Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

E começamos este Jornal da Uma, José, com o presidente do Chega. Desafia o governo a largar a reforma laboral e a apostar na reforma da Justiça.

É a reação de André Ventura à declaração da Ministra do Trabalho no Congresso do PSD, de que ainda espera voltar a trabalhar para a reforma do Código do Trabalho. O líder do Chega passa esta tarde pela Estação do Oriente, em Lisboa, ponto de agenda que está a ser acompanhado pelo jornalista Vasco Maldonado Correia, Vasco, agora em direto neste Jornal da Uma. André Ventura pede a Luís Montenegro que deixe de ser teimoso.

E por isso repete a acusação que já tinha feito ontem à noite via Ministra do Trabalho. Diz que a Ministra do Trabalho admitia uma eventual descida da idade da reforma para trabalhadores por turnos e que o Primeiro-Ministro acabou por desautorizar Maria Rosário Palma Ramalho. Ventura não entende o que quer a ministra dizer quando afirma que quer voltar à reforma laboral, mas deixa um conselho a Luís Montenegro.

Eu não sei o que é insistir na nova reforma laboral. Vai ser corrigir aquilo que não foi feito, portanto, fazer bem aquilo que devia ter sido bem feito. Não sei. A teimosia do governo choca um bocadinho e choca com a vontade das pessoas. Eu vou deixar uma sugestão ao governo que eu acho bem mais útil. É uma sugestão que eu dou ao Primeiro-Ministro, é um conselho gratuito que eu dou ao Primeiro-Ministro. Em vez de se preocupar em fazer reformas laborais contra as pessoas, contra os trabalhadores, contra a economia, faça a reforma da Justiça. Estamos à espera dessa há anos. E essa é que devia avançar e não avança porque mexe em interesses instalados. Faça a reforma da Justiça.

Fica a sugestão de André Ventura, sendo que o que está na agenda para esta semana é o novo processo negocial entre PSD e Chega, desta vez, para a discussão e votação na especialidade da proposta do governo para a Prestação Social Única. O líder do Chega deixa já uma série de exigências, sabendo que, no mínimo, uma delas acredita estar bem encaminhada.

O princípio é: quem vem para Portugal não deve receber subsídios antes de descontar. Este é o princípio um. E este princípio para nós é mesmo importante. Isto tem que estar vertido na proposta de Prestação Social Única. A outra questão prende-se com o trabalho comunitário. E é sabido que o Chega foi o precursor, quem provavelmente mais defendeu em Portugal, e defende, que quem recebe esse tipo de subsídios deve contribuir para a comunidade de alguma maneira. Agora, queremos corrigir e pensamos que isso vai ser corrigido, que pessoas que tenham cancro ou outro tipo de doenças não tenham que trabalhar quando outras minorias não têm que trabalhar.

Além destas duas exigências, há ainda uma terceira, também já várias vezes repetida por André Ventura, que quer que quem tenha acesso à habitação social e faça mau uso da casa que lhe foi concedida, acabe também por perder esse privilégio.

O Vasco Maldonado Correia, em direto a partir da Estação do Oriente, onde André Ventura tem marcado este ponto de agenda para o início da tarde.

O Manifesto dos 50 pela Reforma da Justiça vai propor aos partidos uma alteração legislativa para obrigar os tribunais a cumprirem os prazos.

Estes 50 nomes exigem conhecer o resultado das investigações e dos megaprocessos que se arrastam há anos. A iniciativa foi criada em 2024, por ocasião dos 50 anos do 25 de Abril, e quer agora que os prazos passem a ser obrigatórios e imperativos. Os subscritores, entre os quais nomes como Rui Rio ou Augusto Santos Silva, alertam para um cenário de inércia, descontrole e falta de gestão no Ministério Público. Exigem, por isso, prazos obrigatórios para magistrados, de forma a combater a lentidão dos processos, como o caso Influencer e a Operação Tutti Frutti. A verdade é que no mês passado o Parlamento aprovou medidas para acelerar processos de justiça, incluindo uma multa de até €10 mil para quem cometa atos dilatórios. Na Rádio Observador, Paulo Mota Pinto, um dos subscritores deste manifesto, lamenta que a proposta seja direcionada a alvos errados.

O Parlamento aprovou uma lei, sobretudo para reagir a abusos ou alegados abusos dos arguidos, no fundo, de cidadãos. Mas é uma lei, na verdade, unilateral, porque só limita, só incide sobre os direitos dos advogados e, sobretudo, do cidadão. E não combate, a nosso ver, a causa central, a mais importante dos atrasos, que é o atraso da investigação, o atraso da instrução, portanto, o atraso no processo quando ele está na dependência do Ministério Público e também já depois, na prática de alguns atos judiciais.

Paulo Mota Pinto, na Rádio Observador, a fazer um balanço negativo dos últimos dois anos no setor da Justiça, desde que o Manifesto dos 50 foi criado.

