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No Jornal das Quatro. Jornal das Quatro com edição do João Gama e começamos com essa notícia de última hora: o líder da claque Super Dragões, Fernando Madureira, e a mulher, Sandra Madureira, vão a julgamento por mais de 30 crimes.
O despacho de pronúncia de julgamento foi lido esta tarde no Tribunal de Instrução Criminal do Porto. O líder da claque portista, os Super Dragões, e a mulher eram acusados pelo Ministério Público de vários crimes, desde ofensas à integridade física, arremesso de objetos e atentado à liberdade de informação. O caso foi desencadeado no final de janeiro deste ano, depois de uma investigação relativa a desacatos ocorridos numa assembleia extraordinária do Futebol Clube do Porto, onde a claque dos Dragões esteve envolvida. Vamos agora em direto ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto ouvir a advogada de Fernando Madureira, que fala a esta hora aos jornalistas.
Completamente desiludida com a Justiça, a partir do momento em que há abertura de instrução, há a prova que é indicada, há o visionamento de imagens e que não se altera uma vírgula a uma acusação. Certos interesses foram forçados, não concorda? Não concordo, em absoluto. Acho uma perfeita normalidade. Há colegas meus que entendem que a instrução não serve pra nada. Eu sempre entendi que a instrução servia para outra coisa. Como é que vê esta decisão da juíza, Sandra? Temos agora Sandra Madureira a sair acompanhada pelo advogado Gonçalo Cerqueira.
Umas declarações da advogada Cristiana Carvalho, ela que é advogada de Fernando Saúl e não de Fernando Madureira. Fernando Saúl que era speaker da claque dos Super Dragões, falava aos jornalistas à saída do Tribunal de Instrução Criminal do Porto no dia em que é conhecida esta notícia. Fernando Madureira e a mulher vão mesmo a julgamento, respondem por mais de 30 crimes.
Uma notícia que vamos desenvolver nos próximos jornais aqui da Rádio Observador. Para já, vamos até França, outro assunto a marcar a atualidade. Emmanuel Macron já aceitou a demissão de Michel Barnier, o primeiro-ministro francês vai continuar em funções até ser encontrado um substituto.
É o que adianta um comunicado oficial da presidência francesa, de acordo com a nota de imprensa do Palácio do Eliseu, Macron toma nota da renúncia do primeiro-ministro, garante que Barnier, em conjunto com os outros membros do atual governo, vai ocupar-se de assuntos correntes até a nomeação de um novo governo. Isto depois da reunião desta manhã, na qual Barnier apresentou oficialmente a demissão ao presidente francês. Os partidos já reagem. A França Imsubmissa avisa que irá vetar qualquer primeiro-ministro que não seja da Nova Frente Popular e também os socialistas apelam ao presidente francês que nomeie um governo de esquerda.
O almirante Gouveia e Melo disse hoje que ter farda ajuda e criticou as tentativas de desvalorização do trabalho das Forças Armadas durante a pandemia.
Trabalho que acredita que não era para qualquer militar, é a posição defendida pelo chefe do Estado-Maior da Armada numa altura em que vê o nome a ser apontado a uma possível candidatura à Presidência da República em 2026. Gouveia e Melo fala numa campanha de menorização.
Às vezes vejo certos comentadores falarem sobre o processo de vacinação. Dá a sensação que há uma tentativa ou uma vontade de menorizar o papel que as Forças Armadas tiveram nesse processo. E essa menorização é muito injusta. As Forças Armadas foram essenciais nesse processo. Hoje diz-se e eu já vi coisas extraordinárias: "Aquilo era só umas folhas de Excel, qualquer militar fazia aquilo. Aquilo é só logística." Não, aquilo não foi só logística, não foi só uma folha de Excel e não era qualquer militar que fazia aquilo.
Henrique Gouveia e Melo enaltece o trabalho realizado pela task force da campanha de vacinação durante a Covid-19, refere ter sido um processo justo e acredita que a farda de militar tenha sido importante no sucesso da campanha.
Falamos ainda da reunião desta tarde da ministra da Saúde com o Sindicato Independente dos Médicos.
Trata-se de mais uma reunião negocial entre o sindicato e o ministério de Ana Paula Martins. A acompanhar a reunião, que já começou no Ministério da Saúde, está o jornalista Carlos Pedro, que já falou com o secretário-geral do SIM. Carlos Pedro, agora aqui em direto. Boa tarde. O que pretendem os médicos?
Boa tarde, João. Em cima da mesa continua principalmente o tema da valorização da carreira médica, sobretudo na questão dos salários. Os médicos querem uma nova subida salarial, algo que vai voltar a ser proposto nesta nova reunião, que representa um continuar das negociações entre este sindicato e o governo, negociações que se arrastam já desde o verão. À entrada, o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos assegurou que a proposta para a subida salarial é exatamente a mesma que foi feita ao anterior governo, ou seja, uma nova subida gradual de mais 15% do salário dos médicos.
