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Jornal da Uma, na Rádio Observador. A edição é do José Rafael Lopes. E Zé, foram atropelados três ciclistas na Marginal, em Oeiras. O responsável pelo acidente está em fuga.

As autoridades indicam que o condutor seguia a grande velocidade quando atropelou estes três ciclistas. Dois deles estão em estado grave, um tem ferimentos ligeiros, foram transportados para o Hospital São Francisco Xavier e também para o Hospital São José, em Lisboa. O adjunto do Comando dos Bombeiros Voluntários de Oeiras, Vítor Pato, esclarece que os três homens foram atropelados por um veículo ligeiro e pede que o condutor se entregue às autoridades.

À minha chegada ao local e após reconhecimento, detetei que teria sido um veículo ligeiro de passageiros que circulava no sentido Cascais-Lisboa e ali na zona da Praia da Torre, alvejou três ciclistas. Tivemos três feridos, dois graves e um ligeiro, que foram assistidos no local e posteriormente transportados ao hospital. Quem faz estas coisas deveria pensar muito bem, cair na consciência e se calhar chegar a uma esquadra, entregar-se, porque acho que não é correto e podia apelar a todos os condutores que circulam na Marginal que tenham alguma atenção a estas situações.

Vítor Pato, adjunto do Comando dos Bombeiros Voluntários de Oeiras, em declarações à Sic Notícias. Dois dos três ciclistas atropelados esta manhã na Marginal, em Oeiras, estão em estado grave. O condutor está em fuga.

É uma notícia que vai continuar em destaque ao longo dos próximos noticiários. Sem explicação possível, o secretário-geral do PCP critica Luís Montenegro por se recandidatar a primeiro-ministro quando nada muda em torno do caso Spinom Viva.

Paulo Raimundo entende que Luís Montenegro deveria ter se demitido, sublinha que existe uma incompatibilidade de ética e a solução deveria ter sido a saída inequívoca.

Perante aquilo que se conhece, aquilo que o primeiro-ministro devia ter feito era assumir uma profunda incompatibilidade com o que fez, dizer que não devia ter feito com aquilo que eram as minhas responsabilidades governativas e, perante isto, eu demito-me. Demito-me eu e demite-se o meu governo. O senhor primeiro-ministro entendeu que não devia fazer isso. Devia passar por cima, devia tentar salvar a sua imagem e salvar os interesses daqueles que defende, que são os grupos económicos. Fez mal. Há dois problemas: há um problema de incompatibilidade, não estou a falar de questões criminais, falo do ponto de vista moral e ético, esse é um problema. E o segundo, do qual muitas vezes só nós é que falamos, que é as consequências das opções políticas do governo na vida das pessoas.

Em declarações no Porto, o secretário-geral do PCP admite ainda que o caso Spinom Viva vai obrigatoriamente fazer parte da campanha, até porque, no entender de Paulo Raimundo, nada mudou.

Vai ser uma constante da nossa afirmação política durante a campanha eleitoral, porque não há mais nada, se me permitem, que venha a ser descoberto ou que possa vir a ser explicado que altere este fato.

As declarações do secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, que ruma a Lisboa daqui a pouco para participar na manifestação Dia da Palestina, agendada para às 15h30 no Martim Moniz.

Quem quer esquecer o caso Spinom Viva durante a campanha é Rui Rocha. O presidente da Iniciativa Liberal critica mesmo outros partidos por quererem discutir o tema que originou as eleições antecipadas.

No discurso de abertura do Conselho Nacional do partido, Rui Rocha afirma que os liberais querem discutir outros temas que não incluem nem a empresa do primeiro-ministro, nem os cartazes afixados por outros partidos.

Começando a pré-campanha, já vimos qual é o tom desta pré-campanha. Já vimos que o que se vai discutir são casos, o que se vai discutir são cartazes, o que se vai discutir são as pessoas, o que se vai discutir é tudo, menos a mudança de que o país precisa. Falam dos casos do Luís Montenegro e eu quero falar da vida dos portugueses.

