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Jornal das duas, Miguel Videra. O Primeiro-Ministro antecipa que Portugal deve fechar este ano com um investimento de 3,1% do PIB em defesa.
Número avançado no final da Cimeira da NATO, que decorre em Ancara, na Turquia. Luís Montenegro sublinha que Portugal cumpriu, pela primeira vez, os compromissos de investimento assumidos com os parceiros da Aliança Atlântica. Facto que mereceu elogios por parte do secretário-geral Mark Rutte. Foi o que disse há pouco Luís Montenegro.
Fomos alvo de um comentário muito positivo, diria mesmo elogioso, por parte do secretário-geral da NATO, relativamente à fiabilidade do compromisso que assumimos e da sua concretização. Como sabem, nós, em 2025, superamos a meta dos 2% de investimento na defesa, o que significa um acréscimo de 38% face ao ano anterior.
Quanto ao investimento em defesa este ano, o Primeiro-Ministro estima que esse investimento atinja 3,1% do Produto Interno Bruto.
Temos desenhado já para este ano de 2026 o reforço precisamente desse investimento, quer na componente exclusivamente dedicada à defesa, quer na componente de utilização dual, que vai fazer com que, de acordo com aquilo que é a nossa estimativa e expectativa, no final deste ano, o agregado destas duas componentes signifique cerca de 3,1% do nosso Produto Interno Bruto já em 2026.
Um número avançado há instantes pelo Primeiro-Ministro, que questionado sobre as declarações de Donald Trump sobre o fim do cessar-fogo com o Irão, diz o Primeiro-Ministro que a via diplomática é a mais acertada para que possa ser restabelecida a normalidade no Médio Oriente. A qualquer momento deve começar a conferência de imprensa final desta cimeira, que vai juntar o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e o anfitrião desta cimeira, o presidente turco Recep Erdoğan. A Agência Reuters dá conta que Trump exprimiu, durante o encontro, a firme vontade dos Estados Unidos continuarem a pertencer à Aliança Atlântica.
O presidente dos Estados Unidos, que antes deste segundo dia de cimeira, anunciou o fim do cessar-fogo com o Irão.
Um anúncio que se segue aos ataques norte-americanos da última noite contra o território iraniano. Foram atingidos os sistemas de defesa antiaérea, perto de 60 embarcações usadas pela Guarda Revolucionária Iraniana para controlar o Estreito de Ormuz e também instalações nucleares. Uma resposta aos ataques contra três navios mercantes no Estreito de Ormuz, um deles com a bandeira do Catar. O regime catari responsabiliza o Irão. Esta manhã, Trump sentenciou o fim do cessar-fogo.
Para mim, acho que acabou. Não quero ter nada a ver com eles. São escumalha, são pessoas doentes, cruéis e violentas. E se tivessem uma arma nuclear, usavam-na. No que a mim diz respeito, acabou. Vou falar com os negociadores, o Steve Witkoff, o Jared Kushner. É uma perda de tempo falar com eles, são mentirosos. Para mim, acabou.
Sendo que Donald Trump acaba de dizer, à margem de um encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que os Estados Unidos vão lançar um novo ataque contra o território iraniano já esta noite. Um ataque a anteceder o dia que se vai realizar o funeral do antigo líder supremo iraniano, Aiatola Ali Khamenei.
Miguel, a nova urgência regional da Península de Setúbal está a registar constrangimentos. Há utentes que estão a ser desviados para outras unidades de saúde.
Sim, esta é a primeira urgência regional de obstetrícia, concentração de serviços no Hospital Garcia de Orta, em Almada, das urgências do Hospital do Barreiro, também do Hospital de Setúbal. Esta é uma notícia que está em manchete a esta hora em observador.pt. É assinada pelo jornalista do Observador, Tiago Caeiro, que acompanha de forma próxima as notícias relacionadas com este setor de saúde. O Tiago está aqui conosco. Tiago, o que é que aconteceu? À partida, seria esta a solução para fazer face à diminuição, aos poucos médicos obstetras desta área de obstetrícia e ginecologia. Por que está a falhar?
Olá, Miguel. Tivemos uma solução apresentada pelo governo há alguns meses de concentrar recursos no Hospital Garcia de Orta, que parece que está a falhar já no início de julho. Era uma solução que passava pela transferência de médicos e enfermeiros do Hospital do Barreiro pro Hospital Garcia de Orta, em Almada, para garantir que essa urgência estaria sempre a funcionar em pleno. E isso já não se está a verificar, porque entre às 16h30 de domingo e às 8h30 de segunda-feira, essa urgência regional esteve apenas a receber grávidas via CODU, encaminhadas pelo CODU, e o mesmo aconteceu na madrugada de terça-feira, entre a meia-noite e as 8h00. Portanto, todas as grávidas que não eram consideradas urgentes tiveram de ser desviadas para as maternidades de Lisboa, que era a situação que tínhamos antes da concentração de recursos, antes da criação da urgência regional.
Há uma redução do número de médicos, prende-se a estas dificuldades com as férias?
Exatamente. Há dificuldades na elaboração das escalas, falta de médicos e portanto, nestas situações a urgência não pode funcionar em pleno. Nestas situações só há um médico especialista escalado, que depois teve apoio de médicos internos e, portanto, a urgência tem que estar referenciada apenas para os casos mais graves. Mas era uma situação que o governo queria evitar e por isso é que fez esta reforma, esta concentração de urgências, mas parece que não está a conseguir.
Alguma expectativa de quando é que o atendimento possa ser normalizado sem estes constrangimentos a que tu fazias referência?