A proposta é nem mais nem menos do que ao governo anterior e, portanto, mais 15% para completar um acordo que nós consideramos que é estrutural, que vai fixar médicos no SNS e que vai ajudar a resolver os problemas atuais, tanto das urgências, mas não especificamente só das urgências. Queremos mais consultas, queremos mais cirurgias, queremos mais utentes com médico de família e, portanto, é essencial que isto se traduza numa perspectiva a médio e longo prazo, de que os médicos vão ter um aumento. Nós não pedimos um aumento todo já pra o ano. Nós fizemos essa cedência de haver um compromisso gradual ao longo dos próximos anos, tendo em conta a sustentabilidade das contas do país também.
Nuno Santos Rodrigues, que espera que o governo chegue a um acordo com os médicos, tal como fez com professores, polícias e enfermeiros. Recordo também que ficou acordado com o anterior executivo uma subida de 15% dos salários. O sindicato pedia, na altura, uma subida de 30%. Agora vai continuar a solicitar o novo aumento salarial de 15%, mas, diz o secretário-geral, de forma responsável. Nuno Santos Rodrigues falou ainda sobre uma polêmica em torno da linha SNS 24. O Sindicato Independente dos Médicos alertou no sábado passado para um procedimento da linha que alegadamente desrespeita o funcionamento dos centros de saúde. Em causa está a marcação de consultas pela linha SNS 24 diretamente para os cuidados de saúde primários, no âmbito do projeto Ligue Antes Salve Vidas e para utentes que não estão inscritos. Segundo o sindicato, a lei diz que tal só pode ser feito à parte da população que está inscrita nos diversos centros de saúde, algo que alegadamente não tem acontecido. Há pessoas não inscritas com consultas a serem marcadas em várias unidades de saúde familiar. Agora, Nuno Santos Rodrigues revela que a resposta do governo foi imediata e positiva.
Recebemos uma prontíssima resposta da direção executiva, que explica que já diligenciou junto dos SPMS que todas as medidas que estão a ser implementadas neste momento e que não correspondem ao funcionamento correto das USFs vão ser corrigidas. Portanto, tivemos essa boa notícia hoje de que vai ser corrigido pelos SPMS, a pedido da direção executiva, essa situação.
O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, Nuno Santos Rodrigues, na antecâmara de mais uma reunião com o governo. Os médicos pedem um novo aumento salarial de 15%.
Reportagem em direto do Carlos Pedro, a partir do Ministério da Saúde, numa altura em que o Sindicato Independente dos Médicos e Ministra da Saúde estão já reunidos.
A Associação Contra o Racismo Moinho da Juventude acusa a PSP de varrer para debaixo do tapete o caso de Odair Moniz.
É como reage à decisão da transferência dos agentes envolvidos neste caso para outros comandos. Uma notícia que foi avançada hoje pelo semanário Expresso. O presidente da associação, Jacson Pereira, critica a solução encontrada, fala numa decisão que não garante a segurança dos bairros e deixa críticas à demora na investigação.
Há um receio em atuar para que se faça justiça, mas ao mesmo nível comparativo, há uma euforia para uma caça aos jovens que andaram a mostrar as suas revoltas pelas ruas. E não vejo esse critério perante as instituições em mostrar uma vontade em apurar os factos e apurar responsabilidades na questão de Odair. Está-se a tapar os olhos das pessoas com a peneira. Acha-se normal que alguém que esteja que há índice forte de ter assassinado alguém, se sair de uma esquadra, vai para outra, garante a segurança pública de algum cidadão?
Declarações de Jacson Pereira na Rádio Observador. O presidente da Associação Moinho da Juventude revela ainda não ter sido contactado pelo governo depois da reunião, já há mais um mês, no seguimento com as comunidades dos bairros que foram afetados pelos tumultos, que foram ouvidos pelo governo.
João, olhamos ainda para outras notícias que estão a marcar esta quinta-feira.
O PSD denuncia atos de coação e intimidação sobre deputados. Hugo Soares diz que existem deputados a filmar e tirar fotografias de intervenções de outros para depois as colocar nas redes sociais. O Ministro das Infraestruturas lamenta a decisão do Sindicato dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro de manter a greve geral marcada para o dia de amanhã. Miguel Pinto Luz sublinha que a paralisação vai ter um impacto negativo na vida dos cidadãos que utilizam o transporte público. E a Rússia vai fechar o consulado na Polónia, em São Petersburgo. A decisão surge como resposta ao encerramento do consulado russo na cidade polaca de Poznań.