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Formação. Jornal das duas, com edição de António José Soares. E António, Vladimir Putin quer mediar esforços para a paz no Médio Oriente.

O presidente da Rússia falou com o homólogo iraniano, Massud Pezeshkian, depois do fim das negociações. Uma informação avançada pela agência russa Interface, que indica que Moscovo mostrou-se disponível para facilitar um acordo político e diplomático. Também a Al Jazeera noticia que Putin se disponibiliza para mediar os esforços para que se alcance uma paz duradoura no Médio Oriente.

E recordamos que as negociações entre Teerão e Washington, no Paquistão, terminaram sem acordo.

Os Estados Unidos não deixaram qualquer elemento das negociações em Islamabad, nem os membros técnicos ficaram, segundo revelaram altos quadros da administração Trump. Já o presidente do Parlamento iraniano afirma que Washington não conseguiu conquistar a confiança de Teerão. Na rede social X, Mohammad Bagher Ghalibaf afirma que o Irão se sentou à mesa das negociações com boa-fé, mas que devido às duas guerras anteriores, não tinham confiança nos interlocutores norte-americanos. Um sentimento que não evoluiu depois desta ronda negocial.

E os deputados portugueses que acompanham as eleições na Hungria falam numa forte afluência e garantem que está tudo a correr de forma tranquila.

Entre os 130 observadores europeus nas legislativas húngaras, estão o social-democrata António Rodrigues e o socialista Luís Graça. À Rádio Observador, o deputado do PS explica que todos os indicadores apontam para uma forte mobilização para o voto.

Há uma primeira leitura, penso que às 11h da manhã, aqui da Hungria, que já dava uma participação superior a 30%. As últimas três assembleias de voto que nós visitamos aqui em Budapeste, nós estamos agora nas zonas residenciais de Budapeste, nós já estamos a falar de participações, todas elas acima dos 50%, e a última, que acabou de sair há menos de um minuto, já quase nos 60%.

Também o deputado do PSD, António Rodrigues, fez um relato semelhante aqui na Rádio Observador e garantiu que nas primeiras horas a votação decorreu sem incidentes.

Tem havido aqui um verdadeiro espírito democrático e de sociabilidade partidária, digamos assim, entre a expectativa de uns que querem ganhar e os outros, naturalmente, que pretendem também vencer. E isso tem marcado também este dia, porque em todas as mesas de voto, as mesas de voto têm, como em Portugal, representantes nomeados pelas autoridades, naturalmente, em Portugal, pelas Juntas de Freguesia, mas aqui têm participação dos delegados dos partidos e a representação dos partidos tem sido dividida pelos dois principais partidos. Os outros não devem ter expressão para isso, mas em todas as mesas de voto havia até agora participantes, quer do Fidesz, quer do Tisza.

António Rodrigues e Luís Graça, deputados portugueses que estão na Hungria como observadores das eleições, que podem significar a queda de Viktor Orbán depois de 16 anos no poder.

É pelo menos para esse cenário que apontam as várias sondagens independentes, mas o primeiro-ministro húngaro acredita na vitória.

Viktor Orbán votou esta manhã, garante que vai ser reeleito para um quinto mandato e pede a Bruxelas que não se intrometa na política húngara.

Estou aqui para vencer. Os europeus terão de aceitar as intenções, a vontade e a opinião do povo. Não podem desrespeitar o povo húngaro. Somos membros da União Europeia e este é um direito que pertence aos Estados-membros. Opomo-nos a qualquer tipo de centralização imperialista e pedimos aos poderes centrais de Bruxelas que respeitem os direitos e o tratado central.

As instituições mais próximas do Estado preveem uma vitória do partido do primeiro-ministro húngaro, mas a maioria das sondagens independentes dão a vantagem a Péter Márki-Zay. O líder da oposição também votou esta manhã. Pede uma maioria reforçada para pôr fim àquilo que apelida de "máfia económica e política".

O Tisza vai ganhar as eleições. A questão é se conseguiremos obter essa maioria de dois terços ou se temos de governar com uma maioria simples. É possível governar das duas formas, mas obviamente vemos e conhecemos a situação húngara. É um grupo criminoso organizado, uma máfia económica e política, com laços estreitos. É assim que dirigem o país, pelo que seria muito mais fácil, mais eficiente e menos doloroso se nos fosse concedida uma maioria de dois terços. Poderíamos desmantelar mais facilmente este sistema, rasgar essa teia de aranha que envolve o nosso país.

O líder da oposição na Hungria, Péter Márki-Zay, que abandonou o partido de Viktor Orbán em 2024, em rutura com o primeiro-ministro.

E o Líbano diz que Israel está a destruir aldeias inteiras no sul do país, através de detonações em larga escala.

