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Observador, é uma hora. Está a começar o Jornal da Uma, com a edição do Miguel Vilar. Miguel, foi detida uma pessoa no âmbito da investigação à morte de uma criança de oito anos no Conselho de Valpaços.

Segundo o Correio da Manhã e o Jornal de Notícias, trata-se da madrasta da menina. O pai comunicou ontem à GNR o desaparecimento da filha. A Polícia Judiciária foi contactada, deu-se início às buscas, que tiveram este desfecho: a criança foi encontrada sem vida. Continua-se sem saber as circunstâncias que levaram à morte desta menina. Há agora a informação de que a madrasta da criança de oito anos foi detida.

E o líder parlamentar do PSD acredita que a reforma laboral vai ser aprovada na generalidade. Hugo Soares afasta um cenário de discussão na especialidade e sem votação.

No final da reunião do grupo parlamentar do PSD, a poucas horas do debate sobre a reforma laboral, o líder da bancada social-democrata manifestou a convicção de que a iniciativa vai ser aprovada na generalidade.

Hoje far-se-á o debate, continuaremos essa negociação. Se a pergunta é se eu estou convencido que a proposta vai baixar para ser discutida na especialidade com a aprovação na próxima sexta-feira, eu creio que sim. É muito curioso, porque nós já nem valorizamos. Já tudo se disse sobre a reforma da legislação laboral, que era para ser deitada fora, que não se percebia porque é que o Governo a trazia ao Parlamento, que estava condenada ao insucesso. Veja bem, agora o que estamos a discutir é se ela passa com votos a favor ou com abstenção.

Hugo Soares, que parece afastar um cenário idêntico à Prestação Social Única, que desceu à especialidade sem ter sido votada. O PSD e o Chega estão a negociar as alterações ao diploma, que pretende unificar 13 prestações sociais. Aos jornalistas, Hugo Soares diz que as conversas decorrem apenas com o partido liderado por André Ventura, porque o PS, diz Hugo Soares, está a bloquear a ação do Governo.

Estamos a fazê-lo com o partido Chega, porque o Partido Socialista não quis dialogar com o grupo parlamentar do PSD, nem com o Governo, como de resto tem feito em quase tudo. A verdade é que o Partido Socialista se nega constantemente ao diálogo e está absolutamente radicalizado e a querer transformar-se numa força de bloqueio à governação, e nós temos a responsabilidade de cumprir o mandato que nos foi conferido pelo povo. E o mandato que o povo deu ao grupo parlamentar do PSD e à AD foi governar. E governar significa dialogar com quem quer dialogar.

E o PS não quer, é o que sentencia Hugo Soares, declarações aos jornalistas no final da reunião da bancada parlamentar do PSD.

PS que insiste na proposta de Luísa Neto para o cargo de Provedora de Justiça.

Depois de falhada uma primeira tentativa de eleição, não obteve os necessários dois terços dos votos favoráveis dos deputados. Na altura, o Observador noticiou que era intenção do PS insistir no nome de Luísa Neto, caso houvesse disponibilidade por parte da candidata. Fonte da bancada parlamentar do PS revela à Agência Lusa que o partido vai mesmo voltar a submeter a sufrágio o nome da atual presidente do Instituto Nacional de Administração. Um nome que merece o apoio do PSD. A mesma fonte indica que os dois partidos querem que a nova votação seja agendada para o próximo dia 3 de julho.

Horas depois da notícia da assinatura do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão, há indicação de que Israel voltou a atacar o sul do Líbano.

Sendo que este é um dos 14 pontos do memorando. Há o compromisso de cessar os ataques ao território libanês. O exército de Israel fez saber esta manhã que os militares israelitas vão continuar a remover as ameaças no sul do Líbano. É esta a expressão usada. Apesar do desconforto manifestado por Donald Trump, Israel não cessou as operações militares. Esta é uma condição imposta pelo Irão para o sucesso do memorando de entendimento com os Estados Unidos.

Entretanto, Miguel, o presidente norte-americano respondeu às críticas de quem considera o memorando de entendimento um mau acordo.

Para Trump, das três, uma: os críticos são invejosos, pessoas más ou estúpidas. É o que escreve na rede social X. O presidente dos Estados Unidos sublinha que a reação dos mercados de capitais e energéticos, o petróleo, em particular, são a prova de que as críticas não fazem sentido.

Vamos ao Mundial de Futebol. Neste Jornal da Uma, no rescaldo do empate de Portugal frente ao Congo, espreitamos a imprensa internacional e o que foi escrito sobre o desempenho da Seleção Nacional.

Não há palavras propriamente abonatórias. Ricardo Lopes, o que é que se escreve lá para fora?

