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Começa agora o Jornal das duas, edição do jornalista João Lourenço. E João, neste verão, os doentes triados com pulseira amarela estão à espera mais tempo que no passado.
Entre 21 de junho e 12 de agosto, o tempo de espera ficou situado nos 56 minutos, em média, ou seja, mais seis minutos do que no período homólogo do ano passado. Os números estão disponibilizados no portal de monitorização do SNS, que indica também as três regiões mais afetadas: Lisboa e Vale do Tejo, o centro do país e também o Alentejo. Especificamente na região de Lisboa, o tempo médio de espera dos doentes triados com pulseira amarela cifrou-se mesmo nos 96 minutos, neste caso, no período analisado. Já esta sexta-feira, em visita aos hospitais do Algarve, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reconheceu não ser aceitável que um doente espere tantas horas para ser visto por um médico no serviço de urgência do SNS. Ainda esta manhã, e segundo o portal do Serviço Nacional de Saúde, o tempo de espera para os doentes urgentes no Hospital de Faro era de quase 16 horas. Já o presidente da Associação de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, na entrevista à Rádio Observador, antecipa dificuldades nas próximas semanas nas urgências hospitalares, um cenário motivado pela falta de médicos nas escalas, por um aumento da procura dos serviços de urgência e também dos internamentos sociais. Já no que diz respeito ao número de encerramentos de urgências, a situação tem vindo a melhorar. Para este fim de semana de 15 e 16 de agosto, está previsto o encerramento de duas urgências, nas urgências de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Abrantes e também do Hospital de Portalegre. Já na comparação e no mesmo fim de semana do ano passado, estiveram encerradas cerca de cinco urgências. Na altura, nos casos do Hospital de Aveiro, Santarém, Caldas da Rainha, Vila Franca de Xira e de Setúbal. Pode ler mais sobre este tema no site do Observador, num artigo assinado pelo jornalista Tiago Caeiro.
Na política, o Chega acusa Luís Montenegro de estar desfasado da realidade. O PS diz que o discurso do líder do PSD passa ao lado do futuro do país.
No Explicador desta manhã, os dois principais partidos reagiram aos 50 minutos do discurso de Luís Montenegro na Festa do Pontal, na rentrée política do PSD. O presidente dos sociais-democratas falou aos militantes sem novidades em temas como o IRS ou as pensões, mas apesar disso, Luís Montenegro prometeu que a privatização da TAP vai permitir recuperar o investimento feito e explicou a reentrada do Estado no capital da REN. Na análise, o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, acusou o líder social-democrata de fazer um discurso a lembrar os tempos de António Costa.
Luís Montenegro é um primeiro-ministro completamente desfasado da realidade. Aliás, eu ao ouvir ontem Luís Montenegro, fez-me lembrar os tempos de António Costa, quando discursava e quando pintava um país cor-de-rosa. Neste caso, Luís Montenegro pintou um país cor-de-laranja, um país que só para ele e para a elite do PSD é que existe, porque não existe para o português comum. Os portugueses comuns, nenhum deles se revelou, certamente, no discurso de Luís Montenegro. Quando fala apenas das grandes obras do futuro do país, nós percebemos claramente que Luís Montenegro não percebe o que é que custa aos portugueses ir meter combustível ou gasolina. Percebemos que não vai ao supermercado e não sabe quanto é que custa o cabaz alimentar.
Reação de Pedro Pinto, do Chega. Já o vice-presidente da bancada parlamentar do PS, António Mendonça Mendes, diz que o discurso de Luís Montenegro passa ao lado dos desafios para o futuro do país.
É uma intervenção que não tem nenhum futuro. É uma intervenção autojustificativa, defensiva, uma intervenção que passa ao lado daquilo que são os desafios que o país tem para o futuro. Portanto, não me parece que este discurso tenha sido muito bem-sucedido e principalmente porque é um discurso que nos traz mais perguntas do que propriamente respostas. Vou lhe dar o exemplo. Foi anunciada uma recompra da participação na REN. Eu não tenho muita certeza que o melhor sítio para se fazer esse anúncio seja num comício partidário.
As dúvidas de António Mendonça Mendes, do PS, em mais um episódio do Explicador.
E na resposta, o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, recusa que o discurso de Luís Montenegro tenha sido vazio de anúncios.
Nenhum discurso, neste caso, uma reação feita esta manhã nas manhãs "360" do fim de semana aqui na Rádio Observador. Sebastião Bugalho recusa as críticas da oposição.
