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Jornal da Uma, na Rádio Observador, que tem edição do Miguel Viterbo Dias. Miguel, a discussão da PSU, Prestação Social Única, foi adiada a pedido do PSD.
A reunião da Comissão Parlamentar de Trabalho, Solidariedade e Segurança Social arrancou às 11h30 da manhã, mas o PSD apresentou de imediato um pedido de adiamento do ponto sobre a Prestação Social Única. Assim, a discussão e votação na especialidade vai decorrer apenas depois do plenário desta tarde, por volta das 17h30. Na Assembleia da República, está a jornalista Marta Caramelo Nobre. Marta, apesar deste adiamento, existiram partidos a criticar a postura do PSD.
Precisamente, Miguel, para já, críticas do CHEGA e do LIVRE. A deputada do CHEGA, Felicidade Vital, lamentou a pressa com que o processo da criação da Prestação Social Única está a ser conduzido e defendeu também que não fica bem ao Parlamento discutir uma matéria desta importância com os prazos que estão apertados. Já do lado do LIVRE, o deputado Jorge Pinto acusou o PSD de querer discutir a Prestação Social Única nos bastidores, numa clara alusão à reunião que decorreu esta manhã entre os líderes parlamentares do PSD e do Partido Socialista. Em resposta, a deputada do PSD confirmou esta reunião entre os líderes parlamentares Hugo Soares e Brilhante Dias, mas ainda assim afastou a possibilidade de haver aqui a exclusão de outros partidos. Garantiu que o governo está disponível para negociar com todos e, para já, como já referiste, Miguel, a discussão e a votação na especialidade ficam adiadas para o final desta tarde, depois do plenário da Assembleia da República.
A jornalista Marta Caramelo Nobre na Assembleia da República, onde esta reunião foi adiada esta manhã, está agora marcada para depois do plenário, que deverá acabar por volta das 17h30.
E antes da reunião, esta manhã, o PSD pediu uma reunião ao PS.
Um esforço de aproximação entre os dois partidos antes do arranque da Comissão de Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, um encontro entre as lideranças das bancadas dos sociais-democratas e socialistas com Hugo Soares e Eurico Brilhante Dias, uma informação apurada pelo Observador junto de fontes parlamentares. O PS admite viabilizar esta proposta do governo, desde que se torne mais humanista. Já o CHEGA ameaça vetar se as linhas vermelhas do partido não forem atendidas. Entre as principais, claro está, a questão do acesso dos imigrantes às prestações sociais.
E Miguel, o ano arrancou com as contas públicas no vermelho.
Um ligeiro déficit de 0,7% no primeiro trimestre do ano, é o que revela hoje o Instituto Nacional de Estatística. Com as tempestades de início de ano e a guerra no Médio Oriente, Portugal não conseguiu manter as contas públicas acima da linha de água. São assim 510 milhões de euros de déficit, com a despesa total a subir perto de 8% acima dos 6% das receitas. Depois do excedente de 0,7% no ano passado, o governo ainda aponta para um saldo nulo este ano, mas Joaquim Miranda Sarmento até já admitiu poder fechar 2026 com um ligeiro déficit.
E o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR diz que é preciso mobilizar dinheiro do Orçamento do Estado para acabar as obras a tempo.
Pedro Dominguinhos alerta que há dezenas de obras em atraso face ao aproximar do prazo final do Plano de Recuperação e Resiliência e que para resolver esta situação é preciso mobilizar recursos que podem vir do Orçamento do Estado. O jornal Público dá hoje conta de uma carta enviada pela Associação Nacional de Municípios ao governo a pedir ajuda urgente. Já na Rádio Observador, Pedro Dominguinhos confirma este cenário e revela as áreas mais afetadas pelo incumprimento dos prazos das obras do PRR.
Eu estimo que entre escolas, centros de saúde e lojas de cidadão, possamos estar a falar de algumas dezenas de projetos que não vão ficar concluídos no dia 31 de agosto. E eu confirmo também aquilo que o Público noticia, que várias autarquias têm recebido, eu diria, contactos e mesmo missivas oficiais para a rescisão dos contratos, porque as obras não ficarão concluídas.
Com o prazo para a conclusão do Plano de Recuperação e Resiliência a aproximar-se do fim, todo o dinheiro dos projetos que não ficarem concluídos até o final de agosto vai ter de ser devolvido e as câmaras arriscam-se a ser penalizadas. O presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR explica que não só as obras das autarquias estão atrasadas, como também as do setor social. Perante este cenário, Pedro Dominguinhos pede ação ao governo para encontrar uma solução.
