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Jornal das quatro na Rádio Observador com Luís Soares. Luís, o governo promete que os portugueses vão notar o reforço das forças de segurança no terreno, em especial nos autocarros. Todas as forças de segurança do Estado estão, de resto, em prontidão.

Garantia de António Leitão Amaro à saída da reunião do governo com os autarcas da área metropolitana de Lisboa. O ministro da presidência afirma que todos os meios do Estado foram colocados ao dispor para garantir a segurança de todos.

Colocar todos os meios é colocar todos os meios a garantir a segurança das pessoas. Deixa-me dizer, não significa apenas na rua. A existência de vigilância aérea, de vigilância nas redes sociais, nos contactos que são feitos por todas as entidades do aparelho do Estado, desde os serviços de informações às forças de segurança, todos atuam em todas as dimensões para que quem faz mal, a minoria muito minoritária que pensa, pretende, tem alguma ideia de colocar em risco a segurança dos concidadãos.

O ministro da presidência afirma que os portugueses vão notar esse reforço da segurança, em especial nos autocarros, e garante que o planeamento de segurança vai para além disso.

A área metropolitana, com as forças de segurança e o governo, vamos continuar a programar o reforço da segurança, não apenas nos autocarros, mas também nos autocarros. E deixe-me dizer, como sempre aconteceu, as atuações das forças de segurança e a presença das forças de segurança tem que ser garantida e tem que ser acontecida, não tem que ser anunciada.

António Leitão Amaro, à saída da reunião, onde também esteve presente a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, que, no entanto, não falou aos jornalistas, apenas o ministro da presidência prestou declarações, assim como o presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa.

Do lado dos autarcas, falou Basílio Horta, que criticou algumas declarações que têm sido feitas sobre este tema.

Ele que lamenta quem está a aproveitar da situação de desacatos dos últimos dois dias para fazer um discurso racista.

A polícia tem que ser reforçada inequivocamente e tem que atuar inequivocamente, porque o que está em causa é a nossa segurança, segurança individual e segurança das comunidades. E por isso é que nós temos que recusar liminarmente dois tipos de discursos. Primeiro, quem aproveita esta situação trágica para fazer um discurso xenófobo e racista. A meu entender, é um discurso antinacional. O segundo ponto é impedir que haja discursos e iniciativas que desprestigiam a autoridade. Quem desprestigia a autoridade está a enfraquecer a autoridade do Estado. E quando enfraquece a autoridade do Estado, está a pôr em causa toda a nossa segurança. Portanto, uma coisa e outra, não podemos consentir nisso.

As críticas de Basílio Horta à saída da reunião do governo com os 18 autarcas da área metropolitana de Lisboa. Já o presidente da Câmara da Capital, que saiu mais cedo do encontro, Carlos Moedas, diz que está a crescer o sentimento de insegurança em Lisboa.

O sentimento de insegurança está a crescer na cidade de Lisboa e eu não posso admitir isso. Eu não posso ter, como hoje tenho na cidade de Lisboa, queixas constantes de sentimento de insegurança. Obviamente, nós sabemos que a Polícia de Segurança Pública de toda a cidade. E esse sentimento de insegurança acontece tanto na Avenida da Liberdade como em Campo de Ourique, em muitas freguesias, e esse sentimento não pode voltar à cidade.

Carlos Moedas, que volta a sublinhar a necessidade de aumentar as competências da Polícia Municipal. Declarações no final dessa reunião dos autarcas da Área Metropolitana de Lisboa com o governo.

O PS condena as declarações do líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, sobre a atuação da PSP.

Os socialistas quiseram assinalar o desagrado no arranque dos trabalhos parlamentares na Assembleia da República esta tarde. Pedro Pinto sugeriu ontem, num debate na RTP, que se os polícias atirassem e matar, o país andava mais seguro. Ora, esta tarde, o deputado Pedro Delgado Alves quis condenar as palavras do líder da bancada do Chega, ainda antes do arranque do plenário.

São declarações gravemente atentatórias do Estado de Direito, dos direitos fundamentais dos cidadãos, especialmente graves no momento que o país atravessa. Obviamente, sem prejuízo de ponderarmos se o código de conduta dos deputados habilita declarações deste teor. O plenário da Câmara não poderia deixar de, pelo menos, ser um local para que se manifestasse este sentimento e esta nota.

Pedro Delgado Alves, vice-presidente da bancada parlamentar do PS. Todos os partidos acabaram por intervir sobre este tema, concordando que o que os deputados dizem fora do Parlamento pode ser discutido na Assembleia da República, mas sugeriram debater esse assunto na conferência de líderes parlamentares. Já Pedro Pinto defendeu-se dizendo que estava a fazer uma suposição.

