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Na Rádio Observador.

Jornal das duas com José Rafael Lopes. Começamos com o presidente do Chega, desafiou o governo a largar a reforma laboral e apostar numa reforma da justiça.

Reação de André Ventura à declaração da Ministra do Trabalho no Congresso do PSD, de que ainda espera voltar a trabalhar para a reforma do Código Laboral. O líder do Chega, André Ventura, diz que é altura de virar a página e olhar para outras prioridades.

Eu não sei o que é insistir na nova reforma laboral, vai ser corrigir aquilo que não foi feito, portanto, fazer bem aquilo que devia ter sido bem feito. Não sei. A teimosia do governo choca um bocadinho e choca com a vontade das pessoas. Eu vou deixar uma sugestão ao governo que eu acho bem mais útil, e é uma sugestão que eu dou ao primeiro-ministro, é um conselho gratuito que eu dou ao primeiro-ministro. Em vez de se preocupar em fazer reformas laborais contra as pessoas, contra os trabalhadores, contra a economia, faça a reforma da justiça. Estamos à espera dessa há anos. E essa é que devia avançar e não avança porque mexe em interesses instalados. Faça a reforma da justiça.

Para esta semana, na Assembleia da República está marcada a discussão e votação na especialidade da proposta do governo para a PSU, a Prestação Social Única. André Ventura confirma que já decorrem negociações com o PSD e revela quais são as exigências do Chega.

O princípio é: quem vem para Portugal não deve receber subsídios antes de descontar. Este é o princípio um. E este princípio para nós é mesmo importante. Isto tem que estar vertido na proposta de Prestação Social Única. A outra questão prende-se com o trabalho comunitário. E é sabido que o Chega foi o precursor, quem provavelmente mais defendeu em Portugal, e defende, que quem recebe esse tipo de subsídios deve contribuir para a comunidade de alguma maneira. Agora, queremos corrigir, e pensamos que isso vai ser corrigido, que pessoas que tenham câncer ou outro tipo de doenças não tenham que trabalhar quando outras minorias não têm que trabalhar.

Além destas duas exigências, há ainda uma terceira. O Chega quer que quem faça mau uso da habitação social perca esse privilégio. São declarações de André Ventura à margem de uma visita à Estação do Oriente, em Lisboa.

E o Chega insiste no limite de cinco anos de residência legal em Portugal para a atribuição da Prestação Social Única a estrangeiros de fora da União Europeia.

É uma das principais alterações que o partido de André Ventura vai apresentar à proposta do governo. O Chega quer também que o direito a esta prestação tenha caráter temporário, não podendo ultrapassar os dois anos sem que um novo intervalo de um ano exista sem qualquer apoio. Volta também a virar-se o Chega para os pensionistas, depois da queda do pacote laboral no Parlamento, e propõe que a PSU preveja uma majoração para pensionistas com baixos rendimentos, apesar de não especificar, para já, o valor. Quer também o Chega que os imigrantes que pretendam voltar a Portugal tenham acesso a um regime específico de Prestação Social Única. De resto, tal como esperado, a proposta de alteração do Chega mantém a obrigatoriedade de atividades de solidariedade social, que já está presente na proposta de lei do governo.

Do lado do PS, um dos focos é a retirada do canal de denúncias desta proposta.

Que para os socialistas não faz sentido existir. O partido quer um limite também para o patrimônio mobiliário superior ao que o governo pretende implementar. O PS não elimina por completo a referência ao trabalho social, mas faz questão de referir que este trabalho deve ser adaptado às condições do beneficiário e também do agregado familiar. Os deputados socialistas entendem que o valor de referência da PSU deve ser determinado no primeiro ano de vigência da prestação, tendo em conta um princípio de valorização progressiva face ao limiar da pobreza. O PS quer ainda que sejam criados mecanismos de acompanhamento e fiscalização dos planos e percursos da inserção dos beneficiários nesta PSU.

Pode ler mais sobre estas propostas no site do Observador, um trabalho da jornalista Marina Ferreira. Na Operação Marquês, José Sócrates manifestou interesse em voltar a depor em tribunal.

Cerca de um ano depois de ter falado pela última vez em julgamento, o antigo primeiro-ministro poderá voltar a ser ouvido já em setembro. José Sócrates não tem estado presente durante os últimos meses nas sessões de julgamento do processo, no qual é o principal arguido. No início de mais uma sessão, a presidente do coletivo de juízes, Suzana Seca, anunciou que José Sócrates apresentou um requerimento onde o ex-primeiro-ministro sai em defesa dos advogados que passaram pelo processo e culpa o tribunal pelo carrossel na defesa. José Sócrates é principal arguido na Operação Marquês, acusado de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

É véspera de São João e os presidentes das Câmaras de Gaia e Porto juntaram-se para assinar um memorando para a construção de uma nova ponte sobre o Rio Douro.

Ponte essa que ainda não tem nome, mas já tem um orçamento. Deve custar 25 milhões de euros. Esta nova ponte sobre o Rio Douro vai ser apenas pedonal, com possibilidade de passarem também bicicletas. O objetivo, diz o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, é promover uma mobilidade suave.

Esta ideia também que temos para as nossas cidades de promovermos os modos suaves de mobilidade, que têm por trás um estilo de vida, um modo de vida que privilegia, de facto, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas. Ao longo dos últimos anos, se calhar já décadas, as palavras como sustentabilidade e tudo que anda à volta disso, foram se desgastando um pouco, foram usadas para quase tudo e para quase nada. Nós aqui estamos a dar um exemplo concreto de que estamos, de facto, a promover políticas também de sustentabilidade e que privilegiam a qualidade de vida das pessoas.