A informação foi divulgada pela comunicação social libanesa e verificada pelo jornal inglês The Guardian, com base em vídeos publicados pelas Forças de Defesa de Israel nas redes sociais. Estão a ser utilizados explosivos acionados remotamente para provocar detonações em larga escala. Já a Al Jazeera dá conta do lançamento de pelo menos dois rockets por parte do Hezbollah em direção ao norte de Israel. Para a próxima terça-feira, está agendado um encontro entre Tel Aviv e Beirute em Washington, tendo em vista um cessar-fogo.

E o governo turco acusa o primeiro-ministro de Israel de sabotar as negociações entre Estados Unidos e Irão, para dessa forma prosseguir a política expansionista no Médio Oriente e assim evitar ser julgado e condenado.

Benjamin Netanyahu responde em tribunal por várias acusações de corrupção. Os julgamentos estão suspensos por causa da guerra em curso. A acusação do regime de Ancara é feita num comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia Uma resposta a uma publicação nas redes sociais feita por Benjamin Netanyahu, em que o chefe do governo de Israel anuncia que a guerra contra o Irão e aliados é para continuar.

Por cá, a recolha de biometria voltou hoje a ser suspensa nas partidas dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro.

O porta-voz da PSP esclarece que, à semelhança de ontem, a decisão foi tomada devido às longas filas que obrigariam os passageiros a perder os voos. Sérgio Soares garante que estão investidos todos os esforços para reduzir os tempos de espera, ao mesmo tempo que se mantém a segurança das fronteiras.

E o PS pede à ministra do Ambiente e Energia esclarecimentos sobre as medidas de salvaguarda adotadas pelo governo face ao projeto mineiro de volfrâmio em Godinha, Espanha.

Um projeto que se situa a apenas dois quilómetros da fronteira portuguesa. Na pergunta formal dirigida à ministra Maria da Graça Carvalho, os deputados socialistas pretendem também saber se o executivo português já recebeu alguma resposta das autoridades espanholas, na sequência dos contactos efetuados no final do ano passado.

António José Seguro lamenta a morte do diretor-geral da Biblioteca Nacional, Diogo Ramada Curto.

O historiador morreu ontem, aos 66 anos. Numa nota publicada na página da Presidência da República, o chefe de Estado destaca o trabalho universitário e a longa lista de livros e artigos publicados por Diogo Ramada Curto e diz que o autor se distinguiu pela participação no debate público sobre a cultura e a história portuguesas.

António, é um momento histórico na Liga de Futebol alemã. A Bundesliga vai ter a primeira mulher treinadora a liderar uma equipa masculina.

Está oficializada a contratação de Marie-Louise Etap pelo União de Berlim. Vai ser assim a primeira mulher treinadora de sempre a assumir o comando técnico de futebol masculino nas cinco maiores ligas do mundo. Marie-Louise Etap tem 34 anos, também foi jogadora e era, até aqui, treinadora da equipa de sub-19 do clube. Filipa, sabes que dia é que se assinala amanhã?

Se é para marcar no calendário, deve ser uma data importante, mas não estou mesmo a ver o que é. Mas eu sei que tu me vais contar.

E se em vez de eu te contar, em vez de ser conta lá, fosse canta lá?

É canta cá?

Não sei o que vou cantar, mas ouve lá esta música.

"Ora dá cá um e a seguir dá outro. Depois dá-me mais um que só dois é pouco. Ai, eu gosto tanto, um beijão no fim. Que no entretanto cá mais um."

A letra já denuncia, é Dia do Beijo.

Exatamente. A 13 de abril, esta segunda-feira, celebra-se o Dia do Beijo.

Que bonito! E de onde é que veio essa ideia, António?

Reza a lenda que nasceu em Itália já há muitos anos, em 1882. É verdade. Diz a lenda que havia um jovem numa determinada aldeia que beijava todas as mulheres e parece que isso deixou marca.

Pois, acredito. Para além de romântico, eu já ouvi dizer que o beijo até faz bem à saúde, não é?

É verdade, faz mesmo. Beijar reduz o estresse, melhora o humor e até ajuda o coração.

Que coisa boa! Então pronto, está decidido. Amanhã é para espalhar beijinhos. Não custa nada, aos familiares, beijinhos nas bochechas, aos nossos entes queridos. Não custa e faz bem, não é?

Faz tão bem, que Filipa, embora o 13 de abril seja uma data muito popular, existe também o Dia Internacional do Beijo, que é celebrado a 6 de julho.

É tão bom, que tem de haver dois dias para celebrar. Muito bem, é uma excelente forma de fecharmos este noticiário. Muitos beijinhos.

Beijinhos para ti também, Filipa.

Igualmente.