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Jornal das duas. Miguel, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão sublinha que o memorando de entendimento negociado com os Estados Unidos prevê o fim da guerra em todas as frentes.

Aqui incluído o Líbano, que tem estado sob ataques de Israel. Esmail Baghaei salienta que nenhum acordo é sustentável sem as garantias de segurança e independência territorial do Líbano. Uma declaração feita pelo porta-voz da diplomacia iraniana depois do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ter vindo dizer que o memorando de entendimento alcançado por Estados Unidos e Irão não vincula o governo israelita e que é intenção de Israel não abandonar o território ocupado no sul do Líbano. Uma posição secundada pelo ministro da Segurança Interna do governo liderado por Benjamin Netanyahu, Ben-Gvir.

Uma posição que gera cautelas. O ministro português dos Negócios Estrangeiros saúda esse entendimento, mas diz que também é preciso esperar pela concretização desse memorando.

O chefe da diplomacia portuguesa participa na reunião do Conselho de Negócios Estrangeiros da União Europeia, que decorre no Luxemburgo. À margem do encontro, expressou satisfação pelo acordo, que se espera venha pôr cobro à guerra no Médio Oriente.

Naturalmente, saudar o memorando de entendimento que foi conseguido através da mediação do Paquistão entre os Estados Unidos e o Irão, que será assinado na sexta-feira, esperando que ele possa ser, de facto, o motor de uma nova fase em que, para além do cessar-fogo, haja a possibilidade de construir uma solução duradoura.

A parte mais difícil, tendo em conta, sublinha Paulo Rangel, a natureza do conflito.

Isto é um conflito muito complexo e, portanto, tudo aquilo que são as fases seguintes, por exemplo, a libertação do Estreito de Hormuz, por exemplo, depois a execução e implementação do programa, no fundo, do desmontar de um programa nuclear militar, tudo isso são coisas que temos que ver a seguir. E, portanto, obviamente que elas já terão sido amplamente conversadas. Em alguns casos, terão com certeza já detalhadas, mas nós temos que ver.

Ver para crer as cautelas do ministro dos Negócios Estrangeiros.

Na sequência desse anúncio do memorando de entendimento, registou-se já uma descida acentuada do barril de Brent, que serve de referência para Portugal.

Nesta altura, o barril de Brent está a ser negociado abaixo dos $83. Representa uma descida superior a 5% face à última sessão. Uma reação dos mercados ao memorando que prevê, por exemplo, a reabertura imediata do Estreito de Hormuz. É um de 10 pontos do documento, agora aqui sintetizado pelo jornalista Carlos Pedro.

São três os grandes eixos deste acordo: finanças, Hormuz e a questão nuclear. Esta última é a que dá mais dores de cabeça a Donald Trump e por isso só vai ser aprofundada mais à frente. Ainda assim, sabe-se já que Teerão concorda em não produzir ou comprar armas nucleares, aceita manter o estado atual do programa nuclear, abstém-se de enriquecer mais urânio, desiste da ideia de expandir instalações nucleares e aceita também diluir os próprios estoques de urânio altamente enriquecido. No plano fundamental a curto prazo deste acordo, passa novamente a ser livre a circulação dos navios comerciais pelo Estreito de Hormuz. Em resposta, os norte-americanos levantam o bloqueio aos portos iranianos após a assinatura do memorando de entendimento, que acontece esta sexta-feira. Donald Trump disse que Hormuz ficava livre já na sexta, mas o processo deve, no entanto, ficar concluído em 30 dias. Quanto ao tópico das finanças, os Estados Unidos concordam em não impor novas sanções. As que estavam impostas também pelas Nações Unidas serão gradualmente levantadas, incluindo as sanções ao petróleo iraniano. Vão ainda libertar 25 mil milhões de dólares de ativos iranianos que estavam bloqueados e, em conjunto com os aliados regionais, os Estados Unidos vão preparar um plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irão.

Carlos Pedro, com alguns detalhes do memorando de entendimento que deve ser assinado na próxima sexta-feira.

Um novo capítulo do conflito no Médio Oriente, que coincide com o Campeonato do Mundo de Futebol. A seleção do Irão até já chegou aos Estados Unidos.

