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Jornal da Uma, edição do André Maia. André, começamos com o Cardeal Patriarca de Lisboa, que desafia a União Europeia a encontrar soluções para reduzir a pobreza.
D. Rui Valério esteve a assinalar o Dia Mundial do Pobre numa missa no bairro do Zambujal, em Lisboa. O repórter Miguel Gato esteve a acompanhar esta missa e as declarações do Cardeal Patriarca de Lisboa. Com destaque, Miguel Gato, bem-vindo para este desafio à União Europeia.
Boa tarde, André. Sim, essas foram as declarações do Patriarca D. Rui Valério antes da missa e começando precisamente pela missa, para fazer aqui uma ordem cronológica. Foi para assinalar o Dia Mundial do Pobre, esta visita do Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, ao bairro do Zambujal, uma missa no Centro Consolação e Vida, que não é bem uma igreja tradicional, mas sim um espaço de culto local aqui no bairro. E diria que estiveram aqui uma centena de pessoas, entre elas muitas crianças. E também como nota de reportagem, dizer que à porta do edifício está um cartaz com as palavras, e cito: "Bem-vindo ao Zambujal, D. Rui Valério", o que também demonstra a importância que esta visita tem para estas pessoas. E durante a missa houve uma mensagem de esperança, de união e de amor por parte do Patriarca de Lisboa e no final da cerimónia, o Patriarca explicou o porquê de ter escolhido este local para celebrar a Eucaristia.
Aqui houve uma coincidência de fatores, como já disse e teve a ocasião de o referir o padre José Matias, há várias semanas que nós temos vindo a dialogar. Ele quando me propôs três datas, duas delas eram durante esta semana, que para mim era impossível por razões de agenda, e então coincidiu com este domingo, sendo que era também objetivo da Caritas Diocesana assinalar este dia com a visita ou com a presença numa destas dimensões e realidades de cariz social mais exigente, tal como é o Zambujal. E por isso, eu diria quase que foi a providência de Deus que cá nos trouxe.
Esta missa que procurou não só sensibilizar para as dificuldades que ainda persistem relacionadas com a pobreza, mas também para inspirar a ação solidária em prol dos mais vulneráveis. E na data em que se assinala precisamente o Dia Mundial do Pobre, a pobreza em Portugal continua a ser uma realidade e o Patriarca de Lisboa faz mesmo um apelo que vai além-fronteiras, vai até Bruxelas, pede à União Europeia que se junte para acabar com a pobreza.
Eu julgo que o problema dos pobres ou a questão da pobreza é de tal maneira complexo que já transcende os confins de uma fronteira nacional. Eu aqui gostaria, na medida em que isso terá algum impacto, era de lançar um desafio aqui concretamente à União Europeia. É mais um daqueles campos em que só em conjunto, na união e na unidade das iniciativas dos nossos países, é possível responder a esses problemas, a estes desafios.
As declarações de D. Rui Valério, o Patriarca de Lisboa, após esta missa que celebrou no bairro do Zambujal e que também não foi uma escolha inocente. Este bairro foi palco da maioria dos tumultos que aconteceram após a morte de Odair Moniz, na Cova da Moura, após uma perseguição policial. E apesar de o Cardeal Patriarca ter condenado esta onda de violência que se alastrou pela Grande Lisboa há umas semanas, não deixou de marcar presença aqui no bairro do Zambujal para celebrar uma missa com os fiéis no Centro Consolação e Vida, um local de culto para os moradores aqui do bairro do Zambujal.
A reportagem do jornalista Miguel Gato, que está a acompanhar então a visita do Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, ao bairro do Zambujal, que foi um dos palcos principais de várias semanas de confrontos entre polícia e também moradores.
O Papa Francisco pede uma investigação sobre o genocídio em Gaza no seu novo livro.
Os primeiros certos foram publicados na imprensa italiana. O líder da Igreja Católica considera que se deve investigar se Israel está ou não a cometer atos de genocídio em Gaza. Pede, por isso, uma investigação cuidadosa.
E por cá, os autarcas do interior estão preocupados com o possível aumento dos preços da água para os moradores do concelho. Por isso, pedem à entidade reguladora para ter em conta as diferenças entre o litoral e o interior do país.
A Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos vai voltar a poder decidir o preço da água nos municípios. É uma informação avançada pelo Jornal de Notícias. Os autarcas do interior têm medo de que os preços aumentem exponencialmente, visto que é nestes concelhos do interior que a cobertura de custos é menor relativamente aos municípios do litoral. É o caso de António Bota, presidente da Câmara Municipal de Almodôvar, um município que cobra 34% do preço real da água aos munícipes, precisamente devido ao alto custo no interior.
Todos nós fazemos um esforço, um sacrifício financeiro, aquilo que nós chamamos o investimento social na água, ou seja, cobrar às pessoas o verdadeiro custo da água com as perdas que nós temos, com as situações das condutas antigas, das falhas, das distâncias que temos a cada casa, seria, de facto, alarmante. E o nosso receio é precisamente esse, é que a entidade reguladora vá olhar para uma folha de Excel no computador e não tenha a sensibilidade do custo da água em relação a Lisboa, em relação a Faro, em relação a Almodôvar, Ourique, Castro Verde, Beja.
António Bota, autarca de Almodôvar, em declarações esta manhã na Rádio Observador, a Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos, diz ao JN que esta mudança vai ser positiva para introduzir regras e fiscalização mais uniformes, mas não confirma se vai aumentar os preços.
Seis minutos para a lá da uma da tarde, André Maia. Vamos a outras notícias em destaque esta tarde.
No scale de uma semana que ficou marcada pelo mau tempo a sul do país, a Câmara Municipal de Albufeira dá conta de inundações e de danos, mas diz que não recebeu pedidos de ajuda. O autarca contraria a ideia de que o cenário no concelho tenha sido grave. José Carlos Rolo explica à Rádio Observador que a normalidade foi restabelecida rapidamente na cidade. Está normalizada a circulação na Linha do Norte. Isto depois de uma avaria de um comboio em Santarém esta manhã. A avaria levou ao encerramento da via e a circulação de comboios foi feita de forma alternada. Entretanto, a situação já foi resolvida. Um supertufão atingiu as Filipinas esta manhã, deixou um rasto de destruição. Mais de 1 milhão de pessoas tiveram de sair de casa. Há registo de habitações destruídas e inundações. É a sexta grande tempestade a atingir o país em menos de um mês. E João, a fechar, estás a ver aqueles filmes de ficção científica assim meio apocalípticos?
Sim, isso é um belo resumo daquilo que é a minha vida, todos os dias.
Não diria tanto, mas sim. Olha, isto tem tanto de sério como de insólito, mas daria um ótimo filme de ficção científica desses. 40 macacos fugiram de um laboratório na Califórnia.
Então e agora andam aí à solta, é isso?
É o Planeta dos Macacos, cá está. Sim, andam à solta. Não aqui, claro, mas na Califórnia andam à solta. A polícia está a pedir às pessoas para que avisem as autoridades se virem um macaco na rua, que é um aviso que eu acho que nunca ouvi.
Esperemos nunca ter de--
Sim, e principalmente para não interagirem com eles. Portanto, hoje já recebemos muitas mensagens de muitos ouvintes um pouco por todo o mundo. Se alguém nos estiver a ouvir a partir da Califórnia, por favor, se vir o macaco, avise as autoridades.
É avisar e não interagir.
Não interagir.
É este o conselho deixado aqui pelo André Maia.
Não façam macacadas.
Um grande André Maia. Pronto, vamos terminar por aqui. Jornal da Uma com André Maia.