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Às notícias Jornal das duas com José Rafael Lopes. José, começamos com André Ventura. Diz que o PSD devia aproveitar a maioria de direita no Parlamento para fazer reformas.

Ideia que tinha sido defendida por Pedro Passos Coelho em entrevista à SIC, que agrada André Ventura. O presidente do Chega esteve com várias delegações de agricultores que estão à porta do Parlamento em protesto contra a falta de competitividade dos apoios nacionais. À margem desse encontro, André Ventura diz que não pode concordar com todas as ideias do antigo primeiro-ministro, mas acredita que a intenção de reformar o país, essa é uma ideia comum.

Há uma grande maioria não socialista hoje em Portugal e no Parlamento, e essa maioria não socialista não está a contribuir para fazer a transformação que o país precisava. E aí Pedro Passos Coelho tem toda a razão.

Apesar de concordar com Pedro Passos Coelho na oportunidade de reformar o país através da atual arquitetura parlamentar, André Ventura diz que essa oportunidade foi perdida devido às opções do PSD.

O país deve criar condições de unidade para termos, fazermos reformas na área da saúde, da segurança, da agricultura, da justiça. Devemos fazer reformas. Mas francamente, esse tempo já passou. Os protagonistas do PSD, na altura, entenderam que isso não devia ser feito. Nós respeitámos isso e a vida continuou. Portanto, eu acho que essa crítica, que é justa de Pedro Passos Coelho, não é certamente para o Chega. O Chega esteve disponível para construir essa maioria.

As palavras de André Ventura, que apresenta esta tarde a recandidatura à liderança do partido.

O antigo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, acusa Pedro Passos Coelho de estar a trabalhar para derrubar Luís Montenegro.

Pedro Siza Vieira diz que o antigo primeiro-ministro se posicionou como oposição ao executivo de Luís Montenegro, na Rádio Observador. O antigo ministro do governo de António Costa aponta Passos Coelho como um homem a trabalhar, alinhando-se como uma alternativa à direita com o apoio do Chega.

O que me parece também muito claro é que algo que todos intuíamos, que era Passos Coelho estar na oposição ao governo, ficou desta forma explícito. Quer dizer, de formas absolutamente diretas. Quando se diz Luís Montenegro é igual a António Costa, isto é, digamos assim, não só a manifestação de uma oposição clara ao governo do seu partido, como também o pôr-se ao lado daqueles que querem derrubar o governo do seu partido e substituí-lo.

A análise de Pedro Siza Vieira, na Rádio Observador, convidado da edição de hoje da comissão de inquérito sobre a entrevista de ontem de Pedro Passos Coelho.

O secretário-geral do Ministério da Administração Interna cessou funções após ordem do ministro Luís Neves.

A cessação de funções foi anunciada hoje através de comunicado. Ricardo Carrilho deixou o cargo após decisão direta do ministro Luís Neves. A decisão é justificada com a reorganização da Secretaria-Geral e com a preparação de uma nova estrutura orgânica. A decisão acontece depois do semanário Expresso ter contado a degradação do relacionamento institucional entre Luís Neves e Ricardo Carrilho. O clima de tensão entre Luís Neves e Ricardo Carrilho terá atingido um ponto crítico e ditou essa ruptura, devido a divergências profundas sobre o controle do SIRESP. Ricardo Carrilho ter-se-á recusado a autorizar uma transferência de 26 milhões de euros ao SIRESP com um contrato caducado, sem ter autorização escrita por parte do ministro.

O editor de sociedade do Observador lembra que as questões em torno do SIRESP não são de agora.

Pedro Rinho lembra que em maio deste ano já tinha surgido uma outra questão em torno do sistema de comunicações críticas, que na altura, lembra Pedro Rinho, significou a saída do secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna, António Pombeiro.

Em maio, já dávamos conta de uma situação de crispação. Na altura, o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna apresentou a demissão, António Pombeiro, precisamente alegando uma série de circunstâncias que ele considerava meio nebulosas na gestão do SIRESP e, na altura, um dos pontos centrais para a saída do secretário-geral adjunto do MAI era a nomeação por Luís Neves, pelo ministro da Administração Interna, do general Viegas Nunes. No fundo, era a pessoa que o ministro tinha escolhido para comandar o SIRESP, o sistema de comunicações críticas.

A análise do editor de sociedade do Observador, Pedro Rinho, sobre a cessação de funções do secretário-geral do Ministério da Administração Interna, a mando de Luís Neves, o ministro da Administração Interna, que designou o major-general Nuno Miguel Pereira da Silva para o cargo de secretário-geral da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, decisão conhecida há instantes através de comunicado por parte do ministério.

O presidente da República apela à eleição de líderes políticos que tenham como prioridade a resolução pacífica dos conflitos.

António José Seguro esteve no fecho de uma aula dada pelo antigo chefe de Estado de Moçambique, Joaquim Chissano, em Lisboa, e numa intervenção em que lamentou a persistência dos conflitos violentos no país, utilizou o exemplo do fim da guerra civil moçambicana para responsabilizar os eleitores pelas escolhas que fazem nas urnas.

