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Jornal das duas, com o Luís Soares. E começamos, Luís, com a demissão de Ricardo Leão do PS Lisboa. No entanto, quer ser recandidato a Loures nas autárquicas.

Numa nota enviada à comunicação social, o líder da federação do PS na área urbana de Lisboa e presidente da Câmara de Loures justifica que esta é a melhor decisão para se focar no trabalho da autarquia. Diz que serve também para prevenir que o PS seja prejudicado por aquilo que apelida de uma polêmica criada pela descontextualização de uma recomendação aprovada por 64% dos vereadores da Câmara Municipal de Loures. Em causa está a recomendação aprovada pela autarquia, que dita que as pessoas envolvidas nos distúrbios em Lisboa devem perder o direito à habitação social. No início da semana, o líder do PS tinha segurado Ricardo Leão no cargo, mas agora Pedro Nuno Santos diz que o secretário-geral socialista não deve fazer um julgamento na praça pública dos eleitos do partido.

Um secretário-geral do Partido Socialista fazer julgamento na praça pública, nas televisões, nos jornais, de eleitos pelo Partido Socialista. Isso não é a forma, não é, pelo menos, a minha forma de liderar o Partido Socialista, de me relacionar com aqueles que são eleitos em nome do PS. E por isso, é possível nós conciliarmos uma posição clara, firme, sobre matérias que são identitárias do PS e, ao mesmo tempo, nós sabermos lidar com estas questões, mas lidar com elas internamente, sem fazer julgamentos públicos ou na praça pública.

Pedro Nuno Santos, que recusa ter desvalorizado o assunto, que considera ser central, apesar de na última segunda-feira ter dito que não era um comentário que me ditava uma vida de trabalho e ter falado num momento que não foi bom.

A reação do secretário-geral do PS surge depois de um artigo publicado hoje, António Costa ter criticado as declarações do autarca de Loures.

O antigo primeiro-ministro e militante do PS considera que despejar arrendatários de habitações municipais, como sanções acessórias às sanções criminais, ofende os valores, cultura e identidade do partido. Críticas feitas no artigo intitulado "Em Defesa da Honra do PS", divulgado hoje no jornal Público, que é assinado por três socialistas. Além de António Costa, também José Leitão e Pedro Silva Pereira. Eles consideram que, além de violar grosseiramente as competências reservadas à Assembleia da República e dos tribunais, os despejos iriam atingir o direito à habitação dos próprios e também das famílias.

Na Madeira, o Chega apresentou uma moção de censura ao governo regional liderado por Miguel Albuquerque.

Anúncio feito hoje pelo líder da estrutura regional do partido, em conferência de imprensa. Miguel Castro exigiu a demissão do chefe do Executivo madeirense, que descreveu como um entrave ao progresso da região.

O Chega Madeira sempre foi claro. E dissemos com Miguel Albuquerque, não. Esta moção de censura não é apenas uma moção momentânea, é a confirmação de uma posição que sempre mantivemos, de que Miguel Albuquerque e o seu atual governo são um obstáculo ao verdadeiro progresso da nossa região.

O líder do Chega Madeira justificou também a decisão de apresentar essa moção de censura ao governo regional com o facto de quatro secretários regionais serem arguidos em processos judiciais.

A persistente recusa dos visados membros do governo em darem explicações públicas sobre os fatos, viola claramente os seus deveres de titulares de cargos públicos. Os políticos têm os mesmos direitos que os outros cidadãos, mas têm deveres reforçados. Esta é uma governação de fachada, onde a transparência e a responsabilidade são constantemente sacrificadas.

Miguel Castro, líder do Chega Madeira, ele que apresentou as razões para a moção de censura do Chega ao governo regional de Miguel Albuquerque.

Em pleno período de greve dos técnicos de emergência, o governo anuncia um reforço de meios para o INEM.

Anúncio feito no final da reunião do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, explicou que vão ser comprados mais 320 veículos de emergência, as linhas telefônicas vão ser reforçadas e o prazo da contratação de helicópteros para a instituição vai ser estendido. Anunciou também, Leitão Amaro, a entrada de mais técnicos no INEM.

Desde já, neste primeiro ano, de contratarmos 200 e esse ritmo de entrada de mais técnicos no INEM vai continuar pro futuro. E, portanto, precisamos trabalhar aí, e depois precisamos trabalhar ao nível da organização. Falei há pouco dessa organização, quer do centro de atendimento, quer das ambulâncias no terreno, conseguir que as ambulâncias que existem possam estar todas operacionais, incluindo recorrendo à colaboração com bombeiros e com a Cruz Vermelha, e a compra, que já é decidida, de 320 veículos de emergência e a contratação com estabilidade e com sustentabilidade financeira destes helicópteros.