Sim, ele já está normalizado desde as 08h de ontem. A questão é que as escalas estando elaboradas no limite, ou seja, qualquer falha poderá fazer com que esta situação se repita. Poderemos ter daqui a poucos dias, e sobretudo no mês de agosto, que sabemos que é um mês em que se concentram muito as férias dos profissionais, uma repetição desta situação.
É, de resto, uma situação que se repete precisamente a cada verão. Obrigado, Tiago Caeiro, pela tua presença aqui neste jornal das 14h. Esta é a notícia que está em destaque a esta hora em observador.pt, com este título: "Urgências de Almada já estão a recusar grávidas. Governo tinha concentrado serviços para evitar precisamente a falta de médicos."
Está agendado para mais logo um cordão humano para contestar os cortes no abastecimento de água em Almada.
É um problema que está a afetar os munícipes deste concelho. Os serviços municipalizados prometem resolver o problema dentro de três meses. A verdade é que o problema se tem vindo a acentuar. São prejudicadas famílias, mas também empresas. Em Almada, mais precisamente na Costa de Caparica, está o jornalista do Observador, Miguel Pina Andrade. Miguel, julgo que tens aí contigo um comerciante que tem sentido na pele precisamente os problemas associados a estes condicionamentos no acesso à água.
Sim, Miguel, tem sido um problema aqui bastante notado, mais nesta zona do concelho de Almada, na Costa de Caparica e também no Monte de Caparica. Estou no restaurante Café do Mar, no paredão da Costa de Caparica, à frente da Praia de Santo António. Tenho comigo o dono deste restaurante, deste estabelecimento, Miguel Paulino. Disse-me que hoje não está a ser um dos dias em que está a ser afetado por estes cortes de água, mas Miguel contou-me que num dos dias mais quentes deste verão aconteceu, de facto, estes cortes de água.
Sim, isto começou à quinta-feira. Sábado, o dia de mais calor e com mais de 1500 pessoas na praia, não houve água o dia inteiro. Domingo igual, veio água apenas umas horas durante a noite e, na realidade, foi completamente sem aviso. Quinta, sexta, sábado, domingo, segunda, terça, ontem foi igual. Hoje é um dia que temos água normalmente ou anormalmente.
E quando não há água, o que é que fazem? Vêem que não têm água, como é que o resto do dia decorre?
Este problema já vem há mais de dois anos. Nós montámos um sistema de depósitos que nos dá alguma reserva de água, mas não serve para tudo. Há algumas horas continuamos a trabalhar, depois fazemos como todos os nossos colegas aqui, com garrafões de água e com água engarrafada, tentar colmatar. O problema maior é das casas de banho públicas. Nós temos bandeira azul, damos a casa de banho e serviços aos utentes da praia e é muito complicado. Temos que fechar normalmente ao fim de meia hora, uma hora, os serviços sanitários e, na realidade, isso também tem afastado as pessoas daqui, as pessoas da praia, como se pode ver hoje. Temos uma praia, um dia de sol muito bom, um dia de praia espetacular e estamos com cerca de 20% de ocupação.
Já falaram com os serviços municipalizados de água e saneamento aqui de Almada ou com a Câmara? E se sim, já receberam alguma resposta ou ainda nada?
A tentativa já foi feita, mas ainda não temos qualquer resposta. Várias vezes que se liga, nunca há resposta. Há umas mensagens que chegam por WhatsApp e por mensagens de SMS. Uma vez foi roturas, outra vez é porque há muita população, às vezes é o consumo de água que chegou a um limite que não há água, mas eu acho que a verdade é que não há água no sistema de Almada. Estão a tentar fazer furos também, como já foram informados através dos SMAS, dizem que iam fazer novos furos, mas isso vai demorar meses para se repor a situação. E se continuar assim no verão, vai ser terrível para todos nós.
Aqui o relato de um dono de um restaurante, Miguel Paulino, dono do restaurante Café do Mar. Estes donos de restaurante vivem na incerteza de não saber quando é que vão ser afetados por estes cortes de abastecimento e durante quanto tempo vão continuar.
Seguramente, é um problema para o negócio destes comerciantes. Um retrato aqui traçado com a ajuda do repórter do Observador, Miguel Pina Andrade, que está a esta hora na Costa de Caparica.
Temos ainda outras notícias em destaque a esta hora.
O Presidente da República espera uma resolução rápida dos problemas em torno da avaliação dos exames nacionais. O presidente diz que está a acompanhar a situação e que vai falar sobre o tema com o primeiro-ministro ainda esta semana. As declarações do chefe de Estado aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração da nova sede do Mecanismo Nacional Anticorrupção, em Lisboa. O presidente espera que a confiança dos portugueses no sistema de avaliação não saia beliscada deste processo. Sobre as condições para o ministro da Educação se manter no cargo, António José Seguro diz que não responde a este tipo de questões, ao contrário da FENPROF, que não tem dúvidas: Fernando Alexandre deve sair. Ontem o ministro admitiu ressarcir os pais afetados pelo atraso na divulgação das notas. A FENPROF entende que não é a solução, admite anular as provas e lamenta que o governo não tenha tido a capacidade de corrigir os erros detectados nos testes-piloto feitos no ano passado. Luz verde, o Parlamento aprovou esta manhã, na especialidade, o alargamento da gratuitidade dos transportes públicos para os ex-combatentes a todo o país. Votaram a favor do projeto o CHEGA, com alterações propostas pelo PSD, estes dois partidos e também PS, CDS e JPP.