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Jornal das duas com o José Rafael Lopes. E José, no dia em que o Ministério da Educação autorizou o pagamento extra aos professores classificadores de exames nacionais, a FENPROF volta a criticar a medida, diz que não é a recompensa que os professores merecem.

O ministério avança que as escolas podem começar a processar os valores a partir de hoje, sendo que há mais de 2,5 milhões de euros para distribuir. O pagamento abrange os professores que fizeram horas extra na correção dos exames do ensino secundário, em ambas as fases. Segundo o que já era conhecido, cada classificador vai receber € 1 por cada item que corrigiram. Não há, por isso, um valor fixo para todos os professores. A Federação Nacional dos Professores já tinha sido muito crítica desta medida. Agora volta a reforçar essa posição. Na Rádio Observador, o secretário-geral, José Feliciano Costa, diz que o ministro não está a recompensar os professores da forma devida.

Os professores têm o seu vencimento, nunca pediram pagamentos suplementares pelo trabalho que fazem. Exigem era respeito. Exigem respeito e isso não foi feito. E portanto, se o ministro de fato quisesse recompensar ou quisesse, como ele diz, recompensar os professores pelo trabalho suplementar, que é disso que estamos a falar, pagava consoante o que diz a lei. Não era com esta afronta, com este pagamento à peça. Isto, de facto, é uma afronta, isto não compensa nada.

O secretário-geral da FENPROF, em declarações na Rádio Observador, entrevistado pela jornalista Teresa Freire, José Feliciano Costa acusa o ministro Fernando Alexandre de não seguir o Código do Trabalho.

E o Presidente da República vai avaliar as medidas preventivas do relatório produzido depois da passagem da tempestade Cristine.

Anúncio feito por António José Seguro numa visita à Batalha. O chefe de Estado reconhece que o país não estava preparado para lidar com os efeitos das tempestades e que parte com atraso em algumas dimensões. Para já, diz o chefe de Estado, o próximo passo é fazer um ponto de situação. António José Seguro sublinha ainda que o presente sinaliza todos os dias novos perigos com uma intensidade inédita. Destaca também a importância das estruturas de proximidade num processo de recuperação, que diz António José Seguro, será lento e complexo. O presidente da República, António José Seguro, aqui em um registo captado pela Agência Lusa, a assegurar que vai avaliar as medidas preventivas do relatório produzido depois da passagem da tempestade Cristine no início do ano.

E a ministra da Saúde apela aos técnicos de emergência pré-hospitalar que repensem a greve marcada para setembro.

Ana Paula Martins admite o direito à greve dos trabalhadores, mas deixa esse pedido para que repensem na decisão.

O governo, como eu já disse, tem toda a abertura para o diálogo e por isso é importante que se repense. Eu apelo aos nossos técnicos de emergência pré-hospitalar que repensem esta situação, porque, na verdade, sempre que há uma greve na área da emergência médica, nós temos aqui alguns limites de natureza ética que, como sabem, não podem nunca ser ultrapassados.

Ana Paula Martins fala ainda na surpresa com que o Executivo recebeu o pré-aviso de greve.

A carreira dos técnicos de emergência pré-hospitalar foi uma das carreiras mais valorizadas por este governo nos vários acordos que já fizemos e é uma carreira que ainda está, neste momento, ainda em mesa negocial para um acordo coletivo de trabalho. Surpreende-nos, por isso, que neste momento, apesar do direito inalienável que têm, surpreende-nos a marcação desta greve geral.

Declarações da ministra da Saúde, aqui um registo da RTP Notícias durante uma visita ao hospital de Faro. Ana Paula Martins acredita ainda assim que há flexibilidade para repensar decisões, mas caso a greve avance, há serviços mínimos garantidos.

E a PJ suspeita que o jovem que matou a mãe seria vítima de maus-tratos.

Tanto o jovem de 15 anos como a irmã de quatro anos estariam num contexto de eventuais maus-tratos físicos e psicológicos. A informação é dada em comunicado pela Polícia Judiciária, que explica que tanto o jovem como a vítima têm nacionalidade estrangeira. Este jovem de 15 anos que matou a mãe com um mata-leão, uma manobra de asfixia no pescoço com o braço, terá dito às autoridades que tinha discutido com a mãe. Na quarta-feira, a PJ revela que a ocorrência do crime estará relacionada com esses eventuais maus-tratos físicos e psicológicos mantidos pela vítima em relação aos dois filhos. O jovem de 15 anos não pode ser imputável, está ao cuidado da PJ. As autoridades revelam que o jovem pernoitou num centro educativo situado na área metropolitana de Lisboa. Vai ser presente no dia de hoje ainda às autoridades judiciárias no Tribunal de Família e Menores de Cascais. Ao que o Observador apurou, o pai do jovem está preso. Segundo o Correio da Manhã, é devido à violência doméstica.