O ministro da Presidência reconhece também que a greve dos técnicos de emergência, que está a criar constrangimentos no socorro, se deve à desvalorização e perda de atratividade na carreira de emergência médica. Por isso mesmo, Leitão Amaro admite que existem problemas antigos e mostra-se disponível para dialogar. A Conferência de Presidentes do Parlamento Europeu aprovou, por maioria, a indigitação de Maria Luís Albuquerque como comissária europeia. Com a pasta que tem como principal missão a competitividade econômica comunitária, após três horas de audição promovida pela Comissão Parlamentar de Assuntos Econômicos e Monetários, a Conferência de Presidentes confirmou a escolha de Lisboa para comissária europeia. Fica agora sujeito o nome de Maria Luís Albuquerque a aval parlamentar. É necessária a luz verde de uma maioria de dois terços dos eurodeputados. O eurodeputado do PS, Francisco Assis, já fez saber que os socialistas vão votar a favor do nome indicado por Portugal.

Todo o discurso que fez, as respostas que deu, vão no sentido de ir claramente de encontro às nossas preocupações, de encontro àquela que era a carta de demissão que foi enviada e que ela própria já materializava compromissos assumidos pela von der Leyen com os socialistas europeus aquando da discussão no Parlamento, da indigitação dela. E agora, este momento foi o momento em que muito claramente o que ela disse não suscita nenhuma posição. Agora vamos acompanhar, naturalmente, ao longo dos próximos cinco anos.

A garantia deixada por Francisco Assis, eurodeputado do PS, em declarações à Rádio Observador, no final da audição que decorreu esta manhã, a futura comissária Maria Luís Albuquerque disse que ficou satisfeita com a prestação que teve.

Eu estou satisfeita de ter chegado até aqui. Espero ter respondido de forma satisfatória às questões que me foram colocadas. Procurei ser direta, transparente, completa e refletir aquilo que são as minhas convicções relativamente ao que é importante que seja feito.

Maria Luís Albuquerque, comissária designada para a pasta dos assuntos financeiros, em declarações aos jornalistas em Bruxelas, depois ter sido ouvida pelos eurodeputados. A Frente Sindical e a FESAP assinaram hoje um novo acordo da função pública com o governo, que assegura aumentos mínimos a todos os funcionários públicos até 2028. Para o ano que vem, para 2026, o acordo prevê aumentos de pelo menos €56 para ordenados brutos mensais até €2.620. Já para 2027 e 2028, o acordo estabelece um aumento de pelo menos €60 ou um mínimo de 2,3%. Esta manhã, na cerimônia da assinatura do acordo apenas com sindicatos afetos à UGT, Luís Montenegro, o primeiro-ministro, sublinhou que este é um passo importante para a reforma estrutural do setor e para a estabilidade dos trabalhadores da administração pública.

Quando nós olhamos para um acordo como este, que dá previsibilidade, que dá garantias de atratividade para a carreira, custa-me um bocadinho que as pessoas não consigam perceber que isto é uma reforma estrutural. Custa-me, sinceramente. E eu vou explicar num minuto por que é uma reforma estrutural. Porque nós não estamos, ao contrário daquilo que possa parecer, a dar nenhuma benesse aos funcionários públicos. Nós estamos a reconhecer o seu esforço e o seu trabalho, mas estamos a fazer mais do que isso. Nós estamos a enviar à sociedade uma mensagem de que vale a pena apostar e vir trabalhar na administração pública.

Luís Montenegro, o primeiro-ministro, a salientar que este acordo é fundamental para assegurar o futuro da administração pública e para ombrear com o setor privado e social na contratação dos melhores. Também em reação a este acordo, a FESAP considera que o novo acordo de valorização é importante e melhora o anterior. Já o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado entende que este é um acordo que avançou mais do que o assinado com o anterior governo. De fora do acordo, ficou a Frente Comum, afeta à CGTP, que não conseguiu chegar a um entendimento com o executivo. Luís, outras notícias em destaque a esta hora. A China deseja uma coexistência pacífica com os Estados Unidos. É a reação de Pequim à vitória de Donald Trump nas presidenciais norte-americanas. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China sublinha o respeito mútuo das relações entre os dois países. Da Alemanha, chega também a reação do chanceler alemão. Olaf Scholz já deu os parabéns a Donald Trump, lembrando que a Alemanha e os Estados Unidos têm trabalhado em conjunto com sucesso há muito tempo para promover a prosperidade. O Presidente da República recebeu cerca de 40 deputados do Chega no Palácio de Belém, em resposta ao pedido de André Ventura para lhe apresentar um protesto com todo o grupo parlamentar. O encontro pedido pelo Chega durou cerca de 10 minutos, teve como objetivo entregar ao presidente um protesto escrito pela atuação de Marcelo Rebelo de Sousa na sequência da morte de Odair Moniz, baleado pela polícia, e dos distúrbios que se seguiram na Grande Lisboa. No fim, aos jornalistas, André Ventura agradeceu a Marcelo Rebelo de Sousa por ter disposto excepcionalmente receber todo um grupo parlamentar. Nuno Miguel Silva Duarte venceu o Prêmio Leya com o livro "Pés de Barro". O autor português arrecadou o prêmio no valor de €50 mil com o romance, que tem como pano de fundo a construção da primeira ponte sobre o Tejo em Lisboa nos anos 60 do século passado. Este ano, o Prêmio Leya teve a edição mais concorrida de sempre, com mais de mil candidatos de 15 países diferentes. O presidente do júri, Manuel Alegre, referiu-se a este livro como uma obra que atualiza a tradição do romance político-social.