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Vamos às notícias. Jornal das duas edição com o João Gama. João, o presidente do Conselho Nacional de Migrações e Asilo, António Vitorino, defende uma maior regulação da imigração, mas pede que o país chegue a um ponto de equilíbrio.

O socialista esteve esta manhã no Palácio da Justiça na entrega das listas da coligação Viver Lisboa, que é liderada por Alexandra Leitão, uma lista da qual António Vitorino é mandatário. Questionado pelos jornalistas, o presidente do Conselho Nacional de Migrações e Asilo diz que nota uma tendência europeia de restrições à imigração.

A nível europeu, há uma estratégia restritiva das políticas migratórias e acho que toda gente concorda que as migrações têm que ser reguladas, tem que haver um sistema de controle. A questão é que em sociedades envelhecidas e com carências de mão de obra, vai ser necessário encontrar o justo ponto de equilíbrio entre as necessidades do mercado de trabalho e a capacidade de acolhimento dos países de destino.

Declarações de António Vitorino esta manhã em Lisboa. Já a candidata à Câmara Municipal da capital, Alexandra Leitão, reagiu ao chumbo do Tribunal Constitucional à Lei dos Estrangeiros. Tal como os partidos à esquerda, elogia a decisão dos juízes do Palácio Ratton.

Naturalmente que a importância da decisão do Tribunal Constitucional é uma grande importância, é uma defesa da Constituição e da continuidade das leis e, portanto, um Estado de direito é assim que funciona. Só posso ficar satisfeita por o Estado de direito ter funcionado e esperar que assim continue a funcionar como a Constituição determina.

Declarações de Alexandra Leitão esta manhã no Palácio da Justiça, onde entregou a lista da sua coligação à Câmara Municipal de Lisboa.

E António Vitorino acredita que Alexandra Leitão é a pessoa certa para governar a cidade de Lisboa.

Sem surpresas, o mandatário da candidatura não tem dúvidas sobre as capacidades da antiga líder parlamentar socialista e explica porque é que aceitou ser mandatário.

Um lisboeta dos sete costados e um eterno apaixonado por Lisboa. E conheço a Alexandra há 30 anos, ela era muito novinha nessa altura, e sei que ela tem a energia, a determinação, a firmeza e a capacidade de mobilizar equipas que resolvam os problemas da cidade de que tanto gosto e que os afazeres da vida me levaram a passar alguns períodos fora e em cada regresso a casa ainda fica a custar mais Lisboa.

Declarações de António Vitorino ao lado de Alexandra Leitão, o início da tarde, no Palácio da Justiça.

O secretário de Estado adjunto da Presidência e da Imigração diz que a decisão de expulsar do país os imigrantes que desembarcaram em Vila do Bispo é um exemplo claro do cumprimento de regras.

Em causa está o desembarque de quase 40 migrantes do Norte África, na praia de Boca do Rio, em Vila do Bispo, no Algarve, foi o convidado do Explicador desta manhã. Rui Armindo Monteiro elogia a atuação das autoridades algarvias, diz que executaram as regras, mas com humanismo.

Tudo sucedeu conforme o que deveria ter sucedido. As autoridades têm tido e ficou bem claro para todos que nós podemos ter regras e executá-las com humanismo. Foi prestado o devido serviço e o devido auxílio de cuidados de saúde, de alimentação e, naturalmente, temos que seguir as regras. Portugal é um Estado de direito e as regras em Portugal, com este governo, são para cumprir.

São as declarações de Rui Armindo Monteiro no Explicador desta manhã, numa altura em que a PSP faz saber que está a preparar a distribuição destes 38 migrantes que desembarcaram na sexta-feira no Algarve pelos centros de instalação temporária que existem em Lisboa, Porto e Faro, é o que adianta uma fonte da PSP. A Agência Lusa diz que neste momento estão a proceder diligências para encontrar uma solução para distribuir os 38 migrantes por estas instalações. Diz que esta distribuição vai ter em conta a existência de famílias e também de menores de idade.

Já quanto ao chumbo do Tribunal Constitucional, às alterações da Lei de Estrangeiros, Rui Armindo Monteiro lembra que Portugal é o único país sem prazo para o reagrupamento familiar.

Ainda assim, rejeita falar numa derrota do governo. Diz sim que é uma oportunidade que o Executivo tem agora para melhorar a lei. Rui Armindo Monteiro garante que o Executivo vai acomodar o chumbo do Tribunal Constitucional às alterações a cinco normas da Lei dos Estrangeiros, mas insiste que, no caso de reagrupamento familiar, Portugal é mesmo uma exceção em toda a Europa.

Aquilo que estamos aqui a propor são regras para um canal que vai responder dentro deste momento demográfico de Portugal. Agora sim, todos falam sobre a questão dos dois anos, quando nós podemos olhar até para o contexto da União Europeia, sendo Portugal o único país que não tinha qualquer prazo para o reagrupamento familiar.

Mas vamos, já agora, colocar o reagrupamento familiar naquilo que lhe importa para esse choque demográfico, como disse.

Se toda gente acha que introduzir um prazo é desumano, então todos os países da União Europeia são desumanos, porque há prazos para reagrupamento em todos os países da União Europeia.

Rui Armindo Monteiro foi o convidado do Explicador desta manhã.

O incêndio é em Tabuaço, no distrito de Vila Real. Tem uma frente ativa nesta altura e está numa zona de difícil acesso.

É um incêndio que conta já com mais de 140 operacionais e seis meios aéreos no terreno. Ao início da tarde, em declarações à RTP, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Tabuaço, Filipe Carvalho, dizia que o fumo é nesta altura bastante intenso e o nível do terreno não permite colocar mais meios terrestres na linha do fogo.

Neste momento temos uma frente ativa, que é o flanco esquerdo, está nos a dar bastante trabalho. Temos os meios aéreos a atuarem. Temos alguns meios no terreno, mas não conseguimos pô-los em trabalho por causa do declive do mesmo. O fumo também é muito intenso e não estamos a conseguir pôr as equipas em trabalho no flanco esquerdo.

Filipe Carvalho adianta ainda que a localidade de Távora e Pereira não está neste momento em risco das chamas, a população não precisa de ser retirada. Este incêndio teve o primeiro alerta às 22h30 da noite do passado domingo.

João, olhamos ainda para outras notícias que estão a marcar esta tarde, segunda-feira.

Continuamos a falar dos incêndios em Portugal que estão neste momento mais de 600 operacionais a combater as chamas. Em Trancoso é o incêndio de maiores dimensões em Portugal continental. Há também um incêndio a motivar preocupações na Covilhã. Um acidente entre seis viaturas fez vários feridos na IC19, junto à saída da Damaia, entre os quais uma pessoa ficou encarcerada. Fonte da PSP diz à Lusa que a via está cortada no sentido Lisboa-Sintra e o trânsito está a ser desviado próximo do local do acidente. Emmanuel Macron considera o anúncio da expansão da operação militar israelita em Gaza como um desastre anunciado de uma gravidade sem precedentes. Em declarações à BFMTV, o presidente francês critica assim os planos do Executivo de Netanyahu e pede um cessar-fogo permanente com o Hamas. O primeiro-ministro da Polónia avisa que o Ocidente não vai permitir que a Rússia seja autorizada a colher benefícios territoriais da invasão da Ucrânia. Numa conferência de imprensa, Donald Tusk refere que os Estados Unidos se comprometeram a consultar os parceiros europeus antes do encontro de sexta-feira com Putin no Alasca.