Se quisermos resolver essa situação de uma forma harmoniosa, isso implicará necessariamente mobilizar outros recursos ou do BEI, ou do PT2030, ou do Orçamento de Estado, ou também, em muitos casos, perdão pela expressão, sacrificar muito daquilo que são as receitas próprias das próprias instituições, mas muitas delas não terão essa mesma capacidade. Portanto, este é um processo que é particularmente exigente, naturalmente, e que exige uma articulação muito forte entre o governo, entre as entidades, os iniciadores intermediários e os iniciadores finais, para se tentar encontrar uma solução.
Face à preocupação dos autarcas sobre o plano de execução das obras do PRR, o gabinete do primeiro-ministro remeteu para o ministro da Economia e ao jornal Público, Castro Almeida apelou aos autarcas para que executem o máximo possível do PRR até ao final de agosto.
E no Porto é dia de São João. Os festejos contaram com a presença do presidente da República. Foi a estreia de António José Seguro nesta festividade tripeira.
Aquela que é descrita como a noite mais longa do ano, contou mais uma vez com milhares de pessoas que saíram à rua e com António José Seguro a estrear esse fato de presidente da República nestas comemorações. Martelos, sardinhas assadas, fogo de artifício deram o mote para a festa, ao qual se juntou a vitória da Seleção Nacional de Futebol. Miguel Pinheiro Correia.
Vozes afinadas, martelo na mão e sardinhas na brasa. Está tudo a postos para a noite mais longa do ano na cidade do Porto. Se o São João é motivo suficiente para cantar, hoje houve motivos redobrados para esvaziar os pulmões Também nas ruas, o metro quadrado passou a ser, mais do que caro, raro. Entre tripeiros e forasteiros, há sempre espaço e comida para todos.
Já tivemos a oportunidade, eu e o senhor Presidente da Câmara, de comer uma bela sardinha, muito bem assada, e beber um vinho tinto verde. Prová-lo.
Se o Presidente da República, no papel de convidado, não se queixou, o anfitrião olhou com orgulho para a cidade vestida de gala.
Sinto um orgulho diferente, eu diria, para ser muito honesto e genuíno, porque poder sentir que estou a liderar uma cidade como esta é de facto um privilégio enorme.
A chuva não estragou os planos e a Seleção Nacional acrescentou o último ingrediente para a receita de sucesso dos festejos perfeitos.
É a mistura perfeita, cheira a sardinha, Portugal ganhou cinco zero, o Cristiano marcou dois gols e está toda a gente a dançar na rua, está toda a gente bem disposta, tudo a martelar na cabeça uns dos outros. Está um espetáculo.
Mas o espetáculo só ficou completo nos céus. Primeiro, e para quem sabe, com os balões.
É preciso deixar bem aquecer, encher de ar quente e só depois soltar.
Depois, o fogo de artifício.
Foi curtinho. Eu acho que já houve anos melhores. Acho que é giro dispersarem o fogo pelo rio Douro até à Ponte Arrábida e dispersar um bocadinho mais o fogo.
O brilho do fogo deixou as ruas em êxtase, mas mesmo com o cansaço nas pernas, o São João não terminou. Entre bailaricos e concertos, a noite mais longa do ano tornou-se em manhã e agora, assim que as energias estiverem recuperadas, é tempo de começar a preparar a festa do próximo ano.
O jornalista Miguel Pinheiro Correia, que acompanhou os festejos de São João na cidade do Porto.
Uma hora e nove minutos, Miguel, que outras notícias estão a marcar a atualidade?
Começamos no plano internacional. O Irão vê o memorando de entendimento como um sinal de derrota dos Estados Unidos. O chefe da equipa diplomática iraniana disse que o memorando de Islamabad não é o resultado de pressão ou coação, mas sim da resistência e da determinação da nação iraniana. Acrescentou que a segurança no Médio Oriente deve agora ser garantida pelos países da região. Reiterou ainda que o fim da guerra no Líbano é tão importante para Teerão como o fim do conflito no Irão. Em Loulé, 360 homens continuam no terreno, apesar do fogo estar dominado. Foi dado como dominado pouco depois das 04:00. Para além dos 360 operacionais, estão ainda 128 meios técnicos e 10 máquinas de rasto para acorrer alguma reativação durante o dia. O comandante Rui Fernandes, da Proteção Civil, diz que o aumento da temperatura e também do vento pode criar reativações, sendo que o dispositivo continua no terreno para evitar reacendimentos. Este incêndio, que deflagrou às 22h50 de ontem, chegou a circundar várias aldeias, ainda assim não obrigou a retirar pessoas, mas levou ao corte da Estrada Nacional dois, em Besteiros. No pico do incêndio estiveram ainda empenhados 12 meios aéreos.
Miguel Vitor Dias e o Jornal da Uma.