Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Começamos este jornal, Miguel, com essa decisão que foi conhecida há instantes: os Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da OPEP.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo, onde estão representados a maioria dos principais produtores. A decisão é revelada num comunicado do governo do Emirado, citado pela Reuters. O ministro da Energia diz à agência de notícias que é uma decisão política que tem em conta os níveis de produção, sem mais pormenores. O Financial Times adianta que há muito tempo que os Emirados Árabes Unidos vêm manifestar desacordo com as cotas de produção definidas pela OPEP. Os Emirados defendem níveis de produção superiores.

E esta decisão já está a ter impacto nos mercados internacionais?

Para já, aparentemente, não. O barril de petróleo, que serve de referência para Portugal e para a Europa, está a esta hora a ser negociado a 104 dólares, mais 2,5% face à última sessão, sendo que o barril de petróleo já esteve a ser negociado esta terça-feira a 105 dólares.

E seguimos neste jornal das 14h com António Costa. Foi há instantes confrontado com a escuta revelada pela CNN Portugal, que vem pôr em causa uma afirmação que foi feita pelo antigo primeiro-ministro em 2023.

Disse nessa altura António Costa que nunca conversou com Diogo Lacerda Machado sobre o projeto de construção de um centro de dados em Sines, um projeto que está no centro da investigação da Operação Influencer. Há suspeitas de tráfico de influências para agilizar o licenciamento do projeto. Ora, uma escuta de uma conversa em 2022 entre Lacerda Machado e António Costa vem pôr em causa a garantia do antigo chefe de governo. A conversa é precisamente sobre o centro de dados em Sines. António Costa, que hoje está em Portugal, esteve há pouco em Braga, foi confrontado à margem de uma conferência na Universidade do Minho com estas novas informações.

Não tinha esse dado do processo. Como é sabido, fui ouvido há quase dois anos, a meu pedido. Desde aí não faço ideia o que é que aconteceu. Já requeri várias vezes o acesso ao processo, mas ao contrário dos senhores, nunca tive acesso, portanto não vou comentar o que não conheço.

E mais não disse António Costa, o atual presidente do Conselho Europeu, confrontado ao início da tarde com esta aparente contradição: a afirmação que fez de que nunca tinha falado com Diogo Lacerda Machado sobre o projeto da construção de um centro de dados em Sines e uma escuta datada de 2022 que vem provar o contrário.

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro revela que foram detectadas várias declarações falsas em pedidos de apoio à reconstrução, isto na sequência das tempestades.

Ribalesteves diz que ficou estupefacto.

Estamos a constatar que há um número que nos surpreende de cidadãos que falseia declarações para tentar ter acesso a um benefício do qual não têm direito. É isto que está a acontecer. Aquilo que nós decidimos na CCDR, isto além do mais bem articulado com Lisboa e Vale do Tejo e com o senhor ministro da Economia e da Coesão Territorial, é, no final deste processo, aquelas falsidades que entendamos que têm uma dimensão mais exagerada, vamos fazer um processo para o entregar ao Ministério Público.

Foi isso que anunciou Ribau Esteves ao final da manhã, numa audição no Parlamento. O presidente da CCDR do Centro diz também que estes pedidos fraudulentos acabam por condicionar a rapidez e a agilidade com que os processos são analisados e deferidos.

Nós neste momento vamos, no centro, com um bocadinho mais de 2200 candidaturas já pagas e 1600 indeferidas. Nos indeferimentos, há alguma fraude. Há segunda habitação, também. Como sabeis, a decisão que está tomada é que é só para habitação permanente. E há uma lógica, também, de gente que não tem o direito. Estamos a fazer o nosso melhor e a deferir e a pagar o que tem de direito e o que não tem de direito é indeferido.

O balanço é feito por Ribau Esteves, o presidente da CCDR, que sublinhou ainda esta ideia: um dos grandes obstáculos à recuperação das diferentes infraestruturas danificadas pelas tempestades não é tanto o dinheiro, mas a falta de mão de obra e empresas de construção em número suficiente.

E passam hoje três meses desde que a tempestade Cristina atingiu o centro do país. Em Leiria, o rasto de destruição ainda é visível.

Por exemplo, na União de Freguesias de Monte Real e Carvide, onde uma pessoa morreu, a vítima precisamente das tempestades. Edifícios como a escola básica ficaram destruídos e foi por lá que esteve esta manhã o jornalista João Gama. E João, passados três meses, o sentimento da população pode ser resumido em três palavras.

