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Uma da tarde, temos notícias com a Vanessa Cruz na Rádio Observador. Voltam hoje a Portugal os quatro portugueses detidos por Israel. O Ministério dos Negócios Estrangeiros alerta, no entanto, que é preciso esperar pela confirmação de que entraram mesmo no avião.

Ao Observador, a fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros explica que a viagem de regresso de Mariana Mortágua, coordenadora do Bloco de Esquerda, a atriz Sofia Aparício, o ativista Miguel Duarte e ainda o outro português que também seguia na flotilha humanitária, Diogo Chaves, está previsto iniciar-se essa viagem até às 16h deste domingo. Os termos da chegada destes cidadãos só são divulgados depois da confirmação por parte das autoridades israelitas de que embarcaram mesmo. Isto porque, à semelhança de outros ativistas de outros países, os cidadãos nacionais fazem parte de uma lista dos próximos libertados, mas pode surgir algum imprevisto. Entretanto, o Ministério Israelita dos Negócios Estrangeiros diz que as alegações de maus-tratos, a estas pessoas que seguiam na flotilha humanitária rumo a Gaza, são mentiras descaradas. Garante também que os direitos legais de todos os envolvidos estão a ser cumpridos.

Feriado do 5 de Outubro e este ano, Vanessa, não houve discursos por causa da campanha, mas o presidente da República emitiu uma nota.

Uma nota no site da presidência. Marcelo Rebelo de Sousa marcou presença na Praça do Município, em Lisboa, Miguel Viterbo Dias, mas a mensagem, essa, foi mesmo só por escrito.

Sim, nem Marcelo Rebelo de Sousa, nem Luís Montenegro falaram aos jornalistas, saíram desta cerimónia em silêncio. O presidente da República, à hora que chegou à Praça do Município, publicou uma nota no site da presidência, onde defende que a República e a democracia estão bem vivas em Portugal e que é preciso também recordar a história e saber salvaguardar os valores do regime republicano, pedindo, por exemplo, a valorização da participação cívica e também a boa gestão da coisa pública, isto com o objetivo de combater pobreza, desigualdades territoriais e sociais. Foi o que deixou por escrito Marcelo Rebelo de Sousa, que interpelado pelos jornalistas, disse falar apenas amanhã e hoje querer evitar prestar declarações, porque esta foi uma cerimónia sem discursos por atravessar o meio da campanha autárquica. Quer passar agora pela Praça do Município, já não dá conta de praticamente nada. Já foi tudo desmontado a esta hora, numa cerimónia muito rápida e sem intervenções dos protagonistas.

Rápida e discreta, a reportagem do Miguel Viterbo Dias. Entretanto, o candidato presidencial António José Seguro também fez questão de assinalar este feriado do 5 de Outubro. Defende, numa mensagem publicada nas redes sociais, que a República não se cumpre com um país onde há urgências fechadas e casas a preços inflacionados.

André Ventura acusa Luís Montenegro de anunciar propostas já acordadas com o Chega, por ter medo de perder autarquias.

O líder do Chega acredita que não é tempo de se discutir o orçamento do Estado, é tempo de campanha e que o primeiro-ministro escolhe falar sobre esse assunto por não ter projetos autárquicos para apresentar.

As únicas coisas que o primeiro-ministro tem dito sobre o orçamento são coisas que estavam acordadas com o Chega, não é nada de mais. Disse que ia baixar o IRS. Bom, mas esse já era o acordo feito com o Chega, era baixar o IRS. Só está a tentar fazer isto em campanha eleitoral para ver se vocês já se esqueceram do que disse há uns meses. O que é importante é que o documento consagre verdadeiramente uma descida de impostos, um aumento de pensões e uma dotação maior na Justiça e no combate ao crime. Na verdade, para o PSD andar a falar do orçamento do Estado pelas autarquias todas, mostra que não tem nem projetos autárquicos, que está com medo de perder as autarquias e que os seus autarcas também não têm grande coisa a dizer.

André Ventura há pouco, numa ação de campanha em Elvas, no distrito de Portalegre.

As farmácias vão ter de adaptar os turnos da noite e fins de semana às urgências privadas e à nova organização do SNS em unidades locais de saúde.

A proposta legislativa contempla o envolvimento das associações que representam as farmácias, com o parecer das ULS, na realização das escalas. À falta de entendimentos, a palavra final é do Infarmed. De acordo com o jornal Público, os municípios também querem estar incluídos na decisão, sentem que estão mais a par das necessidades locais. Ora, em entrevista à Rádio Observador, a presidente da Associação Nacional das Farmácias, Ema Paulino, discorda e explica por quê.

A própria rede de farmácias tem esse conhecimento das necessidades da população, até porque recolhemos informação sobre, inclusivamente, as visitas noturnas, os pedidos de chamada para disponibilidade e conseguimos monitorizar todas essas situações. E, portanto, eu diria que não podemos estar a prever uma situação que possa dificultar este processo, envolvendo também as autarquias na discussão dos mapas, pode depois gerar aqui situações mais complexas, digamos assim, em termos de operacionalização dos mapas.

Ema Paulino, entrevistada pela jornalista Matilde Malva Sabino. A ANF defende a alteração do decreto lei. Diz que, na prática, as farmácias já funcionam neste regime. E qual é o objetivo? É que estejam em permanente funcionamento nos conselhos que têm urgências, onde não há. As farmácias devem ficar abertas até duas horas depois de os centros de saúde fecharem.

Este domingo é dia de clássico. O ambiente já está ao rubro, Vanessa, nos cafés e restaurantes do Porto para a receção ao Benfica.

O jogo está marcado para logo à noite, mas o café Velázquez, junto ao Estádio do Dragão, já está a receber bastantes adeptos azuis e brancos. O proprietário António Branco conversou com o jornalista do Observador Nadine Soares e diz que o ambiente ainda vai aquecer mais.

O ambiente está ao rubro e logo esperamos receber muitos adeptos mesmo, gente fora de série. Este jogo é um jogo diferente, um jogo de decisões.

E eu gostava também de lhe perguntar, já agora, uma aposta para o resultado mais logo.

2x1.

2x1 pro Porto.

Ganha o Porto. E com a gripe que o Benfica vem, toda lá de baixo, não vai valer muito, José Mourinho.

Uma referência à virose que afetou a equipa técnica e os jogadores do Benfica, mas já está tudo ultrapassado, é o que diz o treinador José Mourinho. A Rádio Observador falou com este dono de um café no Porto. Do lado do Benfica, aqui na Rádio Observador, o adepto e comentador João Pinto previa há pouco, no "E o Campeão É...", um jogo muito jogado no meio-campo e com grande intensidade no Dragão.

O clássico vai ser um jogo muito arriscadinho e o Futebol Clube do Porto realmente está com a corda toda, joga em casa. O que eu vejo mais de ameaças no jogo é mesmo o Benfica. São os erros, por exemplo, os erros na saída.

Futebol Clube do Porto x Benfica, às 21h15. Duas horas antes, o Sporting recebe o Braga.

Jogos com relato em direto na Rádio Observador. A emissão especial começa logo a partir das 17h30. E não há síntese, seguimos para o fim deste jornal.