Por que que não se põe fim à guerra? Por que que as armas não se calam? Por que que não se encontram sentados, como aconteceu em Moçambique, soluções de paz e que sejam soluções duradouras para que as pessoas possam, no fundo, ter direito a ter uma vida digna, uma vida sem sofrimento. E em momentos em que os conflitos se alastram, em que teimam em persistir, é importante voltar a frisar que todos nós temos a capacidade, o dever, de contribuirmos para que possamos escolher líderes que queiram colocar no topo das suas prioridades a defesa da paz como condição para o nosso desenvolvimento.

António José Seguro num discurso na Universidade Europeia em Lisboa, ao lado de Joaquim Chissano, o presidente da República volta a sublinhar a importância da relação com Moçambique, país que o presidente da República descreve como um parceiro prioritário para Portugal.

No Porto, a Polícia Municipal e a PSP retiraram as cerca de 50 tendas que estavam montadas na cidade num protesto contra a escalada dos preços da habitação.

O acampamento começou no sábado, deveria prolongar-se nos próximos dias, mas acabou mais cedo do que o previsto, com a intervenção da polícia esta manhã na Praça Dom João I. É o que conta João Silveira, um dos organizadores do protesto.

Gostávamos que esta acampada tivesse durado mais tempo, como estão a durar as de Espanha, porque é uma luta justa. No entanto, havia sempre malta a desmontar as tendas. É preciso mais do que uma pessoa para desmontar cada tenda e a certa altura, sem propriamente nenhum prazo, a Câmara Municipal começou de facto a recolher as tendas em que ainda não tinha conseguido ninguém desmontar.

João Silveira, um dos organizadores deste protesto na cidade do Porto, relata momentos de maior tensão vividos com a polícia, mas os confrontos terminaram sem detidos, nem nenhuma pessoa foi identificada pela Polícia de Segurança Pública. Os manifestantes vão continuar durante toda a tarde na Praça Dom João I a discutir as próximas ações de manifestação.

O Prémio Nobel da Economia foi atribuído a Robert E. Hall e Michael Woodford.

Os dois norte-americanos foram reconhecidos pelas bases microeconômicas da estabilização macroeconômica. A Academia Sueca diz que a investigação destes dois economistas tornou possível gerir grandes crises de forma muito mais eficaz e permite responder de forma mais simples aos choques na economia. Os Prêmios Nobel deste ano começaram a ser entregues a 5 de outubro. Terminam hoje, precisamente com este anúncio do Prêmio Nobel da Economia, entregue a Robert E. Hall, da Universidade de Stanford, e a Michael Woodford, da Universidade de Colúmbia. Na Rádio Observador, a economista Vera Gouveia Barros diz que a investigação é importante para compreender o funcionamento da macro e microeconomia e que esta mesma investigação dá continuidade à revolução da macroeconomia iniciada nos anos 70.

Esta investigação é bastante importante, porque ela dá continuidade a uma revolução que a macro teve nos anos 70, que foi o de irmos buscar os fundamentos microeconômicos para o comportamento dos agentes. Nós temos aqueles grandes agregados na macroeconomia, que são o consumo, o investimento, mas esses agregados resultam de decisões individuais. Compreender isso e incluir esses fundamentos micro nesses modelos macro é bastante importante, porque nos ajuda depois a compreender melhor a própria macroeconomia.

A análise da economista Vera Gouveia Barros, depois dos norte-americanos Robert E. Hall e Michael Woodford terem ganho o Prêmio Nobel da Economia.

Em França, as duas vítimas de um ataque a uma escola não correm perigo de vida, após um jovem de 14 anos ter aberto fogo com uma espingarda de caça.

O suspeito estava armado, atingiu a tiro o diretor da escola e uma professora. As duas vítimas ficaram feridas, receberam assistência médica, é o que diz o governo francês, mas não correm perigo de vida. Tudo aconteceu no sul de França, perto da cidade de Marselha. Não são conhecidas ainda as motivações deste jovem de 14 anos. Sabe-se que neste momento está detido pelas autoridades e que agiu sem estar relacionado com os protestos estudantis das últimas semanas em França.

Vamos a outras notícias em destaque a esta hora, José.

O Papa Leão XIV vai ser internado amanhã para cirurgia que vai ser feita no Hospital Gemelli, em Roma. O Papa vai retirar um nódulo no pulmão. A informação foi confirmada esta manhã pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé. Foi o próprio Papa que anunciou que iria ser submetido a esta cirurgia nos próximos dias. O Vaticano confirma o internamento no dia de amanhã. A recuperação do Papa deve durar cerca de uma semana. As deputadas do Chega, Rita Matias e Madalena Cordeiro, invadiram um programa da Rádio Universidade de Coimbra. Entraram depois nos gabinetes da Direção Geral da Associação Acadêmica de Coimbra. Estavam acompanhadas, as duas deputadas do Chega, por cerca de 15 apoiantes do Chega e queriam ser ouvidas por um responsável da Direção Geral. E Portugal deposita amanhã mais de 300 amostras de sementes nacionais no Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na Noruega. A informação é dada pelo governo, que dá conta de que passam a ser mais de 1800 as sementes portuguesas conservadas nesta infraestrutura no Ártico. A nova remessa inclui feijão comum, feijão-frade e também milho, sementes destinadas a salvaguardar os recursos genéticos dos vegetais e a preservação da biodiversidade agrícola.

Fica por aqui o Jornal das duas, edição do José Rafael Lopes.