A equipa iraniana está em Los Angeles para o jogo de estreia no Campeonato do Mundo, é frente à Nova Zelândia. A chegada foi conturbada, depois de duas tentativas de aterragem do avião. O aparelho que transporta a comitiva iraniana conseguiu finalmente aterrar e deparou-se com um forte dispositivo policial, vigilância de drones, grupos de manifestantes à porta do hotel, em Manhattan Beach. Numa entrevista à Al Jazeera, o jogador iraniano Mehdi Taremi, antigo avançado do Futebol Clube do Porto, lamenta o clima pesado em torno da comitiva. Diz que este tipo de tensão prejudica a mensagem que a FIFA pretende passar.

O desporto está separado da política, mas através do desporto mostramos que somos um povo amante da paz, que somos bons para com as pessoas e que o que as pessoas, e talvez o resto do mundo pensam de nós, não corresponde à realidade. E penso que as outras equipas do mundo também deveriam demonstrar esse respeito e essa paz no mundo, bem como mostrar a sua cultura. A mensagem da FIFA deve ser esta, tal como sempre foi: não devemos trazer a política para o desporto.

É a primeira vez desde a criação do Mundial que um país anfitrião recebe outro com o qual está em guerra. Taremi apela a que, no futuro, sejam criadas condições diferentes tanto para adeptos como para jogadores de países envolvidos em conflitos. O Irão vai receber na próxima madrugada, de frente, na próxima madrugada, a Nova Zelândia. É a estreia do Irão no Campeonato do Mundo. O encontro está agendado para às duas da manhã.

Seguimos com as novas previsões do Banco de Portugal. O regulador antecipa um déficit de 0,2% este ano

Previsão inscrita no boletim econômico divulgado ao final da manhã. Uma estimativa mais otimista que aquela que foi antecipada em dezembro. Nessa altura, o Banco de Portugal apontava para um déficit de 0,4%, a contribuir para o saldo negativo das contas públicas, os apoios à reconstrução das zonas afetadas pelas tempestades do início do ano, também as medidas de apoio à área da habitação e ainda as ajudas para minorar o impacto do aumento do preço dos combustíveis. Para o ano que vem, o desequilíbrio do saldo deve acentuar-se. O Banco de Portugal aponta para um déficit de 0,5%. Há também uma nova previsão para a inflação, para a subida generalizada dos preços. O Banco de Portugal prevê uma inflação neste ano de 2026 de 3,1%.

O PCP pediu uma audiência da estrutura de missão para a reconstrução da zona centro do país. Os comunistas falam num sentimento de abandono desta região.

A líder parlamentar do PCP anuncia que o partido pediu essa audição à estrutura de missão criada pelo governo após as tempestades. Anúncio feito por Paula Santos durante a apresentação das jornadas parlamentares do PCP, que decorrem em Leiria. A deputada comunista denuncia um sentimento de abandono da população e das empresas. A deputada Paula Santos, no segundo dia das jornadas parlamentares do PCP, que decorre em Leiria, quer explicações da estrutura de missão para a construção da região centro do país.

Vamos a outras notícias também em destaque a esta hora.

O número de passageiros nos aeroportos bateu novo recorde em abril deste ano. De acordo com o INE, o Instituto Nacional de Estatística, os aeroportos nacionais movimentaram em abril um máximo histórico de 6,6 milhões de passageiros. Este crescimento ocorre após os máximos históricos também registrados entre janeiro e março deste ano. O INE destaca a Europa como principal destino e origem dos passageiros embarcados. Três e meia da tarde, Tribunal de Sintra. Está agendada para esta tarde a leitura do acórdão do caso da morte de Odair Moniz, o cidadão cabo-verdiano morto por um agente da PSP com dois tiros no bairro da Cova da Moura. O agente é acusado de homicídio. Volodymyr Zelensky revela que sugeriu a Vladimir Putin um encontro à margem da cimeira do G7, que decorre em Genebra, mas não obteve resposta por parte do presidente russo. Em declarações à Reuters, o líder ucraniano diz que fez a sugestão, tendo em conta que desta forma estariam todos os interlocutores necessários e presentes, Estados Unidos com Trump, Europa com Macron e depois os líderes dos dois países. Zelensky afirma que a falta de resposta por parte da Rússia mostra que Putin não está pronto para conversar.