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É agora 13h. Vamos às notícias com Miguel Videira, edição da Uma. Está prestes a descer o pano do Congresso do PSD, que decorreu este fim de semana. Daqui a pouco, o discurso de encerramento do reeleito presidente do partido, Luís Montenegro.
Uma intervenção que vamos acompanhar em direto aqui na rádio. Seguimos, sem hora, até ao Velódromo de Sangaicos, palco da reunião magna dos social-democratas. Presumo que, em fundo, Vasco Renato Correia, está Pedro Santana Lopes, o bem-regressado militante e antigo presidente do PSD.
Prestes, nesta altura, de conhecer as notícias à chegada aqui ao Velódromo, vamos acompanhar.
Não penso que fosse surpreendente, mas a insistência no tal ponto à idade de reforma, depois já aí em trabalhadores por turnos ou não, quer dizer, eram coisas em que o PSD e o Governo não podiam ceder já. Agora, pelo que sei, houve equipas daquele partido, dias e dias, até no ministério, a trabalhar, a tentarem chegar a um acordo. Portanto, vai deixar marcas, isso acho que vai. Mas há que decidir sempre em função do que é o interesse nacional. E nenhum primeiro-ministro pode governar com rancores, portanto, não pode deixar de contar com o Chega na Assembleia, com certeza. Agora, foi triste, foi. Olhe, anteontem, por exemplo, não vir aqui, que já vi depois do que vi. Aliás, disse ao primeiro-ministro: "Épa, deixa-me longe disso. Não gostei nada de ver o que se passou na Assembleia". Com franqueza, eu gosto de falar com franqueza.
Acha que teria dificuldade de estar nesta Assembleia da República como está atualmente?
Se teria. Ainda bem que eu não estou lá. Está bem?
E isto para pronto, para fazer o combate político. Eu pergunto-lhe também se esse combate não seria mais produtivo se o fizesse a partir do Governo. Aceitaria integrar, por exemplo, este Executivo?
Figueira. Convido-as e convido-os a todos a irem lá passar uns dias de férias. Está cada vez melhor a Figueira.
Portanto, integrar o Governo está completamente fora de questão.
Está, enquanto eu tiver este mandato de presidente da Câmara, depois desse mandato de presidente da Câmara...
Equaciona essa hipótese?
Não, ainda vem outro mandato de presidente de Câmara e depois vou jogar nos veteranos do Sporting. Está bem, obrigado.
Pedro Santana Lopes, sempre também com um estilo muito próprio, bem-humorado, aqui à chegada ao Congresso do PSD. Aqui, como ouvíamos também a descartar outro tipo de papel dentro do PSD, agora já regressado a militante ao partido que chegou a liderar. Quem também não vê qualquer futuro ou outro cargo no futuro, na vida do PSD, é Pedro Duarte, ele que vai hoje passar a vice-presidente do PSD, diz que consegue dizer que nunca será líder do PSD. Ele que já disse mais do que uma vez que depois de sair da Câmara Municipal do Porto, não quer continuar na vida política, não quer assumir mais nenhum cargo, mas é também um dos nomes de destaque aqui neste Congresso, numa altura em que vão chegando as principais figuras deste Congresso. Aqui à entrada, também vários convidados. Chegou há pouco também Marcos Perestrelo, em representação do Partido Socialista e com várias críticas a este Congresso e ao Governo, diz que Luís Montenegro tentou transformar este Congresso do PSD numa espécie de Conselho de Ministros improvisado, isto porque vários ministros têm passado por aqui e ontem praticamente toda a composição do Governo subiu ao púlpito para dar contas ao partido e explicar os avanços que têm sido feitos por cada ministério.
Sendo que essa foi também uma pergunta feita a Hugo Soares, o secretário-geral do PSD, questionado sobre se esta presença massiva de ministros e a referência ao trabalho desenvolvido, se era uma resposta à crítica feita por Pedro Passos Coelho, de que faltava ímpeto reformista a este executivo liderado por Luís Montenegro. Rejeitou Hugo Soares, que também chegou há pouco aí ao Velódromo de Sancaios, onde deve chegar a todo instante também o presidente do partido para o discurso de encerramento, o discurso de Luís Montenegro, que vamos acompanhar em direto aqui na antena do Observador.
E à entrada para este último dia de Congresso do PSD, o presidente da Confederação Empresarial de Portugal admite que o país precisa de uma solução para pagar melhores salários.
O mesmo é dizer, Portugal precisa de uma nova proposta de reforma laboral, tal como já havia considerado Armindo Monteiro no rescaldo chumbo da proposta de lei do Governo do Parlamento na passada sexta-feira. O líder da CIP, da Confederação Empresarial de Portugal, considera mesmo que esta proposta do Governo, nestes exatos termos, já foi à vida.
Este pacote laboral, creio que o país inteiro assistiu, que morreu na sexta-feira. Aquilo que não morreu é a necessidade de termos condições para pagar salários melhores, para as empresas pagarem salários melhores. Isso não morreu, isso continua necessário. E, portanto, é preciso, se não foi esta, tem que ser construída uma solução, porque foram feitos muitos consensos com os sindicatos. Portanto, não é algo que seja forçado. Foram feitos muitos consensos com os sindicatos e é isso que nós temos que conseguir transformar numa proposta
De compromisso.