A Iniciativa Liberal apresentou um projeto de lei para criminalizar o falso tráfico de drogas e a venda de substâncias legais, fazendo-se passar por estupefacientes. Rui Rocha admite que o partido vai ser flexível no Parlamento.

A Iniciativa Liberal entregou hoje esse projeto de lei no Parlamento. Surge na sequência do incidente que aconteceu na Baixa Lisboeta na segunda-feira, em que uma turista sueca foi atingida por uma bala perdida, após um desacato entre dois grupos que se dedicavam à venda de louro prensado. O antigo líder e atual deputado Rui Rocha explicou o porquê de a IL querer criminalizar a venda de louro prensado, pó de talco, gesso e outros produtos que simulam drogas. Fala Rui Rocha num problema recorrente na sociedade portuguesa.

Embora as substâncias não sejam as substâncias proibidas, o tipo de fenômenos que se geram à volta da venda, da comercialização, do armazenamento dessas substâncias acaba por ter consequências semelhantes. E, portanto, é isso que nós queremos contribuir para resolver. Há uma parte que é legislativa, nós estamos a fazer este contributo. Há depois uma outra parte que é uma questão de presença física, de forças da ordem, e essa parece-nos que também é de acautelar.

A IL quer que a venda passe a ser punida com uma pena de prisão até um ano, mas Rui Rocha admite que o partido está aberto a discutir a moldura penal no Parlamento.

Do ponto de vista de ser ou não crime público, há uma equiparação ao tráfico de droga. Agora, do ponto de vista da moldura, ela tem que ser equilibrada face àquilo que é a moldura penal aplicável ao tráfico de droga. E, portanto, havendo já molduras predefinidas, é importante que o sistema seja equilibrado, que haja um mecanismo que permita, de facto, a criminalização destas práticas, mas não pode atribuir-se-lhe a gravidade do ponto de vista da substância traficada equiparada à da droga. E, portanto, parece-nos que é uma moldura penal equilibrada. Em todo o caso, disponíveis seguramente para quando esta matéria for discutida no Parlamento, para ouvir também a perspectiva de outros partidos, inclusive fazer ajustamentos nestas disposições, nomeadamente no que diz respeito à própria moldura penal.

Rui Rocha, deputado da Iniciativa Liberal, ex-líder do partido, em declarações na Rádio Observador no dia em que a IL apresentou um projeto de lei para criminalizar o falso tráfico de drogas e a venda de substâncias legais, fazendo-as passar por ilegais.

No desporto, o Futebol Clube do Porto joga com o Rio Ave amanhã. Francesco Farioli destaca a qualidade dos vila-condenses e espera dificuldades.

O jogo está marcado para às 20h30 de amanhã. A equipa portista não pode contar com Alan Varela, que está lesionado. Já o avançado André Silva, que saiu magoado no jogo frente ao Alverca da primeira jornada, está recuperado, deve mesmo ir a jogo. Em conferência de imprensa, Francesco Farioli admite que é difícil jogar em casa do Rio Ave.

"É uma equipa com variabilidade e continuidade no trabalho. Tem jogadores com qualidade e, é claro, nunca é fácil ir jogar a Vila do Conde. É um estádio difícil, onde na época passada tivemos um arranque muito forte, mas depois, especialmente na parte central do jogo, baixámos o nosso nível e cedemos algumas oportunidades. Por isso, muita atenção, muito compromisso e o desejo de continuar a nossa caminhada."

Os últimos rumores de mercado apontam que Rodrigo Mora pode estar de saída do clube portista. Francesco Farioli elogia o médio português e lembra que o mais importante é o contrato que Mora tem no Futebol Clube do Porto.

"A realidade, de momento, é que há muito ruído e nada mais do que isso, especialmente sobre o Rodrigo Mora. É um jogador muito profissional, jovem, mas já tem uma experiência muito forte e costas largas suficientes para gerir este ruído. E como sabem, um grande adepto do Futebol Clube do Porto e, acima de tudo, um jogador do Futebol Clube do Porto."

O jogo entre Rio Ave e Futebol do Porto está marcado para amanhã, às 20h30. Há relato e análise aqui na Rádio Observador. A emissão especial começa depois do Jornal das 8.

José, que outras notícias estão a marcar a atualidade?

Espanha e Marrocos aumentaram a segurança na fronteira de Ceuta. A decisão surge depois de nas redes sociais terem surgido informações de que está a ser preparada uma nova onda migratória em massa de Marrocos para Ceuta. Algumas publicações colocam o dia de amanhã na agenda das autoridades de ambos os países. Para este fim de semana, o governo espanhol já enviou 500 polícias e 2 mil militares para a cidade de Ceuta. O governo espanhol renovou a licença da central nuclear de Almaraz. Esta central está a cerca de 100 km da fronteira com Portugal. A licença vai estar válida até junho de 2030. O Ministério Espanhol da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico justifica a decisão com base no novo contexto energético internacional e na volatilidade dos preços do gás.