Lamentos, queixas, pedidos de ajuda. A tempestade Kristen passou por Leiria há três meses e deixou um rasto de destruição. Destruição que tocou a todos.

Inimaginável, não. Foi horroroso. Só se ouvia barulho, tudo a bater, tudo a partir, tudo a cair. Vemos agora aqui à volta, todos sofremos. Não houve ninguém que não sofresse.

Elídio Teodósio, nascido e criado na freguesia de Carvide. Hoje trabalha na paróquia, ajuda a preparar o dia de aulas que, hoje em dia, acontece na igreja por causa da depressão. A uma rua de distância, Virgínia Pequeno abre o café, um luxo, depois de meses fechado.

Olha, aqui não tive ajudas nenhumas. Tive fechada um mês. Esse tempo não tive luz pra poder abrir. Primeiro não tinha luz nem água.

Os últimos clientes tinham sido os bombeiros no dia da depressão e o tema continua a ser o mesmoAté porque há muito que resolver.

Se fala, porque ainda há bem pouco tempo, cerca de uma semana, havia gente sem internet nem televisão.

Em Carvide, a tempestade Cristian é um tema delicado, apesar das imagens de casas destruídas e árvores rachadas ao meio, não deixar espaço para dúvidas. José Alberto bebe o café de um trago, espera que venha um dia melhor.

Não sei, para que diga, não sei. Mas penso bem que sim. Penso que isto é capaz de se compor um bocado, mas vai demorar algum tempo.

A poucos quilômetros, Manuel Ribeiro e Isabel Morais fazem fila no Mercado do Falcão, agora adaptado a armazém solidário. Pedem telhas e soluções a longo prazo. A casa está coberta com plásticos, mas vou ter que mudar uma parte do telhado. Até quando é que tem que trocar as telhas, até o próximo inverno? Até o próximo inverno.

Estão mais de algumas 500 telhas arrancadas, mas já sei que os pobres não dão nada. Dizem que dão, mas sabe o que é que dão? Quando for mês de pão, já dá papel para pagar o IMI.

Leiria, três meses depois da depressão Cristian.

Reportagem do jornalista João Gama, no Conselho de Leiria, na União de Freguesias de Monte Real e Carvide e também na cidade de Leiria, onde está montado um armazém solidário para a colheita de bens de construção, telhas, lonas e cimento. É uma iniciativa coordenada pela Câmara Municipal de Leiria. Carlos Palheira, vereador, com o tour do espaço público. Sublinhe-se que já foram apoiadas perto de 50 mil pessoas.

Estamos provavelmente a falar em números muito perto de 50 mil pedidos. Materiais, essencialmente telhas e lonas, mas todo tipo de materiais. Vão precisar de ladrilhos, também temos ladrilhos para disponibilizar, se for também para arquês, também existe alguma coisa, não existe muita, mas é o que existe. Ninguém está preparado para fazer uma gestão de um evento destes. Acordamos de manhã todos com uma cidade toda virada de pernas para o ar, como se costuma dizer. Precisa acolher os bens. Será sempre um processo que terá sempre que ser acompanhado.

Carlos Palheira, o vereador da Câmara Municipal de Leiria esta manhã. O armazém solidário no Mercado do Falcão fecha hoje portas, mas a autarquia assegura que os bens vão continuar a ser distribuídos pela população.

Vamos ainda a outras notícias que estão em destaque a esta hora, Miguel.

A taxa efetiva de IRS voltou a baixar em 2024, com a tributação média dos contribuintes a passar para 11,6%. Em 2023, a média era de 12,8% e em 2022, 13%. Os valores foram divulgados hoje pela Autoridade Tributária e Aduaneira. Também é notícia, o Parlamento Europeu aprovou o aumento de mais de 200 milhões de euros no orçamento comunitário até 2034. É uma subida de cerca de 10% face à proposta inicial da Comissão Europeia e tem por objetivo reforçar o investimento e compensar as pressões inflacionistas. A proposta aprovada hoje em Estrasburgo vai agora ser negociada com os Estados-membros no âmbito do acordo final sobre o quadro financeiro plurianual. Saída. O primeiro-ministro saúda a atribuição da Medalha de Ouro da União Internacional dos Arquitetos a Souto Moura, considera que representa o renovar do reconhecimento internacional do talento do arquiteto português. Eduardo Souto Moura é o segundo português a receber a Medalha de Ouro da União Internacional de Arquitetos, depois de Álvaro Siza Vieira em 2011. Criada em 1984, de caráter trienal, é classificada pela organização como a mais prestigiante distribuição atribuída a um arquiteto por arquitetos.