É isso mesmo que vai propor a Confederação Empresarial de Portugal. Essa é a proposta que vai fazer à Comissão Permanente de Concertação Social, onde têm assento confederações patronais, sindicais e também o governo.
Entretanto, já começou a negociação entre Estados Unidos e o Irão. O conflito entre Israel e o Hezbollah vai ser mesmo o principal ponto das conversações de hoje entre estes dois países.
Sendo que da parte da manhã já houve reuniões bilaterais do Irão e Estados Unidos, de forma separada, com os mediadores desta negociação, o Paquistão e o Catar. Este conflito entre Israel e o Hezbollah, com pano de fundo o território libanês, foi um tema imposto pelo Irão, que ameaça suspender as negociações caso Israel não cesse de imediato as intervenções militares em território libanês. A fonte iraniana, citada pela agência de notícias Tasnim, diz mesmo que o Irão só vai reabrir o estreito de Ormuz se o cessar-fogo no Líbano for respeitado. É também uma notícia desta manhã, uma das agências de notícias estatais do Irão dá conta da decisão do regime de bloquear a navegação no estreito de Ormuz como retaliação pelas intervenções militares de Israel no Líbano. Tema abordado esta manhã aqui no Gabinete de Guerra, teve como convidado o professor catedrático Luís Tomé. Antecipa uma tentativa de boicote das negociações por parte de Israel. Diz que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é de ver o grande derrotado deste conflito.
Não acabou com a Hamas na Faixa de Gaza, não exterminou o Hezbollah no Líbano e agora, repentinamente, o seu aliado e protetor Estados Unidos tiram-lhe o tapete quando fecha um memorando de entendimento com o Irão sem envolver, nem informar devidamente Israel e a pressionar publicamente, não só a criticar, o governo Netanyahu para parar as suas operações, desde logo no Líbano. Até porque o primeiro ponto do memorando de entendimento prevê exatamente o fim do conflito em todas as frentes, incluindo o Líbano.
Factos que, segundo o especialista em relações internacionais, levam o primeiro-ministro israelita a tentar minar este processo negocial tendente a uma paz definitiva no Médio Oriente.
Eu não vejo como é que Netanyahu vai, pura e simplesmente, aceitar as ordens da administração Trump, e há várias formas de o fazer. Não precisa publicamente de dizer ou criticar o presidente Trump, mas vai tentar fazer tudo o possível para boicotar a progressão das negociações, para responsabilizar o Hezbollah de continuar a atacar e, portanto, a legitimar em defesa aquilo que Israel pretende continuar a fazer no Líbano.
E é o que antecipa Luís Tomé, professor catedrático, diretor do Departamento de Relações Internacionais da Universidade Autónoma de Lisboa. Foi convidado esta manhã do Gabinete de Guerra.
Uma hora e oito minutos. Vamos ainda olhar para outros temas em destaque a esta hora, Miguel.
Um homem de 33 anos com antecedentes de violência doméstica saltou do oitavo andar de um prédio em Santarém com a filha de quatro anos. Ambos morreram. A informação foi avançada à agência Lusa por fonte da Direção Nacional da PSP. O alerta foi dado por volta das 03:00. De acordo com os testemunhos recolhidos pelas autoridades, o homem saltou da janela com a filha ao colo depois de uma discussão com a mulher. A Polícia Judiciária está a investigar o caso. Um incêndio num prédio de Beluto, no centro da cidade do Porto, mobiliza a esta hora 10 operacionais apoiados por quatro viaturas. É o que indica fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto à Agência Lusa. A mesma fonte dá conta que o alerta para o fogo foi dado pouco depois do meio-dia. Não há feridos a registar. Lá fora, na Colômbia, hoje é dia de eleições, segunda volta das presidenciais. Mais de 40 milhões de eleitores são chamados a escolher o sucessor de Gustavo Petro, o chefe de Estado que está de saída. Abelardo de La Espriella, candidato à extrema-direita, e Vance Peda, representante da esquerda, são as opções dos eleitores na primeira volta das presidenciais. La Espriella venceu com quase 44% dos votos contra 41 de Cepeda. E João, terminamos este jornal de tarde com uma boa notícia sobre o envelhecimento.
Boa mesmo?
Aparentemente, sim.
Então vamos lá.
Cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, acompanharam mais de 11 mil seniores durante 12 anos. Sabe o que descobriram?
Vamos lá, quero saber. Estou curioso agora.
Com o avançar da idade, quase metade das pessoas acima dos 65 anos acabou por melhorar a agilidade mental, a forma física ou até as duas competências.
Tenho dúvidas. Qual é o segredo? Isto tem que ter um segredo qualquer.
Não, o segredo está mesmo na cabeça. Esta investigação descobriu que quem encara a velhice com otimismo, como eu, tem muito mais probabilidades de recuperar capacidades.
Então é só pensar positivo, Miguel. Nisso aí, então tu estás no bom caminho.
Sim, sou um otimista por natureza. A equipa mediu a velocidade de caminhada e os testes cognitivos. Quem não se deixa levar por estereótipos cinzentos e se foca no lado bom da vida, ganha uma espécie de reserva de energia que faz o corpo e a mente darem um salto.
Então é fácil, é só pensar positivo. Ouvir a Rádio Observador também deve ajudar nisso mesmo. Ficam por aqui as notícias da Uma, na Rádio Observador, com Miguel Vilela.