Se o presidente da Câmara do Porto destaca este impacto na qualidade de vida, o autarca de Gaia, Luís Filipe Menezes, reconhece que uma nova infraestrutura deste gênero pode potenciar o turismo.

Esta ponte, para além da questão funcional, ou seja, de poder ser algo que facilita muito no cotidiano A movida permanente, que eu espero que seja permanente, não seja sazonal, decorrente do turismo, da economia. Também admito, atendendo à tal formatação que se está a apontar para o início do projeto, que ela possa ter características que, por si só, façam dela mais um motivo para o Porto ter uma visibilidade global, internacional, mundial superior.

Luís Filipe Menezes olha para o potencial turístico da nova ponte, que vai ficar a pouco menos de 400 metros da Ponte Dom Luís, precisamente numa das zonas mais movimentadas das duas cidades.

Vamos agora a um incêndio em Loulé, que está a mobilizar, a esta hora, bombeiros de todo o Algarve, mas também do Alentejo.

A Estrada Nacional 2 está cortada nos dois sentidos por precaução. O incêndio deflagrou em Besteiros, na aldeia de Ameixial. No terreno estão mais de 160 operacionais, apoiados por 50 viaturas e nove meios aéreos. Segundo fonte do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, o incêndio lavra com duas frentes ativas de bastante intensidade. O vento está a ser o principal inimigo dos bombeiros, com fortes rajadas que estão a provocar projeções de chamas a longa distância.

Teerão desmente o vice-presidente dos Estados Unidos, diz que não autorizou as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica.

Ontem, J.D. Vance anunciava que durante as negociações entre os dois países, que estão a decorrer na Suíça, o Irão concordou em permitir visitas dos inspetores nucleares às instalações de enriquecimento de urânio iranianas. Hoje, em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou essas palavras de J.D. Vance e diz que não há qualquer protocolo ou calendário para as inspeções. A Agência Internacional de Energia Atômica tem tido acesso ao território iraniano desde a guerra de 12 dias com Israel, em 2025, mas continua sem acesso às instalações nucleares que foram bombardeadas pelos Estados Unidos.

Portugal joga hoje com o Uzbequistão. Roberto Martínez garante que a seleção está preparada para dar uma boa resposta às críticas de que tem sido alvo.

Às 18h começa este encontro do Campeonato do Mundo, a segunda partida para a Seleção Nacional, decisiva para as contas do apuramento. O selecionador nacional, Roberto Martínez, reconhece que o ruído e as críticas são normais, sobretudo depois do empate no primeiro jogo de Portugal, mas pede mais respeito pelos jogadores. Roberto Martínez recorre às estatísticas para dizer que, apesar das críticas, Portugal até tem apresentado bons resultados.

O importante é ser consistente. No futebol acontece isso. Há bons desempenhos, há desempenhos que não são tão bons. O importante é a consistência desta equipa. Estamos a falar de uma equipa que nos últimos 40 jogos tem a maior porcentagem de pontos, a maior porcentagem de gols da história da seleção. Então os jogadores merecem respeito.

Roberto Martínez em conferência de imprensa antes do jogo com o Uzbequistão, marcado para às 18h. Também João Cancelo falou para dizer que este é o momento da seleção portuguesa mostrar a qualidade que tem.

Vamos às notícias de âmbito local.

Começamos em Vila do Conde. A GNR anunciou a detenção de quatro homens suspeitos dos crimes de roubo e sequestro. As autoridades apreenderam ainda mais de 29 mil € em dinheiro, uma arma de fogo e muita droga. Os suspeitos, com idades entre os 23 e os 44 anos, foram detidos na sequência de três mandados de detenção. Nas Caldas da Rainha, burlas com criptomoedas resultaram em prejuízos acima dos 100 mil €. Segundo a PSP, foram duas pessoas burladas através de fraudes associadas a investimentos. As vítimas tiveram o primeiro contacto com este esquema fraudulento através de anúncios nas redes sociais. Em Almada, o trânsito vai estar condicionado na quinta e na sexta-feira. Devido a uma intervenção que vai decorrer nos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada, vão executar trabalhos de reparação e de repavimentação. A Rua da Liberdade, junto ao Parque Mandante Ramiro Correia, vai ser a rua que vai ser condicionada. Em São João da Madeira, amanhã e quinta-feira vai decorrer o evento Gin & Street Food Sessions 2026. A entrada é gratuita e este evento realiza-se na Praça Luís Ribeiro e nas ruas envolventes. Os GNR, os Cromos da Noite e a dupla de DJs Rich & Mendes são alguns dos artistas que completam o programa musical desta festa de gin e comida de rua em São João da Madeira. Em Lisboa, o município vai testar soluções inovadoras de mobilidade através de uma parceria com a Sustainable Urban Transitions Lab. O projeto foca-se nos dados e na evidência científica para melhorar a circulação e eficácia dos transportes e ainda a gestão do espaço público. O projeto é desenvolvido em parceria com a Bolt. Os resultados do projeto devem contribuir para a atualização do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Lisboa. Em Leiria, vai ser apresentado um projeto-piloto para impulsionar a digitalização do comércio local. O projeto é desenvolvido em parceria com a Comunidade Intermunicipal e a Associação de Comércio, Indústria e Turismo da região de Leiria. Iniciativa financiada pelo PRR vai permitir aos comerciantes reforçar a presença digital e modernizar os negócios.