Fala-se numa estreia pobre de Portugal, em que o capitão português nada fez. A larga maioria da imprensa internacional sugere uma alteração já para o próximo jogo: começar com Cristiano Ronaldo sentado no banco. O "The Athletic" critica a atitude de CR7, que foi diretamente para o balneário depois do apito final, enquanto os colegas agradeciam aos adeptos presentes nas bancadas. No Reino Unido, o "Telegraph" faz uma comparação que é inevitável. Compara a exibição de ontem com a de Messi, que fez três gols ao serviço da Argentina, para dizer que se, por um lado, o astro argentino deu um sinal, sim, Portugal recebeu um lembrete da razão pela qual Ronaldo não devia já fazer parte dos quadros da comitiva portuguesa. O "The Guardian" segue a tendência, mas alarga o alvo das críticas. Sublinha que Ronaldo não é culpado único, acusa também Roberto Martínez de não ter vontade nem coragem para substituir o capitão português. Também nos Estados Unidos da América, na ESPN, recorrem às estatísticas para lembrar o passado recente do camisola sete. A verdade é que este foi já o décimo jogo consecutivo de um mundial em que Cristiano Ronaldo não consegue fazer abanar as redes.

O olhar da imprensa internacional para o desempenho da seleção, que depois da República Democrática do Congo, vai enfrentar o Uzbequistão, que esta madrugada, na estreia neste mundial, perdeu com a Colômbia. Os colombianos venceram por 3 x 1.

E para o Congo, foi a primeira vez que marcou um gol numa fase final do Campeonato do Mundo, motivo de satisfação para um país a braços com um grave surto de Ebola. Miguel.

Sim, o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças já fala no pior surto da história e, Maria Miguel Marques, apesar da dimensão do problema, a ajuda humanitária é recebida com desconfiança.

A Reuters avança que trabalhadores humanitários estão a ser expulsos de zonas afetadas pelo vírus Ebola no Congo, pela própria população congolesa, e há médicos em greve nestes locais, segundo a Vatican News. Não é a primeira vez que o país africano enfrenta um surto de Ebola, mas a diretora do Doutoramento de Estudos Africanos do ISCTE, Clara Carvalho, explica à Rádio Observador que neste caso há uma agravante: a instabilidade política.

O grande problema na República Democrática do Congo é que, de facto, é um dos países mais instáveis em termos de segurança interna. É um dos países que tem conhecido mais conflitos e é um país que tem cerca de seis milhões de pessoas que são deslocados internos e, portanto, vivem em condições muito complicadas. O conflito que grassa na zona leste do Congo acaba por criar todos estes deslocados internos, para além dos refugiados, dos conflitos dos países com os quais têm fronteiras a leste, nomeadamente do Ruanda, que já estão há várias décadas.

À instabilidade política junta-se a desconfiança da população em relação aos profissionais de saúde. A orientação para prevenir os contágios nem sempre é bem aceita. Clara Carvalho dá o exemplo dos funerais de vítimas do Ebola.

Muitas vezes o Ebola se propaga através do contato com os corpos das pessoas que morreram de Ebola, ou seja, através dos funerais. E este tem sido um problema relativamente recorrente para todas as organizações e os serviços de saúde que trabalham nesta área, que é como convencer populações afetadas a fazerem outro tipo de tratamento que seja também respeitoso para os seus mortos. Quando se diz que não se pode tocar no morto, quando se diz que as pessoas têm que se afastar destas situações, que nem sempre foram identificadas desde o início, e todas as intervenções que se seguem levam a conflitos locais com a população, com as formas de realizar os funerais.

O surto de Ebola ultrapassa neste momento os 800 casos detectados no Congo, com muitas incertezas da verdadeira dimensão do surto.

Maria Miguel Marques com a situação no Congo, com este surto de Ebola que o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças considera ser já o pior surto da história.

1h08min, Miguel, vamos conferir a atualidade local.

Vamos a isso e começamos pela tua terra, João, pelo Barreiro. Um homem foi baleado na madrugada desta quinta-feira ao resistir a um assalto. Aconteceu na Rua 28 de Setembro de 1974. A vítima foi surpreendida por dois indivíduos encapuzados que a obrigaram a entregar os pertences. O homem tentou defender-se, desferiu um soco num dos assaltantes, acabou atingido com um tiro no pé. Em Ourém, a Câmara Municipal vai entregar cerca de meio milhão de euros a 14 freguesias do concelho para ajudar na reparação dos estragos causados pela tempestade Cristine. O apoio destina-se a recuperar edifícios e espaços públicos como cemitérios, casas mortuárias e parques de lazer. A autarquia justifica a decisão de atribuição desta verba extraordinária com a falta de apoios do Governo às juntas de freguesia, que dispõem de orçamentos reduzidos para responder a situações desta dimensão. A A5 esteve esta manhã condicionada no sentido Carcais-Lisboa por causa de um acidente. A via da esquerda chegou a estar fechada. A colisão envolveu duas viaturas. Aconteceu por volta das 7h40, na zona de Caias, em Oeiras. Deste acidente resultou uma vítima com ferimentos leves. Foi transportada para o Hospital São Francisco Xavier. Terminamos em Santarém. A autarquia lançou um concurso público para aquisição de serviços de execução para a elaboração de projetos de reabilitação de 10 edifícios habitacionais e para a construção de outros dois. O preço base ronda os €221 mil, sem IVA. O contrato tem prazo de execução de 120 dias. As propostas devem ser apresentadas até o próximo dia 16 de julho.