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Vamos às notícias. Miguel Videira com o Jornal das Três. Miguel, o secretário-geral do PS acusou o Governo de ter casas prontas há um ano e meio e de não as entregar à espera de um novo ciclo eleitoral.

Uma atitude eleitoralista, inaceitável e desumana, sentencia José Luís Carneiro. Promete visitar os edifícios a que faz referência para expor de forma pública o que define como o ridículo da situação. A denúncia foi feita durante o discurso de encerramento das jornadas parlamentares do PS, que decorreu na Amadora.

Uma pergunta, contudo, que tem que ser feita ao Governo, porque também nos foi reportado que há hoje casas prontas a habitar, que estão prontas há um ano e meio. Há um ano e meio à espera do quê? À espera de um novo ciclo eleitoral, em que as casas das pessoas vão servir de cenário eleitoral para o eleitoralismo que o Governo nos habituou?

A acusação em forma de pergunta de José Luís Carneiro. Face a esta denúncia, o Observador contactou o Ministério das Infraestruturas para pedir esclarecimentos e confirmar a veracidade da afirmação feita pelo secretário-geral do PS. Aguardamos resposta.

O secretário-geral do PS, que quer também explicações do primeiro-ministro sobre as falhas nos exames nacionais.

Tanto os diretores de escolas como professores têm reportado problemas na correção das provas, em particular do exame nacional de Português. Ora, o líder socialista sublinha que há uma palavra a dar às famílias.

Cinco médicos para 30 mil utentes, numa estrutura de saúde que há alguns anos tinha 50 médicos. Portanto, o que aqui está em causa não é a pressão que se está a fazer por força daqueles que contribuem para a economia e para as receitas, para o saldo da Segurança Social. O que aqui está em causa é mesmo a incapacidade do Governo e a incompetência para responder às necessidades da saúde.

Como se percebe, foram várias as críticas de José Luís Carneiro na área da habitação, na área da educação, a que fazia referência, e também na área da saúde. Foi esse som que aqui escutamos de José Luís Carneiro, a afastar a ideia de que as dificuldades de resposta do SNS estão relacionadas com o aumento substancial do número de cidadãos estrangeiros a viver em Portugal. Agora, sim, a educação e o pedido de esclarecimentos por parte de José Luís Carneiro, dirigido ao primeiro-ministro sobre as dificuldades na correção dos exames nacionais.

Isto exige, no mínimo, a atenção do primeiro-ministro e uma explicação do primeiro-ministro às famílias portuguesas. As famílias portuguesas vivem inquietas, estão ansiosas, porque estão a viver uma das fases mais importantes da vida dos seus filhos. O primeiro-ministro tem o dever, é um imperativo ético, é da sua maior responsabilidade explicar às famílias portuguesas o que é que se está a falhar.

É isso que pede José Luís Carneiro, o secretário-geral do PS. Diz que o primeiro-ministro deve dar uma explicação sobre os problemas em torno da correção dos exames nacionais este ano em formato digital.

Miguel, há um balanço atualizado dos portugueses e lusodescendentes afetados pelos terremotos na Venezuela.

Sim, divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Mantém-se o número de vítimas mortais, 60. O número de desaparecidos baixou. Eram 87, são agora 86, sendo que o Observador procurou um esclarecimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros para perceber a que se deve esta redução do número de cidadãos portugueses e lusodescendentes desaparecidos na Venezuela. Ainda não conseguimos obter esse esclarecimento.

A ONU está preocupada com a situação humanitária no terreno.

Sim, é uma preocupação manifestada e tornada pública pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados. Dá conta que se assiste hoje a uma rápida deterioração da situação humanitária no país. A Agência das Nações Unidas, Hugo Fortunato Oliveira, está preocupada exatamente com o quê?

A Agência da ONU fala de uma grave escassez de alimentos, bem como do colapso de serviços básicos e de um aumento dos riscos de segurança para as populações deslocadas. Segundo o mais recente balanço da situação na Venezuela, cerca de 16 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as casas e a procurar um lugar alternativo para viver. Muitas dessas pessoas, cerca de 40%, não conseguiram encontrar um abrigo seguro e permanecem, portanto, nas ruas. As restantes encontraram refúgio em igrejas, escolas ou instalações improvisadas que, contudo, não cumprem os padrões mínimos de proteção, privacidade ou higiene.

Sendo que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Hugo, está também especialmente preocupada com os menores não acompanhados ou menores afastados das famílias.

Situação que preocupa 17% dos inquiridos e que foi reportado também por essas pessoas durante as entrevistas desta entidade, durante as avaliações feitas no terreno, na sequência desses dois grandes sismos da semana passada. Como resposta, o Grupo de Proteção das Nações Unidas, liderado pela ACNUR e que integra outras agências da ONU, como a UNICEF, lançou então uma campanha, Miguel, destinada à identificação, localização e reunificação familiar destes menores desacompanhados.

É também uma preocupação para as Nações Unidas e para esta agência da ONU, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, a situação dos menores não acompanhados na Venezuela, depois de terem ficado sem pais na sequência dos terremotos que afetaram o país na passada quarta-feira, dois terremotos de 7,2 e 7,5 na escala de Richter.

A ministra do Ambiente garante que está atenta ao ritmo de descida do preço dos combustíveis.