Aquilo que o senhor deputado Pedro Delgado Alves fez foi má-fé. Má-fé do Partido Socialista, má-fé de uma extrema-esquerda que invadiu o Partido Socialista, má-fé apenas desta Casa e do Partido Socialista. E permita-me que lhe diga também outra coisa. Aquilo que se passou ontem foi apenas uma simples suposição e com algum tipo de ironia. Quem não perceber isso, não está aqui a fazer nada.

Pedro Pinto, o líder parlamentar do Chega, depois dos partidos terem condenado a formulação que ele utilizou num debate ontem à noite na RTP.

E o Movimento Vida Justa anunciou uma manifestação para o Marquês de Pombal, em Lisboa, que reclama justiça pela morte de Odair Muniz.

O homem que foi baleado pela polícia após uma perseguição policial na Amadora. "Sem justiça não há paz." É esse o lema da manifestação, que terá início às 15h no próximo sábado, no Marquês de Pombal, em Lisboa, organizada por este Movimento Vida Justa. Também familiares e amigos de Odair Muniz e associações de moradores do bairro de Zambujal e outros bairros da área metropolitana de Lisboa. Nas últimas 24 horas, a PSP deteve 13 suspeitos de causar tumultos. Há ainda três feridos a registar, um deles em estado grave, o motorista de um dos autocarros que foram ontem incendiados. A comunicado da PSP confirma que o homem está em estado grave por ter sofrido queimaduras na cara, no tórax e nos braços. Foram também identificados 18 suspeitos.

Na política, a Iniciativa Liberal vai votar contra o Orçamento do Estado. Os liberais anunciaram a decisão esta tarde, depois do Conselho Nacional do fim de semana e também da reunião da bancada parlamentar que aconteceu hoje.

Rui Rocha diz até que não teria problema em votar um orçamento ao lado do PS, mas sublinha que o conteúdo não revela uma mudança de estratégia.

A decisão tomada foi a de votar contra este orçamento. A Iniciativa Liberal votaria a favor deste orçamento se ele incorporasse uma visão reformista do país, uma visão liberal A Iniciativa Liberal abster-se-ia, porque se trata do primeiro orçamento apresentado por este governo, se esse orçamento incorporasse uma visão alinhada com o programa eleitoral que a AD apresentou ao país. A Iniciativa Liberal, perante um orçamento que poderia ter sido apresentado pelo Partido Socialista, não interessa tanto quem assina o documento, o que interessa é o sentido que o documento traz.

Rui Rocha, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, adiantou também que os liberais não vão deixar de tentar fazer aprovar algumas propostas na fase de especialidade, mas diz que não tem esperança de uma mudança global do orçamento.

Um dia marcado pela morte do cantor Marco Paulo. Vários artistas nacionais lembram-no como detentor de uma voz excepcional e única na música portuguesa.

Marco Paulo, que morreu hoje, tinha 79 anos, tinha-lhe sido diagnosticado um cancro no pulmão em 2022. A carreira do artista foi pautada por vários êxitos, entre eles a canção "Taras e Manias". À Rádio Observador, a apresentadora de televisão Teresa Guilherme recorda o dia em que o cantor apresentou este single.

Lembro-me dele num programa meu, eu penso que foi o "Eterno Feminino", há muitos anos, quando ele apresentou o "Taras e Manias", que era muito sexual. E lembro-me das pessoas ficarem completamente chocadas e a dizer: "Mas como é que é possível?" E de haver um choque, mas que foi um êxito tremendo.

Teresa Guilherme a recordar alguns momentos da carreira de Marco Paulo. A família diz que em breve serão anunciados detalhes sobre as cerimónias fúnebres e pede respeito pela privacidade neste momento.

Quatro horas, oito minutos. Que outras notícias estão a marcar esta tarde?

Marcelo Rebelo de Sousa já está reunido em Belém com a primeira-dama ucraniana, Olena Zelenska. Não é conhecido o teor das conversas entre os dois, até porque o encontro está a decorrer à porta fechada, não estão previstas declarações. Esta manhã, Zelenska avisou que as palavras da Rússia são para ser levadas a sério. Foi uma lição que tirou da invasão da Rússia à Ucrânia. Sessenta e sete comboios urbanos de Lisboa foram suprimidos até ao meio-dia, por causa da greve parcial dos revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP. Dados avançados à Agência Lusa por fonte da empresa, os revisores e trabalhadores das bilheteiras da empresa deram início hoje a uma greve que se prolonga até o dia 3 de novembro.