Não se pode dizer que haja um desfasamento da realidade do discurso do primeiro-ministro, porque ele foi essencialmente sustentado em números. E se o escutarmos, entendemos isso. A mim parece-me relevante, por exemplo, quando falamos das matérias da habitação, e aí concordamos os três que é uma matéria que deve ser prioritária e que aflige grande parte da população portuguesa neste momento, pareceu-me ser um número bastante positivo o facto de, ao dia de hoje, já terem sido concluídas 28.700 das casas do PRR que estavam previstas. Parece-me que também é positivo, mantendo-nos nos números, o facto de mais de 100 mil pessoas já terem beneficiado das políticas de habitação jovem do governo, como a isenção de imposto sobre o IMT.
A resposta de Sebastião Bugalho às críticas da oposição ao discurso de Luís Montenegro nesta sexta-feira na Festa do Pontal do PSD.
E o presidente da República pede uma cultura de responsabilidade nas estradas e diz que Portugal não pode aceitar que conduzir seja uma fatalidade.
Numa altura em que muitas famílias aproveitam a segunda quinzena de agosto para viajar de carro para os destinos de férias, António José Seguro pede cautela na estrada. Num discurso nesta manhã, nas comemorações do centenário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Sumurissenses, o chefe de Estado recorda os números dramáticos dos acidentes rodoviários no ano passado e também este ano, e pede, por isso, responsabilidade.
Não podemos aceitar que morrer na estrada continue a ser uma fatalidade. Cada morte é uma família destruída, um projeto de vida interrompido. Apelo a uma cultura de responsabilidade nas estradas portuguesas. Em 2025, morreram 589 pessoas nas estradas portuguesas. Já este ano, cerca de 300 mortos. São números dramáticos que não podemos aceitar. Temos todos o dever de agir, de parar esta tragédia.
O número de mortes nas estradas portuguesas aumentou em relação ao mesmo período do ano passado e, por isso, o chefe de Estado apela a uma cultura de responsabilidade dos cidadãos neste período de férias. O presidente da República aproveitou a ocasião também para anunciar a atribuição de uma condecoração à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Sumorenceses. António Guterres enaltece o trabalho desenvolvido pelos bombeiros em diversas áreas.
A ministra do Ambiente pediu explicações a Espanha por causa da decisão de adiar o encerramento de dois reatores nucleares na central de Almaraz.
E é um adiamento até 2030, anunciado pelas autoridades espanholas nesta sexta-feira. Ora, em entrevista à Rádio Observador, Maria da Graça Carvalho explica que esteve durante o dia de ontem em contacto com a vice-presidente do governo espanhol. A ministra do Ambiente referiu que Portugal não tem nenhum meio de contestar a decisão espanhola, mas explica que pediu informações a Espanha.
Nós pedimos explicações, pedimos informação. Não temos nenhum meio de contestar esta decisão, nem pelos tratados internacionais, nem pela Convenção de Espoo. Não podemos contestar esta decisão. Esta decisão não deu lugar a um estudo de impacto ambiental, portanto, não seremos envolvidos nesta decisão.
A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, diz também que pediu à Agência Portuguesa do Ambiente, a APA, para estar em contacto com as autoridades espanholas, nas quais diz que confia.
Seguimos com as notícias. A polícia marroquina entrou esta manhã em confronto com dezenas de migrantes que tentavam atravessar para Ceuta.
Em causa estão migrantes, na maioria africanos da África Subsaariana, que tentavam atravessar, de forma irregular, a fronteira para a cidade espanhola de Ceuta. De acordo com a agência espanhola EFE, os confrontos ocorreram numa área montanhosa a cerca de 3 km da fronteira deste enclave espanhol. As forças de segurança usaram gás lacrimogéneo para dispersar os migrantes, contando com o auxílio de helicópteros. Algumas horas antes, cerca de 30 pessoas tentaram atravessar a fronteira para a cidade espanhola de Ceuta, uma tentativa que as forças de segurança marroquinas conseguiram impedir.
E no desporto, a nona etapa da Volta a Portugal iniciou com uma homenagem a Finley Tarling.
E foi em Paredes, a tirada que vai terminar no Alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto, iniciou há momentos com um minuto de silêncio em homenagem ao ciclista galês da formação suíça NSN. Morreu ontem em Arcosemo, no Conselho de Ponte de Lima, na Estrada Nacional 306. Foi vítima de um choque contra um veículo ligeiro de mercadorias que não pertencia à organização da prova. O líder desta competição da Volta a Portugal em Bicicleta, o francês Alexis Guerrin, não arranca nesta etapa no tradicional amarelo, mas sim com uma camisola negra, em memória ao atleta de 19 anos.
E é assim que fechamos o jornal das 14h, edição do jornalista João Lourenço. Está de regresso às 14h30. Até já.