Na Operação Marquês, José Sócrates manifestou interesse em voltar a depor em tribunal.

Cerca de um ano depois de ter falado pela última vez em julgamento, o antigo primeiro-ministro poderá voltar a ser ouvido em setembro. No início de mais uma sessão do processo, a presidenta do coletivo de juízes, Susana Seca, anunciou que a defesa de José Sócrates apresentou esse requerimento e que a decisão vai ser proferida em momento oportuno por parte do coletivo de juízes. José Sócrates é um dos principais arguidos na Operação Marquês, acusado de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

A diretora da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal diz que pode estar para breve uma estabilização no mercado imobiliário.

É uma análise depois de hoje os preços da habitação terem desacelerado pela primeira vez em quase dois anos, é o que indicam os dados do INE, o Instituto Nacional de Estatística, referentes ao primeiro trimestre deste ano. Ainda assim, esta desaceleração não significa uma descida do preço. O INE explica que os valores da habitação aumentaram cerca de 17%, mas não a um ritmo tão elevado como no ano passado. Fernanda Pedro, da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, diz que os especialistas já antecipavam um ano de maior estabilidade. Na Rádio Observador, Fernanda Pedro admite que os preços não podem continuar a subir para sempre.

Os preços continuam a subir, naturalmente.

Mas os próprios especialistas já vêm falando há algum tempo que existe uma estabilização. É um ano, também, 2026, de estabilização. Portanto, eu penso que isto é como em todos os mercados, em todas as economias. É difícil estar sempre a subir. Naturalmente, há de haver aqui o momento que há uma estabilização.

Declarações da diretora da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal. Fernanda Pedro alerta ainda para a volatilidade do mercado imobiliário.

Teerão desmente o vice-presidente dos Estados Unidos e diz que não autorizou inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica.

Ontem, J.D. Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, anunciava que durante as negociações entre os dois países, que estão a decorrer na Suíça, o Irão tinha concordado em permitir visitas dos inspetores nucleares às instalações de enriquecimento de urânio do Irão. Hoje, em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou essas afirmações do responsável norte-americano. Sublinha, o Irão, que não existe qualquer protocolo ou calendário para as inspeções. A Agência Internacional de Energia Atômica tem tido acesso ao território iraniano desde a guerra de 12 dias com Israel, em 2025, mas continua sem acesso às instalações nucleares bombardeadas pelos Estados Unidos.

No desporto, Portugal joga hoje com o Uzbequistão. Roberto Martínez garante que a seleção está preparada para dar uma boa resposta às críticas de que tem sido alvo.

Às 18h começa este encontro, segundo jogo de Portugal no Campeonato do Mundo, decisivo para as contas da seleção portuguesa. Roberto Martínez reconhece que o ruído e as críticas são normais, sobretudo depois do empate no primeiro jogo, mas pede mais respeito pelos jogadores. O selecionador nacional recorre às estatísticas para dizer que, apesar das críticas, Portugal até apresenta bons resultados.

O importante é ser consistente. No futebol acontece isso. Há bons desempenhos, há desempenhos que não são tão bons. O importante é a consistência desta equipa. Estamos a falar de uma equipa que nos últimos 40 jogos tem a maior porcentagem de pontos, a maior porcentagem de gols da história da seleção. Então os jogadores merecem respeito.

Roberto Martínez em conferência de imprensa. Um jogo que Portugal joga frente ao Uzbequistão. Será complicado, é o que diz Roberto Martínez. Ainda assim, assegura que Portugal está preparado para vencer.

É às 18h. A emissão especial de desporto da Rádio Observador para acompanhar esta partida começa depois do jornal das 17h. José, vamos ainda a outras notícias em destaque a esta hora.

Uma comissão de inquérito mandatada pela ONU acusa Israel de ter como alvo crianças palestinianas na Faixa de Gaza. Esta comissão atribui uma intenção genocida às tropas das Forças de Defesa Israelitas. Em comunicado, a comissão explica que, ao atacar crianças, Israel está também a atacar o futuro. Moscovo diz que os Estados Unidos deixaram de ser um mediador imparcial nas negociações com a Ucrânia. Em causa, a posição assumida pelo presidente norte-americano na Cimeira do G7. Em reunião com Volodymyr Zelensky, Donald Trump prometeu firmeza perante a Rússia e admitiu que Washington poderia voltar a impor sanções já levantadas à Rússia. A mãe dos dois menores abandonados em Alcácer do Sal no mês passado vai continuar presa em Portugal. É o que indica uma nota do Tribunal da Relação de Évora, que explica que o tribunal determinou a execução do mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades francesas. Ainda assim, a mulher, que só foi ouvida hoje, está presa preventivamente no estabelecimento prisional de Tires. Só vai ser entregue quando terminar o julgamento.