A descida é mais lenta do que as sucessivas subidas que aconteceram ao longo das últimas semanas, fruto do aumento do valor do barril de petróleo nos mercados internacionais. Numa conferência esta terça-feira sobre bioenergia e biocombustíveis em Cascais, Maria da Graça Carvalho promete uma fiscalização apertada.

Há sempre motivo de preocupação, porque é um facto que os preços para descer são muito mais lentos do que quando sobem e, portanto, isso preocupa-nos. Há uma parte, quando o preço global desce, nós temos que acompanhar os preços globais e, portanto, estaremos atentos se isso não acontecer.

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, garante que o Governo português está atento ao ritmo de descida do valor dos combustíveis em face da descida do barril de Brent nos mercados internacionais.

O Ministério Público vai recorrer da decisão que condenou o Estado português ao pagamento de uma indemnização de €15 mil ao antigo primeiro-ministro José Sócrates.

O facto de terem sido divulgadas informações do processo Operação Marquês sob segredo de justiça. Numa resposta ao Observador, a Procuradoria-Geral da República dá conta que vai interpor recurso sem explicar os fundamentos da decisão. O jornalista Martim Madeira esteve há pouco com a conversa com o Bastonário da Ordem dos Advogados, a pretexto desta decisão. João Massano considera que a condenação agora conhecida é uma prova da credibilidade Do Estado.

Apesar do recurso, apesar de tudo, o fato de alguém ter dito "não conseguimos saber ou não sabemos quem é o responsável, mas ainda assim o Estado é responsável", porque não conseguiu, e aqui vou dizer entre aspas, "guardar o processo", é relevante. Eu acho que é muito importante esta decisão. É o próprio Estado a condenar-se, porque, no fundo, estamos a falar da máquina do Estado a condenar o próprio Estado. Isso já significa que o sistema funciona de forma imparcial, tanto que condena o próprio.

Facto sobenhado pelo bastonário da Ordem dos Advogados.

José Sócrates também já reagiu de viva voz a esta condenação do Estado português.

Fala numa decisão histórica.

Esta é a primeira vez. É a primeira vez que o Estado é condenado por violação do segredo de justiça. O Estado é condenado por ter praticado um crime. A sentença afirma que foram eles que o praticaram. E praticaram pondo em causa a ideia de um processo equitativo e a presunção de inocência. É, portanto, uma decisão ou uma sentença histórica. É que esta sentença é também a primeira sentença em 13 anos da primeira instância de condenação, mas do Estado.

José Sócrates, em declarações aos jornalistas esta manhã na Ericeira.

O tenista português Jaime Faria qualificou-se hoje, pela primeira vez, para a segunda ronda do torneio de Wimbledon.

Depois de derrotar o japonês Shô Shimabukuro na primeira ronda do terceiro Grand Slam da temporada, o número dois português afastou Shimabukuro pelos parciais de 7-6, 6-3, 6-7, 2-7, no tie break. Apurou-se pela primeira vez para a segunda ronda do Major Londrino, depois de ter caído na estreia o ano passado. Ainda mais uma notícia de desporto, Nelson, que me chamavas a atenção.

Uma notícia de última hora.

De última hora. Gonçalo Ramos.

Está confirmado, através do site do próprio AC Milan e do próprio Paris Saint-Germain. O português Gonçalo Ramos vai jogar na próxima época em Itália, comandado por Ruben Amorim, um contrato até junho de 2031. É em Itália que prossegue a carreira do goleador português. Vamos agora às notícias de âmbito local.

Começamos em Rio Maior. Uma colisão entre um veículo ligeiro e um pesado de mercadorias provocou um ferido no IC2. O acidente aconteceu na manhã desta terça-feira. O trânsito ficou condicionado entre Rio Maior e Alcoentre. O ferido foi assistido no local, transportado mais tarde para o Hospital de Vila Franca de Xira. A situação no IC2 já retomou à normalidade. Em Sintra, foram apreendidas 217 botijas de dióxido nitroso na freguesia de Massamá, segundo a divisão policial de Sintra, da PSP, que levou a cabo esta operação. As botijas destinavam-se à comercialização ilegal para o consumo da substância. O proprietário da viatura em que seguiam as botijas foi detido por condução sem habilitação legal. Rumamos a Leiria. Foi hoje aprovada a criação de um centro de diagnóstico integrado no Centro de Saúde Dr. Gorjão Henriques. O projeto tem um investimento de €380 mil e engloba a criação de uma sala de raios-X e um gabinete de observação no centro de saúde. Em Aveiro, foi adjudicada a instalação de um sistema de armazenamento de energia nas instalações portuárias da Gafanha da Nazaré. O concurso público para o projeto contou com 15 empresas. O consórcio vencedor tem agora um prazo de 200 dias para executar as obras. No Seixal, vai realizar-se uma visita técnica à Fábrica da Póvoa de Vale de Milhaços, em Corroios. A visita arranca às 9h desta sexta-feira e tem por objetivo promover um debate sobre a valorização e conservação do monumento. Um atleta da Póvoa de Varzim tornou-se o primeiro atleta da região a chegar ao topo do basquetebol europeu. Diogo Brito vai jogar na primeira divisão espanhola, considerada a competição nacional mais forte da Europa, apenas superada pela NBA no panorama mundial. O feito do atleta de 29 anos coloca-o num patamar de excelência na próxima temporada.