Neste discurso, Rui Rocha critica ainda os sucessivos governos pelo aumento de impostos. O presidente da Iniciativa Liberal, já em modo pré-campanha, diz que a contribuição fiscal não desceu nesta legislatura, antes pelo contrário.

A carga fiscal subiu. Só a Iniciativa Liberal, está demonstrado, tem a coragem, tem a capacidade, tem a visão de dizer ao país que para crescermos economicamente, para termos mais liberdade econômica, é preciso baixar os impostos aos portugueses.

Palavras de Rui Rocha em Braga, no Conselho Nacional da Iniciativa Liberal, onde vão ser hoje votados os candidatos do partido à Assembleia da República nas próximas legislativas.

E Zé, assinala-se hoje o fim do Ramadão, tradição islâmica que depois de um mês quebra o jejum. A Rádio Observador foi saber mais detalhes sobre esta prática.

O Ramadão decorre durante o nono mês do calendário islâmico, mês considerado sagrado. Assinala o momento em que foram reveladas as escrituras do Alcorão, o livro sagrado do Islão. Durante um mês, a Mesquita Central de Lisboa confeccionou cerca de duas mil refeições diárias para a quebra do jejum ao pôr do sol, o horário que é permitido ter refeições durante este período. À Rádio Observador, o imã Sheik David Munir explica que para a comunidade islâmica, esta é uma tradição que enaltece o cuidado e o respeito pelo próximo.

É um mês, como eu disse, de reflexão, autocontrole, de muita caridade, de muita generosidade, mas não significa que quando termina o mês de Ramadão, termina a generosidade ou a humildade, mas sim, deveremos continuar para os próximos 11 meses. Para além de termos uma oração especial à noite, que é só feita no mês de Ramadão, ao nível espiritual, tenta-se que a pessoa evolua espiritualmente, valorize aquilo que temos, sentir um pouco na pele aquilo que o outro não tem. Eu costumo dizer que Ramadão é o mês em que nós fazemos um pouco a simulação. Isto quer dizer que para além do Ramadão, também é possível mantermos a prática que temos no mês do Ramadão.

O Sheik David Munir, em declarações na Rádio Observador, o fim do Ramadão cruza-se com o Dia da Terra dos Palestinianos. Para assinalar a data, estão marcadas duas iniciativas ao longo desta tarde, uma em Lisboa, outra no Porto. As manifestações saem à rua na capital às 15h, na Praça Martim Moniz, uma hora depois é a vez da Cidade Invicta. Os manifestantes concentram-se no Jardim Infante Dom Henrique.

Passam agora seis minutos para lá da 13h, tempo ainda para olhar para outras notícias que estão a marcar a atualidade.

A Comissão Europeia garante que está preparada para responder de forma equilibrada a qualquer medida dos Estados Unidos da América contra os interesses económicos do bloco comunitário. No entanto, diz a Comissão Europeia que a prioridade é encontrar uma solução negociada. O porta-voz europeu para o comércio diz que está a ser preparada uma resposta firme e proporcional contra qualquer medida injusta ou contraproducente da administração norte-americana. São declarações dois dias antes de entrar em vigor a taxa de 25% imposta pelos Estados Unidos às importações de automóveis. A Cruz Vermelha Internacional apela à angariação urgente de quase 100 milhões de euros para ajudar as vítimas do sismo em Mianmar. A organização alerta que as comunidades afetadas devem ser estabilizadas rapidamente antes que surjam crises de emergência secundária. O terremoto agrava uma situação grave de insegurança alimentar na região. A Sociedade da Cruz Vermelha da Birmânia mobilizou voluntários formados para as operações de busca e salvamento. Foram prestados socorro, cuidados pré-hospitalares, distribuíram também artigos de emergência, tais como cobertores, lonas e kits de higiene.

É ponto final no Jornal da Uma, edição do José Rafael Lopes.