pela von der Leyen com os socialistas europeus aquando da discussão no Parlamento, da indigitação dela. E agora, este momento foi o momento em que, muito claramente, o que ela disse não suscita nenhuma posição. Agora vamos acompanhar, naturalmente, ao longo dos próximos cinco anos.

Garantia deixada pelo eurodeputado do PS, Francisco Assis. De resto, Maria Luísa Albuquerque deverá conseguir a maioria de dois terços de que necessita para ser nomeada. É uma notícia avançada pelo jornal Político, que cita fontes de vários grupos políticos que elogiam a prestação da antiga ministra das Finanças esta manhã. Ora, no final da audição, Maria Luísa Albuquerque disse que ficou satisfeita precisamente com a prestação que teve nesta audição.

Eu estou satisfeita de ter chegado até aqui. Espero ter respondido de forma satisfatória às questões que me foram colocadas. Procurei ser direta, transparente, completa e refletir aquilo que são as minhas convicções relativamente ao que é importante que seja feito.

Maria Luísa Albuquerque, comissária designada para a pasta dos Assuntos Financeiros, em declarações aos jornalistas em Bruxelas, depois de ter sido ouvida pelos eurodeputados.

Uma audição marcada por um momento de maior tensão, quando Maria Luísa Albuquerque foi questionada pela eurodeputada do Bloco de Esquerda, Catarina Martins.

A antiga líder do Bloco classificou como cadastro a experiência da antiga ministra das Finanças e deixou a pergunta.

Agora, estava a trabalhar para a Morgan Stanley e quer vir para a comissão trabalhar em dossiês em que a Morgan Stanley é interessada. Pergunta: há limite para o conflito de interesses? E já sabe para que banco vai trabalhar a seguir?

Aquilo que vou fazer depois disto, senhora deputada, não sei. Se me confirmarem, eu estou muito focada nos próximos cinco anos, onde espero verdadeiramente contribuir para o bem da Europa.

A resposta de Maria Luísa Albuquerque, depois desse momento tenso protagonizado com Catarina Martins, a comissária designada para a pasta dos Assuntos Financeiros, diz que será necessário coragem política para tomar as decisões que são precisas para aumentar a competitividade europeia.

Uma hora e oito minutos, Luís, que outras notícias vão marcando esta quarta-feira?

A Frente Sindical e a FESAP assinaram hoje um novo acordo da função pública com o governo, que assegura aumentos mínimos a todos os funcionários públicos até 2028. Na cerimónia da assinatura do acordo, apenas com os sindicatos afetos à UGT, Luís Montenegro sublinhou que este é um passo importante para a reforma estrutural do setor e para a estabilidade dos trabalhadores da administração pública. A FESAP considera que o novo acordo é importante e melhora o anterior. O STM entende que este é um acordo que avançou mais do que o assinado com o anterior governo. O presidente da República recebeu cerca de 40 deputados do Chega no Palácio de Belém, em resposta ao pedido de André Ventura para lhe apresentar um protesto com todo o grupo parlamentar. O encontro pedido pelo Chega, que durou perto de 10 minutos, teve como objetivo entregar ao presidente da República um protesto escrito pela atuação do presidente na sequência da morte de Odair Moniz, baleado pela polícia, e dos distúrbios que se seguiram na Grande Lisboa. No fim, aos jornalistas, André Ventura agradeceu a Marcelo Rebelo de Sousa por se ter disposto a excepcionalmente receber todo um grupo parlamentar.

Luís Fares e o Jornal da Uma.